terça-feira, 21 de junho de 2011

SÃO LUIS GONZAGA ( PATRONO DA JUVENTUDE)

São Luís Gonzagaão

Considerado o "Patrono da Juventude", São Luís Gonzaga nasceu no ano de 1568 na Corte de Castiglione. Recebeu por parte de sua mãe a formação cristã. Já seu pai o motivava a ser príncipe. Sua família tinha muitas posses mas, graças ao amor de Deus, Luís - desde cedo - deixou-se possuir por esse amor.

Deixar-se amar por Deus é fonte de santidade.

Com dez anos de idade, na corte, frequentando aqueles meios, dava ali testemunho do Evangelho e se consagrou a Nossa Senhora. Ali descobriu seu chamado à vida religiosa e queria ser padre. Seu pai, ao saber disso, o levava para festas mundanas, na tentativa de fazê-lo desistir de sua vocação.

Entrou para a Companhia de Jesus onde viveu durante seis anos.

Com pouco mais de vinte anos, faleceu de uma peste que havia se espalhado em Roma.

São Luís Gonzaga, rogai por nós!

ACREDITE EM DEUS ELE É A MAIOR ESPERANÇA

Alegria não é ter muitas coisas, mas sim sabedoria para aproveitar o que temos. Deus nos deu este mundo de presente, mas se nos fechamos para isso e para todos os presentes d'Ele, nosso coração endurecerá e se tornará uma terra seca e sem vida.
Mas hoje você vai florir novamente. A partir desse momento de oração, Deus está reservando toda Sua glória e amor para lhe dar.
Muitas vezes, essas glórias estão por trás de uma palavra, por isso, devemos estar atentos e, mais que isso, devemos saber interpretar Suas palavras. Não podemos nos prender a uma passagem e viver nossa vida por ela.
O Senhor nos ama e, como todo Pai, quer nos ver felizes e maravilhados com todas glórias que Ele nos proporciona. Deus está sempre ao seu lado, por mais que, muitas vezes, pareça que você caminha sozinho, Ele sempre está junto de você, para não deixar que você caia e não tenha forças para continuar.
A "vingança" de Deus é a sua salvação. Fortaleça seus laços com Ele, pois após receber as piores coisas, O Senhor trará a salvação para sua vida. Essa é a "vingança" do Senhor, a justiça divina.
Firme-se no que é certo. Apesar das dificuldades que enfrentaremos durante todo o trajeto, precisamos ser firmes nas coisas em que fazemos. E isso se aplica a tudo em nossa vida.
Não ore pedindo a Deus uma vida fácil, não precisamos disso, pois em uma vida fácil a perdição sempre nos espreita. Ore ao Senhor pedindo as forças necessárias para vencer cada etapa, isso fará com que tenha uma vida plena em amor e realizações.
O prazer de uma batalha vencida não pode ser comparado a nada. Muito menos aos olhos de Deus, nada pode trazer mais orgulho e satisfação ao Senhor do que ver um filho vencendo suas batalhas sem se entregar.
Esteja sempre com os pés no chão, mas com o coração ao alto, assim como Deus nos ensinou. Sejamos firmes em nossas passadas e, ao mesmo tempo, contemplados pela misericórdia ao aproximarmos nossos corações d'Ele.
Você que está sendo liberto poderá andar neste caminho, que é Jesus. Alcançará a felicidade e o prazer, já que a dor e a tristeza foram embora. Comece a semana com essa promessa de Deus, esteja pronto para transformar uma vida seca e cheia de dor em um jardim florido e repleto de amor.

Márcio Mendes
Missionário da Comunidade Canção Nova

A CADA EUCARISTIA UM POUCO DE CÉU SE FORMA EM NÓS

O Senhor trabalha no seu coração esta palavra de ordem: “convertei-vos”. Deus Pai escolheu este dia para realizar uma grande obra na sua vida. O primeiro passo que Ele realiza em nós é nos conscientizar de que somos pecadores e precisamos nos converter. Quantas vezes, paramos diante do Senhor e perguntamos: “Senhor, que queres que eu faça?”. A vontade do Senhor nos é revelada na própria Palavra: “A vontade de Deus é a vossa santificação” (cf. I Tessalonicences 4,3). Esse é o nosso ponto de partida.
A vontade do Todo-poderoso é que sejamos santos. Não podemos nos nivelar na mediocridade, pois a vontade do Pai a nosso respeito é elevada. Se, em algum momento da sua caminhada, você teve dúvida sobre o que o Senhor quer para a sua vida, hoje você já sabe que Ele quer que você seja santo. É preciso obedecer à sinalização de Deus na sua vida: “Convertei-vos e crede no Evangelho”.
Concretamente, em que você precisa mudar? Onde está parado o seu processo de conversão? Muitos cristãos têm consciência de que precisam se converter, mas é preciso coragem para isso, pois é uma mudança de comportamento que toma um novo caminho. E cada um de nós precisa assumir esse processo de conversão.
“Obrigado, Senhor, porque, neste dia, fala comigo, fala da minha conversão, da minha vida. Obrigado, Senhor, por ouvir o meu chamado. Eu quero assumir a santidade na minha vida. Dá-me, Senhor, a graça da conversão.”
Precisamos deixar para trás todos os sentimentos que não são de Cristo, precisamos deixar para trás tudo que em nós é diferente de Jesus. Sabe por quê? São Paulo também nos diz, em Romanos 6,36, que o salário do pecado é a morte. Quando os nossos pensamentos não são os de Cristo, são pensamentos de morte.
O apóstolo dos gentios fala da morte eterna, que vem do pecado; e Cristo nos fala da vida eterna, que vem da santidade. O que você escolhe: a vida eterna ou a morte eterna?
Quanto tempo você tem de caminhada? Qual tem sido sua opção? Nenhum de nós sabe o momento em que nos encontraremos com o Senhor, por isso precisamos estar preparados. Já imaginou a decepção de Jesus se, quando Ele vier, nos encontrar de braços cruzados, “coçando a barriga”?
O sentido da nossa conversão é Jesus, é caminhar ao encontro d'Ele. Temos essa expectativa em nosso coração de ir ao encontro do Pai, pois é com Ele que queremos estar, é n'Ele que queremos mudar nossa maneira de pensar, de sentir e de agir. Deus é a razão de nossa conversão e Cristo é o nosso companheiro nessa caminhada. Ele decidiu ser o alimento da nossa caminhada. É Jesus Cristo quem se responsabiliza, diante de Deus Pai, pela nossa santificação. Ele assume ser o Pão do Céu que transforma nossa natureza.
Cristo nos ama tanto, tem por nós uma responsabilidade tão grande, que quis ser o nosso alimento, para que não nos percamos no caminho rumo à vida eterna. Somente Ele é capaz de transformar a nossa natureza pecadora e nos tornar grandes santos. Nós, sozinhos, não somos capazes. “Convertei-vos e crede no Evangelho”. E “Sede Santos”, essas são as ordens de Jesus Cristo para nossa vida.
Santo Agostinho diz: “Quando comungamos, Jesus nos transforma n'Ele. A cada Eucaristia um pouco de céu se forma em nós. A cada comunhão, o próprio Jesus Cristo vai nos dando forças para que rompamos o pecado em nós.”
Eu sou um homem profundamente eucarístico e Jesus Cristo caminha comigo. Em todas as situações de pecado em mim, Ele está comigo, caminhando ao meu lado. É n'Ele que quero me transformar. Quando comungamos o Corpo do Senhor é como se um pouco de nosso interior saísse para dar espaço a Ele.
Lucio Domicio

BASTA UM SIM AO PERDÃO

Jesus sabe o mal que nos causa não conceder perdão, guardar ressentimento, mágoa, romper com alguém, nutrir decepção dentro de nós.
Mesmo que não demonstremos, se esses sentimentos existem em nosso interior, eles fazem um grande estrago. Os maus sentimentos tiram nossa sintonia com Deus.
Se não estamos no amor, nosso coração não consegue sintonizar com Deus. Assim o fluxo de vida não chega até nós.
Deus manda retirar de nosso coração todos os sentimentos ruins. O Senhor quer a paz de nosso coração. Ele sabe que depende de nós para que Seu amor vença. Basta um “sim” de nossa parte ao perdão e à reconciliação para que a paz volte a reinar em nossa vida.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O SEGUIDOR DE CRISTO E A CRUZ

