quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O QUE SOMOS E O QUE TEMOS É DE DEUS

“Procurai primeiro o Reino e a justiça de Deus, e tudo isso vos será dado por acréscimo” (Mt 6,33).
Procurar primeiro o Reino e a justiça de Deus é querer o Senhor em primeiro lugar. É centralizar tudo n'Ele. É buscá-Lo não porque precisamos de saúde, de dinheiro, de garantia e prosperidade, mas porque Deus é Deus e merece ser amado, obedecido e adorado por Si mesmo. Deus é Deus e nós devemos ser os adoradores.
O que somos e o que temos é de Deus, assim como a luz da lua vem do sol. Se tiramos Deus da nossa vida, tudo começa a se complicar. Mas compreenda: não é que o Todo-poderoso castigue, é que dependemos profundamente e em tudo d'Ele.
Deus precisa ser o primeiro! Este é o sistema do Senhor! O mundo nos enganou e entramos direitinho no sistema dele. Nossa própria inteligência fez que invertêssemos a verdade e colocássemos Deus a nosso serviço, de acordo com nossas vontades.
É um erro pensar que o Senhor o tenha castigado só porque você, até agora, não O colocou em primeiro lugar. Não foi isso: quem castigou você foi o próprio sistema do mundo
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

QUAL MEU INTERESSE EM SER DEUS ?


Somos dominados, muitas vezes, pelo pecado do orgulho. Esse mal é sutil e se disfarça de muitas coisas para nos pegar. Algumas vezes se disfarça até mesmo de humildade.
No serviço do Senhor, principalmente no ministério de música, frequentemente nos esquecemos da palavra "serviço" e começamos a colocar antes dele [serviço] uma série de interesses pessoais, de forma que acabamos, ao final de tudo, não mais proclamando o senhorio do Senhor, e como diz padre Zezinho, em uma canção, sendo “seta que aponta o céu”. Assim, passamos de coração bom, disponível, a construir nosso “mundinho” servindo ao Senhor. Como exemplo posso dizer que, tomados pelo “zelo”, pelo carinho com as coisas de Deus e até pelo ministério, para que tudo saia conforme o combinado, tomamos as coisas para nós, então, elas deixam de ser do Senhor e passam a ser nossas.
Deixamos de ser servidores para ser donos, deixamos de prestar um serviço ao Senhor por intermédio do nosso ministério, para sermos servidos pelos irmãos, ou seja, de forma muito sutil saímos do foco. Nosso interesse entrou e o orgulho dominou nosso ser.Não é nada agressivo, fizemos, tomados pelo zelo, pelo amor às coisas de Deus, mas acabamos nos esquecendo de alguns detalhes, tais como: Se estou servindo, sirvo ao Senhor, então não preciso ter o tal medo de perder. Se sirvo ao Senhor, sirvo aos irmãos, então, às vezes, vale o silêncio em vez da discussão, do falatório. Silêncio fecundo é aquele que espera a melhor hora para dizer, para corrigir; não o silêncio omisso, aquele que, na verdade, expressa: "Não vou falar nada, não! Ele que se dê mal sozinho!".A grande lei para servirmos ao Senhor é o amor. O amor pelo Senhor e pelos irmãos. Quando enchemos nosso coração de amor, não damos espaço para o orgulho, não damos espaço para nossos interesses. Abandonemo-nos n'Aquele que é o maior interessado em nós e em nossos interesses, nos abandonemos à Providência Divina."O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida" (Mt 20, 28).
Continuo na luta, acreditando sempre que posso ser melhor em Deus.                                                                                     André W. Florencio - Missionário da Comunidade Canção Nova

ASSUMAMOS A CRISTO COMO UNICO SENHOR DA NOSSA VIDA

hibisco”Jesus estava numa cidade, e havia aí um homem leproso. Vendo Jesus, o homem caiu a seus pés, e pediu: Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar. Jesus estendeu a mão, tocou nele, e disse: Eu quero, fica purificado. E imediatamente, a lepra o deixou” ( Lc 5, 12-13).
Aproximemo-nos de Nosso Senhor Jesus Cristo com fé, para que Ele nos purifique de todos os nossos pecados e “lepras” de forma a vivermos a verdadeira dignidade de filhos de Deus, como aconteceu com o leproso. Assumamos a Cristo como único Senhor da nossa vida. Hoje, o Senhor nos convida para nos reconciliarmos com Ele por intermédio da confissão. Busquemos um sacerdote e confessemos todos os nossos pecados.
”E se encontra a ovelha perdida, sente mais júbilo do que pelas noventa e nove que não se desgarram” (Mt 18,13).
Perdoar e pedir perdão pode ser, para muitos, viver conivente com o erro, mas, nós, que cremos e experimentamos a bondade de Deus, sabemos que a misericórdia divina sempre é um convite à conversão e à mudança de vida.
”Assim é a vontade de vosso Pai celeste que não se perca um só destes pequeninos” ( Mt 18,14). Por isso, não tenhamos medo de ser misericordiosos e de nos arrependermos.
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia Santiago

terça-feira, 9 de agosto de 2011

É POSSIVEL APRENDER COM OS PROPRIOS ERROS ?


O erro sempre pode nos ensinar algo…
Em meio às vozes, silêncios e sombras que formam a existência, percebemos que o erro e a fraqueza são realidades que acompanham toda a história humana, tanto no âmbito geral como no singular.
A imperfeição é uma propriedade que permeia e compõe o homem: é algo inerente à sua existência e condição.
Se o erro é algo sempre presente na vida, então o que faremos com ele? Será que precisaremos usar máscaras a vida toda para sempre o ocultarmos e fingirmos que ele não existe? Ou será que teremos que fugir deste eternamente, temendo que outros e até nós mesmos o percebamos?
Acredito que o coração torna-se maduro quando é capaz de olhar a fraqueza de frente e crescer a partir dela.
O erro faz parte do crescimento de cada pessoa; ele tem uma profunda dimensão pedagógica para os corações que o enfrentam procurando aprender com ele. Todavia, isso não é desculpa para se persistir no erro, ao contrário, é uma oportunidade para o enxergarmos de forma diferente, extraindo dele todo o aprendizado que pode nos proporcionar, porém, sem estacionarmos nele.
O erro é uma realidade tipicamente humana e natural, porém, a persistência nele não é algo inerente ao humano, ao contrário, tal atitude descaracteriza o ser rebaixando-o à condição – apenas instintiva – irracional.
Vamos errar sempre, isso é óbvio. Contudo, se formos humildes o bastante para analisar nossos erros, aprendendo com eles e empenhando-nos para superá-los, conquistaremos profundos avanços e seremos mais realizados e reconciliados com aquilo que somos.
O erro sempre pode nos ensinar algo. Ele não é fim, mas pode ser sempre a possibilidade para um novo começo e para construção da felicidade.
É sinal de sabedoria retirar máscaras e fantasias acerca de si mesmo e, integralmente, assumir-se. Assim, as depressões presentes em nossas estradas de vida podem se tornar em um impulso para pularmos mais alto, ao invés de serem um impedimento e um motivo de destruição de nossos sonhos.
Só seremos grandes quando nos reconhecermos pequenos e necessitados de ajuda, pois o coração só se tornará grande à medida que souber buscar sua força em um Coração que é maior que o seu, que o criou na existência e o sustenta.
Assim, se descobrirá a força contida na fraqueza, força esta que espera ansiosa para despertar, conseqüentemente, despertando…
Adriano Zandoná

VOCAÇÃO : IDENTIDADE DE VIDA

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O vocacionado põe vida no que faz e se identifica com sua ação

Na história concreta de existência das pessoas, um dado fundamental que as identifica é o seu estado natural de vida, a escolha que cada uma faz e assume na expectativa da felicidade. Dizemos e chamamos a isso de vocação ou realização pessoal.
Nem sempre podemos dizer que uma profissão seja propriamente uma vocação. Muitas pessoas realizam aquilo que não coincide com o que gostariam de fazer. Seria uma vocação errada ou falta de oportunidade para exercer realmente o que gostariam?
Na verdade, fazemos bem alguma coisa quando temos vocação para tal. Vocação tem a ver com a intensidade com que fazemos algo e a felicidade que daí podemos conseguir. Portanto, a medida da vocação está na amplitude da felicidade vivenciada.
O termo “vocação” vem da palavra latina “vocare”, que quer dizer chamar. No contexto cristão dizemos que o vocacionado é uma pessoa que sentiu em si a vontade de Deus. É uma inclinação interna, que supõe um seguimento, uma resposta concreta de ação e vida.
Não é difícil ver quem realmente é vocacionado. As suas ações são fecundas e benéficas para os outros. Ele põe vida no que faz e se identifica com sua ação. Caminha firme, sem medo e sem vacilar, porque está seguro da própria identidade e missão.
No mês de agosto destacamos alguns tipos de vocações, todas elas identificadas com algum trabalho dedicado ao povo. Falamos da vocação sacerdotal, vocação dos pais, dos religiosos e religiosas, dos leigos e leigas cristãos, entre eles, os catequistas.
São muitos os vocacionados na sociedade, cada um dentro de seus objetivos de vida concreta e com oportunidade de fazer o bem na construção de um mundo melhor e mais saudável para todos. Importa colocar essas qualidades naturais para render e dar frutos.
Essa identidade de vida deve ser descoberta por cada pessoa. Além da descoberta, é uma escolha que supõe muita atenção, principalmente na adolescência e juventude. Havendo um erro, ele pode ser prejudicial e trazer consequências indesejáveis, prejudicando e dificultando um futuro feliz.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo de São José do Rio Preto

NÓS VALEMOS O QUE SOMOS DIANTE DE DEUS

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“Nós valemos o que somos diante de Deus e nada mais” (São Francisco de Assis).
Confiemo-nos hoje de todo o coração a Jesus, porque Ele nos conhece e sabe quem somos verdadeiramente, como nos diz o salmista: “Sabeis tudo de mim, quando me sento ou me levanto” (Sl 138,2a).
Não podemos, de maneira alguma, trilhar a nossa vida pelo dizer das pessoas a nosso respeito. Como filhos e filhas de Deus precisamos a cada momento perguntar a Jesus: “Como o Senhor me vê? Por onde devo caminhar? Qual rumo devo seguir?” Porque o Senhor tem o melhor para nós e nos ama. Muitas vezes, confiamos mais na palavra das pessoas, mesmo quando esta é negativa, do que na Palavra do Senhor, que tem o poder de transformar toda a nossa vida.
Qual é a concepção que temos de Jesus? Como O enxergamos? Nós O conhecemos verdadeiramente, ou seja, já fizemos uma autêntica experiência com Ele ou ficamos somente com o que ouvimos outros dizerem a respeito d’Ele?
Hoje o próprio Jesus nos pergunta: “E vós, quem dizeis que eu sou”? (Mt 16,15). É interessante que quando O conhecemos também fazemos a experiência de nos conhecer e descobrir a nossa verdadeira identidade e, assim, passamos a viver a liberdade própria dos filhos de Deus.
Jesus, queremos conhecer-Te e conhecer-nos. Visita-nos neste dia que se chama hoje.
Obrigada, Senhor!
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia Santiago

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

VIVER O PROCESSO DA FÉ

Quanto sofrimento é preciso passar para chegar na verdade dessa frase “Deus caminha comigo, Deus é meu grande amigo, Ele é mais forte um abrigo, Ele caminha comigo, n'Ele posso confiar”? Não tem nada por acaso nessa vida, não podemos chegar se não caminharmos. Para se eu preciso andar 5 km, preciso ter a disposição do primeiro passo e acreditar que de passo em passo chegarei. Tudo é processo, tem começo, meio e fim. O processo da fé é pontuado. A fé cristã é audaciosa, o que Jesus nos propõe é uma verdade audaciosa.
Hoje a Igreja nos convida a ter fé, a viver o processo da fé, acreditar mesmo que não tenha razões para isso. A nossa fé passa pelo processo da inteligência, mas ela acontece quando preciso passar uma situação humana que me parece insuportável. E Deus começa arrancar de você frutos que não semeou. É a fé como dom, que começa a ver a vida a partir de um olhar que antes ninguém tinha lhe ensinado.
A Igreja diz que a fé é dom. E temos a responsabilidade de administrá-lo. A fé é dom, mas é tarefa. Eu preciso buscar a minha atitude para confirmar o Cristo realizou na minha vida. A fé humana indica para uma fé maior. A fé primeira que experimentamos na vida, é a fé natural. Entramos num restaurante e não pensamos que a comida pode estar envenenada, você confia que não tem nada naquele alimento. A fé uma experiência natural que dá para a gente.
Para mim não há nada mais precioso que confiar em alguém. Como é importante para o padre a confiança em que está perto de nós. E a partir dessa experiência humana, Deus nos convida a experimentar algo muito maior.
Pedro, homem que fez a experiência de Jesus e mostra aqui sua fragilidade no processo de fé. Acho que Jesus o chamou de Simão nessa hora, que não tinha feito a experiência de Jesus, que não tinha feito a travessia que ele precisava. A fé vai ser vivida enquanto formos gente.
A Igreja nos pede a fé no Ressuscitado, pois só essa fé nos poderá direcionar para o homem, e mulher que Jesus idealizou para cada um de nós. Estou em travessia, processos que nunca termina, pois nunca estaremos prontos para Deus. Sempre estaremos inacabados. A arte é assim, sempre inacabada, porque se tiver acabada, não há mais o que fazer. Nós sobrevivemos daquilo que em nós é inacabado.
O que Deus já fez na sua vida hoje, não será o suficiente para o que precisará amanhã. Não somos postes, postes ficam parados, somos estrelas em deslocamentos. Deus vai te visitar a partir da sua particularidade. Não devemos medir o quanto de fé cada um tem.
Precisamos ser cada dia mais homens de fé. As vezes o caminho que precisamos percorrer não é tão longo, mas por não termos dimensão, ficamos parados. Muitas vezes eu encontro ateus que estão muitos mais próximos de Deus que eu, porque as vezes eles estão mais honestos e se aproximaram mais das questões humanas. Precisamos nos aproximar das questões humanas, estamos inseridos numa sociedade e é preciso encarnar na minha história tudo aquilo que digo crer.
e você acredita no mesmo Deus que eu tenho com você uma responsabilidade. Pois não tenho o direito de negligenciar o conteúdo dessa pregação, por isso eu sou um padre de travessia. O papel de padre hoje é ser o testemunho coerente de quem fez esse opção radical por ser Jesus de novo através da vida sacramental. Os sacramentos que celebramos é para santificar nossa alma e dar sentido as atitudes do corpo. É a totalidade da salvação acontecendo em nós e através de nós.
A Igreja quer cada dia mais que a fé que celebramos vire vida na comunidade, que você sinta em Jesus o motivo da sua atitude. Eu estou aqui configurado a Ele, quero ser como Ele. Quanto mais eu acredito em Deus, muito mais é a minha capacidade de acreditar nos meus irmãos.
Que amor a Deus é esse que não te faz amar seus irmãos? A fé que eu tenho em Jesus muda o modo de como eu olho para aqueles que estão do meu lado. Se Jesus tivesse a oportunidade de passar aqui como eu estou Ele lhe diria: “vamos lá, não fique parado, vamos fazer o que será. Vamos visitar regiões do seu coração que você ainda não conseguiu ir.”
Muitas vezes na nossa miséria não acreditamos que Deus acredita em nós. Vamos acelerar o processo de nosso crescimento pessoal. Quanto mais acreditarmos em Deus, e tivermos a fé para suportar o sofrimento, mais testemunharemos Deus.
Hoje precisamos tomar a decisão de deixar Deus acelerar em nós o crescimento. Para isso você precisa dar passos, tratar melhor seu marido, seu funcionário, deixar de fumar, etc. Você precisa acreditar em você.
O que você precisa fazer concretamente para dar um passo na fé? Faça seu compromisso consigo mesmo, acredite que a partir de hoje você será uma pessoa diferente, uma pessoa melhor. Acredite em si mesmo, para demonstrar que Deus crê em ti. Eu creio em Deus e Ele crê em mim, e nós dois juntos ninguém seguro
Padre Fábio de Melo