sábado, 19 de março de 2011

SÃO JOSÉ


São José Celebra-se hoje, 19 de março, a Solenidade de São José. Neste dia, a Igreja, espalhada pelo mundo todo, recorda solenemente a santidade de vida do seu patrono.

Esposo da Virgem Maria, modelo de pai e esposo, protetor da Sagrada Família, São José foi escolhido por Deus para ser o patrono de toda a Igreja de Cristo.

Seu nome, em hebraico, significa “Deus cumula de bens”.

No Evangelho de São Mateus vemos como foi dramático para esse grande homem de Deus acolher, misteriosa, dócil e obedientemente, a mais suprema das escolhas: ser pai adotivo de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Messias, o Salvador do mundo.

"Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor tinha mandado e acolheu sua esposa" (Mt 1,24).

O Verbo Divino quis viver em família. Hoje, deparamos com o testemunho de José, “Deus cumula de bens”; mas, para que este bem maior penetrasse na sua vida e história, ele precisou renunciar a si mesmo e, na fé, obedecer a Deus acolhendo a Virgem Maria.

Da mesma forma, hoje São José acolhe a Igreja, da qual é o patrono. E é grande intercessor de todos nós.

Que assim como ele, possamos ser dóceis à Palavra e à vontade do Senhor.

São José, rogai por nós!

LIVRE-SE DO SENTIMENTO DE CULPA

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Mergulhar no amor de Deus é o segredo para livrar-se do sentimento de culpa. Esse sentimento não vem do Senhor. Tudo o que nos escraviza não vem de Deus Pai.
Muitas pessoas, por falta de conhecimento, acham que fazer a vontade do Senhor as torna escravas. Contudo, é bem o contrário disso: quanto mais abrimos mão da nossa vontade, para fazer a vontade do Altíssimo, tanto mais nos tornamos livres, porque o Senhor nos fez livres e para a liberdade.
É claro que o conceito de liberdade de Deus Pai não é o mesmo desta falsa liberdade, disseminada por aí, em que, de maneira irresponsável, as pessoas realizam ações como bem entendem, o que lhes acarreta sérias consequências o resto da vida.
“Vós, irmãos, fostes chamados à liberdade” (Gl 5,13).
Muitas pessoas carregam um terrível sentimento de culpa e deixam-se destruir por esse mal-estar. Mergulhe no infinito amor de Deus, e imediatamente todo sentimento de culpa será eliminado e lavado pelo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia Santiago

PROCLAMAR O NOME DE JESUS


Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome, para que, em Nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua confesse: Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus Pai (Fl 2,9-11).
Como cristãos, devemos ter sempre o nome de Jesus nos lábios, principalmente na oração para a cura física, para a cura interior e na oração de libertação. Não se trata de algo mágico, como se bastasse proclamar o nome do Senhor para que as curas e libertações aconteçam. O nome d'Ele significa “Deus salva“, ou seja, ao proclamar o nome de Jesus Cristo, em determinada situação, afirma-se: "Deus salva! Deus salva esta pessoa! Deus salva nesta situação, neste momento!". É uma proclamação e, portanto, seus intercessores precisam sempre proclamar o nome de Jesus como o “Deus que salva”, pois Ele é verdadeiramente o “Deus que salva”.
Da mesma forma que o fogo queima onde quer que esteja, onde está Jesus Cristo há salvação. Onde o nome de Jesus é proclamado, Ele já está salvando, pois Ele é o “Deus que salva”. Ele recebeu esse nome do Pai porque é o Salvador. E é preciso ter essa certeza para que a fé se reacenda em nós

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

sexta-feira, 18 de março de 2011

QUARESMA , A LUTA CONTRA O PECADO

Desde o início do Cristianismo a Quaresma marcou para os cristãos um tempo de graça, oração, penitência e jejum, com o objetivo de se chegar à conversão. Ela nos faz lembrar as palavras de Jesus: “Se não fizerdes penitência, todos perecereis” (Lc 13,3). Se não deixarmos o pecado, não poderemos ter a vida eterna em Deus; logo, a atividade mais importante é a nossa conversão, renunciar ao pecado.

Nada é pior do que o pecado para a vida do homem, da Igreja e do mundo, ensina a Igreja; por isso Cristo veio, exatamente, “para tirar pecado do mundo” (cf. Jo 1, 29). Ele é o Cordeiro de Deus imolado para isso.

São Paulo insiste: “Em nome de Cristo vos rogamos: reconciliai-vos com Deus!” (2 Cor 5, 20); “exortamo-vos a que não recebais a graça de Deus em vão. Pois ele diz: Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação (cf Is 49,8). Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação” (2 Cor 6, 1-2).

A Quaresma nos oferece, então, esse “tempo favorável” para deixarmos o pecado e voltarmos para Deus. E para isso fazemos penitência. O seu objetivo não é nos fazer sofrer ou nos privar de algo que nos agrada, mas ser um meio de purificação de nossa alma. Sabemos o que devemos fazer e como viver para agradar a Deus, mas somos fracos; a penitência é feita para nos dar forças espirituais na luta contra o pecado.

A melhor Penitência, sem dúvida, é a do Sacramento que tem esse nome. Jesus instituiu a Confissão em Sua primeira aparição aos discípulos, no mesmo domingo da Ressurreição (cf. Jo 20,22) dizendo-lhes: “A quem vocês perdoarem os pecados, os pecados estarão perdoados”. Não há graça maior do que ser perdoado por Deus, estar livre das misérias da alma e estar em paz com a consciência.

Além do Sacramento da Confissão a Igreja nos oferece outras penitências que nos ajudam a buscar a santidade: sobretudo as recomendadas por Jesus no Sermão da Montanha (cf. Mt 6,1-8): “O jejum, a esmola e a oração”, chamados pela Igreja de “remédios contra o pecado”.

Cristo jejuou e rezou durante quarenta dias (um longo tempo) antes de enfrentar as tentações do demônio no deserto e nos ensinou a vencê-lo pela oração e pelo jejum. Da mesma forma, a Igreja quer ensinar-nos como vencer as tentações de hoje. Vencemos o pecado praticando a virtude oposta a ele. Assim, para vencer o orgulho, devemos viver a humildade; para vencer a ganância devemos dar esmolas; para vencer a impureza, praticar a castidade; para vencer a gula, jejuar; para vencer a ira, aprender a perdoar; para vencer a inveja, ser bom; para vencer a preguiça, levantar-se e ajudar os outros. Essas são boas penitências para a Quaresma.

Todos os exercícios de piedade e de mortificação têm como objetivo livrar-nos do pecado. O jejum fortalece o espírito e a vontade para que as paixões desordenadas (gula, ira, inveja, soberba, ganância, luxúria, preguiça) não dominem a nossa vida e a nossa conduta.

A oração fortalece a alma no combate contra o pecado. Jesus ensinou: “É necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo” (Lc 18,1b); “Vigiai e orai para que não entreis em tentação” (Mt 26,41a); “Pedi e se vos dará” (Mt 7,7). E São Paulo recomendou: “Orai sem cessar” (I Ts 5,17).

A Palavra de Deus nos ensina: “É boa a oração acompanhada do jejum e dar esmola vale mais do que juntar tesouros de ouro, porque a esmola livra da morte, e é a que apaga os pecados, e faz encontrar a misericórdia e a vida eterna” (Tb 12, 8-9).

“A água apaga o fogo ardente, e a esmola resiste aos pecados” (Eclo 3,33). “Encerra a esmola no seio do pobre, e ela rogará por ti para te livrar de todo o mal” (Eclo 29,15).

Então, cada um deve fazer na Quaresma um “programa” espiritual: fazer o jejum que consegue (cada um é diferente do outro); pode ser parcial ou total. Pode, por exemplo, deixar de ver a TV, deixar de ir a uma festa, a uma diversão, não comer uma comida de que gosta ou uma bebida; não dizer uma palavra no momento de raiva ou contrariedade, não falar de si mesmo, dar a vez aos outros na igreja, na fila, no ônibus; ser manso e atencioso com os outros, perdoar a todos, dormir um pouco menos, rezar mais, ir à Santa Missa durante a semana... Enfim, há mil maneiras de fazer boas penitências que nos ajudam a fortalecer o espírito para que ele não fique sufocado e esmagado pelo corpo e pela matéria.

A penitência não é um fim em si mesma; é um meio de purificação e santificação; por isso deve ser feita com alegria.