É ajuizado aquele que abraça a sua cruz com a abnegação
Uma das advertências incisivas de Cristo, que cumpre seja sempre refletida, foi esta: “Quem não toma a sua cruz e não me segue não é digno de mim” (Mt 10,18). Fica, portanto, claro que quem quer seriamente segui-Lo deve carregar a própria cruz. É isso uma exigência a que todo cristão deve se submeter. Trata-se da cruz de cada dia, pois, num vale de lágrimas, esforços constantes são necessários para o próprio aprimoramento espiritual. Os sofrimentos, as amarguras, as tribulações estão sempre presentes de uma forma ou de outra, mas feliz quem as transforma em pérolas preciosas para a eternidade.
A felicidade perene não se adquire por um simples ato de virtude ou um sacrifício pontual. Toda energia e toda coragem nos mínimos sacrifícios de cada momento lançam a vida nesta terra bem longe da mediocridade, do comodismo. Cada instante é uma nova ocasião para caminhar fielmente, vencendo-se a si mesmo com generosidade e sinceridade. Note-se que Jesus determinou que é preciso segui-Lo, dado que Ele carregou primeiro a Sua cruz, deixando um exemplo a ser adotado. O mistério da cruz de Cristo transcende os séculos e os verdadeiros cristãos vivem o que dizia São Paulo: “Quanto a mim só quero me gloriar da cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo!" (Gl 6,14). Isso não quer dizer que se refaz o que o Redentor realizou há dois mil anos, mas se unir ao dom feito por Ele de si mesmo e que atravessa os tempos.
Muitos são os que pensam em fazer penitências extraordinárias, quando o que Deus quer são as penas ordinárias de cada hora aceitas de uma maneira extraordinária, porque se acha unido o cristão ao seu Salvador. Em qualquer momento desta vida o ser humano convive com as dificuldades mais variadas, mas cumpre sobrenaturalizá-las A dor e a aflição acompanham o ser racional desde o nascer ao fim de sua trajetória terrena. De fato, que idade, que tempo, que lugar e que condição social se viram jamais isentos de sacrifícios? É ajuizado aquele que abraça a sua cruz com a abnegação, com a renúncia, com a mortificação. A vida do autêntico cristão pode parecer dura, mas é meritória; pesada, mas é alegre. É o que acontecia com os santos os quais no meio de suas cruzes conservavam a calma, a paz, o júbilo, a santa resignação e conformidade com a vontade divina. Eles amavam a cruz e conheciam seu valor. Vivenciaram as palavras de São Paulo: “Realmente, o leve peso da nossa tribulação do momento presente, prepara-nos, além de toda e qualquer medida, um peso eterno de glória” (2 Cor 5,17).
O autor do livro “Imitação de Cristo” lembra que “na cruz está a salvação, na cruz encontramos a vida, na cruz nos defendemos dos inimigos, na cruz recebemos infusões de celestial suavidade, na cruz se robustece a mente, na cruz se encontra o gozo do espírito, na cruz se acha a súmula da virtude, na cruz se adquire a perfeição da santidade” (Lv II, 12). É preciso que o cristão saiba sempre combater o bom combate a que se refere o Apóstolo das Gentes (cf. II Tm 4,7). O temor do sacrifício, as desilusões e os próprios defeitos não dobram uma vontade firme, forte, enérgica e constante. Carregar a cruz, como deseja Jesus, é exercer também a disciplina da vontade, agindo seu discípulo com reflexão, sem se deixar levar pela rotina, pelo capricho do impulso do momento e de qualquer paixão desordenada. A precipitação impede de se agir com retidão.
A serenidade, a calma e a tranquilidade só as possuem quem domina com vigor seu modo de atuar. Não é fácil lutar contra a lassidão, a indolência que conduzem à omissão no cumprimento dos deveres diários. A fuga da ociosidade requer disposição contínua para que, num trabalho bem direcionado, se possa ter um autodomínio que demanda pugna ininterrupta, custosa. Deste modo, em todas as circunstâncias da vida, há como colocar em prática a determinação de Cristo, carregando com sapiência, nos traços de Seus passos. Assim, para se viver plenamente esta espiritualidade da cruz todo cristão deve, portanto, ter seu olhar voltado para Cristo e, corajosamente, segui-Lo. Apenas deste modo se experimenta a exemplaridade do Mestre divino, experiência que é sempre elemento essencial para se atingir uma melhor perfeição na caminhada rumo a Jerusalém celeste. Este convívio sábio com as incongruências do dia a dia traz imperturbabilidade e impede uma projeção pessimista quanto o dia de amanhã, porque o cristão fica prevenido e armado contra possíveis dissabores, porque saberá enfrentá-los sob a luz do divino Crucificado e repete ufano com o Apóstolo: “Eu tudo posso naquele que me conforta” (Fl 4,13).
Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho

PRECISAMOS ACORDAR PARA A SANTIDADE DE VIDA

 
A Eucaristia é a fonte de santidade, o ápice da nossa fé. As obras do Senhor são maravilhosas, são verdadeiras; por isso, nesse Tempo Comum, experimentemos a consciência da verdade: Eucaristia, fonte de santidade.
Deus é Pai, n'Ele podemos encontrar o colo paterno e nos vermos amados pelo Seu amor, que vai muito além do amor de uma paternidade biológica. Deus Pai nos ama tanto que entregou Seu Filho para morrer por nós, para que, na Sua ressurreição, possamos ter vida.
Como podemos ensinar nossos filhos a respeitar pai e mãe numa cultura de morte, na qual estes [filhos] não aprendem, na correção do amor, a ter limites? Hoje, os filhos estão matando os pais, anulando-os de sua vida. O mundo os ensina a ser independentes e os tira da riqueza da santidade de serem filhos de Deus.
Hoje, já se fala no aborto como uma realidade humana, mas ele é algo que desumaniza. Na loucura de uma inteligência distante de Deus, estão assassinando crianças!
Meus irmãos, somos chamados a assumir a vida diante d'Aquele que vive na Eucaristia. Precisamos gerar vida na nossa família. Em nossas casas, a partir de um compromisso com Cristo, precisamos ser luz e romper com a mentalidade do orgulho e do egoísmo.
Como vivenciamos isso? Por meio dos sacramentos. É por isso que Cristo nos deixou o sacramento da confissão, da reconciliação com Ele, com nós mesmos e com o próximo. Ali, diante do confessionário, dizemos que nos arrependemos de nosso orgulho e voltamos a ser puros, sem máculas, sem pecados.
Sei que não é fácil perdoar, mas com esse ato de humilhação pelo qual passamos, deixamos o orgulho de lado e geramos céu na vida do irmão. Peça perdão quantas vezes for necessário, pois quando vamos ao encontro do irmão, nós também estamos sendo canais de Deus para a vida dele.
Até curas físicas acontecem em nossa vida depois que perdoamos! Muitos até passam a sorrir, a ter esperança e motivação para viver, pois antes, por não perdoarem, sentiam um desânimo, permitiam que a escuridão tomasse conta do seu coração.
Nós precisamos ser suporte, porque estamos alicerçados na Rocha firme, que é Cristo. Precisamos acordar para a santidade de vida, ter paciência com o próximo, pois santidade não é deixar de cair, mas ter a capacidade de olhar para a misericórdia. Somente as obras do Senhor são verdadeiras e justas em nossa vida.
Deus quer operar em nossa forma de pensar; Ele quer que nos esforcemos para viver sempre a misericórdia e, assim, possamos ser misericordiosos com os outros.
“Senhor Jesus Cristo, dê-me a graça de me comprometer com Sua obra, que é verdadeira e justa, para que eu possa testemunhar a vida que experimento na Eucaristia e também para que eu amadureça por meio das cruzes que sou chamado a carregar, a cruz da vida, do amor e da misericórdia”.Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
Padre Ivan Paixão