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domingo, 3 de julho de 2011

CAMINHO ESPIRITUAL E SANTIDADE

Devemos contemplar e viver a Palavra de Deus. É fundamental compreender que a Palavra d'Ele é o caminho mais perfeito para chegar à santidade. Ela [Palavra] é como aquela chuva que vai molhando aos poucos a terra e faz com que aquele território infértil se transforme em uma terra cheia de frutos e vida.
Os dias de hoje nos remetem aos textos do Apocalipse, capítulo 12. Por isso, devemos lutar contra todas as bestas que estão presentes hoje na sociedade e nos tentam.
Precisamos realizar, todos os dias, antes de qualquer coisa, a primeira ação do nosso dia: ser ler a Palavra de Deus e ler um pequeno trecho. Todo dia pela manhã, abra sua Bíblia, independente da página, e leia alguns versículos. Faça disso um hábito e, além disso, sublinhe os trechos que lhe chamarem a atenção.
Após feito isso, medite sobre a passagem bíblica. Tente entender o que Deus quis lhe dizer com essas palavras. Escreva todas as suas impressões e tente interpretá-las durante o decorrer do dia. Quando menos esperar, aquela passagem fará sentido para você.
E, se possível, ao fim do dia, escreva em um diário em tudo que essa passagem bíblica influenciou em sua vida. Grifando também os dias mais importantes e que mais o marcarem. Assim quando algo semelhante acontecer novamente, você saberá o que fazer e a que trecho bíblico recorrer.
Desde os primórdios, a chave de toda salvação foi saber acompanhar e interpretar toda a Palavra Divina, desde Adão e Eva até o fim do Novo Testamento.
As nossas fraquezas são as melhores armas do demônio contra a nossa fé. A preguiça, gula, ganância e muitos outros pecados nos deixam cada vez mais expostos às ações do mal.
O mal não nos toma de repente, ele espera uma brecha para dialogar conosco. Ele age por intermédio de pequenos atos e palavras para ir, aos poucos, minando sua fé e enfraquecendo sua lealdade a Cristo.
O pecado tem quatro fases: a sugestão, que é quando a vontade nos assola e a ideia de pecar aparece pela primeira vez em nossa mente. Ela se manifesta de várias formas em nossa vida.
A segunda fase é o diálogo, quando nos abrimos para que a vontade nos atinja, o mal aproveita essa brecha para dialogar conosco e nos tentar. Entretanto, ainda há a terceira fase, o combate, é nesse momento que devemos combater toda tentação e mostrar nossa fé em Deus, pois, quando chegamos nesse ponto e conseguimos retroceder o pecado não foi concebido.
Por fim, a quarta etapa, o consentimento, isso acontece principalmente com os pais que permitem e aceitam que seus filhos tenham atitudes não condizentes com a idade deles. Isso é o mesmo que alimentar o diálogo com o mal, pois o consentimento nada mais é do que a participação do pecado.
Não devemos nos acomodar jamais. Precisamos compartilhar constantemente a Palavra de Deus, pois somente ela é capaz de fortalecer nosso espírito e renovar nossa fé, para sermos capazes de resistir às tentações impostas pela vida.
Padre Antonello Cadeddu

sábado, 30 de outubro de 2010

NOSSA VIDA DE ORAÇÃO

A oração constitui um dos elementos fundamentais da nossa vida espiritual. Santa Teresa de Ávila afirma: "Quem reza se salva; quem não reza se condena". A maior graça que possuímos, a qual nos foi dada no batismo, é poder chamar Deus de "Pai"; podemos e devemos chamá-Lo assim, pois somos Seus filhos no Filho.
Se somos filhos – e o somos! – precisamos estar constantemente na casa do Pai, pois o lugar dos filhos é em casa junto do Pai. Jesus é este que sempre se encontra retirado em profunda oração a Deus.
E o que é a oração? Os discípulos querem aprender e perguntam ao Senhor Jesus como rezar. A oração é o colóquio de amor entre duas pessoas que se amam; é o diálogo mais profundo da vida e da alma com Deus, na certeza de que podemos derramar a nossa vida – com tudo que ela compõe – na presença do Deus-amor.
A essência da minha oração jamais será a fidelidade – sempre estou em oração. Jamais será a piedade – estar todo inteiro na oração. Tudo isso é consequência da oração. A essência da oração é a verdade, a minha verdade acerca de tudo aquilo que sou, vivo e estou sentindo. Na verdade, reza quem toma a atitude de rasgar as vestes na presença do Senhor. Os maiores homens e mulheres da Sagrada Escritura sempre tomaram a decisão de rasgar as vestes diante de Deus Todo-poderoso. O que significa rasgar as vestes? Significa desnudar-se diante de Deus Pai; significa arrancar as máscaras de hipocrisia diante do Senhor, igualzinho o publicano que sobe ao templo para rezar.
Diante do Senhor, o assunto que Ele quer tratar conosco não é sobre as nossas qualidades, os nossos dons, sobre o que temos de maravilhoso e santo. Tudo isso, no máximo, o Senhor quer que venhamos a agradecer e a colocar a serviço dos irmãos, pois tudo isso veio d’Ele; é graça, é dom. O assunto que o Senhor quer falar conosco é sobre tudo aquilo que está em nós que não veio d’Ele – nossos pecados, nossas misérias, nossas infidelidades, nossas feridas… Pois Ele quer transformar tudo isso – ao curar o nosso coração – em dom, em carisma, em vida para dar vida aos outros.
A oração de Nosso Senhor Jesus Cristo era constituída de um polo totalizante, ou seja, Ele rezava a vida toda e toda a vida. Tudo era oração para Cristo; tudo era matéria-prima de encontro com o Pai. O carro-chefe da nossa oração é a confiança. Jesus confia no Pai, ou seja, Ele quer nos ensinar que do Pai só pode vir o que há de melhor para a nossa salvação e realização. Devemos confiar, pois pode um pai dar coisas más para os filhos? Se o pode, nos convençamos de uma coisa: este é tudo, menos pai, pois do pai – se este é pai de verdade – só pode vir coisas maravilhosas.
Todavia, o "vaso", que colherá todas estas maravilhas e que o Pai derrama sobre Seus filhos, chama-se confiança. Com confiança, peçamos e receberemos. Jesus, eu confio em Vós!
Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova