quarta-feira, 25 de abril de 2012

UMA SUPERSTIÇÃO MODERNA

A mídia nem sempre diz a verdade

Já é um lugar comum dizer que o homem moderno tem a mais entranhada desconfiança com relação às verdades escritas no Evangelho e aceita, com a mais passiva credulidade, o que vem publicado no jornal. Entretanto, ainda que tenha virado lugar comum tal julgamento, não deixa de ser salutar uma tentativa de aprofundá-lo, pois, muitas vezes, a verdade contida nos lugares comuns nos passa despercebida.
Se hoje tudo o que vem da Igreja é encarado, por pessoas supostamente cultas, com uma injustificada e preconceituosa suspeita, para o comum dos humanos as matérias dos jornais parecem caídas do céu. E com a maior "beatice" há quem tome pelos fatos mesmos aquilo que não passa de uma versão jornalística, construída sabe-se lá de que maneira e para atender a sabe-se lá quais interesses. Ainda que, no geral e na teoria, haja quem reclame da mídia, no particular e na prática é raríssimo encontrar quem veja as matérias jornalísticas com o indispensável olhar crítico. A "fetichização" do jornal é o resultado correspondente da alienação do leitor.
Esquece-se, ou melhor, oculta-se que o jornal é feito por homens, com seus defeitos, vícios e interesses; que o jornal é o produto de uma indústria que precisa dar lucro e está sujeita às mesmas contingências que outra empresa qualquer. Aliás, pouco se comenta sobre as dificuldades econômicas das empresas jornalísticas e como isso torna vulnerável a sua imparcialidade e capacidade de informação, sujeitando-as a pressões políticas e financeiras, dentro e fora do país.
É interessante notar que as matérias jornalísticas, salvo no que toca aos editoriais e artigos de opinião, são apresentadas num tom de absoluta neutralidade e impessoalidade, como se fossem os fatos a falar por si. Porém, tal linguagem, aparentemente neutra e impessoal, mascara sutil e insidiosamente a manipulação dos fatos na construção da versão. A ostensiva neutralidade da linguagem jornalística oculta que os fatos que viram notícia estão sujeitos a uma seleção prévia dos aspectos que devem ser publicados, a qual pode deformá-los seriamente. Além disso, a apresentação dos aspectos previamente selecionados dos fatos também pode carregar, embutida, uma interpretação feita a partir de pontos de vista que podem não ser os nossos e que servem a determinados interesses.
Caso exemplar é o da cobertura jornalística que a imprensa concede, no Brasil, à questão do aborto e de outras ligadas à defesa da vida humana, como a do emprego de células-tronco embrionárias. Apesar de ser a legalização do aborto repudiada por mais de dois terços da população brasileira, o viés abortista das matérias publicadas pela mídia secular é facilmente constatável por qualquer um que leia os jornais fazendo uso de suas prerrogativas de animal racional.
A posição pró-cultura da vida é relegada a poucos artigos de opinião, menos para causar verdadeiro impacto e mais para legitimar a aparente “imparcialidade” do órgão de imprensa, que supostamente permitiria a expressão do “outro lado” – enquanto o aborto é veiculado subliminarmente e sem contestação nas matérias aparentemente neutras do noticiário. Manifestações pró-cultura da vida, por exemplo, muitas vezes não são nem sequer noticiadas e, quando o são, procura-se minimizar a sua repercussão.
A questão mais específica do aborto em caso de anencefalia foi uma vergonha: aproveitando-se da natural dificuldade de uma questão que envolve complicados conhecimentos científicos, a mídia manipulou a massa a ponto de fazer crer que os bebês anencéfalos estariam em “morte cerebral” – quando, na verdade, apesar de privados de parte do cérebro, eles possuem tronco encefálico funcionando.
Tudo isso avulta a grande importância e responsabilidade dos órgãos de comunicação social católicos, como a Canção Nova. Neste sentido, não podemos deixar de citar um trecho da emblemática e pioneira Pastoral Coletiva dos Bispos do Brasil, de 19 de março de 1890: «Há, porém, uma forma de que quiséramos ver-vos revestir hoje mais particularmente o vosso amor para com a Igreja: quiséramos ver-vos todos empenhados na difusão da imprensa católica como um meio de atalhar quanto possível os estragos da imprensa ímpia».

POR QUE AS ÁRVORES AGUENTAM AS VENTANIAS ?



Jesus nos arrancou do poder das trevas. Se você já passou por uma primeira conversão, não volte atrás. Não faça como o cão que "volta para seu vômito" (cf. II Pd 2,22). Cristo nos arrancou do poder das trevas e nos transferiu para o Reino do Seu Filho amado!

O inimigo de Deus está sempre à espreita, aguardando a oportunidade em que poderá ocupar espaço em seu coração. Você não pode ceder, não pode permitir sequer uma brechinha.

Se o Senhor veio e limpou nossa casa, o maligno está ali, astuto, com sete piores, maquinando como encontrar uma brecha para entrar. Se não é possível entrar pela sensualidade, tenta pelo orgulho. Se não consegue pelo orgulho, tenta pela ambição. Se não pela ambição, pelo ressentimento. Ele está sempre em busca de uma brecha!

Estamos sendo radicais? Sim, estamos, mas é preciso sê-lo. Por que as árvores aguentam as ventanias? Porque têm raízes: são radicais. Não confunda radical com radicalismo. Não somos radicalistas! Somos radicais! Temos de ter raízes e nossas raízes estão no Senhor.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

terça-feira, 24 de abril de 2012

MARIA , EXEMPLO DE FIDELIDADE E OBEDIENCIA A DEUS


O beato João Paulo II, no ano de 1997, reflete sobre a figura da Virgem Santíssima em três catequeses: “Maria, singular cooperadora da Redenção”, “Mulher, eis aí o teu Filho” e “Eis aí a tua Mãe!”.

A Virgem Maria, que é a primeira redimida por Cristo na sua Imaculada Conceição, torna-se capaz de uma singular contribuição na obra da salvação. 


As catequeses: “Mulher, eis aí o teu Filho” e “Eis aí a tua Mãe!” são iniciadas com os versículos nos quais Jesus se dirige a Maria e ao discípulo amado: “Ao ver Sua Mãe e junto dela o discípulo que Ele amava, Jesus disse à Sua Mãe: 'Mulher, eis aí o teu Filho'. Depois disse ao discípulo: 'Eis aí tua Mãe” (Jo 19, 26-27). Essas palavras revelam profundos sentimentos de Cristo e são de grande riqueza de significados para a fé e a espiritualidade cristãs.


Segundo o saudoso Santo Padre, a intenção primeira de Jesus não era de confiar sua Mãe a João, mas de entregar o discípulo a Maria, atribuindo a ela uma nova missão. O fato de o Senhor chamar Maria de “Mulher”, termo usado por Ele também nas “Bodas de Caná” (cf. Jo 2, 1-11), é para destacar uma nova dimensão do seu ser Mãe, colocando-a num plano mais elevado. Em Maria, a figura da mulher é reabilitada e a maternidade assume a tarefa de difundir entre os homens a vida nova em Cristo.

Além do assentimento de Nossa Senhora ao sacrifício do Filho, no Calvário se revela o desígnio divino de estender à humanidade inteira a maternidade da Mãe de Jesus. Dessa forma, a Virgem Santíssima é constituída Mãe de todos os cristãos.

O Papa afirma que as palavras “Eis aí a tua Mãe!” mostram a intenção de Jesus de despertar nos discípulos uma atitude de amor e confiança para com Maria, assumindo-a como Mãe. Pois, na escola de Maria os discípulos aprendem a ter uma íntima e perseverante relação de amor com Jesus.

Dessa forma, descobrimos também a alegria de nos confiarmos ao amor materno da Mãe, vivendo como filhos afetuosos e dóceis. Maria é um caminho que leva a Cristo, por isso, a devoção a ela não nos tira a intimidade com Ele, mas sim a leva a altos graus de perfeição.

Portanto, Maria é a Mãe amorosa de Cristo, que nos foi dada por Ele no ápice de sua doação pela humanidade. Jesus nos entregou tudo. Depois de nos revelar o amor do Pai, pelo Espírito Santo, ofereceu a vida em sacrifício por cada um de nós. Na cruz, não obstante a generosa entrega de si mesmo, Cristo entregou-nos também a própria Mãe.

Em resposta à vontade de Nosso Senhor Jesus na cruz, cada um de nós é chamado a entregar-se com confiança ao amor materno de Nossa Senhora. Como o discípulo amado, somos chamados a acolhê-la em nossa casa, em nossa vida, reconhecendo o seu papel de cooperadora da redenção.

Natalino Ueda
Missionário da Comunidade Canção Nova

QUAL O DESIGNIO DE DEUS EM RELAÇÃO AO HOMEM ?

O desígnio de nosso Deus e Salvador em relação ao homem consiste em levantá-lo de sua queda e fazê-lo voltar, do estado de inimizade ocasionado por sua desobediência, à intimidade divina.
A vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo na carne, os exemplos de sua vida apresentados pelo Evangelho, a paixão, a cruz, o sepultamento e a ressurreição, não tiveram outro fim senão salvar o homem, para que, imitando a Cristo, ele recuperasse a primitiva adoção filial.
Portanto, para atingir a perfeição, é necessário imitar a Cristo, não só nos exemplos de mansidão, humildade e paciência que Ele nos deu durante a sua vida, mas também imitá-lo em sua morte, como diz São Paulo, o imitador de Cristo: ‘Tornando-me semelhante a Ele na sua morte, para ver se alcanço a ressurreição dentre os mortos (Fl 3,10)’”. (São Basílio Magno)
Senhor, dá-nos a graça, neste dia, de mergulharmos na Tua Paixão e Morte, para que possamos ressuscitar Contigo.
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia Santiago

NÃO SE DEIXE LEVAR PELAS ARMADILHAS DO TENTADOR



Veja: se você mantém seus ressentimentos e mágoas, sem perdoar esta ou aquela pessoa, nem mesmo alguém de sua família; se você é um pai durão, que não fala com o filho ou filha porque ele ou ela o decepcionou; se continua com o coração magoado, ressentido, cultivando frustrações e decepções; se ainda nutre sentimentos negativos em relação à Igreja, ao padre, à freira, à paróquia, àquele movimento ao qual pertenceu, você está cedendo lugar para aquele que não perdoa e não é misericordioso, ou seja, o oposto de Jesus; está cedendo o trono de seu coração ao mal.

O demônio é sutil! Se não consegue penetrar [em nossa vida] por meio do adultério, roubo, ódio, vingança, o faz pelo ressentimento, mágoa, decepção. Mas seu objetivo é entrar, basta uma brecha.

Ele domina as pessoas até pela tolice do cigarro, pois sabe muito bem que nossa vida depende do oxigênio, da respiração. Ele sabe que a cada minuto o nosso sangue é renovado pelo oxigênio que respiramos, então nos incita ao fumo para acabar com o nosso sangue: quanto mais se fuma, tanto mais contaminação é levada para todo o organismo. É o "assassino" que faz isso! Não pense que se trata de um "viciosinho" qualquer!

Quem se deixa levar por qualquer armadilha do tentador, por mais inofensiva que ela possa parecer, não tem força para lutar contra o mal e cede a todo o restante. Ou você é decidido com o Senhor ou vai ser sempre um fraco que cede a tudo: ao ressentimento, à mágoa, aos pensamentos impuros…

Quem não tem coragem de dar um fim às coisas pequenas, aparentemente inofensivas; quem não é fiel ao mínimo, não o será no grande. É preciso arrancar do trono de nosso coração todo o mal!


Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

segunda-feira, 23 de abril de 2012

SÃO JORGE

Conhecido como 'o grande mártir', foi martirizado no ano 303. A seu respeito contou-se muitas histórias. Fundamentos históricos temos poucos, mas o suficiente para podermos perceber que ele existiu, e que vale à pena pedir sua intercessão e imitá-lo.
Pertenceu a um grupo de militares do imperador romano Diocleciano, que perseguia os cristãos. Jorge então renunciou a tudo para viver apenas sob o comando de nosso Senhor, e viver o Santo Evangelho.
São Jorge não queria estar a serviço de um império perseguidor e opressor dos cristãos, que era contra o amor e a verdade. Foi perseguido, preso e ameaçado. Tudo isso com o objetivo de fazê-lo renunciar ao seu amor por Jesus Cristo. São Jorge, por fim, renunciou à própria vida e acabou sendo martirizado.
Uma história nos ajuda a compreender a sua imagem, onde normalmente o vemos sobre um cavalo branco, com uma lança, vencendo um dragão:
“Num lugar existia um dragão que oprimia um povo. Ora eram dados animais a esse dragão, e ora jovens. E a filha do rei foi sorteada. Nessa hora apareceu Jorge, cristão, que se compadeceu e foi enfrentar aquele dragão. Fez o sinal da cruz e ao combater o dragão, venceu-o com uma lança. Recebeu muitos bens como recompensa, o qual distribuiu aos pobres.”
Verdade ou não, o mais importante é o que esta história comunica: Jorge foi um homem que, em nome de Jesus Cristo, pelo poder da Cruz, viveu o bom combate da fé. Se compadeceu do povo porque foi um verdadeiro cristão. Isto é o essencial.
Ele viveu sob o senhorio de Cristo e testemunhou o amor a Deus e ao próximo. Que Ele interceda para que sejamos verdadeiros guerreiros do amor.

São Jorge, rogai por nós!