terça-feira, 13 de março de 2012

OS ENCONTROS DE UMA NOITE

Dificilmente o príncipe encantado vai cair do céu

A partir da revolução sexual dos anos 60 muitas coisas interferiram no comportamento dos jovens. Quem já tem mais de 40, certamente se lembra das muitas etapas vividas nos anos que viriam a seguir… Apesar de todo o liberalismo alcançado, o desejo das pessoas de encontrar alguém para viver um sadio relacionamento ainda continua vivo. De maneira especial as mulheres que se preocupam com o avanço do tempo e ainda não conseguiram encontrar seu par. Outras, por terem vivido um relacionamento frustrado, procuram estabelecer um romance duradouro com alguém que realmente as faça felizes. Algumas dessas já namoraram, já viveram vários relacionamentos de curtíssima duração, outras até tinham um “ficante fixo”, mas entre tantas experiências, ninguém parecia ser adequado para o projeto de um relacionamento sólido.
É bem sabido pela maioria das pessoas que, a cada final de semana, quase sempre, a proposta para a diversão não está somente em conviver com outras pessoas, mas sim de não passar a noite sozinhos. De maneira equivocada, algumas pessoas acreditam que em meio às breves experiências de namoro poderão encontrar seu par ideal. Em outras palavras, elas procuram encontrar alguém especial vivendo inúmeros namoricos. Como se desses encontros fosse possível detectar a(o) namorada(o) perfeita(o) para então viverem o sonhado relacionamento. Outros acreditam que por não terem ainda encontrado a mulher ou o homem da sua vida justificam a atitude de viver um encontro com a duração de uma noite.
Dessa forma, as abordagens quase sempre seguem os mesmos rituais, tanto para homens quanto para as mulheres. Sem rodeios procuram conduzir o encontro para uma intimidade, na qual o casal tem como motivação o vínculo passageiro. E quando acontece do rapaz se deparar com uma moça que resiste a tal proposta ou não responde com o mesmo interesse, sem pestanejar,  desvia seus objetivos  em direção a uma outra pretendente.
Nessas investidas masculinas estará como alvo as jovens que se vestem de maneira mais provocante ou aquelas que expressam em gestos uma predisposição para um relacionamento-relâmpago.
Como que se vivessem num círculo vicioso, a mesma atitude vai se repetir por muitos finais de semanas e festas oportunas. E os comentários entre os amigos(as), já não tão discretos, seria a respeito de quem foi ou como foi a noite com essa ou aquela pessoa.
Sabemos que, para encontrar alguém, precisamos também "nos desinstalar", pois dificilmente o príncipe encantado vai cair do céu e bater à porta da jovem. E a frustração de muitos relacionamentos está no fato de as pessoas perceberem que, apesar de terem vivido muitos momentos, nenhum desses eventos foram duradouros o bastante como gostariam que acontecesse.
Contudo, a maneira de conquistar alguém com intenções de viver um relacionamento mais sério, certamente, não será por meio das mesmas abordagens vividas nos finais semana anteriores. Tampouco será a extroversão abusada ou a concordância para um programinha que vai garantir a conquista de alguém.
Éessa forma, a pessoa que deseja algo diferente para si começará a entender os motivos de seus relacionamentos frustrados quando, sem hesitação, responder de maneira diferente às investidas costumeiras dos pretendentes de plantão. E uma primeira mudança a ser tomada estaria na própria maneira de ver a pessoa do sexo oposto. Agora não como alguém que serviria apenas de muletas para suprir suas carências, mas de forma a encontrar uma pessoa como quem poderá viver a realização de um chamado para uma vida a dois e de maneira sóbria.
Dado Moura

MEDICO DO CORPO E DA ALMA

Não há situação desesperadora que Ele não possa medicinar
A cura da filha da Cananeia mostra como Jesus é, de fato, o médico do corpo e da alma. Ele, que curava todas as enfermidades físicas, também vinha de encontro às doenças espirituais. Ele escutou os brados de uma mãe aflita: "Minha filha está cruelmente atormentada por um demônio" (Mt 15,22). Após testar a humildade e a fé daquela suplicante vemos Sua faustosa resposta: "Seja como tu queres"! E desde esse momento sua filha ficou curada".
É que Cristo, o Verbo feito carne, é o grande Salvador vindo do céu, poderoso para medicar todos os males humanos. No seu livro "Confissões", assim se dirigiu Santo Agostinho ao Redentor: "Tu és o médico, eu sou o enfermo; tu és a misericórdia, eu sou a miséria" (X,28,39). Esta figura do Filho de Deus está no coração da teologia agostiniana.
O grande doutor da Igreja focalizava, sobretudo, as curas espirituais das almas feridas pelo pecado ou vexadas pelo demônio, quando Jesus aplicava então Sua terapêutica divina e, com Seu poder, sempre triunfava do inimigo de Deus. E, porém, continua esta ação através dos tempos. Sabe sempre diagnosticar o mal que atinge o homem e lhe oferece o remédio oportuno com uma notável competência celeste. Aliás, o próprio Jesus afirmara: "Não são os que têm boa saúde que precisam de médico, mas os doentes" (Mt 9,12). Muitas vezes, as curas corporais que Cristo operava eram também sinal de um restabelecimento espiritual. Ele olhava a situação psicossomática dos que a Ele recorriam com fé.
Na parábola do Bom Samaritano o Senhor exaltou a misericórdia de alguém devotado aos sofrimentos de um abandonado, semimorto no caminho para Jericó. Era a figura d'Ele mesmo continuamente cheio de amor para com os sofredores.
A Cananeia estava aflita porque sua filha estava atormentada por satanás, que foi então inteiramente expulso daquela que ele amofinava, como, além disso, ocorreu com tantos endemoniados. Em todos estes episódios, Cristo não apenas debelava o mal, mas oferecia o medicamento, ou seja, uma fé profunda. Esta inclui em si a humildade, porque deixa de confiar nos homens e nos recursos naturais, para unicamente depositar n'Ele a certeza de que Ele é, realmente, o Senhor Todo-poderoso, que pode restaurar o ser racional na sua total integridade. Não há situação desesperadora, feridas profundas que Ele não possa definitivamente medicinar. Será, contudo, pelo espelho da fé que Sua ação se irradia naquele que vem implorar Seu olhar clínico. Ele se fez Homem para que todos os humanos, que são carnais, pudessem perceber ao vivo Sua divindade onipotente. Deste modo, se compreende melhor a dupla dimensão da Encarnação e da Redenção.
Se Ele se fez carne e habitou entre nós foi para se adaptar à humanidade sofredora que viera remir. Demonstrou, porém, toda Sua incontestável competência de médico do corpo e da alma e disso deve resultar uma confiança irremovível n'Ele, uma esperança inalterável. São ambas os antídotos prescritos, mesmo porque não basta consultar um grande especialista, mas cumpre tomar rigorosamente os remédios. Entretanto, grande diferença entre Cristo e os demais médicos é que Ele leva a quem Ele cura a participar de Sua natureza divina, incorruptível, vitoriosa do mal dos males, que é a morte. Pôde, com efeito, afirmar: "Quem crê em mim tem a vida eterna" (Jo 6,47). Isso porque Ele transfunde Sua santidade, Sua justiça para o corpo e para a alma daquele que crê ser Ele verdadeiramente o Filho de Deus, que veio para que todos tivessem a vida e a tivessem em abundância (cf. Jo 10,10), como acontecia com a Cananeia, a clamar: "Senhor, socorre-me". Se ela julgasse que Ele era um simples homem não teria lançado apelo tão significativo. Para que se obtenha, porém, o socorro de qualquer médico é preciso estar consciente da gravidade do mal e desejar a saúde, insistir, lutar, pedir. Eis porque o mesmo Cristo advertiu: "Pedi e recebereis, buscai e encontrareis, batei e a porta se vos abrirá" (Mt 7,7).
A Cananeia havia irritado de maneira tal os discípulos que eles tinham dito ao Mestre: "Manda embora essa mulher, pois ela vem gritando atrás de nós". Ela, porém, foi persistente e, até, argumentou com Jesus, usando os próprios termos por Ele usados: "Até os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos", demonstrando não só uma profunda humildade, mas, sobretudo, a vontade firme de obter a cura da filha. Muitas vezes, Deus tarda um pouco a responder, mas se trata de um método pedagógico e tende a educar a pessoa a reconhecer a profundidade do mal e a aumentar a fé no Seu poder. Eis porque, antes de proclamar a cura da filha da Cananeia, Ele a elogiou: "Mulher, grande é a tua fé!"
Nunca se deve esquecer que o tempo de Deus não é o tempo dos homens e que Jesus, o Médico divino, jamais falha e se deixa tocar sempre pelos que n'Ele inteiramente confiam.
Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho
Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos

segunda-feira, 12 de março de 2012

SOMOS BONS ?

Não poucas vezes, dizemos que é boa uma pessoa que é somente “bonachona”, isto é, que tem bons sentimentos, nunca briga, cede a tudo, é condescendente conosco até em coisas que nos fazem mal…, mas não nos faz nenhum bem profundo e construtivo.
Bom, de verdade, é somente aquele que nos faz bem. E o bem é, acima de tudo, o valor moral e espiritual de uma pessoa. Portanto, bom mesmo é somente aquele que nos ajuda a ser melhores.
Quando já vivemos um bom pedaço da vida e olhamos para trás, contemplamos um vasto panorama de vicissitudes diversas, de erros e acertos, de perigos que nos ameaçaram, de dúvidas que nos paralisaram, de alegrias e tristezas. Mas, no meio dessas lembranças, todos nós podemos ver brilhar uns pontos de luz que jamais esqueceremos: pessoas que, no momento em que mais precisávamos, nos fizeram bem: “Fulano - dizemos - ajudou-me muito”, “significou muito para mim”; “graças à Sicrana, consegui superar um problema grave (ou uma crise ou um estado de ânimo) que me poderia ter arrasado”…
Mesmo sem darmos por isso e sem dizê-lo explicitamente,estamos falando de pessoas “verdadeiramente boas”.Inconscientemente, possuímos a convicção de que foram bons, para nós, aqueles que nos despertaram para ideais mais nobres, que nos deram a mão para nos levar a encontrar um sentido mais alto da vida, que iluminaram as nossas escuridões interiores fazendo-nos compreender aquilo por que vale a pena viver.
Em suma, foram “bons” os que nos elevaram a um maior nível de dignidade moral e nos ajudaram a ser melhores, mesmo que para isso tivessem precisado, em algum momento, de nos fazer sofrer. Contribuíram para que descobríssemos e abraçássemos o bem, e não se contentaram com o deixar que nos “sentíssemos bem”…
Se, para tanto, foi necessário que nos aplicassem uma enérgica e paciente “cirurgia”, não duvidaram em fazê-la, mesmo sabendo que, de início, não os compreenderíamos. Souberam ter a coragem – pensemos, por exemplo, nos pais e educadores – de dizer-nos serenamente “não” e de manter essa posição em defesa do nosso bem, ainda que nós a interpretássemos como teimosia prepotente e irracional. Passado o tempo, compreendemos e agradecemos o que essa energia amorosa significou para nós.
O pessoa boa recusa-se a tomar como princípio de comportamento o infeliz ditado segundo o qual “aquele que diz as verdades perde as amizades”. Pratica a lealdade sincera quando o nosso bem está em jogo. Certamente, não confunde a sinceridade com a franqueza rude, que se limita a nos lançar no rosto os nossos erros e defeitos em tom áspero e acusatório. Mas arrisca-se de bom grado a ser incompreendida, a ser tachada de pessoa moralista e intrometida, quando percebe que precisa nos falar clara e caridosamente, mas sem ambiguidades, e não hesita em praticar aquela excelente obra de misericórdia que consiste em “corrigir o que erra”, a fim de levar-nos a encontrar a retidão do caminho moral.
Calar-se, deixando o barco correr e afundar-se é, sem dúvida, mais cômodo. Alhear-se, ou até mostrar-se conivente com os erros alheios, atrai benevolências e simpatias. Mas é uma forma covarde de omissão e uma triste colaboração com o mal.
Pessoa boa é, pois, aquela que exerce sobre nós uma influência benfazeja, uma influência que tem como efeito nos elevar, ajudar-nos a alcançar uma maior altura moral.
Por isso, a mulher ou o homem bons têm, principalmente, uma qualidade: o dom de despertar-nos do sono espiritual, da letargia moral, da mediocridade e da acomodação. São pessoas que nos impelem a “olhar para cima” e nos ajudam - sobretudo com o seu exemplo - a ver a bondade como uma meta acessível.
O ambiente que nos cerca leva-nos facilmente a ser medíocres. Os idealistas são poucos, e não raro parecem ingênuos ou tolos se os compararmos com muitos dos que vemos triunfar ou, pelo menos, singrar na vida: os egoístas, os espertos e os aproveitadores. Com efeito, aspirar a pautar a vida pela honestidade, pela fidelidade, pelo mérito, pelo desprendimento ou pela sinceridade - para falar apenas de algumas facetas do ideal moral - pode ser algo de muito belo na teoria, mas dá a impressão de ser muito pouco prático, pouco eficaz na luta pela vida. Na “selva” do mundo, o “bom” parece ser “bobo”.

Daí que, lá no fundo, muitos prefiram ser “como todo o mundo”. E se um idealismo maior lhes bate às portas da alma, afastam-no com desconfiança: não vamos complicar a vida - dizem -, não vamos ser tolos, é mais garantido ficar na “média”, como todos fazem; os Ícaros que pretendem voar muito alto com asas de cera acabam despencando no chão.
Até que, numa hora qualquer da vida, deparamos com uma mulher boa, com um homem bom. O primeiro choque que experimentamos ao tomar contato com essa pessoa é o desconcerto. Começamos a vislumbrar nela algo de inexplicável - pois foge aos padrões habituais – e, ao mesmo tempo, algo de estranhamente atraente.
Percebemos que é alguém que pensa de maneira diferente, vive de maneira diferente. Acredita em valores mais elevados, abraça-os com serena convicção e não vacila em pautar por eles a sua vida. Prescinde tranquilamente do que a maioria considera imprescindível para ser feliz: o egoísmo interesseiro, o comodismo, o culto do prazer e do bem-estar, o jogo de pequenos e grandes enganos para obter vantagens… Abraça com firmeza a honestidade, a dedicação desinteressada, o sacrifício, o amor serviçal, a renúncia voluntária, para fazer felizes os outros… Parece estar a um milímetro da utopia, da loucura ou da estupidez. E, no entanto, deixa-nos a impressão indestrutível de ser infinitamente mais alegre, mais realizado e vitalmente mais rico do que a massa anódina sobre a qual, mesmo sem o pretender, ele - ou ela - se eleva. Neles há como que um reflexo de Deus.
É por isso que o homem bom nos obriga a olhar “para cima” e também “por cima” dos nossos esquemas mentais e das nossas opções rotineiras. É como que uma bandeira que incita a entrar por caminhos novos, caminhos que lá no fundo da alma nós desejaríamos trilhar para curar o coração cansado de sábias espertezas e de prudentes mediocridades. E, com o seu exemplo, vem dizer-nos que esses caminhos são possíveis, ao passo que nos mostra o roteiro a seguir.
E é assim que a limpa autenticidade do homem bom faz-nos descobrir o norte, o verdadeiro norte da vida, e para ele nos atrai. Dele irradia, sem palavras, um apelo que nos sugere: vale a pena viver assim e é possível viver assim; se, com o auxílio de Deus, nós o conseguíssemos - livrando-nos de ser engolidos pelo que “todo o mundo faz” -, alcançaríamos a plenitude da paz e da felicidade que sempre almejamos e nunca, até agora, conseguimos conquistar.
Padre Francisco Faus

VERDADE X MENTIRA

“Quando vier o Paráclito, Espírito da Verdade, Ele vos conduzirá à plena verdade” (Jo 16,13).
Somente a Verdade tem a força para libertar e transformar a nossa vida, e todos nós temos o anseio de experimentar plenamente a liberdade. O caminho seguro é querer ser conduzido pelo Espírito da Verdade, que vem de Deus e nos faz enxergar o que é certo e o que é errado e encoraja-nos a sermos homens e mulheres da verdade.
Muitas vezes, dizemos meias verdades e as acolhemos como se fossem verdade. No entanto, toda meia verdade é meia mentira e nos escraviza. Jesus veio trazer a plena Verdade, a plena liberdade.
Abramos hoje o nosso coração e acolhamos Cristo como o único Senhor da nossa vida.
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia Santiago

SALVOS NO DIA DO JULGAMENTO

Aqueles que ressuscitarem com Cristo na primeira ressurreição não terão o que temer. Os que morreram em Cristo ressuscitarão. Os que estiverem vivos na vinda do Senhor e estiverem vivendo em Cristo – em estado de graça e não no pecado – serão transformados, como nos explica São Paulo:
“Eis o que dizemos, segundo uma palavra do Senhor: nós, os vivos, que houvermos ficado até a vinda do Senhor, não precederemos de modo nenhum os que morreram. Porque o Senhor em pessoa, ao sinal dado, à voz do arcanjo e ao toque da trombeta de Deus, descerá do céu: então os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; em seguida nós, os vivos que tiverem ficado, seremos arrebatados com eles sobre as nuvens, ao encontro do Senhor, nos área, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1Ts 4,15-17).
O maior espetáculo da terra! O Senhor virá com glória e poder. Os mortos ressuscitarão e terão seus corpos ressuscitados como o de Jesus. Como o corpo de Maria. Em seguida, os que estiverem vivos serão arrebatados ao encontro do Senhor nos ares. Não passarão pela morte. Num abrir e fechar de olhos terão seus corpos transformados.
Por isso, nós, combatentes, teremos de nos preparar e ajudar os nossos para que se prepararem também. Mas não adianta você ficar preocupado com os outros, se você não se preparar. Mais do que nunca precisamos buscar a santidade, para que, vivendo em santidade, possamos ser fermento de salvação para os nossos irmãos.
Para que os nossos sejam influenciados, precisamos estar num caminho decidido de santidade, não podemos estar no “mais ou menos”. Agindo assim, você nada conseguirá, pelo contrário, colocará em risco a própria salvação. Em vez de levá-los à salvação, você acabará afastando-os.
Mesmo nos arrastando, na nossa fraqueza, precisamos caminhar pelo caminho da santidade. Nessa luta pela santidade, Jesus põe-se ao nosso lado para ser, em nosso favor, o Orante, o Intercessor, o Mediador, aquele que guerreia por nós, o Valente, o Vitorioso por excelência.
Jesus já ressuscitou e foi levado ao céu, mas não parou de “trabalhar”. Ele já fez tudo que podia e devia fazer para a nossa salvação, mas não quis apenas ser o nosso intercessor no céu. Cristo quis ficar conosco, na Eucaristia, para que, ao comermos Seu Corpo e bebermos o Seu Sangue, Ele seja um conosco. Como Ele mesmo diz na Palavra:
"Em verdade, em verdade, eu vos digo, se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue tem vida eterna, e eu ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeira comida e meu sangue verdadeira bebida. Aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele" (Jo 6,53-56).
Nosso Senhor Jesus Cristo está presente na Eucaristia para permanecer conosco e para nos ressuscitar no último dia. Ele quer que já tenhamos a nossa salvação garantida. Ele quer nos ressuscitar na primeira ressurreição. Não sabemos precisamente quando ela acontecerá, mas todos os sinais mostram que está cada vez mais próxima.
(Trecho extraído do livro "Combatentes na Esperança" de monsenhor Jonas Abib

O QUE É MATURIDADE AFETIVA ?

 A maturidade é uma coisa inteira, para ela ser autêntica, a pessoa precisa amadurecer por inteiro. Quando a gente fala em maturidade afetiva, maturidade espiritual, maturidade humana, maturidade relacional, maturidade cultural, social, entre outras, é por uma questão didática, porque, na verdade, a pessoa amadurece em todas as suas áreas. Alguém é maduro quando essas áreas começam a funcionar e a interagir de forma a levar para o bem de Deus e para o bem do outro.
Quais os passos para alcançar essa maturidade?Você quer quantos passos? Vamos dizer seis. Está bom? Primeiro passo: oração profunda. Como diz seu fundador [monsenhor Jonas Abib]: intimidade profunda com Deus. Segundo passo: intimidade profunda com Deus. Terceiro passo: intimidade profunda com Deus. Quarto passo: intimidade profunda com Deus. Quinto passo [você mesmo diz!]: intimidade profunda com Deus. E o sexto passo nós dizemos juntos: intimidade profunda com Deus, porque é daí que vem a verdadeira estatura de Cristo.
Ser maduro é ser um homem [e uma mulher] na estatura de Cristo, como está escrito em Efésios 4. E isso só pode vir de Deus; ultrapassa a nossa capacidade humana, porque ainda que, humanamente, conseguíssemos ser maduros, se nós não formos também maduros na parte espiritual, nós não seremos autenticamente maduros e não estaremos na estatura de Cristo.

O que impede uma pessoa de caminhar para a maturidade afetiva?

 Tantas coisas, não é? Eu acho que a ignorância, no sentido de ignorar a vontade de Deus. Ignorar que a vontade d'Ele é que nós sejamos santos é um empecilho muito grande! Outro empecilho bastante desafiador é a vida passada da pessoa, a falta de reconciliação com o passado. Isso impede, muitas vezes, a maturidade. Outra coisa é a falta de quem acompanhe e ajude a pessoa a ser madura. E eu dou graças a Deus, porque quem está "no carisma" - como nós - tem mais facilidade de ter uma caminhada.
E para quem é batizado e está na Igreja - como nós também como batizados - temos na própria Igreja todos os instrumentos necessários para ser maduros, pois ser maduro é ser santo. Então temos os sacramentos, a Palavra de Deus, o serviço ao irmão e a oração. Tudo isso, realmente, nos ajuda a tirarmos estes empecilhos.

Em que a maturidade dos afetos favorece, concretamente, a santidade de vida de uma pessoa?

Ser santo é amar a Deus acima de todas as coisas. Viver n'Ele. Viver para Ele. Viver d'Ele e ser inteiramente d'Ele. Aí está no que, concretamente, a maturidade influencia a santidade

Emmir Nogueira