segunda-feira, 23 de abril de 2012

A QUEM CEDEMOS O TRONO DO NOSSO CORAÇÃO ?



Você precisa agir como o jardineiro, que sempre vai ao canteiro arrancar o mato. Por mais bonito que seja o jardim, sempre há algum mato. Um canteiro bem afofado, preparado, regado, é terreno fértil para o bom crescimento da tiririca. Portanto, é preciso estar sempre atento. Há um provérbio chinês muito sábio que diz assim: “Não é a erva daninha que mata a planta, é a preguiça do agricultor”.

Porém, não adianta arrancar superficialmente a tiririca.Você tem de atingir o bulbo, a batata que gera toda a tiririca. É preciso que façamos isso em nossa vida. Continuamente, temos de decretar guerra ao pecado, ao usurpador do trono do nosso coração. Seja você quem for – homem ou mulher, jovem ou adulto –, não deve ceder à droga nenhuma, porque ela escraviza. Jogue fora o cigarro hoje mesmo, imediatamente!

Se for preciso, busque ajuda. Queira acabar com a droga que entrou em sua vida, porque ou você acaba com ela ou ela acaba com você. Você não pode continuar se embebedando, mesmo apenas nos fins de semana. A quem cedemos o trono do nosso coração? Ou é ao rei Jesus ou ao príncipe deste mundo. Não dá para brincar!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

O LUGAR DO CRISTÃO

Não existem portas fechadas que não possam ser superadas

O Cristianismo se espalhou a partir de um grupo de discípulos escolhidos por Jesus, cuja missão desafiadora era desproporcional às suas capacidades humanas. O ambiente judaico da época e o poder romano, que dominava o quadro cultural em que se encontravam, não lhes eram propícios para divulgarem a Boa Nova do Evangelho. No entanto, pessoas limitadas se puseram a falar de Jesus Cristo e a proclamar que Ele está vivo. A perseguição desencadeada nos anos que se sucederam provocou a chamada “diáspora”, dispersão que se revelou providencial, pois fez com que o Evangelho chegasse a rincões mais distantes. Até hoje, cada situação adversa é oportunidade – Kairós – aproveitado por Deus, para novas oportunidades para testemunhar o nome de Cristo. O resultado aí está, com a presença da Igreja em toda parte, malgrado todas as dificuldades encontradas no correr dos séculos.

Já nos primeiros séculos, escritores cristãos deixaram o testemunho do caminho seguido para o crescimento da Igreja: “Depois de receberem a força do Espírito Santo com o dom de falar e de realizar milagres, os apóstolos começaram a dar testemunho da fé em Jesus Cristo na Judéia, onde fundaram Igrejas; partiram em seguida por todo o mundo, proclamando a mesma doutrina e a mesma fé entre os povos. Em cada cidade por onde passaram fundaram Igrejas, nas quais outras Igrejas que se fundaram e continuam a ser fundadas foram buscar mudas de fé e sementes de doutrina. Por esta razão, são também consideradas apostólicas, porque descendem das Igrejas dos apóstolos.
Apesar de serem tão numerosas e tão importantes, estas Igrejas não formam senão uma só Igreja: a primeira, que foi fundada pelos apóstolos e que é origem de todas as outras. Assim, todas elas são primeiras e apostólicas, porque todas formam uma só. A comunhão na paz, a mesma linguagem da fraternidade e os laços de hospitalidade manifestam a sua unidade. Estes direitos só têm uma razão de ser: a unidade da mesma tradição sacramental” (Do Tratado sobre a prescrição dos hereges, de Tertuliano, presbítero, capítulo 20 – Século III). A “certidão de nascimento” de uma comunidade cristã é dada pelo laço da sucessão apostólica, que a liga aos primórdios da fé cristã.
Nosso tempo é de pluralismo, por isso exige testemunho mais qualificado dos cristãos. A Igreja pede, em sua oração, que no tempo da renovação da festa pascal, quando o Senhor reacende a fé em Seu povo, estes compreendam melhor o batismo que os lavou, o Espírito que lhes deu nova vida e o Sangue que os redimiu (Cf. Oração do dia do Segundo Domingo da Páscoa). É que não lhes é lícito esmorecer diante de qualquer situação. Antes, cabe-lhes exercitar a criatividade suscitada pelo Espírito Santo a fim de fermentarem de novo e sempre os ambientes em que se encontram.

Após a Ressurreição, o Senhor Jesus Cristo apareceu aos Apóstolos (cf. Jo 20,19-31), estando “as portas fechadas”. Comunicou-lhes Sua paz, confirmou-lhes a fé, fazendo-os superar o medo das chagas – agora gloriosas! – entregou-lhes a missão de serem portadores da misericórdia infinita com que quer restaurar a vida dos homens e mulheres de todos os tempos com o sacramento do perdão. Enfim, deu-lhes “instrumentos de trabalho”. Dali para frente, as mudas da fé foram plantadas em toda parte e não existem portas fechadas que não possam ser superadas. Não é necessário nem conveniente ou permitido usar as armas da violência, do engodo ou da mentira. Basta anunciar Jesus Cristo, pois só Ele pode converter os corações.
Formaram-se as primeiras comunidades cristãs (Cf. At 2, 42-47; At 4, 32-35; At 5,12-16), como relatam os Atos dos Apóstolos. Perseverança na escuta da Palavra de Deus, na Oração, na Eucaristia e na Partilha dos bens. E em toda a sua história, a Igreja constatou que os bens, quando partilhados, se multiplicam. É a lógica de Deus, diferente do que o senso comum possa oferecer! Todas as gerações de cristãos se descobriram chamadas à fraternidade, lenir as chagas e suscitar obras com as quais os mais frágeis da sociedade são por eles acolhidos e promovidos. Venha à luz, de forma especial, o que os cristãos fazem, ao lado de outras forças da sociedade, para defender a vida do nascituro, ou a Pastoral da Criança, as grandes obras de acolhimento às pessoas com necessidades especiais ou as instituições que cuidam da saúde dos mais pobres.

E em tempos como o nosso, em que o valor da vida é vilipendiado e a verdade relativizada, continua verdadeira a afirmação do Apóstolo São João: “A vitória que vence o mundo é a nossa fé” (I Jo 5,4). Vitória para o cristão não é a destruição do adversário! É que, amado, este se transforma! Os valores pelos quais lutam os cristãos são o que existe de melhor para a humanidade! Não a destroem ou impedem a felicidade. Eles são chamados a ser diferentes, mas para melhor, no rumo de realização plena para todos, sem exceção.
Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém - PA

domingo, 22 de abril de 2012

QUANDO DEVEMOS FALAR COM DEUS ?

Deus fala conosco em qualquer lugar em que estejamos e nós também podemos falar com Ele de qualquer lugar. Sempre e em todo momento a hora é oportuna para elevarmos o nosso coração ao Senhor: na alegria, na tristeza, nas vitórias, nas quedas, na abundância, na penúria, na saúde, na doença…
O Senhor é o “Deus Conosco” sempre e com Ele sempre podemos contar. Muitas vezes, as pessoas por quem temos uma enorme consideração nos deixam na mão nos momentos em que mais precisamos delas, mas com o Todo-poderoso é diferente.
“Pode uma mulher esquecer-se daquele que amamenta? Não ter ternura pelo fruto de suas entranhas? E mesmo que ela o esquecesse, eu não te esqueceria nunca. Eis que estás gravada na palama da minha mão” (Is 49, 15-16a).
Mantenhamos hoje, ao longo de todo este dia, o nosso coração unido a Deus Pai e recorramos a Ele em todos os momentos.
Luzia Santiago
Jesus, eu confio em Vós!




TIRE OS OLHOS DOS PROBLEMAS

Perseverai na oração, mantendo-vos, por ela, vigilantes na ação de graças” (Col 4,2).
Muitas vezes, precisamos derramar lágrimas, mas, independentemente disso, não desperdicemos nenhuma dor; que todas elas se derramem no Coração Divino de Nosso Senhor. Exulte de gratidão e louvor, pois o Senhor conforta a sua vida e guia seu caminho. Em meio às tribulações, às grandes lutas que travamos, até mesmo no silêncio de nossa alma, Ele sempre manifesta Sua ternura e cuidado.
Quando, em nossa fraqueza, pensamos que o Senhor nos abandonou e se esqueceu de nós, é o momento de levantar a cabeça e confiar em Sua Palavra, pois Ele proverá todas as coisas para o nosso bem.
Não podemos firmar os olhos nas dificuldades e nos inúmeros problemas como se estivéssemos perdidos, sem ninguém para nos ajudar e amparar. Precisamos ficar atentos aos pequenos gestos de amor que o bom Deus realiza em nossa vida diariamente e aclamá-Lo com ação de graças.
Problemas sempre existirão, como o próprio Cristo afirmou, mas, se estivermos com os olhos no Senhor, veremos Seu socorro e amparo, independentemente da situação e dos resultados.
Deus jamais nos abandonará!
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia Santiago

JESUS CRISTO, O DEUS QUE SALVA



Em geral, o nome de "Jesus" vem acompanhado: Jesus Cristo. A palavra "Cristo", em hebraico, significa "Messias" – o Prometido, o Enviado pelo Pai, o Esperado pelo povo judeu durante anos. Jesus é o Messias: em grego é "Cristo"; em latim, é "Ungido". Sua missão é:

"O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu. Enviou-me para levar a Boa Nova aos pobres, para curar os de coração aflito, anunciar aos cativos a libertação, aos prisioneiros o alvará de soltura" (Is 61,1).

Ao pronunciar o nome "Jesus Cristo", afirma-se que Ele é o "Deus que salva", o Messias enviado pelo Pai, o Cristo que realiza a salvação no poder do Espírito.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

FAÇA UMA OPÇÃO CONSCIENTE PELO REINO DE DEUS



Só existem dois reinos. É urgente que cada um faça sua opção consciente, coerente e se determine por um reino ou por outro. Cada vez mais o Senhor está dividindo as águas e separando o joio do trigo. Não podemos brincar. Os dois reinos, o de Deus e o dos infernos, estão em luta e o Senhor quer que façamos a nossa opção. Só podemos estar em um dos dois.

No Evangelho de São Mateus, encontramos toda a revelação que o Senhor quer tornar clara para nós: “Naqueles dias, apresentou-se João Batista, no deserto da Judeia, proclamando: 'Convertei-vos, pois o Reino dos Céus está próximo'” (Mt 3,1-2).

A expressão “está próximo”, nessa passagem, tem um profundo significado: “está próximo de nós”, “próximo da terra”. Chegou a esta terra. Está aí! “Convertei-vos!” Veja, sempre pensamos numa conversão apenas moral, mas é muito mais que isso! É como se tivéssemos dois territórios: o de Deus e o do demônio. Se você não está com Deus, saia desse território, desse reino onde está! Converta-se!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova