sábado, 21 de maio de 2011

NÃO PELA FORÇA , MAS PELO ESPÍRITO



Zacarias 4,6 "Não pelo poder, nem pela força, mas por meu Espírito, declara o Senhor de todo poder".
Muitas vezes, queremos resolver as coisas na força, na base do grito. E desse modo, movidos pelas emoções falamos, brigamos, xingamos. Mas nossas emoções nos traem, nos prejudicam. Muitas coisas fazemos por causa das emoções, quando, na verdade, nunca poderíamos ter feito daquela forma. Nós nos deixamos levar pela emoção, pelo sentimento. Em geral, enfrentamos os problemas do casamento movidos pelo sentimento, pela emoção. Falamos o que não poderíamos ter falado e estragamos muitas coisas.
Hoje Deus nos fala: "Meu filho, minha filha, não pela força nem pelo poder, mas pelo Espírito". Não é na base do grito. É pelo Espírito Santo de Deus, é assim que o Senhor quer. Que seu coração e sua cabeça aprendam isso. Para você poder perdoar ao irmão, abrir o coração e viver o amor. Se não for pelo Espírito não perdoamos mesmo. Quanto pai há que se decepcionou com seu filho, sua filha, os colocou para fora de casa... Mas é preciso mudar e não resolver as coisas assim. Muito filhos também partiram para o ressentimento e para a mágoa por coisas que os pais fizeram, mas é preciso dizer que esta revolta não vem de Deus. As pessoas erram, até os bons pais erram. Na verdade, precisamos do Espírito Santo para poder perdoar ao irmão, abrir o coração e viver o amor.
É preciso viver o amor, não continue sendo trouxa do tentador, que, covarde e sujo, colocou veneno de revolta no seu coração. Quanto pai e quanta mãe ainda conservam revoltas do tempo de jovens, adolescentes e crianças, mas isso precisa acabar. O que mais o tentador deseja no dia de hoje é explodir nossas famílias e ele nos usa para conseguir isso. Ele procura e coloca em nossa frente motivos para nos decepcionarmos. Ele quer usar de nós para sermos "bucha de canhão" para explodir com nossa família.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O SEXO NOS PLANOS DE DEUS

O jovem casto exercita o autodomínio para ser fiel no casamento
O livro do Gênesis assegura que, ao criar todas as coisas, "Deus viu que tudo era bom" (Gen 1,25). Portanto, tudo o que o Criador fez é belo. O mal, muitas vezes, consiste no uso mau das coisas boas. Por exemplo, uma faca é uma coisa boa; sem ela a cozinheira não faz o seu trabalho. Mas, se um criminoso usá-la para tirar a vida de alguém, nem por isso a faca se torna má. Não. O mal é o uso errado que se fez dela. Da mesma forma, o sexo é algo criado por Deus e maravilhoso. É por ele que a criança inocente vem ao mundo.
Como Deus deu ao casal humano a missão de gerar os filhos, "crescei e multiplicai" (Gen 1,28), providenciou o sexo como instrumento de procriação. E mais, para fortalecer a união e o amor do casal fez do sexo também o meio mais profundo da "manifestação" do amor conjugal.
Podemos dizer que o ato sexual é a celebração do amor, como que a "liturgia do amor conjugal". E é no ápice desta celebração do amor que o filho é concebido. Isto é, ele não é somente a carne e o sangue do casal, mas principalmente, o fruto do seu amor. É por isso que a vida sexual de um casal que não se ama de verdade nunca é harmoniosa.
O sexo é manifestação do amor. Sem este, ele fica vazio, desvirtuado e perigoso como aquela faca na mão do assassino. Faz muitas vítimas... O que é a prostituição, senão o sexo sem amor? É apenas um ato de prazer, comprado, com dinheiro ou outros meios. No plano de Deus a vida sexual só tem lugar no casamento.
São Paulo, há dois mil anos, já ensinava aos coríntios: "A mulher não pode dispor do seu corpo: ele pertence ao seu marido. E também o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua esposa" (I Cor 7,4). O apóstolo dos gentios não diz que o corpo da namorada pertence ao namorado, nem que o corpo da noiva pertence ao noivo.
A união sexual só tem sentido no casamento, porque só ali existe um "comprometimento" de vida conjugal, vida a dois, no qual cada um assumiu um compromisso de fidelidade com o outro. Cada um é "responsável pelo outro" até a morte, em todas as circunstâncias fáceis e difíceis da vida. Sem esse compromisso de vida o ato sexual não tem sentido e se torna perigoso.
As consequências do sexo vivido fora do casamento são terríveis: mães e pais solteiros; filhos abandonados, criados pelos avós ou em orfanatos. Muitos desses se tornam os "trombadinhas" e "delinquentes" que, cada vez mais, enchem as nossas ruas, buscando nas drogas e no crime a compensação de suas dores. Quantos abortos são cometidos porque se busca apenas e egoisticamente o prazer do sexo, e depois se elimina o fruto: a criança!
As doenças venéreas são outro flagelo do sexo fora do casamento. Ainda hoje convivemos com os horrores da sífilis, blenorragia, cancro, sem falar do flagelo moderno da AIDS. O remédio contra a AIDS é a vivência sexual apenas no casamento; e não, como se propõe, irresponsavelmente, o uso de “camisinhas”, em vez de se eliminar o vício pela raiz.
É urgente que os cristãos, pais, professores e educadores tenhamos a coragem de ensinar novamente a castidade aos jovens.
Um jovem que se mantém casto até o casamento, além de tudo, prepara a sua vontade e exercita seu autodomínio para ser fiel ao seu cônjuge no casamento. É preciso mostrar urgentemente aos jovens os valores da castidade, tanto em pensamentos como em atos.
A televisão, os filmes pornográficos, as revistas eróticas abundantes e asquerosas injetam pólvora no sangue de nossos filhos, fazendo-os escravos do sexo. E por causa disso estamos vendo meninas de 13, 14 anos, grávidas, sem o menor preparo e maturidade para serem mães. Temos que acordar. Temos que ter a coragem de oferecer aos jovens a opção da pureza que Jesus nos legou: “Bem-aventurados os puros de coração porque verão a Deus” (Mt 5,8). Neste assunto Cristo foi exigente e não deixou margens à dúvida: “Todo aquele que olhar para uma mulher com desejo de cobiça, já adulterou com ela em seu coração” (Mt 5,27).
Felipe Aquino

NECESSITAMOS DA SABEDORIA DO SENHOR

Poder-se-ia afirmar: "A sabedoria de Deus está no ar, está aí à nossa disposição, como as ondas do rádio". Precisamos captá-la, sintonizá-la e colhê-la. Isso não significa que nos tornaremos sábios, pois somos sem sabedoria e constantemente necessitamos da sabedoria do Senhor. Ela nos vai sendo dada a cada momento, na medida da nossa necessidade.
Nunca seremos perfeitamente sábios. Há pessoas que podem se iludir pensando que, recebendo o dom da sabedoria, de Deus, se tornarão sábias. Não é bem assim. Nós seremos sempre pobres de conhecimento e constantemente necessitados da sabedoria de Deus. São Paulo disse: “Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e do conhecimento de Deus! Como são insondáveis os seus juízos e impenetráveis os seus caminhos!” (Rm 11,33).
A grande perda que o pecado original nos acarretou foi justamente tirar-nos a visão espiritual. Não temos visão espiritual, somos como cegos, vamos apalpando as coisas pelo caminho. Por essa razão, precisamos da sabedoria, da luz e da condução do Senhor; que Deus nos encaminhe em cada momento da nossa vida. Sua sabedoria está ao nosso alcance, tanto quanto o Seu poder. Começamos a experimentar o poder de Deus, e Ele quer que experimentemos também a Sua sabedoria. Devemos buscá-la, colhê-la e utilizá-la em nossa vida.
      A condição para alcançá-la é perguntar tudo ao Senhor: Pergunte-me tudo sobre todas as coisas; não somente sobre as espirituais, mas também sobre as coisas humanas, naturais. Pergunte-me sobre sua casa, sua vida, seu trabalho; se você compra ou não compra uma coisa, se fecha ou não fecha um negócio, se assume ou não assume um compromisso, se aceita ou não fazer aquela palestra, se vai dar ou não vai dar aquele passeio, se faz ou não aquela contribuição... Pergunte-me tudo sobre todas as coisas: sua vida financeira, estudos, trabalho, vida afetiva, a educação dos filhos... Mas também sobre a vida espiritual: se você vai àquele encontro, se vai participar daquele grupo de oração, se aceita certo compromisso, o que fará no fim de semana, se vai dar aquela ajuda na Igreja, se vai assumir aquele compromisso naquele movimento, naquela parte, naquela pastoral da Igreja...
Deus Pai quer nos ensinar todas as coisas. Quando perguntamos, o Senhor começa a nos responder, e começamos a colher as respostas d'Ele. Não pensem que essa resposta de Deus será como, às vezes, pensamos: que vamos escutar uma resposta do Senhor, “sim ou não”, “faça ou não faça”, “é isso ou aquilo”... Porque há muitas pessoas que falam assim: “Ah, mas eu não ouvi Deus, não consegui escutá-Lo, e eu nunca escuto o Senhor...”.
A pessoa tem a impressão de que o Todo-poderoso deveria lhe falar ao ouvido; mas não é assim! Outros pensam que a resposta do Senhor é forte, evidente. Porém, as coisas do Senhor são muito sutis, muito discretas.
Deus quer que usemos a inteligência que Ele nos deu, quer também que ouçamos os conselhos de um bom e sábio orientador, mas isso depois de rezarmos para que tudo seja iluminado e guiado pelo Santo Espírito. Santo Inácio de Loyola mandava seus filhos rezarem como se tudo dependesse de Deus, mas que trabalhassem como se tudo dependesse apenas deles. E o grande São Bento de Núrcia, o Pai da Europa, tinha como lema: Ora et labora (trabalha e reza).
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 19 de maio de 2011

QUAL VOZ SEGUIR ?

mensagem_021210“Ninguém tira a minha vida, eu a dou por mim mesmo” (Jo 10, 18a).

Nós precisamos ser livres como Jesus, ter coluna vertebral firme, para vivermos a nossa liberdade com responsabilidade, comprometidos com o nosso caminho de conversão, com as pessoas com as quais convivemos e com todas as pessoas que Deus puser na nossa vida.
Como pessoas livres precisamos ter as rédeas da nossa vida nas mãos, para não ficarmos de um lado para o outro sem sabermos para onde ir, ao sabor da onda, simplesmente conduzidos por tudo o que nos falam.
Deixemo-nos conduzir por Jesus, o bom pastor, porque Ele é o nosso pastor e como suas ovelhas precisamos ouvir a sua voz e segui-lo.
Jesus, bom pastor, queremos hoje e sempre ser conduzidos pela sua voz, para não nos desviarmos do verdadeiro caminho.
Jesus, eu confio em vós!
[09:00:36] “Ninguém tira a minha vida, eu a dou por mim mesmo” (Jo 10, 18a).
Nós precisamos ser livres como Jesus, ter a coluna vertebral firme, para vivermos a nossa liberdade com responsabilidade e discernimento, comprometidos com o nosso caminho de conversão, com as pessoas com as quais convivemos e com todas as pessoas que Deus puser na nossa vida.
Como pessoas livres precisamos ter as rédeas da nossa vida nas mãos, de forma a não ficarmos de um lado para o outro sem saber para onde ir, ao sabor da onda, simplesmente conduzidos por tudo o que nos falam.
Deixemo-nos conduzir por Jesus, o Bom Pastor, porque Ele é o nosso único e verdadeiro Pastor e, como Suas ovelhas, precisamos ouvir a voz d’Ele e segui-Lo.
Senhor Jesus, Bom Pastor, queremos hoje e sempre ser conduzidos por Sua voz, para não nos desviarmos do verdadeiro caminho.
Jesus, eu confio em Vós
Luzia

APRENDA A VIVER COM O NECESSÁRIO

O importante é treinar. E nosso treinamento é este: temos o alimento e o vestuário, devemos nos contentar com isso e basta. Hoje, já nos deparamos com a realidade: o homem está sendo substituído pela máquina. “Para que tantas pessoas em um determinado setor se com a informática e com poucas pessoas ‘de qualidade’ se faz o mesmo trabalho?” Esse é o pensamento que rege o sistema do mundo.
O que é, na verdade, a tão falada qualidade de vida? Não sejamos tolos; qualidade de vida implica investir naqueles que já foram classificados, os que têm boa saúde, boa aparência... Não pensemos que ela se destina aos pobres, aos velhinhos, às crianças carentes, desnutridas... É qualidade de vida para quem já passou no "controle de qualidade". O resto é resto. É sucata humana. Vai para o lixo.
Por essa razão precisamos nos adaptar desde já. Precisamos nos acostumar a viver unicamente do necessário.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova