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sábado, 25 de fevereiro de 2012

REDESCOBRIR A ORAÇÃO

Exercício para alcançar a qualidade de vida

A oração é um exercício fundamental na busca pela qualidade de vida. Nas indicações que não podem faltar, especialmente para a vida cristã, estão a prática e o cultivo disciplinado da oração. É um exercício que tem força incomparável em relação às diversas abordagens de autoajuda, como livros e DVDs, muito comuns na atualidade.

A crise existencial contemporânea, em particular na cultura ocidental, precisa redescobrir o caminho da oração para uma vida de qualidade. Equivocado é o entendimento que pensa a oração como prática exclusiva de devotos. A oração guarda uma dimensão essencial da vida cristã. Cultivar essa prática é um segredo fundamental para reconquistar a inteireza da própria vida e fecundar o sentido que a sustenta.

É muito oportuno incluir entre as diversificadas opiniões, junto aos variados assuntos discutidos cotidianamente, o que significa e o que se pode alcançar pelo caminho da oração. Perdê-la como força e não adotá-la como prática diária é abrir mão de uma alavanca com força para mover mundos. A fé cristã, por meio da teologia, tem por tradição abordar a importância da oração ao analisar a sua estrutura fundamental, seus elementos constitutivos, suas formas e os modos de sua experiência. Trata-se de uma importante ciência e de uma prática rica para fecundar a fé.
A oração tem propriedades para qualificar a vida pessoal,familiar, social e comunitária. Muitos podemdesconhecer, mas ela [oração] pode ser um laço irrenunciável com o compromisso ético. É prática dos devotos, mas também um estímulo à cidadania. Ao contrário de ser fuga das dificuldades, é clarividência e sabedoria, tão necessários no enfrentamento dos problemas. Na verdade, a prece faz brotar uma fonte interior de decisões, baseadas em valores com força qualitativa.

A oração, como prática e como inquestionável demanda, no entanto, passa por uma crise por razões socioculturais. Aliás, uma crise numa cultura ocidental que nunca foi radicalmente orante. O secularismo e a mentalidade racionalista se confrontam com aspectos importantes da vida oracional, como a intercessão e a contemplação. Diante desse cenário, é importante sublinhar: paga-se um preço muito alto quando se configura o caminho existencial distante da dimensão transcendente. O distanciamento, o desconhecimento e a tendência de banir o divino como referencial produzem vazios que atingem frontalmente a existência.
É longo o caminho para acertar a compreensão e fazer com que todos percebam o horizonte rico e indispensável da oração. Faz falta a clareza de que existem situações e problemas que a política, a ciência e a técnica não podem oferecer soluções, como o sentido da vida e a experiência de uma felicidade duradoura. A oração é caminho singular. É, pois, indispensável aprender a orar e cultivar a disciplina diária da oração. Trata-se de um caminhar em direção às raízes e ao essencial. Nesse caminho está um remédio indispensável para o mundo atual, que proporciona mais fraternidade e experiências de solidariedade.

A lógica dominante da sociedade contemporânea está na contramão dessa busca. Os mecanismos que regem o consumismo e a autossuficiência humana provocam mortes. Sozinho, o progresso tecnológico, tão necessário e admirável, produz ambiguidades fatais e inúmeras contradições. Orar desperta uma consciência própria de autenticidade. Impulsiona à experiência humilde do próprio limite e inspira a conversão. É recomendação cristã determinante dos rumos da vida e de sua qualidade. A Igreja Católica tem verdadeiros tesouros, na forma de tratados, de estudos, de reflexões, e de indicações para o cultivo da oração, que remetem à origem do Cristianismo, quando os próprios discípulos pediram a Jesus: “Ensina-nos a orar”. É uma tarefa missionária essencial na fé, uma aprendizagem necessária, um cultivo para novas respostas na qualificação pessoal e do tecido cultural sustentador da vida em sociedade.
Dom Walmor Oliveira de Azevedo

sábado, 9 de abril de 2011

ORAÇÃO: ESCUDO EM TEMPOS DIFICEIS

 
Deus é maior que tudo. A nossa vida de oração precisa ser o nosso sustento e o nosso escudo durante toda nossa vida.
Se não alimentamos a nossa intimidade com Deus, qualquer tribulação irá nos derrotar. Existem tribulações em nossa vida que nos levam a uma profunda conversão. E existe no ser humano uma profunda necessidade de estar em sintonia com o seu Criador.
No Evangelho de São Mateus capítulo 6, versículo 5 Jesus nos diz: “Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de orar nas sinagogas e nas esquinas das praças, em posição de serem vistos pelos outros. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa.Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai que está no escondido. E o teu Pai, que vê no escondido, te dará a recompensa.Quando orardes, não useis de muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras.Não sejais como eles, pois o vosso Pai sabe do que precisais, antes de vós o pedirdes.”
Com estas palavras Jesus não quer descriminar a nossas oração, não! Ele quer nos ensinar a cultivar a vida interior. Jesus nos chama a uma vida interior, uma vida de profunda intimidade com o Pai. Se o seu coração estiver firme na rocha que é Cristo nada poderá te abalar.
Jesus mesmo nos aconselha: “quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai que está no escondido. E o teu Pai, que vê no escondido, te dará a recompensa.”
Quando você for parar para rezar, queira entrar em intimidade com Deus, não permita que as tribulações atrapalhe o seu diálogo com Deus, não esvazie o seu momento de oração com as coisas supérfluas. A sua intimidade com Deus vai ser o seu sustento na provação.
Nossa vida de oração precisa ser o cultivada para se tornar um diálogo constante e profundo com Deus. Precisamos dialogar com Deus, eu preciso falar e parar para escutar o Senhor. Nós precisamos crescer na intimidade com Deus. Deus não se deixa vencer em generosidade para conosco. Deus é capaz de nos sustentar. A nossa vida de oração é um dom de Deus.
Padre Donizete Heleno

quarta-feira, 6 de abril de 2011

ORAÇÃO RÉMEDIO CONTRA A TENTAÇÃO


A tristeza pode ser uma provação. Na sabedoria da cruz, na tribulação é um tempo favorável, é uma forma de Deus te 'desmunisar'. Deus tem um plano para nós, Deus só permite aquilo que pode transformar em nós para o bem.
Se não for uma vida de oração profunda bambeamos, e quando nos tornamos muito mundano, Deus nos permite a provação. Nós somos necessitados de Deus, e Ele na sua sabedoria permite a tribulação para nos puxar para Si.
A primeira leitura diz : “Vinde, voltemos para o Senhor, ele nos feriu e há de tratar-nos, ele nos machucou e há de curar-nos. Em dois dias, nos dará vida, e, ao terceiro dia, há de restaurar-nos, e viveremos em sua presença. É preciso saber segui-lo para reconhecer o Senhor. Certa como a aurora é a sua vinda, ele virá até nós como as primeiras chuvas, como as chuvas tardias que regam o solo”. Como vou tratar-te, Efraim? Como vou tratar-te, Judá? O vosso amor é como nuvem pela manhã, como orvalho que cedo se desfaz. Eu os desbastei por meio dos profetas, arrasei-os com as palavras de minha boca, mas, como luz, expandem-se meus juízos; quero amor, e não sacrifícios, conhecimento de Deus, mais do que holocaustos.”'
As vezes Deus nos fere para nos salvar, as vezes nos contentamos com coisas que dá alegria passageira, coisas futeis. Jesus ferido, 5 chagas, no silêncio de Deus, mas não recuou. Nossa Senhora uma mulher que sepultou o filho, e que depois foi rezar com aqueles que trai o filho. arece que as pessoas estão com mais gordura no coração, e devido a isso a flecha do amor de Deus está com dificuldade de penetrar . É horrível estar com a pessoa que acha que é boa e que não precisa mais mudar, por isso quero que diante de tudo você peça ao Senhor para fortalecer o seu coração, dando-lhe sensibilidade!
Não peçamos a Deus para ele tirar a nossa cruz, mas para nos dar força para carregá-la.
Padre Reginaldo Manzotti






domingo, 30 de janeiro de 2011

ORAÇÃO , EXERCICIO QUE FORTIFICA A FÉ


Deus não é uma "ideia". Deus é uma pessoa com a qual nos encontramos. Ou melhor, são três pessoas com as quais nos encontramos: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Às vezes você tem que fazer força para ir a Santa Missa aos domingos, tem que fazer força para rezar e assim por diante. Mas, para a má notícia chegar até nós, não é preciso fazer força. Não é necessário qualquer esforço.

