terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O NOVO TEMPO PARA NOSSA FAMÍLIA

O tema que iremos aprofundar neste primeiro momento é o "ser curados para um novo tempo". Não adianta o ano ser novo se você continua sendo uma pessoa velha, é necessário para um ano novo, pessoas novas e renovadas.
Este novo tempo precisa começar primeiro em nós, e precisa alcançar os nossos familiares. Hoje eu te convido, a exemplo de Santa Terezinha, a querer levar sua família para o céu.
Acompanhe comigo Atos dos Apóstolos 16,25-31: “E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam. E de repente sobreveio um tão grande terremoto, que os alicerces do cárcere se moveram, e logo se abriram todas as portas, e foram soltas as prisões de todos.
E, acordando o carcereiro, e vendo abertas as portas da prisão, tirou a espada, e quis matar-se, cuidando que os presos já tinham fugido.
Mas Paulo clamou com grande voz, dizendo: Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos. E, pedindo luz, saltou dentro e, todo trêmulo, se prostrou ante Paulo e Silas.
E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar? E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa”.

Irmão em decorrência da pregação de Jesus, Paulo e Silas foram para o cárcere sem fazer nenhum mau, e no cárcere eles louvavam e agradeciam a Deus e as correntes caíam.
Há duas características fortes desta passagem que eu gostaria de salientar:
-Em primeiro lugar: O carcereiro pediu luz, e eu convido você a fazer esta mesma experiência, ele não se encontrava na luz e por isso fez este pedido. Peça você também a luz de Deus para sua vida e para a vida dos seus.
-Em segundo lugar: naquele momento o carcereiro assustado, pergunta a Paulo e Silas: "O que devo fazer para ser salvo?" E salvação na Bíblia significa salvar a pessoa na sua integralidade (corpo e alma).
O Senhor quer nos curar em nossa árvore genealógica, para que os nossos herdeiros sejam também curados e libertos. É preciso que tenhamos muito amor e atenção para com nossos familiares. Você pode perceber que em seu coração existe um desejo de amar a sua família. A partir deste sentimento vem a necessidade de rezar pela cura entre as gerações. A oração da cura das gerações é muito sério, é uma obra de misericórdia para seus familiares, é através da sua capacidade de amar que os seus serão atingidos.
Agora eu te pergunto: Você conhece famílias que sofrem do coração? Famílias que trabalham, trabalham, e não conseguem guardar nada, em que as pessoas não prosperam, não conseguem crescer na vida? Famílias com muito adultério e problemas relacionados aos casamentos que não vão bem? Famílias que tem como marco o alcoolismoO pai do céu quer olhar para os pais e dizer aos filhos esculte os pais. Quem foi batizado eu tenho uma belíssima noticia para dar: o Espirito Santo mora em você, você é uma catedral do Espirito Santo.
Porem infelizmente o espirito santo não tem todo batizado e isso é triste. O Senhor não quer que apenas o tenhamos, mais ele quer nos ter. O demônio existe e age em nosso meio, porem se se fala de possessão do demônio Deus deve nos possuir muito mais.
A escola de cura vai até a hora da nossa partida, mais devemos nos entregar a escola do Espirito Santo.
O papa Bento XVI disse na sua ultima catequese uma pergunta que o mundo faz hoje: Quem é Deus ? Devemos ser canais de Deus, as pessoas devem ver em nós a presença e a manifestação de Deus.
Hoje é o tempo da profecia e devemos tomar posse da graça de Deus para hoje, sendo profecia para os nossos irmãos e o que nosso Senhor nos pede hoje é que nós nos calemos e deixemos Deus falar. É preciso dar Jesus a conhecer e ser conhecido, é preciso se abrir a ação do Espirito Santo.
Padre Márlon Múcio
Fundador da Comunidade Missão Sede Santos

A MAIOR DE TODAS AS GRAÇAS ESTA AO SEU ALCANCE


O Senhor derramou o Espírito Santo sobre Cornélio, centurião romano, quando este ainda era pagão, e sobre a família deste, porque ela O acolheu. Pedro atesta que, de repente, todos ficaram cheios do Espírito Santo. A evidência para ele, de que essa graça havia ocorrido, foi que todos estavam orando em línguas e profetizando. Pedro precisou expor a situação àqueles que o acompanhavam: "Podemos, por acaso, negar a água do batismo a estas pessoas, que receberam, como nós, o Espírito Santo?" (At 10,47).
Essa é a graça maravilhosa que Deus tem para a Sua Igreja hoje. Os corações mais endurecidos, as pessoas mais corrompidas, mais estragadas pela sociedade, mais espezinhadas pela vida: o Senhor quer transformá-las. Como transformou Saulo, Cornélio, sua família, seus servos, soldados e amigos. E, dessa forma, todos ficaram cheios do Espírito Santo!
Para a transformação da sua família, não basta uma providência qualquer. O que retirará os membros dela do adultério, da infidelidade, dos vícios, da prostituição, não é um paliativo qualquer. O Senhor coloca ao seu alcance a graça das graças, o dom dos dons: o Espírito Santo.
O Senhor quer derramá-Lo não só sobre você, mas também sobre todas as pessoas que necessitam. A transformação acontecerá pelo derramamento do Espírito Santo. Nossa parte é querer, insistir, interceder, dobrar os joelhos, jejuar e pedir ao Senhor a graça maior: o batismo no Espírito.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

PREPARANDO -SE PARA A CONFISSÃO


Este texto tem como objetivo auxiliar no Exame de Consciência de quem está preparando-se para confessar. Ele tem perguntas em cima dos 10 mandamentos; dos Mandamentos da Igreja; e dos Pecados Capitais.

SOBRE OS MANDAMENTOS DE DEUS

Primeiro Mandamento: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças" (Dt 6,5)
Duvidei da existência de Deus? Acreditei apenas num ser supremo? Reneguei ou abandonei a minha fé? Pensei ou afirmei que todas as religiões são boas? Procurei aprender a minha religião? Rezei todos os dias? Li livros ou revistas imorais, escritos ou jornais contrários à fé e aos bons costumes? Conservei estes escritos comigo? Emprestei-os a outros? Assisti a programas de TV ou fimes contrários à fé e aos bons costumes? Zombei da religião ou de seus ministros? Desconfiei da Misericórdia de Deus? Queixei-me de Sua Providência na doença, na pobreza e nos sofrimentos? Deixei de fazer, por muito tempo, os atos de fé, de esperança e de amor? Zombei das coisas santas? Revoltei-me contra Deus? Frequentei reuniões, cultos ou organizações contrários à minha fé, como espiritismo, umbanda, quimbanda, jorei, saravá, batuque, maçonaria, curandeirismo, seicho-no-yê, cartomantes, magia, feiticeiros, benzedeiras, adivinhos? Estou portanto comigo orações supersticiosas? Agouros? Amuletos? Figurinhas? Despachos? Acreditei ou usei horóscopos? Fiz curso de controle mental ou desenvolvimento mental e emocional ou meditação transcedental? Talvez não tenha participado diretamente nestas reuniões, cultos ou organizações contrárias à minha fé, mas deles participaram meus pais, parentes ou outros e me comprometeram indiretamente? Talvez tenha ido apenas por estudo ou curiosidade (contudo você ficou comprometido)? Coloquei as coisas do mundo, tais como riqueza, prazer, poder, fama, os meus conhecimentos, acima de Deus? Adorei a Satanás? Invoquei a satanás? Invoquei os espíritos dos mortos? Acreditei na reencarnação.

Segundo Mandamento: "Não pronunciarás o Nome do Senhor teu Deus em vão"
Pronunciei o nome de Deus dizendo palavras irreverentes? Roguei praga contra Deus? Ofendi a Deus com palavras? Pronunciei o nome dos Santos sem respeito? Blasfemei contra Deus? Nossa Senhora? Os Santos? Contra a Igreja? Contra os Sacramentos? Jurei falso ou sem necessidade? Prometi coisas ruins com juramento? Tenho deixado de cumprir promessas que fiz? Falei das coisas santas sem respeito?

Tereceiro Mandamento: "Guardarás o Domingo e Dias Santos de preceito"
Participei de Missa aos domingos e dias Santos? Cheguei tarde por própria culpa? Fui irreverente na Igreja, rindo e conversando inutilmente? Tenho trabalhado aos domingos e dias santos sem necessidade? Aproveitei estes dias para rezar mais e passar mais tempo com a família? Obriguei outros a trabalharem sem justa causa em dia santo?

Quarto Mandamento: "Honrarás Pai e Mãe"
Fui malcriado para com meus pais e superiores? Entristeci-os gravemente? Desejei-lhes mal? Desobedeci-lhes em coisas importantes? Zombei de pessoas pobres, idosas, aleijadas? Tive vergonha de meus pais? Neguei-lhes minha ajuda e assistência, sobretudo se velhos ou doentes? Amo a meus pais? Honro a meus pais? Perdôo-lhes? Rezo por eles?

Quinto Mandamento: "Não Matarás"
Expus-me ao perigo de vida sem necessidade? Tentei suicídio? Fui imoderado no comer e beber? Embriaguei-me? Usei tóxico? Injuriei os outros? Deixei de ajudar o próximo em suas necessidades espirituais ou materiais? Briguei? Alimentei pensamentos ou desejos de vingança? Tive raiva ou ódio do meu próximo? Desejei-lhe algum mal? Desejei-lhe a morte? Conservei alguma inimizade? Denunciei alguém injustamente à autoridade para tirar proveito? Pus em perigo a vida corporal ou espiritual de outros? Com palavras? Omissões? Atitudes exageradas? Temeridade na  direção do carro? Convidei alguém para o pecado? Disse palavras injuriosas para o meu próximo? Aconselhei ou provoquei aborto? Fiquei triste com o bem do próximo? Dei mal exemplo?

Sexto e Nono Mandamentos: "Não pecarás contra a castidade" e "Não cobiçarás a mulher do próximo"
Faltei ao pudor? Despi-me diante dos outros? Cometi pecados impuros comigo mesmo (masturbação), com outros? Com animais? Provoquei tentações ou desejos impuros por más leituras, toques, filmes, bailes licensiosos, trajes indecentes? Contei piadas imorais? Procurei as ocasiões de pecado? Rezo pedindo a Deus a força de ser casto? Tive relações fora do matrimônio? Liberdades no namoro? Defendi a promiscuidade e relações pré-matrimoniais? Defendi o divórcio? O aborto? Desejei adultério? Pratiquei adultério? (este pecado deve ser considerado como violação de uma lei de Deus e não apenas uma inofensiva falta moral; o adultério destrói a família).

Sétimo e Décimo Mandamentos: "Não furtarás, não cobiçarás as coisas alheias"
Tenho furtado alguma coisa dos outros? Tenho furtado dinheiro dos meus pais? Cobicei as coisas alheias? Aceitei ou comprei as coisas furtadas sabendo que eram roubadas? Fiquei com coisas achadas sem procurar o dono? Planejei algum furto? Causei prejuízo de propósito ou por negligência? Paguei as minhas dívidas? Procurei reparar os danos causados? Abusei da alta dos preços? Cobrei juros excessivos? Enganei o próximo nas compras e vendas? Apelei injustamente para as leis trabalhistas para obter indenizações indevidas? Desperdicei tempo de trabalho? Retive coisas que deveria ter dado ao próximo? (a devolução faz parte do perdão do pecado)

Oitavo Mandamento: "Não levantarás falso testemunho"
Menti? Falei mal dos outros? Difamei? Caluniei? Fiz juízos falsos e temerários? Semeei discórdia, inimizades na família? Provoquei inimizades políticas? Exagerei as faltas dos outros? Dei falso testemunho contra o próximo? Sou critiqueiro, fofoqueiro e mexeriqueiro? Gosto de ouvir falar mal dos outros? Reparei o mal que fiz com calúnias, mexericos? (a reparação faz parte do perdão do pecado).

SOBRE OS MANDAMENTOS DA IGREJA

1) Ouvir missa inteira nos domingos e festas de guarda;
2) Confessar-se ao menos uma vez cada ano;
3) Comungar ao menos uma vez pela Páscoa da ressurreição;
4) Jejuar e abster-se de carne, quando manda a Santa Mãe Igreja;
5) Pagar dízimo, segundo o costume.

Deixei de confessar-me ao menos uma vez cada ano? Confessei-me sem contrição sincera e sem firme propósito de corrigir-me? Não cumpri a penitência imposta? Não fiz a comunhão pascal (Páscoa)? Comunguei sabendo que estava em pecado grave? Faltei ao jejum prescrito? Comi carne nos dias de abstinência? Ajudei à Igreja, participei com interesse na vida paroquial? Rezei pela Igreja? Engajei-me como apóstolo pelo exemplo e pela participação e também financeira? Obedeci às justas leis do Estado? Aproveitei-me de bens públicos ilicitamente? Usei mal ou desperdicei bens públicos? Soneguei impostos?

SOBRE OS PECADOS CAPITAIS

O Pecado contra o "Eu"
Como Templo vivo do Espírito Santo (I Cor 3, 16-17) criado à imagem e semelhança de Deus, como vai meu orgulho? Minha soberba? Minha auto-suficiência? Minha vaidade? Minha necessidade de chamar a atenção? Minha vida emocional? Conheço-me como sou? E o meu ativismo? Meu complexo de "salvador do mundo"?

O Pecado contra o "Nós"
Qual tem sido minha atitude em relação aos que tem salário insuficiente? A sub-moradia e à falta de moradia? Ao desemprego ou sub-emprego? Aos que estão passando fome ou se alimentando mal? Aos que passam frio por falta de vestuário adequado? Aos doentes, aos quais faltam remédios, atendimento e hospital? Em relação ao analfabetismo? Como tenho vivido minha pobreza evangélica? Tenho esbanjado com compras inúteis, bebidas alcoólicas, comidas exageradas, roupas que exaltam apenas a minha vaidade? Tenho pregado Jesus Cristo ou divisões, lutas de classe, discórdias? Como vai minha inveja? Meu ciúme? Meu ressentimento? Como vão as minhas amizades? Tenho amigos? Minha vida tem equilíbrio? Como vai minha família? Parentes? Vizinhos?

O Pecado contra o "Ter Bens"
Como está o dinheiro em minha vida? Como está o materialismo? Os apegos às coisas materiais: meu carro? Saber mais para poder exaltar-me?

O Pecado contra a autopreservação (autodefesa)
Como vai a minha impaciência? A minha ira? O meu desejo desordenado de vingança? O meu ódio? A minha raiva?

O Pecado contra "Alimentar-se"
Como vai a gula em minha vida? Eu vivo somente ao nível de prazer? A comida? A bebida? Tóxicos? Remédios? Tevelisão? Música? Cigarros? Café? A minha gula intelectual (em nivel de prazer)? A minha gula do saber, para exaltar-me?

O Pecado contra o "Descansar"
Como vai a minha preguiça? Como vai a minha omissão? Eu começo um trabalho e nunca consigo ir ao fim? Como está o meu lazer? Como ocupo o meu tempo?

O Pecado contra o "Sexo"
Como está a minha sexualidade? Minha imaginação? Como está o orgulho da carne? Tenho relacionamento errado? Sou permissivo?

ATO DE CONTRIÇÃO

Meus Jesus, crucificado por minha culpa, estou arrependido de ter pecado, pois ofendi a Vós, que sois tão bom. Mereço ser castigado neste mundo e no outro. Mas, perdoa-me, por piedade. Não quero mais pecar. Ajuda-me com a Vossa graça. Amém!

SETE DICAS PARA NÃO PERDER A ESPERANÇA

Deus quer falar ao nosso coração para continuarmos nossa caminhada. Um cristão que não se sente a caminho está perdido. E esse caminho é um caminho difícil, pois Jesus já disse: “Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me” (Mt 16, 24b). A crucificação não é um caminho
fácil, mas também não é um caminho triste.
“Não ajunteis tesouros aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem e os ladrões assaltam e roubam. Ao contrário, ajuntai para vós tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, nem os ladrões assaltam e roubam. Pois onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt 6, 19-21)
É preciso viver nesta terra sabendo que ela não é nossa pátria, por isso devemos viver nela construindo nossa casa no céu. Isso é um mistério grande demais, mas se você não entra nele [neste mistério], você está fora do plano que Deus tem para você. Precisamos viver nesta terra com "link" ligado no céu. Muitas coisas nesta terra nos são oferecidas, muita "felicidade". Mas esta terra é um lugar de sofrimento, basta olharmos para JesuMas temos um convite para que caminhemos com alegria e muita consciência para o céu. Darei a vocês 7 dicas de como não perder a esperança:
Primeira dica: Jesus é a esperança. Se eu não rezo, perco Jesus. Se perco Jesus, perco a esperança. A nossa vida de oração é igual a nossa vida com relação aos nossos alimentos, ao meio-dia comecei a sentir fome, então, tive que comer. A minha oração é feita daquilo que eu faço e não daquilo que penso; não adiantaria nada eu ficar pensando na comida e não comê-la. E a Igreja nos oferece a Palavra de Deus para que rezemos com ela, e não tem como ler a Sagrada Escritura fazendo outra coisa; é necessário nos dedicarmos à oração.
Esperança perde-se, pois nos distanciamos da Esperança Personificada: Jesus Cristo. Nós precisamos rezar, ir à capela, ter um tempo só para nós e Deus, nos confessar, rezar o terço, estudar a Palavra, adorar a Jesus. É preciso nos achegarmos ao Nosso Senhor; e isso só é possível orando
Essa é a dica mais importante, pois Jesus é a nossa esperança.
Segunda dica:
Exercite a esperança. Ela é uma virtude. Jesus é tão bom que, além de Ele ser nossa esperança, Ele mesmo nos dá forças para que a exercitemos. Se não exercitamos a esperança, ela morre. Abra um sorriso, desfranza a testa! Dê um olhar de esperança, apesar dos problemas, pois todos os temos
Jesus nos diz: “Não vos preocupeis com nada”, pois já teve quem se preocupou por você e até morreu por você na cruz
Terceira dica: Cerque-se de esperança. Procure pessoas que o ajudarão a crescer, a olhar para as coisas e ter esperança. Olhe ao seu redor e veja quem pode ajudá-lo a ter esperança, pois essa pessoa está cheia de Jesus
Quarta dica: Fuja da maledicência. Quem fala dos outros para você, fala de você para outros. Nunca ninguém morreu porque deixou de falar; ao contrário, tem mais paz, é mais feliz. Não conseguimos ficar quietos, queremos ficar sabendo de tudo e passar para frente.
Quinta dica:
Cuide de alguém, dedique-se a alguém, pois, senão, você vira uma ilha e perde a sensibilidade quanto aos outros. Dessa forma, você perde a esperança, pois você só olha para si mesmo e perde a vontade de fazer o outro feliz. Ninguém aprende a cuidar de si se não aprende a cuidar do outro. Nós fomos feitos para o outro.
Sexta dica:
Tenha amigos mestres. Você precisa ter uma pessoa, no máximo duas, para partilhar tudo e ajudá-lo nas situações que vive. Alguém com que você fala sem medo das palavras, abrindo o coração para que possa ser ajudado, na esperança, a seguir em frente nos seus propósitos, para que você tenha propósitos na vida cristã. Um diretor espiritual
Sétima dica:
Escute Jesus, que é a nossa esperança. Exercitemo-nos na escuta a Jesus Cristo. Essa dica é tão importante como a primeira, eu preciso parar para escutá-Lo, identificar a voz d'Ele em meio a tantas vozes
Como ter esperança sem escutar Jesus? Essa dica une-se à primeira: orar, dar a Jesus o seu ouvido, reclinar seu ouvido ao Coração d'Ele, pois Ele quer falar com você, orientá-lo, dar-lhe palavras de salvação dia a dia
A sétima dica é esta: escute Jesus. E como? Exercitando-se na oração, pegando o terço e rezando a jaculatória: “Fala-me, Jesus, ensina-me a Te escutar.
Ricardo Sá
Consagrado da Comunidade Canção Nova, cantor e compositor.

domingo, 9 de janeiro de 2011

O BATISMO DE JESUS

A força do batismo faz maravilhas na pessoa e na sociedade

Com a Festa do Batismo de Jesus concluímos o tempo do Natal. A reflexão sobre o Mistério da Encarnação continua. É uma ótima oportunidade para examinarmos a nossa própria vida batismal hoje e a ação eclesial para o trabalho de iniciação cristã pedida pela Igreja para educar e evangelizar os novos cristãos.

O Batismo de Jesus, por João, no rio Jordão, é um evento que nos mostra com intensidade como o Salvador quis solidarizar-se com o gênero humano, imerso no pecado. João chamava à penitência e administrava um batismo de conversão. No entanto, Jesus, o Cordeiro sem mancha, que veio tirar o pecado do mundo, submete-se ao batismo de João. É um momento de Epifania, quando a Trindade se manifesta e aparece claramente a missão do Filho que deve ser escutado.

Podemos contemplar, pois, no episódio do batismo do Senhor, aquela condescendência divina que faz com que Deus assuma tudo o que é próprio da nossa frágil condição humana. Jesus não teve pecado, mas, num gesto de solidariedade para com toda a humanidade, assumiu o que decorre do nosso pecado, desde o batismo dos pecadores até a morte ignominiosa da cruz.

A condescendência divina, manifestada de forma tão pungente na vida, as atitudes e as palavras de Jesus, nos estimulam a amar com todas as nossas forças a Deus que tanto nos ama e a nos tornar mais compassivos e condescendentes para com todos aqueles que, de uma ou de outra maneira, sofrem e precisam de nossa solidariedade. A contemplação da caridade divina deve encher nosso coração de caridade. São Paulo ensinou-nos, entre outras coisas, que a caridade é prestativa, não é orgulhosa, alegra-se com o bem, tudo crê, tudo espera, tudo desculpa.

Estes dias de tantas catástrofes em nossa região sudeste demonstram como é importante o compartilhar as dores e sofrimentos das pessoas.

O batismo que recebemos foi o batismo instituído por Jesus, o batismo da Nova Aliança. O batismo de João era apenas um sinal de conversão. O Batismo que Jesus confiou à Sua Igreja é um sinal eficaz, pois não só significa, mas realiza a libertação e a renovação de nosso ser, tornando-nos filhos de Deus à semelhança do único Filho. Os Padres da Igreja chegaram a dizer que Jesus desceu às águas justamente para santificá-las e transmitir-lhes aquele poder de purificação e renovação, que é exercido toda vez que a Igreja batiza em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Ao celebrarmos a Festa do Batismo do Senhor Jesus, temos diante de nós uma ocasião propícia para renovar nossas promessas batismais. Viver intensamente os compromissos de nosso batismo é o grande convite que Deus faz a cada um de nós. A graça divina jamais falta àquele que, com sinceridade de coração, procura viver segundo o “homem novo”, nascido da água e do Espírito. Os inúmeros santos e santas canonizados pela Igreja são um eloquente testemunho de que a força do batismo pode fazer maravilhas na pessoa e na sociedade que ajudaram a transformar segundo o desígnio de Deus.

Que a graça do batismo nos torne, na Igreja e através da Igreja, o Corpo místico do Senhor, verdadeiros discípulos-missionários de Jesus! O batismo liga-nos também à Igreja, à qual Cristo uniu-se de maneira irrevogável. Não podemos querer Cristo sem Sua Igreja. O “Cristo total” é a Cabeça e o Corpo. Contemplando, assim, o Mistério de Cristo, que resplandece na face da Igreja e vivendo a graça do nosso batismo, anunciemos com humildade e caridade a fé que nos salva e enche de alegria a nossa vida!

E isso nós poderemos fazer e viver intensamente, começando a celebrar agora, logo após o tempo natalino, as festividades de São Sebastião, que com a réplica da imagem histórica trazida por Estácio de Sá percorrerá a nossa Arquidiocese, preparando-nos para viver com fidelidade a nossa missão, à semelhança de nosso padroeiro, que nos ensina a fortaleza na fé mesmo em meio a ambientes contrários e vicissitudes da vida, perseguições e torturas. Para o aprofundamento do tema “Fé e desafios do nosso tempo” e do lema “São Sebastião, invencível atleta da fé” teremos um tríduo em todas as Paróquias como sinal de nossa comunhão e unidade.

Que a vida cristã desse seguidor de Cristo nos inspire a viver com entusiasmo em nossos mudados tempos a alegria do seguimento de Jesus, mesmo com as dificuldades hodiernas.

Dom Orani João Tempesta

COMUNHÃO , NA MÃO OU NA BOCA ?

A duvida que muitos levam com sigo
Nos dias de hoje o mais comum na hora da Comunhão são os fiéis receberem a Hóstia Consagrada na palma de suas mãos para que eles mesmos possam levá-la à boca. Mas, isso se começarmos a reparar bem muitos fiéis não tem o devido respeito com o Corpo e Sangue de Cristo. Pois, segundo o Missal Romano: “Os fiéis comungam ajoelhados ou de pé, conforme for estabelecido pela Conferência dos Bispos. Se, no entanto, comungarem de pé, recomenda-se que, antes de receberem o Sacramento, façam devida reverência, a ser estabelecida pelas mesmas normas”. E ainda no documento da CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL - PASTORAL DA EUCARISTIA - SUBSÍDIOS - (PARTE I), Documento Aprovado pela Comissão Episcopal de Pastoral - 3 de setembro de 1974 esta escrito :” É também inconveniente que os fiéis tomem a hóstia com os dedos em pinça e, andando, a coloquem na boca”. É isso o que mais se vêem nas missas na hora da comunhão, pessoas recebendo de qualquer maneira o próprio Cristo em suas mãos como se fosse qualquer um e ainda mais quando vêem uma pessoa comungando na boca ficam escandalizadas.
A comunhão na mão é OPCIONAL, como esclarece os documentos:
Missal Romano: “161. Se a Comunhão é dada sob a espécie do pão somente, o sacerdote mostra a cada um a hóstia um pouco elevada, dizendo: O Corpo de Cristo. Quem vai comungar responde: Amém, recebe o Sacramento, na boca ou, onde for concedido, na mão, à sua livre escolha. O comungante, assim que recebe a santa hóstia, consome-a inteiramente.
CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL - PASTORAL DA EUCARISTIA - SUBSÍDIOS - (PARTE I): “2. A nova maneira de comungar não deve ser imposta, mas cada fiel conserve o direito de receber a comunhão na boca, sempre que preferir.”

CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO E A DISCIPLINA DOS SACRAMENTOS - REDEMPTIONIS SACRAMENTUM : “[92.] Todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na boca[178] ou se, o que vai comungar, quer receber na mão o Sacramento. Nos lugares aonde Conferência de Bispos o haja permitido, com a confirmação da Sé apostólica, deve-se lhe administrar a sagrada hóstia. Sem dúvida, ponha-se especial cuidado em que o comungante consuma imediatamente a hóstia, na frente do ministro, e ninguém se desloque (retorne) tendo na mão as espécies eucarísticas. Se existe perigo de profanação, não se distribua aos fiéis a Comunhão na mão.[179]”
Mas muitos Sacerdotes e Ministros Extraordinários que não conhecem as leis e direitos da Mãe Igreja costumam negar a Comunhão aos fieis pelo simples fatos de muitos quererem receber o Sacramento da Comunhão na boca e de joelhos.
CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO E A DISCIPLINA DOS SACRAMENTOS - REDEMPTIONIS SACRAMENTUM : “[91.] Na distribuição da sagrada Comunhão se deve recordar que «os ministros sagrados não podem negar os sacramentos a quem os pedem de modo oportuno, e estejam bem dispostos e que não lhes seja proibido o direito de receber».[177] Por conseguinte, qualquer batizado católico, a quem o direito não o proíba, deve ser admitido à sagrada Comunhão. Assim pois, não é lícito negar a sagrada Comunhão a um fiel, por exemplo, só pelo fato de querer receber a Eucaristia ajoelhado ou de pé.”
Não quero aqui impor que todos nós devemos comungar na boca. Não é isso. O que quero é mostrar que o fiel tem a livre opção de escolher como ele quer comungar, se na boca e de joelhos ou em pé e receber a Hóstia Consagrada nas mãos (vale lembrar e esta opção tem que ser aceita pelo bispo da diocese pois a licença para os bispos do Brasil pusessem distribuir a Hóstia Consagrada nas mãos saiu em 1974 sem de livre escolha para cada Bispo. ). E que ao Comungar, a faça-o com o maior zelo.
E se você ver alguém, sacerdote, ministro extraordinário, fieis discriminando alguém por estar comungando na boca, ou se você mesmo é vitima disto, apresente a eles estes documentos da igreja, pois você também tem o direito e dever de Evangelizar.
Pax et Bonum irmãos
Daniel Roberto TT (San)

ESTAMOS COM A IGREJA QUE TEM A EUCARISTIA

A Igreja é apostólica porque vem dos apóstolos: é a continuação deles. Ela traz a sucessão apostólica. Os nossos bispos não se tornaram bispos porque quiseram, por própria vontade, como acontece em outras igrejas, denominações e seitas. O bispo de sua diocese é um sucessor dos apóstolos. A Igreja Católica conserva a sucessão apostólica. Desculpe a rudeza da expressão: os nossos bispos não são aventureiros que lançaram mão do título de bispo, mas eles foram escolhidos por aquela que Jesus chamou “a minha Igreja” para realizar a sucessão apostólica. É um tesouro que nos pertence: só a Igreja Católica tem a sucessão apostólica. Por isso ela é “apostólica”.
É com essa Igreja una, santa, católica e apostólica que estamos. Com a Igreja que Jesus fundou em Pedro, dizendo: “Tu és Pedro e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja”.
É importante que você renove a fé nessa Igreja, agora:
É com essa Igreja que quero ficar; essa Igreja que tem a Eucaristia, que tem a sucessão dos apóstolos, e que, portanto, tem a doutrina de Jesus que foi passada por intermédio deles, dos bispos, e por meio daquele que é o continuador de Pedro, o Papa. Creio nessa Igreja una, santa, católica e apostólica. Agradeço, Senhor, porque construíste a Tua Igreja sobre a pedra, que é Pedro e sobre as doze pedras que são os Teus apóstolos. Muito obrigado, Senhor, porque é nessa Igreja que estou e haverei de estar até o fim.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova