segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A FÉ QUE ALCANÇA MILAGRES


O Senhor nos disse: se creres verás obras maiores. Na realidade em que vivemos são poucos os que conhecem a Deus. Se pudéssemos ver com os olhos de Deus a fé de cada um, veríamos com isso o pouco que conhecemos do Senhor.
A visão de conhecimento de Deus que temos é a bíblica, na qual vemos a fé e o testemunho de Paulo, de Pedro, entre outros, que, onde passavam, curavam os enfermos. Mas quando conhecermos a Deus veremos milagres tão extraordinários quanto esses. 
Para que possamos crescer na fé, precisamos entender que não conhecemos nada de Deus Pai. Você ama a Deus? Só se ama aquilo que se conhece, então peça que o Senhor retire de você todo o conceito errôneo de fé.
No Antigo Testamento, nas guerras, os exércitos faziam barulho para amedrontar seus inimigos; precisamos, como eles, com o barulho afugentar nosso inimigo e não permitir que sua ação em nossa vida seja maior que a do Pai.
Eu lhes pergunto: O que é a fé? E a Palavra nos diz que: “A fé é a certeza daquilo que ainda se espera, a demonstração de realidades que não se veem” (Hb 11, 1). Ter fé é olhar para minha realidade e alcançar aquilo que espero. 
Precisamos crescer em nossa fé, e isso se dá pela Palavra. “A Palavra de Deus é viva, eficaz e mais penetrante que qualquer espada de dois gumes. Penetra até dividir alma e espírito, articulações e medulas. Julga os pensamentos e as intenções do coração” (Hb 4, 12).
Também vamos encontrar em Isaías: “E como a chuva e a neve que caem do céu para lá não voltam sem antes molhar a terra e fazê-la germinar e brotar, a fim de produzir semente para quem planta e alimento para quem come, assim também acontece com a minha palavra: Ela sai da minha boca e para mim não volta sem produzir seu resultado, sem fazer aquilo que planejei, sem cumprir com sucesso a sua missão” (Is 55, 10 – 11).
Temos que ser católicos que leem a Palavra e, por isso, repletos de unção. Toda Palavra proclamada produz frutos, essa é promessa de Deus para nós. 
Tudo o que está na Palavra é fonte inesgotável de revelação. E é por intermédio dessas revelações sobrenaturais que você e eu podemos subir um degrau a mais na fé. 
Deus quer lhe dar uma uma fé carismática e expectante, pois mesmo fraco espiritualmente essa fé fará você lutar pelo seu milagre e pela sua bênção. A sua fé vai alcançar milagres à medida que você destruir, dentro da sua vida, todas as barreiras do seu próprio ser.
Não precisamos mais ficar mendigando e esperando esmola de amor, porque quando você decidir na sua vida que nada mais importa senão o Mestre, você vai receber todas as graças que tanto pede.
Ato de fé é quando você olha para a circunstância e ela o impulsiona a fazer algo que, talvez, pelo seu humano você não conseguiria.
Mas o que você precisa entender é que se sua fé for passiva, você estará longe do milagre. Ela precisa ser ativa e ter a coragem de tomar um ato de fé, assumindo para si o poder que o Espírito Santo sopra na sua vida.
Quando você se decidir por Jesus, e nada mais lhe importar, você vai atrair os milagres de Deus. O seu foco precisa ser tocar o coração de Deus e não receber milagres ou bênçãos, pois tudo isso virá por acréscimo.
Tony Allysson 
Cantor Católico e membro de Aliança da Comunidade 

O ESPÍRITO SANTO NOS RESSUSCITARÁ



O Espírito Santo é o sopro da boca do Pai que nos dá a vida: “Quando incutir em vós o meu espírito para que revivais, quando vos estabelecer em vossa terra, sabereis que eu, o Senhor, digo e faço – oráculo do Senhor” (Ez 37,14).
Essa é a obra do Espírito Santo: ressuscitar, tirar do pó aquilo que está sem vida. “E, se o Espírito daquele que ressuscitou Cristo dentre os mortos habita em vós, aquele que ressuscitou Cristo dentre os mortos vivificará também vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que habita em vós” (Rm 8,11).
O Espírito Santo, enviado pelo Pai, ressuscitou Jesus dentre os mortos. Jesus que, por causa dos nossos pecados, jazia no sepulcro. O Senhor quer colocar em nós esse mesmo Espírito. Na situação em que vivemos, com grandes ou pequenos problemas, situações que nos amarram, que nos desanimam, arrastando-nos como mortos. O Espírito Santo Paráclito, que ressuscitou Jesus dos mortos, nos ressuscitará!
Tenha a certeza de que “teus mortos reviverão”: seu casamento, sua família e todos os seus entes queridos ressuscitarão. Mas é preciso que você pronuncie a Palavra de Deus. O Senhor está investindo o mesmo Espírito que ressuscitou Jesus dentre os mortos.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

JESUS SUSCITA EM NÓS O DESEJO DE FAZER ALGO GRANDIOSO

Nunca pense que para Jesus você é uma pessoa desconhecida; que você é mais um no meio da multidão. Ele o(a) conhece pessoalmente e o(a) ama profundamente, mesmo quando você não é capaz de se dar conta disso. O Senhor nos ama mesmo quando não somos fiéis aos ensinamentos d’Ele e O desiludimos, quando não correspondemos às expectativas d’Ele a nosso respeito. Ele jamais nos fecha os braços da Sua misericórdia.
Você já se encontrou com Jesus pessoalmente?
“Na realidade, é a Jesus a quem procurais quando sonhais a felicidade; é Ele quem vos espera quando não vos satisfaz nada do que encontrais; é Ele a beleza que tanto vos atrai; é Ele quem vos provoca com essa sede de radicalidade que não vos permite ceder ao conformismo; é Ele quem vos incentiva a deixar as máscaras que muitas vezes falseiam a vossa vida; é Ele que vos lê no coração as decisões mais autênticas que outros tentam sufocar. É Jesus que suscita em vós o desejo de fazer da vossa vida algo grande, a vontade de seguir um ideal, a força de rejeição de vos deixardes levar pela mediocridade, a valentia de vos comprometerdes com humildade e perseverança a melhorar o vosso próprio ser e a sociedade, tornando-a mais humana e fraterna”. (JOÃO PAULO II, Jornada mundial da Juventude, Roma, Agosto, 2000).
Na verdade, nas nossas buscas, muitas vezes, nem sabemos o que estamos buscando; mas no fundo é a Jesus a quem estamos buscando.
Deixemo-nos alcançar pelo Senhor e entreguemos toda a nossa vida nas mãos d’Ele para que Ele a conduza, a restaure e a liberte.
Jesus, eu confio em Vós! 
Luzia Santiago

domingo, 12 de fevereiro de 2012

A RECONSTRUÇÃO DOS MUROS DA ALMA


A obra de Deus supera as nossas expectativas...'
Jerusalém já foi ocupada, destruída e reconstruída inúmeras vezes e os textos bíblicos atestam tudo isso. A cidade santa sempre demonstrou que tinha mesmo algo de celeste. Seu poder de reconstrução, ao longo dos séculos, serve de exemplo para as grandes metrópoles que hoje sofrem com os desastres, naturais ou não.
Há uma semana a cidade do Rio de Janeiro viveu dias de terror com perdas irreparáveis: de vida, de sonhos e projetos... No coração dos cariocas fica a interrogação: de quem foi a culpa? Por que não foi possível prever os desmoronamentos?
Perguntas que talvez soem pela Cidade Maravilhosa eternamente e nunca sejam respondidas por completo. Mas a capacidade de reerguimento da Cidade Santa, que já teve suas muralhas e lugares santos destruídos, serve de sinal para a terra do Cristo Redentor e permanece em pé para as gerações de 30 séculos atrás, mas também para as de hoje.
Mais que falar de muros, prédios ou estruturas de concreto, a Cidade Santa fala de vida, de restauração de alma. A reconstrução que Deus fez na cidade, pela qual inclusive chorou, tão exaltada nas Sagradas Escrituras, é a mesma reconstrução que Ele quer fazer no nosso interior.
Reconstruir as estruturas físicas ou as perdas causadas por uma enchente não é algo fácil, requer tempo, recursos, suor e sacrifício. O vazio da ausência de alguém que se foi com as águas talvez nunca seja preenchido. Já a reconstrução do coração talvez não custe tanto, porque depende de algo plenamente ao dispor de nosso controle: a nossa vontade. Deus faz, reconstrói por completo, recupera aquilo que estava em ruínas, mas depende do nosso querer. O Senhor não agride o nosso livre-arbítrio.
Talvez o muro que precise ser refeito hoje seja um coração decepcionado com a vida, com os outros, consigo mesmo. E como é difícil reconhecer que exista alguma realidade que necessite ser reconstruída! É mais fácil e mais cômodo transparecer aos outros que está tudo nos conformes, que não existe nada que fugiu ao nosso controle.
Ao contrário das ruínas de concreto, nossas deformidades, muitas vezes, ficam escondidas. Só Deus e os mais próximos sabem onde precisamos de uma verdadeira cirurgia interior, em que precisamos crescer, o que precisamos deixar para estar em conformidade com Cristo. Se exposta ou não, a ferida ou a destruição interior que você vive hoje pode ser reparada por Aquele que tudo pode.
E o legal é que depende de nós, não depende do governo, não depende de investimentos externos. Depende do escancarar a nossa verdade diante de Deus e pedir que Ele mesmo nos reconstrua, nos refaça. O Senhor é o melhor arquiteto, engenheiro ou pedreiro a quem poderíamos recorrer. A obra d'Ele é completa e supera as nossas expectativas. Faça o teste.
Thaysi Santos

JESUS NOS ENSINA UMA AMOR INCONDICIONAL

 


No corpo de uma fundação, de uma família, para que ela tenha vida e vida em abundância, é imprescindível que todos se conheçam, se acolham e se assumam no que são, cooperem entre si para que cada um seja o que é e desenvolva seus talentos para o bem de todos. É a isso que podemos chamar ‘amor do corpo’.
Ele não se imprime tanto na sensibilidade, mas na vontade, e se traduz por uma responsabilidade crescente de se conhecer, acolher, assumir e cooperar na realização do que cada um é na família e para a família. Essa atitude gera em nós abertura gratuita, deixando de lado os julgamentos, aumentando a alegria pelo ser e pela vida do outro. E isso tudo gera amor. Amor genuíno, verdadeiro, que vai muito além da sensibilidade, embora possa também atingi-la; e é bom que a atinja e vá além; e ultrapasse-a.
Esse é o amor que Cristo nos ensinou, um amor incondicional que não leva em conta o que a pessoa faz, mas o que ela é. Ela é membro do mesmo corpo. Ela é família.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

NINGUEM PASSA EM VÃO PERTO DE JESUS CRISTO


O Senhor nunca nos abandonará
A Igreja celebra anualmente o “Dia Mundial do Enfermo”, comemorado da Festa de Nossa Senhora de Lourdes, onze de fevereiro. A escolha da data indica a importância do Santuário de Lourdes, para onde acorrem multidões de doentes de todo o mundo. Na grande praça do Santuário, perguntei a uma pessoa ali chegada numa cadeira de rodas sobre sua condição e sobre a cura da enfermidade. A resposta foi surpreendente e edificante, quando me declarou ser peregrina fiel, visitando anualmente o Santuário, lavando-se na fonte mostrada pela Imaculada Conceição a Santa Bernadete. Disse-me não ter alcançado a cura física, mas a cura interior era assegurada e sempre mais intensa, a cada vez que ali chegava. Sua resposta transbordava alegria!
Naamã, o Sírio, chegado à porta da casa do profeta Eliseu (2 Rs 5, 9-14), depois de muita renitência, foi lavar-se sete vezes no Rio Jordão. Sua pele tornou-se como a de uma criança. O gesto que lhe foi pedido era tão simples que lhe parecia quase ridículo. Acolheu a palavra de seus empregados, demoliu primeiro o orgulho que lhe ocupava o coração e experimentou a graça da cura. Jesus, por sua vez, encontrando-se várias vezes com leprosos, cheio de compaixão, transforma-lhes radicalmente a vida (cf. Mc 1, 40-45; Lc 17, 1-19). “Se queres, tens o poder de curar-me”, num misto de desespero e confiança, diz um homem marcado pela doença e pela marginalização. Tocar no leproso, gesto inusitado não só naquele tempo, quebra todas as barreiras. O hanseniano das estradas da Galileia certamente se tornou profeta do tempo da Igreja, o nosso tempo! Neste tempo que é nosso, todos encontrem seu lugar, a acolhida e a cura!
“No acolhimento generoso e amoroso de cada vida humana, sobretudo da frágil e doente, o cristão expressa um aspecto importante do seu testemunho evangélico, segundo o exemplo de Cristo, que se debruçou sobre os sofrimentos materiais e espirituais do homem para curá-los. O encontro de Jesus com os dez leprosos, narrado no Evangelho de são Lucas (cf. Lc 17, 11-19), de maneira particular as palavras que o Senhor dirige a um deles: «Levanta-te e vai, a tua fé te salvou!» (v. 19), ajudam a tomar consciência acerca da importância da fé para aqueles que, angustiados pelo sofrimento e pela enfermidade, se aproximam do Senhor. No encontro com ele, podem experimentar realmente que quantos acreditam nunca estão sozinhos! Com efeito, no seu Filho, Deus não nos abandona às nossas angústias e sofrimentos (cf. Mc 2, 1-12), mas está próximo de nós, ajuda-nos a suportá-los e deseja curar profundamente o nosso coração” (Bento XVI, Mensagem para a Jornada Mundial do Enfermo de 2012).
É ainda o Papa Bento XVI que assevera: “Quem, no seu próprio sofrimento e enfermidade, invoca o Senhor, está convicto de que o seu amor nunca o abandona, e que também o amor da Igreja, prolongamento no tempo da sua obra salvífica, jamais desfalece. A cura física, expressão da salvação mais profunda, revela deste modo a importância que o homem, na sua integridade de alma e corpo, reveste para o Senhor. De resto, cada sacramento expressa e põe em prática a proximidade do próprio Deus que, de modo absolutamente gratuito, «nos toca por meio de realidades materiais que ele assume ao seu serviço, fazendo deles instrumentos do encontro entre nós e ele mesmo» (Homilia, Santa Missa Crismal, 1 de Abril de 2010). «Aqui, torna-se visível a unidade entre criação e redenção. Os sacramentos são expressão da corporeidade da nossa fé, que abraça corpo e alma, isto é, o homem inteiro» (Homilia, Santa Missa Crismal, 21 de Abril de 2011).
Ninguém passa em vão perto de Jesus Cristo. Ele cura através de vários “instrumentos”. Sejam hoje valorizados todos os que trabalham pela cura das enfermidades, dos grandes pesquisadores que surpreendem o mundo com suas descobertas, passando pela dignidade de tantos profissionais da medicina, cujo serviço é indispensável à sociedade. Ao seu lado, pessoal de enfermagem, cuidadores de doentes e idosos e tantas outras pessoas que podem fazer de sua profissão verdadeira obra de misericórdia. Jesus cura através do dom da Cura concedido a quem ele quer. Trata-se de um ministério presente em toda a história da Igreja e também em nosso tempo, exercido com o acompanhamento e discernimento dos pastores da Igreja. E o Senhor vai à raiz de todos os males, curando do pecado e proclamando “tua fé te salvou”.
Não se dispense o cuidado preventivo e curativo da saúde, reconheça-se o dom da cura, dêem-se ações de graças pela presença salvadora do Senhor em sua Igreja. Multipliquem-se as orações pela cura das enfermidades e cresça a pastoral da saúde. Dentro de alguns dias começará no Brasil mais uma Campanha da Fraternidade, oferecendo neste ano a contribuição da Igreja para o tema tão importante quanto desafiador, a Saúde pública. A Arquidiocese de Belém realizou um Seminário sobre o tema e desencadeará um processo de envolvimento progressivo dos fiéis católicos e de convite a toda a sociedade, para que a saúde se difunda sobre a terra
Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém - PA