Mostrando postagens com marcador confissão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador confissão. Mostrar todas as postagens

domingo, 25 de março de 2012

CONFISSÃO , FESTA DO PECADOR ARREPENDIDO



A confissão é o sacramento da misericórdia de Deus, é a festa do pecador arrependido.
“Aqueles que se aproximam do sacramento da penitência obtêm da misericórdia divina o perdão da ofensa feita a Deus e ao mesmo tempo são reconciliados com a Igreja que feriram pecando e a qual colabora para sua conversão com caridade, exemplo e orações.” (Conc. Vat. II, LG 11)
Cristo confiou o exercício do poder de absolver os pecados ao ministério apostólico. A este é confiado o “ministério da reconciliação” (cf. II Cor 5,18). O apóstolo é enviado “no nome de Cristo”, e é Deus mesmo que, por meio dele, exorta e suplica: “Reconciliai-vos com Deus” (II Cor 5,20

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

domingo, 29 de janeiro de 2012

CONFISSÃO NOSSA FORTALEZA

Todos os pormenores que envolveram a cura do paralítico (cf. Mc 2,1-12) são profundamente significativos. Aquela doença era bem o símbolo da paralisia espiritual e Jesus, com Seu poder divino, cura a moléstia do corpo e da alma. Com efeito, aquele homem saiu andando, carregando a cama em que o trouxeram até Cristo, que realizou algo ainda mais admirável ao lhe restituir a saúde da alma: “Teus pecados estão perdoados”.
Após Sua Ressurreição, Cristo, que demonstrou peremptoriamente Sua divindade, outorgaria esta faculdade aos apóstolos: “A quem perdoardes os pecados, estes lhes serão perdoados” (Jo 20,23). Era a instituição do sacramento da penitência, o sacramento da libertação. Quando alguém diz que vai se confessar não se trata de um ato qualquer como ir ao dentista ou a qualquer consultório médico, o que já indica um mal corporal, mas atitude que se torna necessária para recuperar o bem-estar físico.
Entretanto, o sacramento da reconciliação opera uma cura muito mais premente, que não admite nenhuma dilação, pois se trata do reencontro pessoal com Aquele que ama o que errou muito além de sua expectativa. Esse sacramento oferece o perdão das faltas veniais ou graves, sendo remédio espiritual que fortalece o cristão para os embates contra as investivas do maligno. Sana as falhas das eivas provenientes dos pecados capitais, sobretudo, do defeito dominante. 
O sacerdote é apenas um instrumento do Redentor, pois pronuncia, em Seu nome, a fórmula da absolvição. É Jesus quem cura a paralisia espiritual e ajuda para a caminhada rumo a Jerusalém celeste, impedindo as más decisões e as indecisões diante dos ataques demoníacos. O arrependimento sincero é uma volta medicinal aos erros passados, mas, sobretudo, uma largada para frente, para vitórias fulgurantes, obstando o cristão a desistir do mal, na prática das virtudes, na fidelidade à observância dos mandamentos, no anelo ardente de estar com Deus por toda a eternidade. Tira-se um fardo pesado e se imerge no oceano do amor infinito do Ser Supremo.
Percebe-se então que há uma diferença enorme entre o perdão dos homens e o do Criador, pois este é total. O Todo-Poderoso falou por intermédio do profeta Isaías: “Eu não me lembrarei mais dos teus pecados” (Is 43,25). Perdão completo que apaga as manchas devidas à fragilidade humana, benesse ofertada pelo grande amor do Senhor, que é a bondade infinita. Cumpre lembrar que o ato de dileção dos amigos do paralítico permitiu seu encontro com Jesus, encontro que resultou em consequências tão maravilhosas.
Este é um apostolado muito abençoado por Jesus, levar os que estão nas trevas do erro para a luz da anistia divina. Aqueles que se comprimiam ao redor do Redentor tinham uma confiança formidável n'Ele. Cristo, que lia os corações, percebia a fidúcia que neles reinava. Primeiro, foram perdoados os pecados daquele doente, depois se seguiu sua cura. Eis porque, sobretudo, por ocasião de alguma moléstia, é preciso, antes de tudo, colocar a consciência em paz, mesmo porque os medicamentos só produzirão seu efeito total quando a tranquilidade e a imperturbabilidade imperam dentro do coração. Este não deve estar bloqueado, dado que é todo processo psicossomático que necessita ser restaurado.
Os empecilhos que levam à paralisia espiritual podem vir de um passado infeliz, e tudo que esteja lá no inconsciente precisa ser aflorado, ou de um espírito rancoroso, revoltado, amargo que necessita se envolver num perdão cordial ou ainda dos muitos cuidados, ambições terrenas, paixões desregradas, situações familiares, profissionais. Numerosas são as causas que podem impedir o encontro com Jesus. Um sincero exame de consciência é a melhor de todas as terapias. 
Com habilidade, diplomacia e muita caridade os bons cristãos podem, de fato, ajudar os amigos a encontrarem o Médico Divino, apostolado admirável, meritório para o dia do juízo final. Adite-se ser de um valor imenso as preces pela conversão dos pecadores. Jesus deseja perdoar a todos, mas respeita a liberdade de nos aproximarmos d'Ele ou não, e conta com o interesse dos verdadeiros cristãos que levem outros até Ele.
Representante de Cristo, o padre no confessionário exerce um tríplice papel. Ele é Juiz e, na verdade quantos, às vezes, pensam estar numa triste situação espiritual e, no entanto, necessitam apenas de pequenos ajustamentos vivenciais.Médico, ele cura enfermidades da alma. Nem sempre o mesmo remédio pode ser aplicado a idêntico tipo de doença, sendo morte para um o que é saúde para o outro. É o que se dá também na esfera espiritual: o confessor, habilmente, diagnostica o que se passa com quem o procura em busca de paz interior, oferecendo-lhe o medicamento adequado. Mestre, ele guia e aponta as veredas salvíficas; tudo isso em nome de Jesus, que tem poder de perdoar pecados.
Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho

domingo, 14 de novembro de 2010

O SEGREDO DA CURA TOTAL


O que eu vou estar falando nesta palestra é muito importante. Sabemos que Jesus veio ao mundo para trazer-nos a Boa Nova. Nós ouvimos nos dias de hoje tantas más notícias. Mas os anjos disseram aos pastores que Jesus nascera em Belém para trazer ao mundo a Boa Nova, a boa notícia.
O Cristianismo é a religião da alegria. A Renovação Carismática Católica tem nos ensinado que precisamos ser um povo de louvor. Não um povo “quietinho”, triste, mas sim um povo que louva a Deus constantemente.

O problema é que somos muito tímidos, medrosos.
E a Bíblia nos chama a sermos um povo valente, que louva a Deus publicamente com tudo aquilo que temos. Os anjos disseram aos pastores que eles estavam anunciando uma Boa Nova para todos os povos. Portanto, precisamos louvar a Deus diante de todas as nações. Mas isso só é possível mediante um profundo arrependimento.Na Confissão necessitamos experimentar o abraço do Pai. Eu tenho recomendado aos padres que eles sejam verdadeiros pais durante a Confissão. Precisamos sentir o calor do abraço amoroso do Pai. Quando eu rezo pelas pessoas eu primeiro a atendo em Confissão e depois rezo por sua cura interior. Somente depois eu rezo pela cura física e, por fim, pela sua libertação.

A Confissão não foi feita para ser apenas uma penitência, mas sim uma libertação completa. Você deveria sair da Confissão com um sorriso nos lábios
Infelizmente, existem um destaque muito grande para a cura física. Mas Jesus não veio ao mundo apenas para fazer os paralíticos andarem e os cegos enxergarem. Ele veio para nos transformar inteiramente. Daí a importância da cura emocional, pois ela é o início, a “porta de entrada” para a cura física.

A Palavra de Deus nos fala daquele cego que gritou para Jesus:
“Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!” E Jesus o chama e pergunta: “O que você quer?” É a mesma pergunta que Jesus nos faz no dia de hoje. Jesus fez essa pergunta porque sabia que aquele cego necessitava não somente de uma cura física, mas antes de uma cura emocional e espiritual.

E por que eu afirmo isso? Porque aquele cego, após ter sido curado por Jesus, se pôs a segui-lo. É isso o que Jesus quer fazer com cada um de nós:
Ele quer nos curar para que nos coloquemos em seu seguimento.

A cura emocional é a “porta de entrada” para todas as outras curas.
A pessoa não experimenta a cura psíquica, a cura de seus vícios, e nem a libertação do mal, se ela não passar primeiro pela experiência da cura interior.

As pessoas que vocês ouviram gritando aqui neste lugar necessitam de libertação. Mas, antes, elas necessitam passar pela cura interior.

Nós precisamos saber como rezar pela cura interior. A oração é algo científico. Ela não vem “do nada”.
Precisamos rezar a partir dos sintomas. Os sintomas são importantes. Eles são indicações, são sinais, para nos ajudar a descobrir quais são as nossas doenças emocionais.

São quatro as principais doenças emocionais. E a primeira delas é o sentimento de rejeição. Jesus foi rejeitado. Ele foi crucificado e a crucificação tinha o objetivo de não apenas matar os condenados a ela, mas também de humilhá-los publicamente. Eu estive há algum tempo no Paraguai numa bela casa de retiros. E na linda capela daquele lugar existe um lindo mosaico de Jesus crucificado onde Ele está nu. Foi o único lugar do mundo onde vi essa imagem. E Jesus morreu na Cruz despido, humilhado.

Jesus foi crucificado por inveja.
Eu vejo a inveja como a grade “porta de entrada” para as doenças emocionais. A grande dor de Jesus na Cruz não foi àquela causada pelos pregos em suas mãos e pés. Mas sim a dor causada pelo abandono que sofreu na Cruz. Hoje eu vejo muitas pessoas sofrendo em suas vidas por trazerem dentro de si esse sentimento de abandono. Pessoas abandonadas por aqueles que eles menos esperavam, ou seja, pelas pessoas amadas.
 O primeiro passo para a cura emocional é detectar os sintomas. Mas precisamos encontrar as causas também. É importante encontrar a raiz desse mal. Eu não tenho visto nenhum caso ser resolvido sem que antes a “causa-raiz” tenha sido descoberta. E como descobrir essa “causa-raiz”? Primeiro: rezar ao Espírito Santo. O trabalho dele não é somente descobrir a verdade de Deus para nós, mas também descobrir a verdade que trazemos diante de Deus. Precisamos rezar ao Espírito Santo constantemente. Segundo: rezar pelo meu passado, mas não com um sentimento de culpa.
As “causas-raiz” podem estar em qualquer um dos quatro estágios da minha vida: 1) Minha árvore genealógica; 2) Minha vida intra-uterina (dentro do ventre materno no período da gestação); 3) Da infância à juventude; 4) Da juventude à idade adulta.

A oração é igual ao medicamento. Você não pode tomar pouco e nem em demasia. Tem que ser na dose certa.

Vou contar a vocês o meu segredo para descobrir as “causas-raiz” de uma doença. Quando as pessoas chegam até mim com algum tipo de problema, seja ele físico ou espiritual, mas principalmente de ordem emocional, especialmente quando a pessoa vem trazendo problemas de ataques demoníacos, eu faço duas perguntas.

A primeira pergunta é:
“Quando começou o problema?”. Com frequência as pessoas respondem: “Ah! Eu sempre tive esse problema”. E eu respondo que somente Deus é “sempre”. Nós temos um começo. O nosso problema tem um começo. Nós não temos o problema por toda a eternidade. Ele teve um início. E eu preciso saber quando começou esse problema.

E a segunda pergunta é:
“Você se lembra de qualquer coisa que possa ter acontecido nessa época e que possa estar relacionado a esse problema?”

Nunca demorei tanto quanto no caso de ontem. Para falar a verdade, nunca havia passado dos cinco minutos. Mas porque Deus teve “pena” de mim, aí a senhora que eu estava atendendo lembrou-se de quando o problema começou e porque começou. E ali eu sabia que estava a causa, a chave para o fim de tanto tempo de sofrimento.

Padre Rufus Pereira