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domingo, 8 de julho de 2012

BATISMO É MUITO MAIS QUE BANHO, É MORTE E VIDA , DIZ PAPA


Para o Papa, o tema vem trazer uma reflexão para os fiéis sobre a profundidade do Sacramento do Batismo. Ele enfatizou, num primeiro momento, a escolha do termo “em nome do Pai”,que é justamente uma imersão no nome da Trindade, “uma interpenetração do ser de Deus e do nosso ser, um ser imerso no Deus Trino, Pai, Filho e Espírito Santo”, disse. 
Bento XVI explicou que quem está no nome de Deus e imerso Nele está vivo, já que Ele não é um Deus dos mortos, mas dos vivos. O Santo Padre disse que daí sucede o ser batizado, em que a pessoa se torna inserida no nome de Deus. “Então, ser batizados quer dizer ser unidos a Deus, em uma única e nova existência pertencemos a Deus, somos imersos no próprio Deus”.
Nesse contexto, o Papa elencou três consequências advindas do batismo. A primeira delas é o fato de que Deus não é mais distante e não se discute mais sobre Sua existência. “Nós estamos em Deus e Deus está em nós. A prioridade, a centralidade de Deus na nossa vida é a primeira consequência do Batismo”. 
O segundo aspecto é que ninguém se faz cristão, ou seja, tornar-se cristão não é algo que resulta somente da decisão individual, mas antes é fruto de uma ação de Deus. “Não sou eu que me faço cristão, eu sou objeto de Deus, pego nas mãos por Deus e assim, dizendo “sim” a esta ação de Deus, torno-me cristão”, enfatizou. 
E estar nessa comunhão com Deus significa também estar unido aos irmãos e irmãs, o que é a terceira consequência do batismo. “Ser batizados não é nunca um ato solitário “meu”, mas é sempre necessário um ser unido com todos os outros, um ser em unidade e solidariedade com todo o Corpo de Cristo, com toda a comunidade dos seus irmãos e irmãs”. 
Rito Sacramental
Depois de explicar a importância do Batismo, Bento XVI deu sequência à sua mensagem explicando o rito deste sacramento, que se compõe basicamente por dois elementos: pela matéria, água, e pela palavra. O Pontífice destacou a importância destes elementos, tendo em vista que o cristianismo não é puramente espiritual, mas uma realidade cósmica. 
“E com este elemento material – a água – entra não somente um elemento fundamental do cosmo, uma matéria fundamental criada por Deus, mas também todo o simbolismo das religiões, porque em todas as religiões a água tem algo a dizer”. Bento XVI lembrou ainda que a água simboliza fonte, é a origem de toda a vida. “Cada vida vem também da água, da água que vem de Cristo como verdadeira vida nova que nos acompanha até a eternidade”. 
Em relação à palavra, o bispo de Roma ressaltou que, por ela se apresentar em três elementos - renúncia, promessa, invocação - , é importante que seja mais que palavra, que seja um caminho de vida. 
O Pontífice enfatizou que hoje conhecemos um tipo de cultura que aparentemente quer mostrar a verdade, mas acaba contando “somente a sensação e o espírito de calúnia e destruição”. Aí está uma renúncia que se faz no batismo. “Contra esta cultura, na qual a mentira se apresenta na veste da verdade e da informação, contra esta cultura que busca somente o bem-estar matéria e nega Deus, dizemos “não

domingo, 29 de maio de 2011

DEVOÇÃO Á MARIA É ALIANÇA PARA NÃO VIVER EM PECADO,DIZ PAPA

 
O Pontífice afirmou ainda que a devoção à Virgem Maria ajuda santificar o próximo e alcançar a salvação eterna
O Papa Bento XVI recebeu em audiência, na manhã deste sábado, o Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Cardeal Leonardo Sandri, e, em seguida, um grupo de bispos indianos em visita Ad Limina.
Recebeu ainda o vigário apostólico de Trípoli, Bispo titular de Tabuda, Dom Giovanni Innocenzo Martinelli, e também o prefeito da Congregação para os Bispos, Cardeal Marc Ouellet.
Já na parte da tarde, os membros da Congregação Mariana Masculina de Regensburg, da Alemanha, foram acolhidos pelo Santo Padre.m seu discurso a eles, lembrou as palavras do Papa Pio XII que, em 1948, em uma de suas encíclicas, falou sobre a devoção à Nossa Senhora. "Cada fiel que dedica à Mãe de Deus uma devoção especial estabelece uma aliança para não viver em pecado e para, com toda a força - sob a proteção de Maria - santificar o próximo e alcançar a salvação eterna", ressaltou o Pontífice.E também hoje o Santo Padre nomeou dois novos membros para a Congregação para os Bispos - o Prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Mauro Piacenza, e o Bispo Emérito de Viterbo, Dom Lorenzo Chiarinelli -, o novo subsecretário da Congregação para o Clero, monsenhor Antonio Neri, e o Núncio Apostólico na Suíça e no Principado de Lieschtenstein, Dom Diego Causero, até o momento Núncio Apostólico na República Tcheca

