sábado, 4 de dezembro de 2010

ESPIRITO SANTO , A GRANDE PROVISÃO DE DEUS

A grande provisão de Deus para os nossos tempos é o Espírito Santo. Quando um soldado é enviado em missão, ele vai com uma provisão. Ou seja: seu comandante lhe dá armas, alimentos, remédios e roupas de que precisará para aquela missão. Nenhum comandante enviará um soldado sem lhe dar o abastecimento necessário.

Mesmo em casa, quando um filho vai a um passeio, a mãe prepara o seu lanche, as roupas e tudo que for necessário para aquele dia. É a provisão para aquela viagem. Da mesma maneira, para enfrentar esses tempos que estamos vivendo, para enfrentar essa época em que Jesus se aproxima a passos largos, precisamos do Espírito Santo. Necessitamos da efusão do Espírito Santo, precisamos da promessa de Jesus: "[...] Vós, porém, dentro de poucos dias sereis batizados com o Espírito Santo" (At 1,5b).

Você se pergunta: “O que preciso fazer para ser batizado no Espírito Santo?”. É tão simples quanto beber um gole de água. Todavia, ninguém pode fazê-lo por você, é preciso que você queira e que dê o passo. Se mantiver a água na boca, sem se abrir para recebê-la, ninguém poderá fazer isso por você.

Deus deu-me a graça de receber o Espírito Santo porque, embora nada entendesse, do fundo do meu coração eu queria. Eu tinha sede. Não sabia que era a graça do Espírito Santo que me faltava, mas quis aquele “algo a mais”. Por isso pedi continuamente, pois tinha sede, e Deus veio em meu auxílio e concedeu-me a graça. É preciso que você também tenha sede, que queira essa graça de verdade. Não basta um querer superficial: é preciso querer, buscar e pedir. Repito: você precisa querer! Precisa buscar! Ninguém poderá fazê-lo por você. Você precisa pedir, pois a iniciativa é sua.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

DEUS NOS ELEGEU E CONTA CONOSCO PARA SALVAR OS OUTROS

A Palavra de Deus é generosa e, muitas vezes, vivemos o nosso dia apoiados no medo, cheios de algumas ideias de superstição, quando a Palavra de Deus não dá importância a certos tipos de coisas. E o que ela nos pede? Pede que confiemos em Deus, que entreguemos a Jesus o nosso coração e que cooperemos para a salvação de todos pelo amor.
O que precisamos é viver bem para o Senhor, com o coração dedicado, generoso, esperando e colaborando para que todos se encontrem com Jesus e sejam salvos. Todos nós, sem exceção, fomos chamados para a salvação.
Deus nos elegeu, Ele escolheu você para a sua salvação. E quando falamos em escolhas, pensamos que Deus escolheu alguns e deixou outros de lado; mas não é assim. Nós é que somos limitados e, em muitas coisas, não podemos escolher a todos. O ser humano é limitado para viver o amor, só pode se dedicar a um. No entanto, o Senhor não sofre os limites que sofremos, e quando Ele escolhe, pode escolher todos, sem prejuízo de nenhum. O Senhor chamou todos nós para a salvação e Ele, que nos salvou, conta conosco para salvar outros.
Neste dia Deus está fazendo esta Palavra vibrar em seu coração, a escolha do Senhor sobre a sua vida não é simplesmente um jogo de palavras, um fato, ou uma eleição da boca para fora, mas a escolha de Deus sobre você é força, paz, alegria, é dinamismo no Espírito Santo.
Márcio Mendes
Comunidade Canção Nova

O PURGATÓRIO EXISTE ?

O purgatório existe?

Os católicos acreditam, mas a Bíblia não fala dele 
Os católicos acreditam na existência do purgatório, mas a Bíblia não fala dele. É verdade que na Sagrada Escritura não se encontra a palavra “purgatório”, como também não achamos nela as palavras “sacramento da confissão”, “Eucaristia” e “Crisma”. No entanto, a Bíblia descreve situações, estados ou lugares que se identificam com a ideia de purgatório.


Em II Macabeus 12,43-46 lemos: “Judas, tendo feito uma coleta, mandou duas mil dracmas e prata a Jerusalém, para se oferecer um sacrifício pelo pecado. Obra bela e santa, inspirada pela crença na ressurreição… Santo e salutar pensamento de orar pelos mortos. Eis porque ele ofereceu um sacrifício expiatório pelos defuntos, para que fossem livres de seus pecados”. Ora, ser livre de seus pecados, depois da morte, pelo sacrifício expiatório, indica claramente a existência do purgatório.


Alguns biblistas percebem a confirmação do purgatório nas palavras de Jesus em Mateus 5,25-26: “Põe-te depressa de acordo com o teu adversário, enquanto estás ainda em caminho (da vida) com ele; a fim de que teu adversário não te entregue ao juiz, e o juiz ao guarda, e sejas metido na prisão. Em verdade te digo: Não sairás de lá, enquanto não pagares até o último centavo”. É claro que Jesus fala do justo juizo divino, depois da morte. Ora, sair dessa prisão depois da morte, depois de ter pago o último centavo (seja pelo sofrimento, seja pelas orações e expiações dos vivos) pode acontecer só no purgatório.


Outra alusão à existência do purgatório encontramos em I Coríntios 3,12-15: “[…] Aquele, cuja obra (de ouro, prata, pedras preciosas) sobre o alicerce resistir, esse receberá a sua paga, aquele, pelo contrário, cuja obra, (de madeira, feno, ou palha ), for queimada, esse há de sofrer o prejuízo; ele próprio, porém, poderá salvar-se, mas como que através do fogo.” Também aqui a Tradição Apostólica entendia fogo do purgatório.


Entre testemunhas cristãs dos primeiros séculos, escreve Tertuliano: “A esposa roga pela alma de seu esposo e pede para ele refrigério, e que volte a reunir-se com ele na ressurreição; oferece sufrágios todos os dias aniversários de sua morte” (De Monogamia, 10).

O LOUVOR E A FÉ CAMINHAM JUNTOS

 

Em todas as circunstâncias louve. A Palavra de Deus continuamente nos exorta:

"Vivei sempre contentes. Orai sem cessar. Em todas as circunstâncias, dai graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo" (1Ts 5,16-18).

Quando estiver doente, louve ao Senhor, dê graças a Ele! Se é uma pessoa da sua família que está com uma doença grave, humanamente desesperadora, louve e adore ao Senhor. Agradeça a Ele! Não pela doença, mas porque Ele é o Senhor da doença, portanto, o Senhor da saúde. Ele, e somente Ele, pode transformar as circunstâncias. Em nossas orações, intercessões, entramos na Sala do Trono onde são tomadas as decisões. A nossa oração e o nosso louvor intervêm na solução.

O louvor é superior a qualquer pedido: ele nos dá a certeza. Lembre-se: se até os meus medos se realizam, muito mais o meu louvor se realizará.

Se há uma pessoa em sua casa longe de Deus, louve e bendiga a Ele! Louve a Deus porque Ele é o Senhor e porque Ele ama essa pessoa que está longe por mil circunstâncias – ela inclusive pode estar amarrada, presa, algemada pelo inimigo de Deus. O louvor chega ao Senhor e é decisivo na Sala do Trono, onde as decisões são tomadas e de onde as soluções vêm. E tudo se transforma.

Muitas pessoas vivem se lamuriando diante de Deus, mas o intercessor não é um lamuriento. Há circunstâncias que nos fazem chorar, porém, este não é o tipo de louvor ou de intercessão que devemos cultivar. Pelo contrário, cultivemos a alegria do coração em todas as circunstâncias: um filho viciado, um pai alcoólatra, um marido infiel, uma filha ou um filho vivendo na prostituição, tudo isso é terrível, mas “Em todas as circunstâncias, dai graças (...)", ensina-nos a Palavra de Deus.

O louvor revela que cremos no Senhor e que Ele cuida de nós e de todas as coisas, e que nada escapa do Seu poder. Não louvamos pelo mal em si, mas pelas circunstâncias, sabendo e crendo que Deus nunca pode ser vencido e que no Seu amor por nós Ele sabe de todo mal tirar coisas boas.

Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu desígnio: "Tudo concorre para o bem dos que amam a Deus" (Rm 8,28).

(Trecho do livro "Orando com poder" de monsenhor Jonas Abib)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

É NECESSARIO DEIXAR A VIDA VELHA

mensagem_021210Nós estamos nos aproximando do Natal, precisamos preparar o nosso coração para receber Jesus. Já estamos praticamente nos últimos dias do ano, por essa razão, é importante fazermos um balanço da nossa vida e uma boa confissão para purificar o nosso interior de todos os pecados e nos curar de todas as feridas.
Não dá para celebrar o Natal com o coração cheio de amarguras, mágoas, ressentimentos e sentimentos velhos. Façamos hoje o firme propósito de começar uma vida nova em Cristo Jesus.
Neste dia que se chama hoje, vamos dispor o nosso coração a obedecer a Palavra do Senhor que nos diz: “Esperai no Senhor por todos os tempos, o Senhor é a rocha eterna” (Is 26,4).
Senhor, queremos confiar em Ti e deixar para trás tudo o que velho e nos afasta das coisas do Alto.
Jesus, eu confio em Vós!

A VINDA DO REINO

 

 Estamos no ano da graça de Noso Senhor Jesus Cristo de dois mil e dez! Antes de Cristo e depois de Cristo! Assim se referem as indicações históricas. Mesmo quem não acredita n'Ele continua datando os acontecimentos a partir do Seu nascimento. A Ele a honra e a glória, Aquele que é o primeiro e o último, o princípio e o fim, Alfa e Ômega. E nós cristãos consideramos ano litúrgico o tempo que vai do primeiro domingo do Advento à Solenidade de Cristo Rei. Começa um tempo novo, ainda que o calendário não tenha chegado ao dia trinta e um de dezembro. Quando janeiro vier, já estaremos imbuídos de uma nova mística, que vem do Alto!
A vinda do Reino, a realização da vontade do Pai e o reconhecimento da santidade de Seu nome se encontram presentes na oração mais perfeita, ensinada por Jesus, o Pai-Nosso. Temos em nós o desejo do infinito, o sonho da perfeição, para nunca nos saciarmos com algo que seja menos do que Deus. Sim, é o infinito do amor que nos atrai, para que caminhemos de perfeição em perfeição, até chegar à plenitude.


O Reino de Deus está presente no mundo sem que precisemos buscar sinais estrondosos de sua presença. Basta-nos olhar ao redor para descobrirmos os seus sinais. Um reino eterno e universal: reino de verdade e de vida, reino de santidade e de graça, reino de justiça, de amor e de paz. Mas este Reino deve crescer e se implantar, para que Deus seja tudo em todos.


Jesus Cristo é Rei, mas não nos modelos do mundo. Nós O vemos diante de Pilatos proclamando Seu reinado, mas coroado de espinhos, dando a vida pela salvação de todos. Seu trono é a Cruz, na qual proclama decretos inusitados ao pedir ao Pai o perdão pelos próprios algozes ou ao anistiar o Bom Ladrão. De lá para cá, Seu trono-cruz foi plantado sobre colinas e dentro dos corações. Seu Reino se espalha silencioso, discreto e presente, contando com agentes que podem ser pobres ou ricos, de todas as raças, línguas e nações. Nosso olhar mais atento mostrará sinais de esperança e sadio otimismo.


A pregação de Jesus é o anúncio do Reino de Deus, uma verdadeira paixão que perpassa todas as Suas palavras. Reino que é comparado com plantas, rebanhos, histórias de pessoas e famílias transformadas em parábolas, para que as pessoas abram o coração e entendam o que Ele diz. Reino que já chegou e há de ser pedido na oração, misterioso! E mistério é algo que sempre pode ser um pouco mais compreendido, nunca se esgota!


Numa de Suas afirmações lapidares, o Senhor proclama “buscai o Reino de Deus e a sua justiça, e todas as coisas serão dadas por acréscimo” (cf. Mt 6,33). A atualização do Reino de Deus depende de nossa liberdade, pois se trata de uma forma nova de viver, que é proposta e não imposta. Àquelas pessoas que se deixarem provocar pelo Reino de Deus, a Igreja indica para estes dias de fim de ano um caminho de revisão de vida.


Que valores orientaram as decisões tomadas nos diversos âmbitos da vida pessoal e social? Em torno de nós floresceu o respeito à vida e à dignidade das pessoas? Vivemos para os outros ou cada um se interessou apenas por si mesmo, sem olhar ao redor? Nossos sonhos e projetos incluem o bem comum? E as perguntas podem ser muitas, conduzindo a novas decisões. Não precisaremos buscar adivinhos ou previsões futurológicas para vivermos o novo ano se vivermos bem cada momento presente, iluminados pelos valores do Reino de Deus. Cada surpresa será bem-vinda!


E o que fazer com as eventuais dificuldades que certamente aparecem pelas esquinas da vida? Elas serão transformadas em novas decisões pelo serviço a Deus e ao próximo, na divina alquimia do amor, lei suprema do Reino de Deus. O tempo do cristão não é apenas o correr inexorável do relógio, mas oportunidade (Kairós!), nova chance oferecida pela Providência Divina. E venha o Reino de Deus e a sua justiça!
Dom Alberto Taveira Corrêa