TESTEMUNHAS DE CRISTO

Você sabe o que é uma testemunha?
Imagine que está havendo um julgamento, e alguém é chamado para testemunhar. Uma testemunha precisa apresentar fatos que traduzam e comprovem suas palavras, mas sim palavras que traduzam e comprovem fatos. A grande promessa do Senhor é esta: “[vós] serdes minhas testemunhas” (At 1,8).
Imagine agora quando Jesus foi julgado. Naquela ocasião, ninguém compareceu para testemunhar a favor dele. Apareceram muitas falsas testemunhas, mas a seu favor ninguém se manifestou.Não houve ninguém para falar dos milagres de Jesus. Quantas pessoas foram curadas? Pessoa alguma apareceu para falar que Jesus o ressuscitou dentre os mortos, e Jesus ressuscitou a vários! Ninguém apareceu para dizer: “Jesus perdoou os meus pecados”; ou “Jesus transformou a minha vida”; ou, ainda, para dizer: “Jesus falou, e falou ao meu coração; fui atingido, mudado, convertido, pois suas palavras enterneceram o meu coração!”
Neste tempo em que vivemos, o Senhor precisa de testemunhas. A situação é esta: nos dias de hoje, Deus está sendo julgado pelo homem, e sem nenhum testemunho!
O homem construiu o seu mundo, o mundo da sua razão, da sua inteligência; tornou-se o senhor, ao desejar ser O senhor, e, assim, Deus não teve vez. O plano de Deus a nosso respeito, nós que somos filhos criados por amor, para uma eternidade de amor, não teve mais espaço no mundo que o homem construiu.
O Papa João Paulo II dizia que o homem de hoje vive como se Deus não existisse; e o nosso Bento XVI diz que o homem moderno construiu um mundo onde não há lugar para Deus. 
A Lei do Senhor não é um peso para nós, ela é libertação. Ela é mais do que as leis que regem os astros, os planetas, o corpo humano, a química, a física, a eletricidade e que existem para mover, para fazer funcionar as coisas todas. A Lei do Senhor é para o nosso bem, a nossa construção, para realizar o projeto do Pai sobre nós

quinta-feira, 17 de março de 2011

O PECADO NOS PREJUDICA ?

O espírito de permissividade exige liberação de todos os tabus

Com o nobre intuito de nos libertar dos complexos de culpa, das fixações mórbidas e das doentias tendências para escrúpulos intermináveis, a humanidade joga duro contra a existência do pecado. O espírito de permissividade exige liberação de todos os tabus. Não há mais limites para as mentes livres. Praticar atos ilícitos seria uma busca de saúde mental. Garantiria uma consciência leve. Seria a libertação das inibições destruidoras. O que nos liberta, no entanto, é a verdade e não a enganação."A verdade vos libertará" (Jo 8, 32), já avisava Jesus. Uma personalidade madura sabe distinguir entre um desarranjo psicológico e uma culpa verdadeira, que devemos reconhecer. O pecado é um mal, que nos fere no nosso "eu". O Criador generoso, conhecendo a nossa constituição, para evitar o caminho dos desvios, já nos deu as instruções sobre o que devemos fazer positivamente e o que devemos evitar. Se praticamos o mal a nossa alma fica ferida. No "self" se aninha o descontentamento. Não podemos ficar em paz porque fizemos o mal ao nosso semelhante; ofendemos o amor paterno de Deus; e cedemos às más tendências do egoísmo. Com isso nos afastamos dos irmãos. Você quer conhecer uma personalidade mais sadia do que a de São Paulo? E ele dizia com convicção: "Jesus Cristo veio para salvar os pecadores, dos quais eu sou o primeiro" (I Tim 1, 15).
Existe remissão do pecado? A minha consciência pode ser purificada dessa potência maléfica? A primeira condição é reconhecer o erro. "Tende pena de mim que sou pecador" (Lc 18, 13) dizia o publicano. E junto com isso, devemos avivar a fé na pessoa de Cristo, que é o grande libertador. Assim começamos a arrebentar a rede de permissivismo que perpassa o mundo de hoje. Quem quer se livrar do peso inútil do mal, particularmente quando se trata de faltas menores, deve fazer obras de caridade em favor do próximo, ler com fé a Sagrada Escritura, amar a Deus especialmente na oração, participar de celebrações litúrgicas. Isso nos purifica e centra a alma. Mas, sobretudo, devemos nos aproximar do sacramento da penitência, sacramento concedido por Jesus, que tem o poder de perdoar qualquer pecado. Não seria uma ótima tarefa para a Quaresma que se inicia?
Dom Aloísio Roque scj - Arcebispo de Uberaba (MG)

O NOSSO DESTINO É O CÉU !

Antes da criação do mundo já fomos escolhidos, predestinados a ter o nosso lugar e sermos herdeiros do Reino, que o Senhor virá implantar. Deus nos escolheu, por isso enviou o Seu Filho e salvou-nos pelo Sangue derramado por Ele na cruz.

O Senhor nos predestinou e nos marcou com o sinete do Seu Espírito Santo. Sinete é uma peça de metal que, colocado no fogo, torna-se ferro em brasa e é aplicado no couro do animal para marcá-lo. Fomos marcados com o sinete do Espírito Santo de Deus. Não tem como retirar esta marca. Somos herdeiros do Reino de Deus. Herdeiros de Deus e coherdeiros de Cristo.

Quando enviamos algo pelo correio, colocamos o destino da encomenda. O correio ou a transportadora leva o volume para o lugar certo. Trazemos em nós não somente a inscrição, mas também a marca do Espírito Santo, com o qual fomos selados para que ninguém tenha dúvida: o nosso destino é o céu!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova