sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O MAIOR MILAGRE É NOSSA TRANSFORMAÇÃO


Com o auxílio das mãos dos apóstolos as pessoas eram curadas de todos os tipos de doenças: cegueira, lepra, etc.. Por isso, multidões abraçavam a fé e iam até Jesus. Como Cristo, os apóstolos também faziam milagres. O maior de todos, porém, o grande milagre, era a transformação das pessoas.
Aqueles homens que levavam uma vida totalmente pagã, longe de Deus, reconheciam o Deus vivo e verdadeiro, reconheciam Jesus e se voltavam para Ele. A Palavra era anunciada e o Espírito Santo era derramado.
Esse é o propósito de Deus para cada um de nós. Não basta ser católico, ser padre ou religioso, ir à igreja e participar da Santa Missa. Não basta ter um trabalho pastoral na paróquia. Aliás, para fazer tudo isso e, com eficácia, para que as pessoas sejam tocadas e transformadas, é preciso que cada um de nós seja cheio do Espírito Santo.
Ser batizado no Espírito Santo é isso: permitir que Ele, que já está em nós, realize os mesmos feitos que realizava nos primeiros cristãos, na Igreja primitiva. Permitir que Ele nos transforme e nos renove.
Monsenhor Jonas Abib

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

PAI -NOSSO , A CHAVE DA CURA TOTAL

Padre Ruffus
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com
A agradecemos a Deus em antecipação pelo o que Ele irá fazer agora. O Senhor ama a todos. Jesus disse que veio para curar a todos não somente o físico, mas principalmente nosso coração. O senhor quer que sejamos curados inteira e profundamente. Então Deus o fará porque Ele é um Deus fiel.
Não esqueça que São Paulo disse: “Deus o Fará”. A cura interior é importante porque todos nós precisamos, nossa enfermidade não está somente no físico, em nossa alma, mas também na nossa vida emocional por causa de nossas feridas. A cura é tão importante também por causa da inadequação dos tratamentos médicos, eles são um dom de Deus. Não somos contra o uso de medicamentos, Deus nos deu os médicos e medicamento como presente, mas o que queremos dizer é que quando nos confrontamos com as limitações dos tratamento médico, psicológico então Deus entra com seu controle. Como digo sempre, eu ouço duas afirmações, quando sempre pergunto: “você já esteve no médico?”. As pessoas respondem: “Sim” e quando eu faço a outra pergunta, respondem o médico disse: “eu não posso curá-lo, eu não sei qual é o seu problema”, então Deus toma o seu controle.
Deus não é uma substituto, Ele completa o trabalho do homem. E a razão por qual nós precisamos de cura interior é pelas coisas que aconteceram na nossa vida, e de nossos ancestrais. E o efeito aparece em nós, e nos afetamos fazendo que façamos coisas erradas que não queremos e impedindo que façamos coisas boas que queríamos, São Paulo disse isso: “Me vejo fazendo o mal que não queria e não fazendo o bem que queria.”
Agora temos que ser práticos e saber se estamos feridos emocionalmente. Descobrir onde precisamos de cura interior e como precisamos. O procedimento é mesmo de quando vamos ao médico. A primeira coisa que o médico faz não é dar o remédio, ele primeiro vai tentar descobrir se está realmente doente e qual é a doença. Segundo ele irá te observar para identificar os sintomas, e então ele formará uma decisão a partir de sua enfermidade. O médico precisa fazer um diagnóstico bem cuidadoso e em terceiro descobrir porque está doente, o que está acontecendo com você. É exatamente o que precisamos fazer na oração de curar interior. Observar os sintomas, descobrir as causas da dor. Eu pergunto sempre o que você sente, quando tempo se sente assim? E a pessoa responde eu sinto muita raiva, ou então eu falo muitas mentiras, eu tenho relacionamentos errados.
Este primeiro passo é muito importante, identificar e estudar os sintomas da pessoa. Depois precisamos descobrir qual é o problema da pessoa, qual é a sua doença emocional.
:: O primeiro problema emocional é que muitos se sentem rejeitados, desprezados. Temos um Deus maravilhoso e a Palavra diz que “Pode uma mãe esquecer seu filho em seu ventre? Mesmo se ela esquecer, Eu nunca os esquecerei. Eu os trago no meu coração. Eu escrevi vosso nome na palma de minha mão.” “Eu estou o tempo todo pensando em você” Temos um Deus maravilhoso, como uma mãe.
:: O segundo problema que temos é o sentimento de inferioridade, quando a pessoa sente que não é tão esperto quanto seu amigo, ou não é tão bonita quanto sua irmã. Esse é um problema emocional que todos temos, grande ou pequeno. A Bíblia diz que ninguém precisa se sentir inferior pois Deus nos criou em sua imagem e semelhança. Se você se olhar no espelho estará vendo Deus. Você não precisa se sentir inferior. Deus diz vocês são meus filhos. Isso é lindo!
:: O terceiro problema é o sentimento de culpa, que temos quando fazemos algo errado e sentimos que Deus nos condena e iremos para o inferno, o peso da culpa é terrível. Com os religiosos acontecem muito isso, mesmo os menores erros eles se sentem culpados e acham que Deus os mandarão para o inferno. Mas Deus diz : “Eu perdoo os pecados dos meus filhos” não somos seus inimigos, somos seus filhos. “E nunca mais me lembrarei do que fizeram” Deus não apenas perdoa os nossos pecados, mas também esquece. Você só encontrará isso na Bíblia.
:: O quarto problema emocional é o medo, todos nós sentimos medo. Medos sem razão, medo do escuro, de multidões, de ficar só, de Deus. São medos que não tem razão de ser, mas acontecem e pode nos ferir muito. E a resposta do Senhor é: “Não tenhais medo” 366 vezes está escrito na Bíblia “Não tenhais medo” uma para cada dia do ano, incluindo o ano bissexto.
Esses são o principais problemas emocionais, mas precisamos ir além dos sintomas para encontrar a causa do problema. Eu não presenciei nenhuma cura cuja a raiz não tenha sido encontrada. E quando encontramos a raiz, mais profunda é a cura. Portanto a coisa mais importante na cura interior é encontrar a causa da raiz do meu problema.
Como encontrar a causa da raiz do meu problema? Precisamos refletir sobre nossa vida passada, não por um sentimento de culpa, mas com um sentimento de alegria, na certeza que Jesus irá me ajudar a encontrar a raiz do meu problema. Você precisa de um papel e caneta para escrever as coisas que te feriram, precisamos da ajuda de Deus, precisamos orar ao Espírito Santo. O Paráclito não é somente aquele que nos revela Deus de uma maneira pessoal, mas aquilo que interiormente nós temos. Precisamos rezar como se tudo dependesse do Espírito Santo, mas também como se tudo dependesse de nós.
O passo mais importante é descobrir a causa raiz. E então apresentar ao Senhor.
Os bloqueios para nossa cura:
:: Falta de perdão às pessoas, Jesus nos ensinou a rezar e quando vocês rezam tudo acontecem. Jesus disse aos apóstolos vocês estão rezando errado, vou lhes ensinar a rezar. E Jesus nos ensinou a oração do Pai-nosso, uma oração de cura mas muito eficaz. As vezes eu não tenho tempo de fazer uma longa oração de exorcismo então eu faço a oração de Jesus. Que começa dizendo que Deus é nosso Pai que queremos fazer a sua vontade. E que pede que nos liberte do mal. Jesus nos ensina como rezar e dizendo “Pai perdoa nossas ofensas assim como perdoamos a quem nos tem ofendido”
O primeiro bloqueio é não perdoar quem nos feriu e se não perdoamos, Deus não pode nos perdoar. Se você não perdoar, como pode Deus te perdoar? Essa é a oportunidade que Deus dá a você, traga à tona todas as pessoas que lhe feriram e verdadeiramente perdoe. Como parte desse retiro, escreva num papel todas as pessoas que lhe feriram e diga a Deus que quer realmente perdoá-las. Deus quer nos perdoar, o problema somos nós que não queremos perdoar os outros.
:: O segundo bloqueio é a falta de arrependimento. Senão houver arrependimento não acontece a cura. Quando rezamos o Pai-nosso e pedimos “Pai dá-nos o pão de cada dia”, pedimos ao Senhor tudo aquilo que precisamos e Ele quer nos dar tudo aquilo que precisamos. As mãos do Senhor estão estendidas, mas precisamos também estender nossas mãos. O braço direito de perdão as pessoas e o braço esquerdo de arrependimento do mal que fizemos. Precisamos trazer a mente todas as pessoas que ofendemos e orar por eles. Essa é chave da cura total, a oração do pai-nosso.
Jesus começa a oração pedindo dai-nos o pão nosso de cada dia e termina pedindo que nos livre de todo mal, mas isso não acontecerá se não perdoamos e nos arrependermos no mal que fizemos. Isso é o segredo da cura.
:: O terceiro bloqueio é não renunciar o mal e as práticas ocultas. Preciso não só arrepender, mas renunciar o mal, todas as práticas ocultas, e essa é a maior necessidade no Brasil. Este é o grande bloqueio para minha cura porque talvez fomos nessas práticas ocultas e parece que nada aconteceu, então vamos ao padre e pedimos que ele reze por nós e pensamos que alguma coisa vai acontecer, mas se não der certo eu voltarei no local que fui antes. Jesus diz claramente no Pai-nosso, não deixeis que caiamos em tentação.
Jesus rezou ao Pai: “Pai protege os do mal” Nunca esqueça a última oração de Jesus “Pai, proteja-os do Espírito do mal” Não pede proteja-os de pessoas, mas sim do inimigo. Jesus diz que só temos um inimigo, o demônio. E assim também só temos um amigo e seu nome é Jesus.
Padre Rufus Pereira

SOMOS ARRANCADOS DAS GARRAS DO INIMIGO PELA ADORAÇÃO


Nos momentos em que não conseguimos rezar, é provável que estejamos envolvidos numa grande tentação, num redemoinho que envolve nossos sentimentos, nossa vontade e nossa carne. Nesse redemoinho de tentação, a oração no Espírito nos salvará do pecado.
A adoração nos tira das garras do inimigo. Mesmo sem palavras, adoramos ao Senhor em espírito. Diante do Trono da Graça, a divindade d'Aquele que nos amou, nos escolheu e nos salvou age em nós e, assim, somos vitoriosos. Na adoração, a tentação é obrigada a ceder.
Peça ao Espírito Santo a graça de viver essa adoração, peça a Ele que você adore “em espírito e em verdade”.
"Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e em verdade, são esses adoradores que o Pai deseja. Deus é Espírito, e os seus adoradores devem adorá-lo em espírito e em verdade" (João 4, 23-24)
Monsenhor Jonas Abib

SÓ EM DEUS ENCONTRAMOS A PAZ, A VERDADE E O AMOR

Somos muito fracos, inconstantes e pecadores, por isso não podemos perder a oportunidade de entregar a Deus toda e qualquer situação, até aquelas para as quais não acreditamos haver solução.Enquanto não percebermos de onde vem a força de que precisamos, ficaremos nos debatendo, buscando soluções humanas, querendo vencer as situações por nós mesmos. É muito importante mergulharmos na misericórdia de Deus, mas, igualmente importante, é ajudar os outros a alcançar a mesma graça.Seja qual for a situação em que vivemos, precisamos confiar: Deus é o nosso apoio e sustentáculo.Quando aprendemos a obedecer à voz de Deus, temos a certeza de que o mundo pode desabar ao nosso redor, mas não deixaremos de acreditar que Jesus está no barco de nossa vida.Ao mesmo tempo, sabemos que o Senhor nos dá forças para que continuemos caminhando e para que ajudemos tantas pessoas ao nosso lado que, como nós, necessitam encontrar a paz, o amor e o direcionamento!“Ninguém tem maior amor do que aquele que se despoja da vida por aqueles a quem ama” (Jo 15,13)

Jesus, eu confio em Vós!

Luzia Santiago

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

LOUVEMOS A DEUS MESMO A MEIO TEMPESTADE

Davi escreveu este salmo num momento muito difícil de sua vida. Devido à perseguição que sofria do rei Saul, porque este sentia inveja dele, Davi se encontrava escondido com mais quatrocentos homens. Mas ele não parou na situação difícil em que vivia e foi além como um homem temente a Deus.
Davi tinha consciência da situação e do ambiente em que vivia, não era um alienado, mas o seu olhar estava voltado para o Senhor. Se você vive uma situação difícil, como problemas com drogas, adultério ou doença grave, e tem consciência dessa situação, faça como o salmista, não pare nessa dificuldade e se volte para Deus.
O maior problema não é não ter consciência do problema que temos ou de uma situação ruim que vivemos, e sim ficarmos parados esperando que a solução de tudo aconteça como mágica. O nosso socorro vem do céu, do alto, por isso, precisamos nos colocar diante de Deus Pai e estar com o coração pronto.
O inimigo de Deus sempre vai tentar nos manipular para que pratiquemos o mal quando nos colocamos diante de Deus em busca de respostas e socorro das situações ruins vividas por nós. Quando Davi fala ao Senhor que seu coração está pronto, isso quer dizer que ele está em vigilância e em prontidão.
Tal como Davi, nós também precisamos guardar o nosso coração como uma joia preciosa e nos manter vigilantes, pois o inimigo de Deus está sempre à espera de alguma brecha para adentrar em nosso coração. Razão pela qual nosso coração precisa estar pronto e à espera do Senhor.
Guardemos e protejamos nosso coração para o Senhor mantendo-nos vigilantes; essa é a mensagem de Deus para nós hoje. Que o Espírito Santo nos ensine a ter um coração vigilante, protegido e pronto.
Um coração protegido, curado e pronto é um coração que louva. Que neste dia façamos o exercício de não ficarmos murmurando as situações difíceis pelas quais passamos. A cura e libertação do nosso coração só não acontecem quando não tomamos posse da cura que Deus nos dá.
Deus é como um mestre: dá a nota certa e valoriza um violino velho que ninguém mais quer por causa de sua aparência e dos maus-tratos. Sejamos como um violino nas mãos Deus, que nos dá a nota certa para que o nosso valor seja novamente reconhecido e sejamos curados e libertos.
Louvemos e bendizemos a Deus que nos cura e nos liberta sempre.
Alexandre Oliveira




O EXORCISMO SEGUNDO A IGREJA

O exorcismo é a invocação que a Igreja faz, em nome de Jesus Cristo, por intermédio de um ministro ordenado, para proteger e afugentar o demônio de uma pessoa ou objeto.
Eles podem ser divididos em dois tipos: simples e solenes. O exorcismo simples ocorre no rito do batismo, quando o cristão é preparado para confessar sua fé à Igreja. Já o exorcismo solene, que só pode ser celebrado por um presbítero designado, tem aspecto sacramental e é celebrado em casos de opressão ou possessão. Esse tipo de prática precisa ser autorizada pelo Ordinário, o bispo local, que pode ordenar um exorcismo solene mediante estudo do caso.
O exorcista deve ser um sacerdote, autorizado pelo bispo local ou com autorização expressa da Santa Sé.


Padre Gabriele Amorth, exorcista da diocese de Roma
Foto: Wesley Almeida
Nos dias de hoje, muito se confunde a prática do exorcismo com orações de cura e libertação. Com relação a isso, o padre Gabriele Amorth, exorcista da diocese de Roma e autor do livro "Habla un Exorcista", diz que o exorcismo é apenas o sacramental instituído pela Igreja. O poder de expulsar demônios que Jesus conferiu a todos os fiéis é válido. Este poder é baseado na lei e na oração, e pode ser exercido por indivíduos ou comunidades sem nenhuma autorização. Entretanto, esse tipo de ato, trata-se de preces de libertação, e não devem ser chamadas de exorcismos.
O que diz o Catecismo da Igreja a respeito do exorcismo:
E.56.1 Exorcismo na celebração do Batismo
§1237 Visto que o Batismo significa a libertação do pecado e de seu instigador, o Diabo, pronuncia-se um (ou vários) exorcismo(s) sobre o candidato. Este é ungido com o óleo dos catecúmenos ou então o celebrante impõe-lhe a mão, e o candidato renuncia explicitamente a satanás. Assim preparado, ele pode confessar a fé da Igreja, à qual será "confiado" pelo Batismo.
E.56.2 Significação dos exorcismos de Jesus
§517 Toda a vida de Cristo é mistério de Redenção. A Redenção nos vem antes de tudo pelo sangue da Cruz, mas este mistério está em ação em toda a vida de Cristo: já em sua Encarnação, pela qual, fazendo-se pobre, nos enriqueceu por sua pobreza; em sua vida oculta, que, por sua submissão, serve de reparação para nossa insubmissão; em sua palavra, que purifica seus ouvintes; em suas curas e em seus exorcismos, pelos quais "levou nossas fraquezas e carregou nossas doenças" (Mt 8,17); em sua Ressurreição, pela qual nos justifica.
§550 O advento do Reino de Deus é a derrota do reino de Satanás: "Se é pelo Espírito de Deus que eu expulso os demônios, então o Reino de Deus já chegou a vós" (Mt 12,28). Os exorcismos de Jesus libertam homens do domínio dos demônios. Antecipam a grande vitória de Jesus sobre "o príncipe deste mundo". E pela Cruz de Cristo que o Reino de Deus ser definitivamente estabelecido: "Regnavit a ligno Deus - Deus reinou do alto do madeiro".
E.56.3 Significação e fins do exorcismo e de sua maneira de fazer
§1673 Quando a Igreja exige publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou objeto seja protegido contra a influência do maligno e subtraído a seu domínio, fala-se de exorcismo. Jesus o praticou, é dele que a Igreja recebeu o poder e o encargo de exorcizar. Sob uma forma simples, o exorcismo é praticado durante a celebração do batismo. O exorcismo solene, chamado "grande exorcismo", só pode ser praticado por um sacerdote, com a permissão do bispo. Nele é necessário proceder com prudência, observando estritamente as regras estabelecidas pela Igreja. O exorcismo visa expulsar os demônios ou livrar da influência demoníaca, e isto pela autoridade espiritual que Jesus confiou à sua Igreja. Bem diferente é o caso de doenças, sobretudo psíquicas, cujo tratamento depende da ciência médica. É importante, pois, verificar antes de celebrar o exorcismo se se trata de uma presença do maligno ou de uma doença.

A COMUNHÃO DOS SANTOS

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A Igreja é comunhão dos santos
O Sermão da Montanha é o programa do Reino dos Céus. É o Reino proclamado por João Batista e, depois, pelo próprio Jesus. Em Mateus, Jesus faz a Sua proclamação no alto de uma montanha, como momento inaugural do Seu ministério na Galileia. Moisés, também no alto da montanha, recebeu de Deus as Tábuas da Lei e os Mandamentos. Agora, é Jesus, que, no Seu anúncio do programa do Reino, transmite as oito bem-aventuranças aos discípulos que vêm a Ele, no alto.
O estado de felicidade, associado à prática dessas bem-aventuranças, enche de esperança e atrai quem ouve Jesus. Nas bem-aventuranças, encontramos valores universais, que podem ser estendidos e acolhidos por todos. Ser bem-aventurado é ser santo. A Igreja, segundo o Catecismo da Igreja Católica, é comunhão dos santos. Essa expressão designa, primeiro, as coisas santas, ressaltando, antes de tudo, a Eucaristia, que une os fiéis em Cristo. Em segundo lugar, designa a comunhão das “pessoas santas” em Cristo, que “morreu por todos”.
Cremos na comunhão de todos os fiéis em Cristo, dos que são peregrinos na terra, dos que faleceram e estão terminando a sua purificação, dos bem-aventurados do céu, formando todos, juntos, uma só Igreja e cremos também que, nesta comunhão, o amor misericordioso de Deus e de Seus santos estão sempre à escuta de nossas orações.
Todos os santos e todas as santas de Deus, rogai por nós que recorremos a vós!
Dom Eurico S. Veloso