Não é preciso esforço para perder a própria fé. Basta que sejamos envolvidos por tantas más notícias: é o desemprego na nossa família, um parente que está muito doente, uma traição dentro do lar, enfim, tantas más notícias que nos atingem e machucam o nosso coração.

Você já fez a experiência de receber uma má notícia tão grande que você fica “sem chão”? Uma espada “transpassa a sua alma”, assim como Simeão disse a Maria. Veja: a nossa família é ferida por inúmeras más notícias e, para suportá-las, é preciso ter fé. Mas o que é ter fé?

Precisamos entender, em primeiro lugar, o que é ter fé. Eu vou trazer para você verdades que não se pode negar e, para isso, não é preciso que você acredite no padre Paulo.

Primeiro: o bem e o mal se apresentam em nossas vidas de formas diferentes. O mal faz barulho. Já para você “enxergar” o bem é preciso fazer um esforço. Um exemplo disso é a nossa saúde. Quando você está bem de saúde, você precisa parar para daí perceber que está bem de saúde. Não é verdade? Quando estamos bem de saúde, nem notamos isso! Mas quando ficamos doentes daí percebemos com facilidade. Os sintomas surgem. A doença, o mal, é fácil de ser notado em nossas vidas.

São Pio de Pietrelcina diz: “Às vezes Deus não dá as graças que pedimos a Ele porque somos ingratos. E Deus não quer que pequemos por ingratidão”. Ou seja, Deus nos dá a graça uma vez, duas vezes, três vezes, mas como você é um sujeito ingrato, que não reconhece os favores d'Ele em sua vida, então aquilo que você pediu não se concretiza mais. E por quê? Porque Ele não quer que você se perca. Ele não quer que você peque pela ingratidão.

Uma árvore que cai faz mais barulho do que uma floresta inteira que está crescendo. As coisas ruins sempre fazem barulho. Portanto, para crescer na fé, é necessário esforço para perceber as coisas boas. Nós somos cegos para o bem. Temos os "olhos grandes" para aquilo que é ruim. Mas, para as coisas boas, existe uma “escama” que cobre os nossos olhos. E daí pecamos pela ingratidão a Deus.

Precisamos ser realistas. E o realista não é um pessimista. O pessimista é aquele que vê as árvores e diz: “Mas um dia elas vão cair!”. O realista é aquele que vê a vida como ela é. E, na vida, o bem é sempre maior que o mal. No entanto, o bem é silencioso e o mal é clamoroso. O mal gosta de fazer barulho.
Segunda coisa para exercitar sua fé: por mais que o mundo esteja bom, você nunca se dá por satisfeito. Aos casados eu quero dizer algo importante: a maioria dos casais se casa pela razão errada. A maioria diz: “Eu quero casar para ser feliz!” Mas não é o seu marido, não é a sua esposa que vai te dar a plena felicidade. Só Deus pode te dar a plena felicidade. Você não pode negar isto: assim como dois mais dois é igual a quatro (e você não tem como negar esta verdade) eu peço a você, ao menos “cinco minutos de sinceridade”, mesmo que você faça uma “cena” e não concorde com o que eu estou dizendo, perceba que por mais que você conquiste coisas na vida, você nunca se dá por satisfeito. Há um vazio interior. Você namora, noiva e diz: “Quando eu me casar eu vou ser feliz!” Daí se casa e a felicidade não chega. Então você pensa: “Preciso de um filho, então eu serei feliz!” O filho vem e a felicidade não chega! Os anos passam e a gente começa a pensar: “A vida é só isso?” E então culpamos o marido, a esposa, pela nossa infelicidade. Mas não se trata de ficar culpando aos outros. A nossa alma permanecerá inquieta enquanto não repousar em Deus. Há uma prova cabal de que este mundo é até “bonzinho”, mas jamais poderá nos preencher de felicidade. Só em Deus encontramos a plena felicidade.

Imagine você indo almoçar na casa de alguém e, logo no início, é oferecido a você um monte de “tira-gosto”. Isso é gostoso. Mas, o “tira-gosto” só é gostoso quando tem o banquete depois. Mas, se a pessoa que te convidou diz que a panela “queimou” e que você só vai comer “tira-gosto”, o que antes era uma boa notícia se torna agora uma péssima notícia. Se você comer só “tira-gosto” vai sentir uma azia daquelas! O banquete se faz necessário. A nossa vida, aqui na terra, é este “tira-gosto” para o grande banquete que nos espera no céu!

Se a família não olha para o céu, ela se destrói! Não é para este mundo a felicidade completa. Basta “cinco minutos de sinceridade” para você perceber que a nossa vida, aqui na terra, não tem como preencher plenamente o nosso anseio por felicidade.

domingo, 19 de dezembro de 2010

QUANTO MAIS EU ORAR, MELHOR


Vida no Espírito é vida de oração. É o que Nossa Senhora nos diz, insistindo em nossos ouvidos como mãe. Começou há muito tempo, em La Salete, em Lourdes, em Fátima, e agora em suas aparições em Medjugorje. É a mãe insistindo para que oremos. A situação do mundo e a da Igreja exige muita oração.

O grande derramamento do Espírito Santo, esse grande sopro do Espírito Santo, na Igreja e no mundo, só pode germinar, florescer e frutificar se houver calor, isto é, o calor da oração. Diga a si mesmo:

Quanto mais eu orar, melhor: nunca será demais. Eu preciso fazer da minha vida uma oração. Eu preciso de momentos fortes de oração, para que toda a minha vida se torne oração. É a minha necesside

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A ALMA DA ORAÇÃO É A VERDADE

Somos templos vivos do Espírito Santo. Ora, se somos templo vivos - e o somos - isso significa que esta casa - que é de Deus - precisa ser uma casa de oração. O que rezar? Como rezar? O que é oração, na verdade?
Precisamos confessar uma coisa: não é fácil rezar! Aliás, rezar é uma das coisas mais difíceis para o cristão, simplesmente pelo fato de trazermos dentro de nós, fruto do pecado original, uma indisposição para isso. Todavia, é fundamental que venhamos, num primeiro momento, a entender o que verdadeiramente significa oração.

Para responder a essa pergunta, somos convidados a recorrer à definição de Santa Teresa d’Avila sobre a oração: a oração é um diálogo entre duas pessoas que se amam. Ana, a mãe de Samuel (I Sm 1,1ss) também traz uma definição espetacular do que é oração, quando interpelada pelo sacerdote Heli sobre sua atitude, aparentemente estranha no templo, ela lhe diz: “meu senhor, eu simplesmente derramo a minha alma na presença do Senhor”. A atitude dos maiores homens e mulheres da Sagrada Escritura também nos mostra sobre o que é oração, pois sempre tiveram a coragem de rasgar as vestes na presença de Deus, ou seja, tinham a coragem de rasgar o coração, arrancar as máscaras e desnudar-se diante do Senhor, numa atitude de profunda transparência e verdade diante do Pai. Isso é oração!
Ora, se oração é intimidade diante de Deus, é rasgar o coração diante d’Ele, é derramar a alma diante d’Ele, aqui está o grande motivo pelo qual não conseguimos rezar. Por quê? Porque somos acostumados a ir para a oração e colocar máscaras diante do Senhor, pois achamos que Ele vai nos atender se formos “bonzinhos”, pois o mundo só aceita os “bonzinhos”, aqueles que não possuem dificuldades e limitações. Então para sermos aceitos pelas pessoas, precisamos disfarçar nossas misérias e pecados; e o mesmo comportamento temos diante de Deus Pai. Aqui está o ponto pelo qual não somos atendidos pelo Senhor: queremos usar máscaras diante d’Ele.

Os Padres do Deserto vão dizer que a alma da oração não é a piedade – estar inteiro na oração; isso é consequência da oração. Da mesma forma, a alma da oração não é a fidelidade – todos os instantes, momentos e dias, estamos em oração; isso também é consequência. Para os Padres de Deserto, a alma da oração é a verdade, ou seja, tudo aquilo que está dentro de nós, cujo conteúdo não temos a coragem de partilhar com ninguém. Aliás, o Senhor quer conversar conosco
nesse diálogo de amor – a oração – sobre tudo aquilo que não veio d’Ele, ou seja, nossas misérias, nossos pecados.