domingo, 1 de maio de 2011

JOÃO PAULO É PROCLAMADO BEATO , O DIA ESPERADO CHEGOU, DIZ PAPA



A foto oficial de João Paulo II - tirada em 1995 - é exposta após ele ter sido proclamado beato
"E o dia esperado chegou! Chegou depressa, porque assim aprouve ao Senhor: João Paulo II é Beato! João Paulo II é Beato pela sua forte e generosa fé apostólica". Quando Bento XVI pronunciou essas palavras, a Praça de São Pedro estremeceu neste Domingo da Misericórdia, 1º de maio, data escolhida para a Beatificação do Papa polonês. Cerca de 1 milhão e meio de peregrinos dirigiram-se a Roma para fazer parte da cerimônia, uma das maiores da história da Igreja. 
Após os ritos iniciais da Santa Missa, o Vigário do Papa para a Diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini, apresentou o pedido de Beatificação do até então Venerável Servo de Deus João Paulo II. Em seu pedido, o Cardeal lembrou João Paulo II como um homem que "mirava sempre o horizonte da esperança, convidando os povos a derrubar os muros das divisões".  Logo após, Bento XVI pronunciou a fórmula que tornou João Paulo II Beato da Igreja e, da mesma janela onde foi apresentado como Papa ao mundo, em 1978, foi desvelada a imagem oficial do novo  beato.Bento XVI recordou que, embora a tristeza pela perda de João Paulo II fosse profunda no dia de sua morte, a sensação de que uma graça especial envolvia o mundo todo era ainda maior. "Já naquele dia sentíamos pairar o perfume da sua santidade, tendo o Povo de Deus manifestado de muitas maneiras a sua veneração por ele. Por isso, quis que a sua Causa de Beatificação pudesse, no devido respeito pelas normas da Igreja, prosseguir com discreta celeridade. E o dia esperado chegou! Chegou depressa, porque assim aprouve ao Senhor: João Paulo II é Beato! João Paulo II é Beato pela sua forte e generosa fé apostólica", exclamou.
O Santo Padre ressaltou que a bem-aventurança eterna de João Paulo II é a da fé, dom que recebeu do Pai para edificar a Igreja. Nessa perspectiva, também a Mãe do Redentor revela-se como ponto fundamental da vida e espiritualidade do Papa polonês. "Hoje diante dos nossos olhos brilha, na plena luz de Cristo ressuscitado, a amada e venerada figura de João Paulo II. Hoje, o seu nome junta-se à série dos Santos e Beatos que ele mesmo proclamou durante os seus quase 27 anos de pontificado, lembrando com vigor a vocação universal à medida alta da vida cristã, à santidade", explicou.

Montagem sobre fotos / AP
Papa preside Missa de Beatificação de seu Predecessor
As palavras memoráveis pronunciadas por João Paulo II na sua primeira Missa solene, na Praça de São Pedro - "Não tenhais medo! Abri, melhor, escancarai as portas a Cristo!" - foram vividas por ele em primeira pessoa. "Aquilo que o Papa recém-eleito pedia a todos, começou, ele mesmo, a fazê-lo: abriu a Cristo a sociedade, a cultura, os sistemas políticos e econômicos, invertendo, com a força de um gigante – força que lhe vinha de Deus –, uma tendência que parecia irreversível. Com o seu testemunho de fé, de amor e de coragem apostólica, acompanhado por uma grande sensibilidade humana, este filho exemplar da Nação Polaca ajudou os cristãos de todo o mundo a não ter medo de se dizerem cristãos, de pertencerem à Igreja, de falarem do Evangelho. Numa palavra, ajudou-nos a não ter medo da verdade, porque a verdade é garantia de liberdade. Sintetizando ainda mais: deu-nos novamente a força de crer em Cristo, porque Cristo é o Redentor do homem", salientou Bento XVI.
Por fim, o Bispo de Roma agradeceu a Deus também pela experiência de colaboração pessoal que teve longamente com o Beato Papa João Paulo II, já que foi chamado por Wojtyla como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé ainda em 1982, somando 23 anos de amizade e colaboração.
"O meu serviço foi sustentado pela sua profundidade espiritual, pela riqueza das suas intuições. Sempre me impressionou e edificou o exemplo da sua oração. E, depois, impressionou-me o seu testemunho no sofrimento. A sua humildade profunda, enraizada na união íntima com Cristo, permitiu-lhe continuar a guiar a Igreja e a dar ao mundo uma mensagem ainda mais eloquente, justamente no período em que as forças físicas definhavam. Assim, realizou de maneira extraordinária a vocação de todo o sacerdote e bispo: tornar-se um só com aquele Jesus que diariamente recebe e oferece na Eucaristia. Feliz és tu, amado Papa João Paulo II, porque acreditaste! Continua do Céu – nós te pedimos – a sustentar a fé do Povo de Deus. Amém".
Ao final da celebração, Bento XVI, juntamente com os cardeais, bispos e concelebrantes, dirigiu-se em procissão ao interior da Basílica de São Pedro, para rezar diante do caixão de João Paulo II, que continua exposto para veneração.