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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

PERDÃO É A RESPOSTA AO SENTIMENTO DE VINGANÇA

O missionário começa o programa com a passagem bíblica do livro de Eclesiástico 28,1-2: "Quem quer vingar-se encontrará a vingança do Senhor, que pedirá severas contas dos seus pecados. Perdoa ao próximo que te prejudicou: assim, quando orares, teus pecados serão perdoados".
Com os olhos vendados, mostra, concretamente, como a vingança pode prejudicar uma pessoa. Ele anda um pouco, tropeça e, ao descobrir os olhos, percebe que não está na direção da câmera. "É isso que a vingança faz, a pessoa perde a direção, perde o foco, perde o direcionamento da própria vida. A pessoa vingativa caminha como cego. Podemos dizer que a vingança direciona a pessoa para o mal, ou seja, desvia-a do caminho correto. Segundo ele, a pessoa vingativa perde a direção, perde a centralidade de Deus na sua vida e acaba atraindo a vingança para si mesma.
O missionário também conta a história de um monge que, mesmo depois de ter sido picado por um escorpião, jogou-o no rio numa reação instantânea, mas depois o salvou. E ao ser questionado sobre o porquê de não matar o escorpião, respondeu: "O escorpião agiu conforme a sua natureza, e eu conforme a minha".
"A nossa natureza é do perdão; não da vingança. Somos filhos e filhas de Deus, por isso o propósito de Deus esta semana é resolvermos sobre a questão da vingança. Não alimente mais esse sentimento que o consumirá", reflete Alexandre.
Para encerrar o programa, o missionário propõe que você tire as vendas dos olhos e assuma, nesta semana, este propósito de perdoar e renunciar a todo sentimento de vingança na sua vida.
Deixe seu comentário contando qual a experiência de perdão que você viveu e como conseguiu vencer a vingança na sua vida.
Alexandre Oliveira

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

PERDÃO , COISA DE GENTE INTELIGENTE

Imagem de Destaque

O portador do ódio é sempre o mais prejudicado

Uma de nossas reações mais comuns diante do sofrimento é a busca de justificativas e de culpados para tais situações. Não é fácil lidar com a dor, mais difícil ainda é enfrentar perdas e injustiças. Qual o pai que, ao perder seu filho em um assassinato, não ficará revoltado? A dor humana é compreensível e não pode ser pormenorizada, porém, precisamos aprender a trabalhá-la em nós.
Diante da injustiça, a mágoa e a revolta são consequências reais, contudo, a história nos revela que tais realidades são apenas consequências da dor e não um remédio para ela.
A violência sempre gerará mais violência, desencadeando assim um gradativo processo de disseminação do ódio, o qual, por sua vez, nunca encontrará o seu fim.
Mas como finalizar esses processos inaugurados pelo ódio? Para a violência se ausentar faz-se necessário a consciência de que um dos lados precisará ceder, perdoando.
Somos muito orgulhosos, em consequência do pecado original enraizado em nós e, por vezes, contemplamos as situações somente a partir do ângulo de nossas próprias razões. Nunca queremos dar o “braço a torcer” e queremos sempre ter a razão nas situações. E, muitas vezes, até a [razão] possuímos mesmo, contudo, “amar significa perder para ganhar” e perdoar é abrir mão da própria razão por uma realidade mais nobre.
Por mais injustiça que tenhamos experienciado, a atitude mais racional diante dessa realidade é o perdão. Por quê? Porque a mágoa nos torna pequenos e empobrecidos demais, além de ser a raiz de inúmeras enfermidades (segundo muitas comprovações científicas). O portador do ódio é sempre o mais prejudicado. Quando estamos magoados pensamos na pessoa que nos causou a dor durante as 24 horas do dia e acabamos por “aprisioná-la” dentro de nós.
Aquele que alimenta o ódio enxerga apenas a si mesmo e o seu sofrimento, fragmentando assim a própria existência e deixando de lado outras realidades essenciais. Quem vive magoado não tem qualidade de vida, não tem paz…
Perdoar é extinguir a trama de angústias que o ódio produz em nós, é libertar-se para descobrir a beleza até mesmo na desventura.
Sei que, em determinadas situações, o perdão não é coisa fácil, porém, perdoar é uma questão de decisão e não de sentimento. A graça de Deus não nos desampara, ela está sempre pronta a auxiliar aqueles que desejam verdadeiramente viver a reconciliação.
Não percamos mais tempo: libertemo-nos de toda mágoa! Existe muita vida para se viver e ainda muita alegria/realização para se conquistar.
Coragem!
Padre Adriano Zandoná

sexta-feira, 22 de julho de 2011

DE O PRIMEIRO PASSO PEÇA PERDÃO

Deus é luz e n'Ele não há treva alguma. Como é lindo o amanhecer, ver o sol iluminando o dia!. Não tenha medo da luz, abra o coração e deixe a luz entrar na sua vida, onde há luz não há trevas.
Quando não colocamos em prática a nossa fé as trevas nos sufocam, nos impedem de nos aproximar e experimentar o amor de Deus .
Todos os nossos pecados serão perdoados, basta reconhecermos que somos pecadores. Reconheça os seus pecados, suas fraquezas, deixe seu orgulho de lado, dê o primeiro passo e peça perdão.
Muitas vezes, ficamos esperando o primeiro passo partir da outra pessoa, deixamos nosso orgulho agir por nós e não percebemos que, dessa maneira, nos afastamos da luz e caminhamos nas trevas.
Quando fazemos a experiência de nos reconhecer pecadores, a luz de Deus entra em nossas vidas e elimina as trevas do nosso coração. Pedro, discípulo de Jesus, chorou quando reconheceu o seu pecado por tê-Lo negado, mas suas lágrimas lavaram sua alma e seu pecado foi perdoado.
Não tenha medo de dar o primeiro passo, de não ser perdoado, não deixe que o inimigo de Deus o condene. Deus é fiel, o purifica e o perdoa de toda a iniquidade, Ele o fará um homem novo, um homem livre. Tenha certeza de que Deus não gosta do pecado, mas Ele ama o pecador.
Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje, procure um sacerdote e confesse os seus pecados, reconheça seus erros, as mágoas que causou, os pecados que cometeu e peça perdão.
Nunca um homem é mais humilde do que quando está de joelhos. Deixe que o amor e a luz do perdão de Deus iluminem o seu coração e o libertem. Experimente concretamente a Misericórdia de Deus em sua vida.
Diácono Nelsinho Corrêa
Missionário da Comunidade Canção Nova

terça-feira, 21 de junho de 2011

BASTA UM SIM AO PERDÃO

Jesus sabe o mal que nos causa não conceder perdão, guardar ressentimento, mágoa, romper com alguém, nutrir decepção dentro de nós.
Mesmo que não demonstremos, se esses sentimentos existem em nosso interior, eles fazem um grande estrago. Os maus sentimentos tiram nossa sintonia com Deus.
Se não estamos no amor, nosso coração não consegue sintonizar com Deus. Assim o fluxo de vida não chega até nós.
Deus manda retirar de nosso coração todos os sentimentos ruins. O Senhor quer a paz de nosso coração. Ele sabe que depende de nós para que Seu amor vença. Basta um “sim” de nossa parte ao perdão e à reconciliação para que a paz volte a reinar em nossa vida.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

domingo, 14 de novembro de 2010

O SEGREDO DA CURA TOTAL


O que eu vou estar falando nesta palestra é muito importante. Sabemos que Jesus veio ao mundo para trazer-nos a Boa Nova. Nós ouvimos nos dias de hoje tantas más notícias. Mas os anjos disseram aos pastores que Jesus nascera em Belém para trazer ao mundo a Boa Nova, a boa notícia.
O Cristianismo é a religião da alegria. A Renovação Carismática Católica tem nos ensinado que precisamos ser um povo de louvor. Não um povo “quietinho”, triste, mas sim um povo que louva a Deus constantemente.

O problema é que somos muito tímidos, medrosos.
E a Bíblia nos chama a sermos um povo valente, que louva a Deus publicamente com tudo aquilo que temos. Os anjos disseram aos pastores que eles estavam anunciando uma Boa Nova para todos os povos. Portanto, precisamos louvar a Deus diante de todas as nações. Mas isso só é possível mediante um profundo arrependimento.Na Confissão necessitamos experimentar o abraço do Pai. Eu tenho recomendado aos padres que eles sejam verdadeiros pais durante a Confissão. Precisamos sentir o calor do abraço amoroso do Pai. Quando eu rezo pelas pessoas eu primeiro a atendo em Confissão e depois rezo por sua cura interior. Somente depois eu rezo pela cura física e, por fim, pela sua libertação.

A Confissão não foi feita para ser apenas uma penitência, mas sim uma libertação completa. Você deveria sair da Confissão com um sorriso nos lábios
Infelizmente, existem um destaque muito grande para a cura física. Mas Jesus não veio ao mundo apenas para fazer os paralíticos andarem e os cegos enxergarem. Ele veio para nos transformar inteiramente. Daí a importância da cura emocional, pois ela é o início, a “porta de entrada” para a cura física.

A Palavra de Deus nos fala daquele cego que gritou para Jesus:
“Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!” E Jesus o chama e pergunta: “O que você quer?” É a mesma pergunta que Jesus nos faz no dia de hoje. Jesus fez essa pergunta porque sabia que aquele cego necessitava não somente de uma cura física, mas antes de uma cura emocional e espiritual.

E por que eu afirmo isso? Porque aquele cego, após ter sido curado por Jesus, se pôs a segui-lo. É isso o que Jesus quer fazer com cada um de nós:
Ele quer nos curar para que nos coloquemos em seu seguimento.

A cura emocional é a “porta de entrada” para todas as outras curas.
A pessoa não experimenta a cura psíquica, a cura de seus vícios, e nem a libertação do mal, se ela não passar primeiro pela experiência da cura interior.

As pessoas que vocês ouviram gritando aqui neste lugar necessitam de libertação. Mas, antes, elas necessitam passar pela cura interior.

Nós precisamos saber como rezar pela cura interior. A oração é algo científico. Ela não vem “do nada”.
Precisamos rezar a partir dos sintomas. Os sintomas são importantes. Eles são indicações, são sinais, para nos ajudar a descobrir quais são as nossas doenças emocionais.

São quatro as principais doenças emocionais. E a primeira delas é o sentimento de rejeição. Jesus foi rejeitado. Ele foi crucificado e a crucificação tinha o objetivo de não apenas matar os condenados a ela, mas também de humilhá-los publicamente. Eu estive há algum tempo no Paraguai numa bela casa de retiros. E na linda capela daquele lugar existe um lindo mosaico de Jesus crucificado onde Ele está nu. Foi o único lugar do mundo onde vi essa imagem. E Jesus morreu na Cruz despido, humilhado.

Jesus foi crucificado por inveja.
Eu vejo a inveja como a grade “porta de entrada” para as doenças emocionais. A grande dor de Jesus na Cruz não foi àquela causada pelos pregos em suas mãos e pés. Mas sim a dor causada pelo abandono que sofreu na Cruz. Hoje eu vejo muitas pessoas sofrendo em suas vidas por trazerem dentro de si esse sentimento de abandono. Pessoas abandonadas por aqueles que eles menos esperavam, ou seja, pelas pessoas amadas.
 O primeiro passo para a cura emocional é detectar os sintomas. Mas precisamos encontrar as causas também. É importante encontrar a raiz desse mal. Eu não tenho visto nenhum caso ser resolvido sem que antes a “causa-raiz” tenha sido descoberta. E como descobrir essa “causa-raiz”? Primeiro: rezar ao Espírito Santo. O trabalho dele não é somente descobrir a verdade de Deus para nós, mas também descobrir a verdade que trazemos diante de Deus. Precisamos rezar ao Espírito Santo constantemente. Segundo: rezar pelo meu passado, mas não com um sentimento de culpa.
As “causas-raiz” podem estar em qualquer um dos quatro estágios da minha vida: 1) Minha árvore genealógica; 2) Minha vida intra-uterina (dentro do ventre materno no período da gestação); 3) Da infância à juventude; 4) Da juventude à idade adulta.

A oração é igual ao medicamento. Você não pode tomar pouco e nem em demasia. Tem que ser na dose certa.

Vou contar a vocês o meu segredo para descobrir as “causas-raiz” de uma doença. Quando as pessoas chegam até mim com algum tipo de problema, seja ele físico ou espiritual, mas principalmente de ordem emocional, especialmente quando a pessoa vem trazendo problemas de ataques demoníacos, eu faço duas perguntas.

A primeira pergunta é:
“Quando começou o problema?”. Com frequência as pessoas respondem: “Ah! Eu sempre tive esse problema”. E eu respondo que somente Deus é “sempre”. Nós temos um começo. O nosso problema tem um começo. Nós não temos o problema por toda a eternidade. Ele teve um início. E eu preciso saber quando começou esse problema.

E a segunda pergunta é:
“Você se lembra de qualquer coisa que possa ter acontecido nessa época e que possa estar relacionado a esse problema?”

Nunca demorei tanto quanto no caso de ontem. Para falar a verdade, nunca havia passado dos cinco minutos. Mas porque Deus teve “pena” de mim, aí a senhora que eu estava atendendo lembrou-se de quando o problema começou e porque começou. E ali eu sabia que estava a causa, a chave para o fim de tanto tempo de sofrimento.

Padre Rufus Pereira