Tudo aquilo que temos de bom, de virtudes e talentos em nós, na oração o Senhor quer que, no máximo, venhamos a agradecer e colocar tudo isso a serviço dos irmãos. O que Ele quer conversar conosco é sobre aquilo que não veio d’Ele: nossas misérias, nossos pecados, nossas feridas, pois Ele quer transformar tudo isso em carisma, em dom, em vida para a vida dos outros. Para isso é preciso rasgar o coração e suplicar com confiança, pois esta é a mãe da oração; a confiança é este vaso que colhe a Misericórdia de Deus, que se derrama do Coração Misericordioso de Jesus, do Seu lado aberto da cruz redentora.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

MINISTERIO DE LIBERTAÇÃO

Eu quero começar esta pregação dando um exemplo de como rezar para cura e libertação. A oração não funciona como uma mágica. Na Bíblia, estão as regras para nós de como rezar. Todos os domingos eu conduzo orações de cura na minha paróquia em Bombaim (Índia). Houve uma jovem que veio para receber oração. Ela veio com seu bebê e sua sogra. Quando perguntei o que ela queria, ela disse que estava com dor de cabeça. Mesmo quando a pessoa diz que tem uma dor de cabeça, eu sei que isso não é o problema; mas, sim, um sintoma de um problema maior.

Eu coloquei às minhas mãos na cabeça dela e ela se jogou no chão com força. Quando olhei para os seus olhos, vi Satanás. Antes mesmo que eu pudesse rezar, ela começou a falar. Ou melhor, não ela, mas o demônio. Eu nuca falo muito com o demônio, mas ele gosta de falar comigo porque ele gosta de mim. E, então, pela força do Espírito Santo, o demônio foi obrigado a me dizer porque entrou naquela pessoa.

Ele me disse que aquela jovem tinha perdido a sua mãe quando tinha dez, onze anos. Ela estudava em uma escola e não se misturava com as pessoas. Durante o intervalo, ela ia para um lugar à parte na escola, uma espécie de santuário. O inimigo me disse que ela o visitava todos os dias buscando paz e, por isso, ele entrou nela.

Milhares de jovens da América e da Europa vêm ao meu país toda semana. Se você perguntar a eles o por quê disso, a reposta é quase sempre a mesma: eles dizem que foram buscar paz. Algo que a riqueza da América e da Europa não podem dar. O problema é que tipo de paz eles buscam. Jesus mesmo disse:
“Eu lhes dou a paz que o mundo não pode dar”, ou seja, a paz que o demônio não pode dar. São Paulo diz que Jesus mesmo é a paz.

Voltando a falar do caso, quando ela acordou eu perguntei se tinha amizade com as outras meninas na escola. E ela disse que não porque quiz ficar sozinha depois da morte da sua mãe. Ela me contou que, naquela espécie de santuário que frequentava, ficava olhando um guro e sentia uma grande paz. Ele dava coisas para ela comer e beber, e ela comia e bebia. Ali estava a causa.

Ela tinha sido curada, mas ainda precisava de libertação. É isso que eu digo a todos que tem casos mais difíceis, como aqueles de ontem (na adoração). Depois de curado, a pessoa precisa fazer um bom evento de cura interior o quanto antes para se libertar.

Felizmente para aquela jovem, eu ia dar um e ela foi participar. Durante a adoração ao Santíssimo, eu disse para aqueles que precisavam de oração para se dirigir à frente que eu iria rezar. A primeira pessoa que veio para ajoelhar-se foi essa jovem. Quando a vi, fiquei um pouco preocupado porque a manifestação ia acontecer e as pessoas iam ficar com medo. Quando cheguei perto dela, pulei-a para não intimidar as outras pessoas. E, no final, quando ela estava sozinha, fui rezar. Eu percebi que quando ela estava diante de Jesus Eucarístico olhava para Ele sem piscar. Cheguei perto dela e impus as minhas mãos; nada aconteceu. Para minha surpresa, somente participando do retiro e estando diante do Santíssimo Sacramento ela foi totalmente liberta. E por que ela foi curada? Porque, como eu mencionei na minha primeira pregação, há duas dimensões para a oração: precisamos rezar sozinhos na presença de Deus e precisamos rezar uns pelos outros. E o Senhor me mostrou nesse lindo caso essas duas dimensões da oração.

O principal problema daquela jovem era a morte de sua mãe. Com frequência, a maior dor das pessoas são as perdas. A sua mãe morreu inesperadamente, assassinada pelo pai que era alcoólatra. Mas não é só isso. Tudo aconteceu na frente daquela criança. Isso é muito doloroso! O pai foi preso e ela acabou perdendo a mãe e o pai. Como eu já disse nas outras pregações, toda criança precisa da sua mãe e do seu pai. Hoje, todas às vezes que eu dou um retiro lá na Índia ela tenta participar para dar o seu testemunho.

Depois dessa introdução, quero falar sobre a necessidade não somente de cura interior, mas também de libertação. Por que todos nós precisamos de libertação? Porque, como diz na Bíblia, temos três fontes do mal nas nossas vidas. A primeira fonte somos nós mesmos. Se eu pequei preciso me arrepender, não posso culpar as outras pessoas. Preciso refletir sobre como começou aquele pecado. Para curar isso precisamos reatar nosso relacionamento quebrado com Deus. Isso só acontece quando nos arrependemos, daí eu experimento o lindo amor do Pai que nos perdoa.

A segunda fonte do mal são os pecados da nossa família e daqueles que estão próximos de nós. Eles nos ferem com inveja, ciúmes. Os casos que eu vi ontem aqui não foram causados pelas pessoas, nem pelos demônios, mas por aqueles que estavam ao redor delas. Por isso, precisamos não somente de perdão, mas também de cura emocional.

A terceira fonte é a força do mal que nos cerca. Essa, inclusive, pode ser a maior fonte dos nossos problemas.
Nós não estamos lidando com inimigos de carne e osso, não é minha sogra, meu vizinho, o Hitler... Estamos lutando com os poderes e principados, os exércitos espirituais que estão nos ares! Estamos numa batalha espiritual, porque nosso inimigo de verdade é espiritual.

Àqueles que não acreditam na existência do demônio é porque nunca leram a Bíblia em suas vidas. Estou dando essa má notícia: quer você goste ou não, a verdade é que o demônio existe. Existe um mal que é um inimigo pessoal. E como eu sei disso? Porque está na Bíblia!

Em uma audiência em 1972, o Papa Paulo VI disse que a maior necessidade da Igreja, hoje, é saber como se proteger, como se defender, contra o demônio. Eu creio que o demônio existe, nem tanto porque está na Bíblia ou porque a Igreja ensina, mas por causa do meu ministério pastoral de cura e libertação. Eu me encontro com casos que não há explicação humana. Nós não temos nem explicação espiritual, exceto o fato que o demônio está trabalhando naquilo.
Eis uma Palavra que vocês não devem esquecer e que está João 10, 10: “O ladrão não vem senão para furtar, matar e destruir. Eu vim para que as ovelhas tenham vida e para que a tenham em abundância”. Qual líder religioso pode ousar a dizer uma coisa como essa? Somente Jesus tem esse poder!
O demônio existe e podem haver dois extremos: aqueles que acreditam que ele não existe, e também aqueles que dão atenção demais a ele, vendo-o em toda a parte ou tendo medo dele. A atitude correta é aquela do equilíbrio, no meio, que deve evitar ambos os extremos. São Pedro nos ensina que temos somente um inimigo, e ele é o demônio; que nos cerca como um leão, buscando a quem possa devorar. Mas, ele mesmo diz, para que não tenhamos medo, apenas sejamos vigilantes. Mantenham os olhos abertos, estejam preparados, e, então, nada de mal vai acontecer.

O demônio pode nos atingir de três maneiras: pela tentação, pela possessão e pela opressão. A tentação significa que o demônio nos atrai para coisas que normalmente não faríamos. Por que Deus permite que eu seja tentado? Os nossos primeiros pais foram tentados, Jesus foi tentado,
Deus não vai permitir que sejamos tentados além de nossas possibilidades, além de nossas forças. E o mais lindo e importante é que o Senhor vai nos dar toda a força que precisarmos para resistir a tentação.

Todos os dias à noite, nós devemos pedir perdão a Deus se caímos na tentação e cometemos o pecado.
Precisamos sempre terminar o nosso dia com um ato de contrição, de arrependimento; e começar o outro dia com uma oração, pedindo para não sucumbir às tentações.

Possessão não significa que o demônio está tentando a pessoa de longe, mas de muito perto, ele entra dentro da pessoa. Esse é o outro extremo. Isso não é tão comum, e somente um sacerdote como um título de exorcista pode proceder um verdadeiro exorcismo. Devemos rezar em silêncio por essas pessoas para que elas possam ser libertas.

Havia uma jovem que eu conhecia do centro da Índia, ela pertencia a uma família que estava toda envolvida com práticas ocultas. Depois de um retiro, essa família começou a melhorar e buscaram ser católicos. Um tempo depois, a mãe dela foi me procurar dizendo que a filha estava possuída. Pensei: Como isso pode acontecer se eles tinham mudado de vida?

A mãe, então, me contou que a filha queria dinheiro para ir ao cinema e ela disse que não daria para ver aquele filme. A filha com raiva disse que se ela não desse, ia pedir para Satanás dar. A mãe pensou que era brincadeira e disse para ela pedir, então. Satanás nunca entra em uma pessoa sem que ela dê a permissão para que ele entre. Direta ou diretamente a gente o convida para entrar.

E como a gente sabe que a pessoa está possuída? Quando ela tem uma força sobre-humana, como casos que tenho visto esses anos na Canção Nova; quando a pessoa fala uma língua que não conhece; e quando ela sabe de coisas que nunca teria como saber. No meio desses dois extremos (a tentação e a possessão), ainda existe a opressão. Nesse caso, o demônio não está longe nem dentro, mas muito perto.
Certa vez uma jovem veio me ver, parecia bastante perturbada. Eu disse que estava com pressa e perguntei o que ela precisava. A jovem disse que estava grávida de oito meses e nos últimos três dias não sentia o bebê se mexer. Ela foi aos melhores genecologistas de Bombaim e eles disseram que o bebê estava morta. Eu ainda me lembro dos seus olhos com lágrimas de esperança. Ela olhou para mim e clamou que queria aquele filho. Eu nunca vou me esquecer desse caso.

Pedi que ela permanecesse sentada e comecei a rezar. Pedi: “Senhor Jesus, quando estava ainda no ventre de Maria você trouxe cura para o seu primo São João, que também estava no ventre de sua mãe, Isabel. Traga a mesma cura para o ventre dessa mulher”. Logo que terminei, a mulher gritou: “Padre, o bebe está se movendo!”

Eu disse para ela não se levantar, eu tinha que sair e pedi para ela continuar rezando até que o bebê começasse a pular dentro dela, cheia do Espírito Santo. Quando eu estava saindo, ela me disse que, enquanto eu rezava, ela sentia um espírito de morte deixando o seu ventre, saindo pelas suas pernas. Talvez um membro da família tenha colocado maldição nela por inveja. Ela ainda me disse que sabia que seu filho estava morto, e me agradeceu por ser fonte de graça para que ele ressuscitasse. Amém!

domingo, 14 de novembro de 2010

O SEGREDO DA CURA TOTAL


O que eu vou estar falando nesta palestra é muito importante. Sabemos que Jesus veio ao mundo para trazer-nos a Boa Nova. Nós ouvimos nos dias de hoje tantas más notícias. Mas os anjos disseram aos pastores que Jesus nascera em Belém para trazer ao mundo a Boa Nova, a boa notícia.
O Cristianismo é a religião da alegria. A Renovação Carismática Católica tem nos ensinado que precisamos ser um povo de louvor. Não um povo “quietinho”, triste, mas sim um povo que louva a Deus constantemente.

O problema é que somos muito tímidos, medrosos.
E a Bíblia nos chama a sermos um povo valente, que louva a Deus publicamente com tudo aquilo que temos. Os anjos disseram aos pastores que eles estavam anunciando uma Boa Nova para todos os povos. Portanto, precisamos louvar a Deus diante de todas as nações. Mas isso só é possível mediante um profundo arrependimento.Na Confissão necessitamos experimentar o abraço do Pai. Eu tenho recomendado aos padres que eles sejam verdadeiros pais durante a Confissão. Precisamos sentir o calor do abraço amoroso do Pai. Quando eu rezo pelas pessoas eu primeiro a atendo em Confissão e depois rezo por sua cura interior. Somente depois eu rezo pela cura física e, por fim, pela sua libertação.

A Confissão não foi feita para ser apenas uma penitência, mas sim uma libertação completa. Você deveria sair da Confissão com um sorriso nos lábios
Infelizmente, existem um destaque muito grande para a cura física. Mas Jesus não veio ao mundo apenas para fazer os paralíticos andarem e os cegos enxergarem. Ele veio para nos transformar inteiramente. Daí a importância da cura emocional, pois ela é o início, a “porta de entrada” para a cura física.

A Palavra de Deus nos fala daquele cego que gritou para Jesus:
“Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!” E Jesus o chama e pergunta: “O que você quer?” É a mesma pergunta que Jesus nos faz no dia de hoje. Jesus fez essa pergunta porque sabia que aquele cego necessitava não somente de uma cura física, mas antes de uma cura emocional e espiritual.

E por que eu afirmo isso? Porque aquele cego, após ter sido curado por Jesus, se pôs a segui-lo. É isso o que Jesus quer fazer com cada um de nós:
Ele quer nos curar para que nos coloquemos em seu seguimento.

A cura emocional é a “porta de entrada” para todas as outras curas.
A pessoa não experimenta a cura psíquica, a cura de seus vícios, e nem a libertação do mal, se ela não passar primeiro pela experiência da cura interior.

As pessoas que vocês ouviram gritando aqui neste lugar necessitam de libertação. Mas, antes, elas necessitam passar pela cura interior.

Nós precisamos saber como rezar pela cura interior. A oração é algo científico. Ela não vem “do nada”.
Precisamos rezar a partir dos sintomas. Os sintomas são importantes. Eles são indicações, são sinais, para nos ajudar a descobrir quais são as nossas doenças emocionais.

São quatro as principais doenças emocionais. E a primeira delas é o sentimento de rejeição. Jesus foi rejeitado. Ele foi crucificado e a crucificação tinha o objetivo de não apenas matar os condenados a ela, mas também de humilhá-los publicamente. Eu estive há algum tempo no Paraguai numa bela casa de retiros. E na linda capela daquele lugar existe um lindo mosaico de Jesus crucificado onde Ele está nu. Foi o único lugar do mundo onde vi essa imagem. E Jesus morreu na Cruz despido, humilhado.

Jesus foi crucificado por inveja.
Eu vejo a inveja como a grade “porta de entrada” para as doenças emocionais. A grande dor de Jesus na Cruz não foi àquela causada pelos pregos em suas mãos e pés. Mas sim a dor causada pelo abandono que sofreu na Cruz. Hoje eu vejo muitas pessoas sofrendo em suas vidas por trazerem dentro de si esse sentimento de abandono. Pessoas abandonadas por aqueles que eles menos esperavam, ou seja, pelas pessoas amadas.
 O primeiro passo para a cura emocional é detectar os sintomas. Mas precisamos encontrar as causas também. É importante encontrar a raiz desse mal. Eu não tenho visto nenhum caso ser resolvido sem que antes a “causa-raiz” tenha sido descoberta. E como descobrir essa “causa-raiz”? Primeiro: rezar ao Espírito Santo. O trabalho dele não é somente descobrir a verdade de Deus para nós, mas também descobrir a verdade que trazemos diante de Deus. Precisamos rezar ao Espírito Santo constantemente. Segundo: rezar pelo meu passado, mas não com um sentimento de culpa.
As “causas-raiz” podem estar em qualquer um dos quatro estágios da minha vida: 1) Minha árvore genealógica; 2) Minha vida intra-uterina (dentro do ventre materno no período da gestação); 3) Da infância à juventude; 4) Da juventude à idade adulta.

A oração é igual ao medicamento. Você não pode tomar pouco e nem em demasia. Tem que ser na dose certa.

Vou contar a vocês o meu segredo para descobrir as “causas-raiz” de uma doença. Quando as pessoas chegam até mim com algum tipo de problema, seja ele físico ou espiritual, mas principalmente de ordem emocional, especialmente quando a pessoa vem trazendo problemas de ataques demoníacos, eu faço duas perguntas.

A primeira pergunta é:
“Quando começou o problema?”. Com frequência as pessoas respondem: “Ah! Eu sempre tive esse problema”. E eu respondo que somente Deus é “sempre”. Nós temos um começo. O nosso problema tem um começo. Nós não temos o problema por toda a eternidade. Ele teve um início. E eu preciso saber quando começou esse problema.

E a segunda pergunta é:
“Você se lembra de qualquer coisa que possa ter acontecido nessa época e que possa estar relacionado a esse problema?”

Nunca demorei tanto quanto no caso de ontem. Para falar a verdade, nunca havia passado dos cinco minutos. Mas porque Deus teve “pena” de mim, aí a senhora que eu estava atendendo lembrou-se de quando o problema começou e porque começou. E ali eu sabia que estava a causa, a chave para o fim de tanto tempo de sofrimento.

Padre Rufus Pereira