quinta-feira, 22 de março de 2012

A QUESTÃO ESPIRITUAL DA FIDELIDADE NO CASAMENTO


Os homens estão sendo atacados violentamente no campo da sexualidade. A violência hoje é tão grande que só conseguimos nos libertar pelo poder do Espírito Santo de Deus!
O inimigo de Deus "pegou de mira" os casamentos. O maligno faz de tudo para separar os casais. Ele usa desde o desentendimento até o adultério com o objetivo único de separá-los. É uma questão de intercessão! Não é para a mulher traída ficar doída, decepcionada com seu casamento, com seu marido. É para interceder por ele! Lembre-se: "É carne de minha carne, osso dos meus ossos". Calma, você não pode perder aquilo que é carne da sua carne! Repito: é uma questão de intercessão! Não podemos mais brincar em serviço, de modo especial, no campo da sexualidade, em questão de fidelidade no casamento.
Na Canção Nova temos, graças a Deus, homens e mulheres solteiros e casados, padres, leigos e seminaristas, e todos nós somos chamados a viver a castidade dentro do próprio estado de vida. Este é o desafio que Deus põe para nós: homens e mulheres vivendo juntos, trabalhando lado a lado, em sadia convivência.
O Senhor hoje suscita homens e mulheres para viverem a castidade dentro do casamento. Para viverem com santidade sua sexualidade e serem fiéis no matrimônio porque são fiéis a Deus. Essa é uma questão espiritual e só é possível viver assim pelo poder do Espírito Santo. Para nos mantermos firmes é preciso muita oração, porque é uma contínua batalha espiritual.
O intercessor não pode ser uma pessoa cheia de temores. Existem aqueles que morrem de medo do inimigo, de uma contaminação, daquilo que vai acontecer. A Palavra de Deus nos diz:
"Todos os meus temores se realizam, e aquilo que me dá medo vem atingir-me" (Jó 3,25).
É como a semente que plantamos. Se a semente que você plantou for boa, nascerá uma planta boa; se for uma semente ruim, nascerá um planta ruim. Por isso, o Senhor nos diz nessa passagem bíblica: "Todos os meus temores se realizam [...]". O Altíssimo mesmo está nos alertando. Nossos temores são como sementes: se cultivados, acabam se realizando. Reze com toda confiança:
"Eu, intercessor, não posso ser uma pessoa cheia de temores, não posso cultivar nem aninhar temores no coração, como a terra não pode aninhar uma semente má; não posso aninhar no meu coração temor algum, porque a semente que se aninha brota, cresce e dá fruto; porque os temores que se aninham em mim se realizam".

(Trecho extraído do livro "Orando com poder" de monsenhor Jonas Abib)

A CORAGEM IMPRIME EM NÓS UM NOVO RITMO DE VIDA

Hoje não pode ser apenas mais um dia em nossa vida. O Senhor nos exorta a não termos medo, pois Ele está conosco sempre e em todas as ocasiões.
Tudo depende de abrirmos o coração e deixá-Lo transformar as realidades da nossa vida e à nossa volta e iluminar as nossas trevas, pois sozinhos não somos capazes de mudá-las. O medo não pode conduzir as rédeas da nossa vida. Deixemos a voz do Senhor ressoar em nossos ouvidos:
“Não tenhais medo!”(Mateus 14, 27c).
Essa ordem do Senhor, quando obedecida, imprime em nós uma grande firmeza diante das adversidades surgidas ao longo do dia e determina um novo ritmo de vida para nós.
Senhor, conceda-nos um espírito de destemor que nos leve a avançar na fé, na perseverança e na confiança em Seus ensinamentos.
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia Santiago

quarta-feira, 21 de março de 2012

CONSAGRAÇÃO AO PRECIOSÍSSIMO SANGUE DE JESUS

Senhor Jesus Cristo, em vosso nome, e com o poder de vosso Sangue Precioso, selamos cada pessoa, fato ou acontecimento através dos quais o inimigo nos queira prejudicar.
Com o poder do Sangue de Jesus, selamos toda potência destruidora no ar, na terra, na água, no fogo, abaixo da terra, nos abismos do inferno e no mundo no qual hoje nos moveremos.
Com o poder do Sangue de Jesus, rompemos toda interferência e ação do Maligno. Pedimo-vos, Senhor, que envieis aos nossos lares e locais de trabalho a Santíssima Virgem Maria acompanhada de São Miguel, São Gabriel, São Rafael e toda sua corte de Santos Anjos.
Com o poder do Sangue de Jesus, lacramos nossa casa, todos os que a habitam (nomear a cada um), as pessoas que o Senhor a ela enviará, assim como todos os alimentos e os bens que generosamente nos concede para nosso sustento.
Como o poder do Sangue de Jesus, lacramos terra, portas, janelas, objetos, paredes e pisos, o ar que respiramos e na fé colocamos um círculo de seu Sangue ao redor de toda nossa família.
Com o poder do Sangue de Jesus, lacramos os lugares onde vamos estar neste dia e as pessoas, empresas e instituições com quem vamos tratar.
Com o poder do Sangue de Jesus, lacramos nosso trabalho material e espiritual, os negócios de nossa família, os veículos, as estradas, os ares, as ruas e qualquer meio de transporte que haveremos de utilizar.
Com vosso Preciosíssimo Sangue, lacramos os atos, as mentes e os corações de nossa Pátria afim de que vossa paz e vosso Coração ao fim nela reinem.
Nós vos agradecemos, Senhor, pr vosso Preciosíssimo Sangue, pelo qual nós fomos salvos e preservados de todo mal. Amém.

O PENSAMENTO SOBRE O REINO DOS CÉUS

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Jesus nos convida para modificar nossos critério

À reflexão de seus seguidores Jesus propôs um dos temas mais difíceis sobre qual seja o Reino dos céus. Pedagogo Divino, Cristo expôs inúmeras parábolas para falar sobre os mistérios deste Reino (cf. Mt 13, 1-52). Não é, realmente, fácil reportar às verdades invisíveis. O grande perigo é projetar falsas ideias no Reino, que já é agora uma realidade, mas que ainda está para se consumar para cada um. Há sempre toda uma carga de nosso imaginário consciente ou inconsciente. Cumpre evitar pintar o Reino a vir com as cores de um paraíso à moda das grandes mitologias pagãs, com suas descrições encantadoras, mas irreais.
Para deixar claro em que consiste o Reino, o Mestre Divino recorreu às parábolas, ou seja, a narrações alegóricas nas quais o conjunto de elementos evoca, por comparação, outras realidades de ordem superior.
É impossível fechar numa descrição unívoca o que é o Reino dos céus. Ele escapa a toda determinação precisa. Ele, porém, está intimamente ligado à Pessoa mesma que o anuncia: Jesus de Nazaré. É tesouro oculto, pérola rara, comparação que mostra sua preciosidade. Quem o valoriza deixa qualquer outro bem para ter a posse dele.
Neste Reino, representado por uma rede, entram bons e maus, mas um dia se dará a separação definitiva no fim dos tempos, quando os infiéis receberão justo castigo. Para isso cumpre fugir da utopia política e não se deixar levar pelo fervor dos falsos profetas e seus arroubos messiânicos. Promessas dos que fabricam usinas de ilusão. É preciso ficar atento às mensagens da mídia que não passam de sistema de ideias dogmaticamente organizado como um instrumento de enganação política.
Somente Jesus tem promessas de vida eterna no Reino dos céus. O céu e a terra passarão, mas felizes os que compreendem a salvação que Deus oferece em seu Filho Jesus Cristo. Entretanto, como o Reino dos céus é algo a ser conquistado, apenas os que cooperarem para o progresso e o desenvolvimento da cidade terrena, competentes nas tarefas específicas confiadas a cada um é que poderão, um dia, possuir em plenitude este Reino lá na eternidade.
Trata-se do cumprimento do dever em casa, no trabalho, no apostolado. É preciso, de fato, ir além da estrutura social para sempre contemplar as pessoas que vivem os acontecimentos históricos como co-herdeiros do céu.
O pensamento do Reino dos céus não pode ser alienante, mas deve levar a ações concretas a bem do próximo. Mostra que as instituições e a sociedade no seu conjunto devem estar a serviço, sobretudo, dos marginalizados, dos mais pobres e deserdados da fortuna. Ao falar do Reino dos céus, Jesus nos convida precisamente a modificar nossa maneira e nossos critérios humanos.
É participando da história do mundo visível que cada um trabalha para que ninguém perca o rumo do Paraíso. São os mesmos atos, as mesmas decisões, os mesmos engajamentos que tomam sentido e valor numa e noutra realidade. Corre-se, de fato, o risco de se ater a valores diferentes segundo os critérios do mundo e os do Reino.
Tão somente alguém entrará no Reino se puder dizer ao deixar esta terra: "O mundo ficou melhor porque eu por ele passei". É, portanto, participando de acordo com a vocação específica de cada um e sua responsabilidade social que se entrará na posse definitiva do Reino oferecido por Cristo. Trata-se de cultivar os talentos que o Ser Supremo conferiu a cada ser pensante, velando pelos irmãos no meio dos quais Deus nos chama a servi-Lo. Deste modo se aguarda o retorno de Jesus na hora da morte e no fim dos tempos.
Esta expectativa é que permite a cada um se situar de maneira justa nos engajamentos concretos que é preciso assumir na sociedade em que vive. É esta abertura contínua para o outro que nos guarda de toda idolatria funesta e de todo descorajamento. Estas foram as primeiras palavras de João Paulo II ao assumir a Cátedra de Pedro: "Não tenhais medo. Abri todas as portas da sociedade a Cristo". Essa é a tarefa sublime do cristão que deve trabalhar no desenvolvimento integral das pessoas, levando a mensagem do Reino dos céus. É pedir então a Jesus que dê a cada um de Seus seguidores olhos para ver as necessidades do próximo e ouvidos para entender os apelos do Espírito Santo. Então, sim, o seguidor do Mestre Divino será semelhante a um proprietário que tira de seu tesouro coisas novas e velhas. Para isso é necessário pedir sempre ao Senhor: “Venha a nós o vosso Reino” e trabalhar corajosamente para que todos deles participem para glória de Deus e bem das almas.
Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho

terça-feira, 20 de março de 2012

PROIBIÇÕES E CASTIDADE

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Como ficam os estímulos da Bíblia a uma vida casta
Para expressar uma porção de conceitos, o mais das vezes pouco claros, a psicologia tomou emprestado um vocábulo polinésio. Trata-se da palavra "tabu". Esta imediatamente nos leva a uma ideia potencialmente negativa. Seriam proibições (quase sempre idiotas para o homem moderno) a respeito de assuntos dos quais nem se deve falar. Mexer nessa área seria expor-se a perigos sobrenaturais. Derivam do respeito que se deve ter para com objetos sagrados. Seriam interdições mágicas, que não devem ser discutidas por serem santas. Tal ideia se avizinha de uma neurose. Mais de uma vez na vida já escutei gente sentenciando que a maioria das proibições religiosas, de ordem sexual, seriam meros tabus, portanto, leis irracionais. Neste caso, como ficam os estímulos da Bíblia a uma vida casta? “Ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, honroso e puro” (Fil  4, 8)?
Quando em assuntos sexuais se procura mostrar a beleza da sexualidade, como uma forte energia motivadora, um bem desejado por Deus dentro da vida matrimonial, não se pode mais falar em tabu. Este existe onde não há motivação, onde tudo é misterioso e sem razão de ser. O  verdadeiro discípulo de Cristo sabe por que deve se abster de desregramentos sexuais. Isso é uma espécie de disciplina, visando bens maiores. O que buscamos é relativizar o legítimo prazer sexual, por sabermos que existem bens maiores, como o amor a Deus e ao próximo. "Só os puros verão a Deus" (Mt 5, 8).
Certa ocasião, numa roda de conversa, falei a meus interlocutores que eu admirava muito o gesto heroico da mártir catarinense Beata Albertina Berkenbrock. Ela preferiu derramar seu sangue a satisfazer os instintos sexuais de um homem brutal. Ela preferiu morrer por causa de suas convicções religiosas. E também para defender a honra da mulher. Então um distinto senhor sentenciou: “Essa moça não serve de modelo para a juventude de hoje”. Trata-se de alguém que capitulou diante do mundo moderno. Ele acha que a mulher, em vez de dar a sua vida por convicções de fé, deveria se entregar pacificamente. Essa bem-aventurada – que do céu ela me ouça- seguramente não agiu por força de tabu, mas por convicções de fé.
Dom Aloísio R Oppermann scj - Arcebispo de Uberaba