segunda-feira, 25 de julho de 2011

VENHA A NÓS O VOSSO REINO !

“Venha a nós o vosso reino!” O Reino de Deus será implantado nesta terra e Jesus será o Senhor. Isso é verdade! Teremos céus novos e uma terra nova, onde a vontade de Deus será feita e os seus propósitos se realizarão. Veja o que diz o Catecismo da Igreja Católica a partir do número 1042:
“No fim dos tempos, o Reino de Deus chegará à sua plenitude” (CIC, 1042).
O Catecismo não se refere, portanto, ao fim do mundo, mas ao fim dos tempos: fim “do tempo presente”, do tempo que Deus deu a nós, Igreja; fim deste tempo e início dos “tempos da restauração universal”, da “renovação de todas as coisas” (cf. At 3,21; Mt 19,28).
Continua o Catecismo: “[...] os justos reinarão para sempre com Cristo, glorificados em corpo e alma, e o próprio universo será renovado” (CIC, 1042). “O próprio universo será renovado”: este universo, e não o céu.
Teremos “uma terra nova”. Esta é uma verdade de fé revelada na Sagrada Escritura. É doutrina da Igreja, como está claro no Catecismo da Igreja Católica, portanto, da nossa Igreja.
Nossa terra será transformada. É isso que esperamos, em alegre expectativa, e não o fim do mundo
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

domingo, 24 de julho de 2011

EUCARISTIA FORÇA EM NOSSO CAMINHO DE SANTIDADE

Eucaristia, força em nosso caminho de santidade

Jesus já ressuscitou e foi levado ao céu, mas não parou de “trabalhar”. Ele já fez tudo o que podia e devia para a nossa salvação, mas não quis ser apenas o nosso intercessor no céu. Cristo quis ficar conosco, na Eucaristia, para que, ao comermos Seu Corpo e bebermos o Seu Sangue Ele seja um conosco, como Ele mesmo diz em João, no capítulo 6, versículos 53-56.
Cristo está presente na Eucaristia para permanecer conosco e para nos ressuscitar no último dia. Ele quer que a nossa salvação já esteja garantida, quer nos ressuscitar na primeira ressurreição. No sacrário, Jesus intercede por você e pelos seus. Ele está de braços erguidos diante do Pai, mostrando as Suas chagas. Ele sabe da nossa situação e quer penetrar no nosso interior a fim de cuidar de nós. Ele se faz uma só carne conosco para combater o homem velho, que está em nós, e as paixões que nos dominam.
Quando visitamos Nosso Senhor Jesus Cristo no sacrário, Ele, possivelmente, se enche de alegria e nos diz: "Que bom que você veio! Eu esperava por você. Você estava tão longe, tão afastado, envolvido nas coisas do mundo... que bom que você veio. Permita-me dar-lhe um banho de salvação. Permita-me derramar o meu amor, a minha fortaleza em você".
Quando adoramos Jesus, na Eucaristia, Ele age em nós. Por meio da Adoração Eucarística adquirimos força e coragem para combater em nosso favor e em favor dos nossos. É assim que nos decidimos pelo caminho da santidade.
Monsenhor Jonas Abib

NÃO DESISTA DE CARREGAR SUA CRUZ

Por meio dessa passagem podemos ver que o Senhor estava sempre presente na vida de José, e tudo o que este fazia prosperava. Mesmo sendo hebreu, ele conseguiu se destacar aos olhos dos egípcios e sofreu diversas tentações.
Você pode estar enfrentando dificuldades, provações e tentações, assim como José, mas saiba que o Senhor está a seu lado, dando-lhe forças para superá-las.
Por vezes, podemos confundir provação com tentação e, essa interpretação equivocada pode deixar nossa vida bagunçada. A tentação cria situações sedutoras e atraentes; são como gravetos que ajudam a fogueira a tomar dimensões maiores. Tome a atitude de se afastar das situações que o inimigo prepara para fazê-lo cair em tentação. Peça ao Espírito Santo que lhe dê discernimento para que não caia e consiga vencer as provações e tentações.
Imponha limites nas atitudes que o fazem cair em tentação, pois sempre que você ceder à tentação, errará o alvo. Não se desvie do alvo, que é a santidade.
A Igreja nos ensina que a provação nos faz crescer em virtudes. Quando vivenciamos a tribulação e colhemos bons frutos, as pessoas que se aproximam de nós serão contagiadas positivamente.
Há uma história de que, certa vez, um certo José morreu e, quando chegou ao céu, queria falar com Cristo, mas não queria fazer o sacrifício de carregar sua cruz para encontrá-Lo. Então no meio do caminho encontrou um serrote e serrou a sua cruz. No meio do caminho, havia um buraco onde ficava o demônio e, do outro lado, estava Jesus. Um anjo lhe falou que a ponte para passar por aquele buraco era a cruz que ele carregava.
Não serre a cruz que você carrega, ela pode ser pesada, mas Jesus a carrega com você. Essa cruz pode ser a situação financeira, uma doença, um filho, mas não a corte, pois Jesus o ajudará a carregá-la.
Renuncie à tentação, quando o pecado se aproximar viva o PHN (Por Hoje Não ao pecado) e expulse todas as coisas que o atormentam, assim como Jesus expulsou a tentação, quando se encontrava no deserto, com a força da Palavra.
Ofereça seu sofrimento e provações para a sua salvação, não queira serrar a sua "cruz" como aquele homem o fez, pois ela lhe servirá de ponte para entrar no Reino dos céu.
Alexandre Oliveira
Missionário da Comunidade Canção Nova

A ALEGRIA DA RENÚCIA

Davi, em sua busca de arrependimento e volta para Deus, faz esta oração: ”Criai em mim, ó meu Deus, um coração puro” (Sal 50,12). Só o Senhor, com o Seu poder e misericórdia, nos leva a renunciar ao pecado e a abraçar o bem.
Nosso Senhor Jesus Cristo nos dá a receita para isso convidando-nos à renúncia de nós mesmos e a tudo a que somos apegados como forma de pertencermos inteiramente a Ele: ”Assim, pois, qualquer um de vós que não renuncia a tudo quanto possui, não pode ser meu discípulo” (Lc 14,33).
Precisamos dizer ao Senhor com ânimo forte e firme:
”Senhor, eu vos escolho acima de tudo, acima da saúde, das riquezas, das dificuldades, das honras, dos elogios, da ciência, das consolações, das esperanças, dos desejos. Acima até mesmo das graças e dons, que poderei receber em vós. Em resumo, escolho-vos acima de todas as criaturas, que não são vós, ó meu Deus. Qualquer graça que me dais, sem vós não me é suficiente. Eu quero só a vós e nada mais!” (Santo Afonso de Ligório)
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia Santiago

sábado, 23 de julho de 2011

AS PÉROLAS DA VIDA

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A sociedade atual tem de tudo, mas nem tudo faz bem ao ser humano

A maior pérola da existência terrena é a pessoa humana, com suas reais condições de vida saudável e de dignidade. A isso se junta sua capacidade de decisão, de empenho e de discernimento para realizar aquilo que convém e que ajuda na sua real existência.
O discernimento, também entendido como escolha consciente e livre, é a capacidade de opção, fazendo investimento no que é bom, rejeitando tudo aquilo que é ruim e que prejudica a força da esperança contida no coração de todas as pessoas. É marca fundamental na pessoa humana a sabedoria nos julgamentos, na administração, na equidade e no bom senso. Importa ter um coração sábio e inteligente, porque ali reside a condição do pensar e do conhecimento do bem e do mal.
As atitudes de dureza de atos são prejudiciais para a comunidade, seja ela qual for. A família pode ser a maior e primeira prejudicada, convivendo com práticas autoritárias, com mandos e desmandos de formas inconsequentes. Toda prática autoritária acaba sendo corrupta e exploradora das pessoas. Podemos dizer que a sabedoria divina é uma grande pérola, mas tem que ser bem usada, sabendo discernir com precisão o que é bom e o que é mal na comunidade.
As pérolas são tesouros como sinais de vida. No dizer dos provérbios: "Feliz o homem que encontrou a sabedoria..., mais feliz ainda é quem a retém" (Pr 3, 13-18). É como encontrar ouro, prata e objetos preciosos. Jesus fala do Reino de Deus como pérola a ser procurada.
A sociedade atual tem de tudo, mas nem tudo faz bem para o ser humano. É necessário distinguir o que serve para ajudar o homem e a mulher na sua dignidade, no ser imagem e semelhança de Deus. A maior pérola é a filiação divina do ser humano.
Enfim, a vida humana, como maior pérola na história, é uma conquista diária, com lutas e enfrentamentos a todo instante. E não é fácil fazer o bem no meio de tantas propostas oferecidas pela cultura do mal e da violência ao ser humano.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo de São José do Rio Preto

ESPERE EM DEUS ELE TUDO PODE

Durante a vida, aprendemos que é preciso dar nomes às coisas, seja a um objeto, seja a uma pessoa ou a uma franqueza e até mesmo aos nossos sonhos.
O seu sonho pode ser uma cura, a realização de um desejo ou até mesmo um sonho vivido por outra pessoa. Assim como uma mãe que pede pela conversão do seu filho, aquele filho entregue às drogas e a outros vícios, muitas vezes, passamos uma vida sonhando com a realização desse sonho. Assim como Abraão, que esperou 99 anos para realizar o sonho de ter um filho, o filho da promessa, como Deus havia predito.
Deus nos oferece um relacionamento de fidelidade, tudo o que Ele diz é cumprido. E isso é parte essencial para que nossos sonhos sejam realizados, pois se eles tocam o Senhor e Ele nos responde, com certeza, seremos atendidos.
Devemos nos prender à sabedoria do Senhor e não à nossa "achologia". Ele é muito concreto em Suas palavras e seguro em Seus atos. É preciso abrir nossos corações para ouvir as palavras do Senhor, pois todas as respostas que precisamos estão nelas [palavras do Senhor]. No entanto, muitas vezes, não somos capazes de ouvi-Lo naquele momento.
As coisas acontecem em nossa vida no seu devido tempo. Não devemos apressá-las, porque talvez não estejamos preparados para receber a graça que tanto pedimos. Muitas vezes, pensamos: "Mas eu peço tanto essa graça a Deus e até hoje Ele não me atendeu. Por quê?" Estamos fazendo a pergunta errada. Deveríamos perguntar a Ele se estamos prontos para recebê-la.
Deus vai nos testando, nos desafiando, tudo isso para sermos mais fortes e capazes de suportar todo o fardo. Ele quer ter certeza de que o filho amado será capaz de receber Suas graças e crescer nelas. Porque tudo o que Deus Pai faz é para nos fazer filhos melhores.
Abra-se para Deus, não tenha medo de deixá-Lo entrar em sua vida. Tudo o que Ele quer e deseja é ser parte fundamental em todas suas realizações. Deus é esperança de algo muito maior, assim como a promessa de um tempo rico de Suas graças.
Alexandre Oliveira
Missionário da Comunidade Canção Nova

A MULTIPLICAÇÃO PRODIGIOSA

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Deus considera a intenção de ajudar o irmão
Entre as mensagens que a prodigiosa multiplicação dos pães oferece não se pode deixar de admirar a imensa munificência de Cristo diante da perplexidade dos Seus discípulos a lhe dizerem num lugar deserto: “Despede as multidões para que possam ir aos povoados comprar comida”. (Mt 14,13-21). Eles tinham apenas cinco pães e dois peixes, mas ali estava o poderoso Filho de Deus, que possuía um coração transbordante de amor e que se compadeceu de quantos tinham vindo a Ele.
O evangelista detalhou que eram mais ou menos cinco mil homens sem contar mulheres e crianças. O pouco que havia não inquietava o Mestre. O que contava a Seus olhos era Sua intenção sincera de realizar um ato de generosidade. Ele ensina, com isso, que se deve fazer o bem ainda que as dificuldades sejam enormes, deixando-nos o recado de que nunca o nosso pão é tão pequenino que não o possamos repartir com o próximo em necessidade. O que conta diante de Deus é a reta intenção de ajudar o irmão em todas as circunstâncias. O amor aos outros é indissociável do amor de Deus, pois os dois mandamentos são o vértice e a chave da Lei.
Dirá São João: "Quem não ama seu irmão a quem vê não poderia amar Deus a quem não vê". São Paulo mostrará aos Gálatas que “toda a lei compendia-se nestas simples palavras: "Amarás ao teu próximo como a ti mesmo" (Gl 5,14). Trata-se da obra única e multiforme de toda fé viva. Portanto, no fundo, só há um só amor. Este, porém, se manifesta na doação. Lembrava, com razão: "O espírito enriquece com o que recebe; o coração, com o que dá”, afirma Victor Hugo. Entretanto, cumpre observar que o amor do próximo é essencialmente religioso, não é uma simples filantropia. Com efeito, o modelo é o próprio amor de Deus. Além disto, sua fonte é a obra divina no interior de cada um.
Não poderemos ser misericordiosos com o Pai celeste se o Senhor não no-lo ensinar, como mostrou São Paulo aos Tessalonicenses: "Quanto à caridade fraterna, não precisais que eu vos escreva, pois vós mesmos aprendestes de Deus a amar-vos uns aos outros" (Tl 4,9).
Foi o que ele frisou também aos Romanos: "O amor de Deus se encontra largamente difundido nos nossos corações pelo Espírito Santo, que nos foi dado" (Rm 5,5). O fundamento de tudo isso é que o próprio Deus nos toma por filhos, como ensinou São João: "O amor vem de Deus e todo aquele que ama é gerado por Deus e conhece a Deus {...] porque Deus é amor" (I Jo 44, 7-8). Amando os nossos irmãos amamos o próprio Senhor como está no relato do Juízo universal: "Na verdade vos digo que tudo que fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes" (Mt 25,40).
É de se notar ainda como base do magno ensinamento de Jesus, quando multiplicou os pães, o fato de formarmos o Corpo de Cristo e, por isso, o que se passa com o próximo não pode ser indiferente ao verdadeiro cristão. Aí está a razão pela qual Cristo fez do preceito do amor o Seu sublime testamento: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei" (Jo 13,34).
Tão grande dileção não permitiria que Ele despedisse a multidão faminta e, ao mesmo tempo, deixasse de oferecer tão inefável lição. Ele desejava deixar claro que Seu amor continuaria a se exprimir por meio da caridade que os discípulos mostrassem entre si. Amando como Cristo os cristãos viveriam uma realidade divina e eterna.
A fraternidade deveria ser uma comunhão total na qual cada um se engajaria com toda sua capacidade de amor e de fé. Trata-se de um amor exigente e concreto.Tocante o desejo que Jesus expressou ao Pai: "Que o amor com que me amaste esteja neles e eu neles" (Jo 17,26). A generosidade seria inclusive a carteira de identidade do batizado: "Nisto todos vos reconhecerá como meus discípulos: no amor que tiverdes uns para com os outros" (Jo 13,35).
A essência desta dileção é a doação. Foi o que o apóstolo dos gentios compreendeu e pôde proclamar: "Fiz-me tudo para todos para a todos salvar" (I Cor 9,22).
O coração do cristão deve ser como a Hóstia Consagrada, que é outro Pão multiplicado maravilhosamente por Jesus, no qual cada parcela infinitésima em que fosse dividido seria capaz de conter, vivo e perfeito, o tesouro do amor do Coração d'Aquele que se apiedou da multidão lá no deserto.
Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho