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terça-feira, 24 de abril de 2012

MARIA , EXEMPLO DE FIDELIDADE E OBEDIENCIA A DEUS


O beato João Paulo II, no ano de 1997, reflete sobre a figura da Virgem Santíssima em três catequeses: “Maria, singular cooperadora da Redenção”, “Mulher, eis aí o teu Filho” e “Eis aí a tua Mãe!”.

A Virgem Maria, que é a primeira redimida por Cristo na sua Imaculada Conceição, torna-se capaz de uma singular contribuição na obra da salvação. 


As catequeses: “Mulher, eis aí o teu Filho” e “Eis aí a tua Mãe!” são iniciadas com os versículos nos quais Jesus se dirige a Maria e ao discípulo amado: “Ao ver Sua Mãe e junto dela o discípulo que Ele amava, Jesus disse à Sua Mãe: 'Mulher, eis aí o teu Filho'. Depois disse ao discípulo: 'Eis aí tua Mãe” (Jo 19, 26-27). Essas palavras revelam profundos sentimentos de Cristo e são de grande riqueza de significados para a fé e a espiritualidade cristãs.


Segundo o saudoso Santo Padre, a intenção primeira de Jesus não era de confiar sua Mãe a João, mas de entregar o discípulo a Maria, atribuindo a ela uma nova missão. O fato de o Senhor chamar Maria de “Mulher”, termo usado por Ele também nas “Bodas de Caná” (cf. Jo 2, 1-11), é para destacar uma nova dimensão do seu ser Mãe, colocando-a num plano mais elevado. Em Maria, a figura da mulher é reabilitada e a maternidade assume a tarefa de difundir entre os homens a vida nova em Cristo.

Além do assentimento de Nossa Senhora ao sacrifício do Filho, no Calvário se revela o desígnio divino de estender à humanidade inteira a maternidade da Mãe de Jesus. Dessa forma, a Virgem Santíssima é constituída Mãe de todos os cristãos.

O Papa afirma que as palavras “Eis aí a tua Mãe!” mostram a intenção de Jesus de despertar nos discípulos uma atitude de amor e confiança para com Maria, assumindo-a como Mãe. Pois, na escola de Maria os discípulos aprendem a ter uma íntima e perseverante relação de amor com Jesus.

Dessa forma, descobrimos também a alegria de nos confiarmos ao amor materno da Mãe, vivendo como filhos afetuosos e dóceis. Maria é um caminho que leva a Cristo, por isso, a devoção a ela não nos tira a intimidade com Ele, mas sim a leva a altos graus de perfeição.

Portanto, Maria é a Mãe amorosa de Cristo, que nos foi dada por Ele no ápice de sua doação pela humanidade. Jesus nos entregou tudo. Depois de nos revelar o amor do Pai, pelo Espírito Santo, ofereceu a vida em sacrifício por cada um de nós. Na cruz, não obstante a generosa entrega de si mesmo, Cristo entregou-nos também a própria Mãe.

Em resposta à vontade de Nosso Senhor Jesus na cruz, cada um de nós é chamado a entregar-se com confiança ao amor materno de Nossa Senhora. Como o discípulo amado, somos chamados a acolhê-la em nossa casa, em nossa vida, reconhecendo o seu papel de cooperadora da redenção.

Natalino Ueda
Missionário da Comunidade Canção Nova

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A MÃE DAS CRIANÇAS DO BRASIL

Maria, exemplo de mãe para os cristãos

No dia 12 de outubro, celebramos a festa de Nossa Senhora Aparecida, a mãe do povo brasileiro. E como todas as mães, Nossa Senhora tem carinho especial com seus filhos menores e mais frágeis, que são as crianças. É por isso que a coincidência de datas (Dia de Nossa Senhora Aparecida e Dia das Crianças) nos leva a dizer que a Virgem Aparecida é a mãe das crianças do Brasil.
Costuma-se dizer que um país que não cuida de suas crianças e de seus adolescentes está fadado a ter um futuro nada promissor. O mesmo podemos dizer das comunidades cristãs que não zelam por seus pequenos e adolescentes. Elas estão fadadas a desaparecer num futuro não muito distante.
Cuidar das crianças e dos jovens como comunidade cristã pode significar a necessidade de criar ambientes próprios para eles nas celebrações. Pode significar a organização da Pastoral da Criança e da Pastoral do Menor. Pode significar também a dinamização da Pastoral dos Coroinhas, a qualificação da catequese e a dinamização das celebrações. Cuidar dos menores implica no desenvolvimento de ações com as mães gestantes e com os jovens que se preparam para o casamento.
O exemplo de mãe para os cristãos é Maria, a mãe de Jesus. Entre os inúmeros títulos com os quais ela é invocada, o povo brasileiro a venera como Nossa Senhora Aparecida.
A origem da devoção vem do ano de 1717, quando dois pescadores tiraram a imagem enegrecida das águas do rio Paraíba. No encerramento do Congresso Mariano de 1929, de posse da imagem tirada do rio, Nossa Senhora foi proclamada Rainha do Brasil com o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Em 1931, na presença do presidente Getúlio Vargas, ela foi aclamada como “Rainha e Padroeira do Brasil”. No ano de 1980, pela Lei nº 6.802, foi decretado feriado nacional no dia 12 de outubro. No mesmo ato, Nossa Senhora Aparecida foi reconhecida oficialmente como padroeira dos católicos do Brasil.
Que a Mãe Aparecida olhe com carinho para o povo brasileiro. Que ela inspire os governantes a promoverem a paz e a justiça social. Ajude os pais a educarem seus filhos nos valores do Evangelho. Ilumine a Igreja a promover ações de solidariedade e a se transformar em “casa e lugar de comunhão”. E que, acima de tudo, a Mãe de Aparecida ampare as crianças do Brasil, para que elas possam “crescer em tamanho, sabedoria e graça diante de Deus e dos homens”, a exemplo do Seu Filho, Jesus de Nazaré.
Dom Canísio Klaus
Bispo Diocesano de Santa Cruz do Sul