domingo, 20 de maio de 2012

QUANDO VENCEMOS A BATALHA ?

Quando amamos somos vencedores, porque o Senhor combate por nós. O amor vence sempre, porque "o amor vem de Deus", e mais ainda: "Deus é amor". No mundo em que vivemos, podemos transformar pelo menos o ambiente em que vivemos com gestos concretos de amor - dos mais simples aos mais complexos, ou seja, desde dar um sorriso para alguém até socorrer quem sofreu um acidente. O amor é uma fonte copiosa de coragem que nos impulsiona, e precisamos pedir ao Senhor em todos os momentos que nos ensine a amar como Ele ama. Quanto mais amamos, tanto mais nos parecemos com Deus. "Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus" (I Jo 1,7). Jesus manso e humilde de coraçăo, fazei o nosso coraçăo semelhante ao vosso, fazei-nos viver o amor e a reconciliaçăo
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia Santiago

AMAI-VÓS COMO EU VOS AMEI

Para que o mundo seja mais parecido com o Céu

Não existe uma pessoa que não ame. Muda o objeto que é amado, mas faz parte da natureza humana voltar-se, no amor, para o que é desejado e buscado. Pode parecer muito simples, mas a capacidade de amar também pode ser educada num processo de formação que envolve a vida inteira. Mal formada, a inata capacidade para amar pode chegar inclusive à destruição da realidade que é amada. Trata-se de uma força imensa, plantada por Deus nos corações humanos. Ela vem do Céu, para se implantar e multiplicar-se no bem que pode ser feito na Terra e se perpetuará na eternidade.
O amor é um sentimento? Envolve, sim, os sentidos, mas na compreensão cristã, que perpassa a Sagrada Escritura e a experiência secular da Igreja, é muito mais do que um sentimento. Antes, é um ato de inteligência e de vontade. Basta recordar a realidade do martírio, presente em toda a história da Igreja, na qual alguém se dispõe a superar o instinto primordial de defesa da própria vida, para entregá-la pelo bem dos outros, como resultado de sua escolha de vida no seguimento do Evangelho. Existem também situações de pessoas que, mesmo sem conhecimento do Evangelho, chegam a entregar-se pelo bem dos outros, pela causa da vida e da dignidade humana. Tais gestos fazem compreender a possibilidade de uma escolha radical, que orienta todas as energias humanas para o que não se vê nem se pode comprovar, senão pelo testemunho!
Ouve, Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. E trarás gravadas no teu coração todas estas palavras que hoje te ordeno. Tu as repetirás com insistência a teus filhos e delas falarás quando estiveres sentado em casa ou andando a caminho, quando te deitares ou te levantares” (Dt 6,4).

A primeira e decisiva opção na vida há de ser esta, como uma veste interior, que envolve e orienta todas as outras decisões: escolher Deus como tudo da própria existência.
O resumo da lei de Deus, expressa o Decálogo, se encontra na lapidar afirmação: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. Mas foram necessários muitos séculos e, mais do que tudo, a revelação que vem do Alto, para que tal mandamento viesse a ser compreendido. Aliás, foi preciso que o Pai do Céu enviasse Seu Filho, como vítima de reparação por nossos pecados, para a humanidade entender o amor (cf. I Jo 4,7-10) e sua medida, que é justamente amar sem medida.
O amor ao próximo suscitou muitas perguntas. Afinal, o próximo é quem está perto de mim? Para povos que vagavam por desertos ou se sentiam ameaçados pelos potenciais inimigos, o estrangeiro é também próximo? Como tratar quem é diferente e incomoda? Jesus Cristo, amor do Pai que se faz carne no meio da humanidade, aproxima o amor do próximo ao amor de Deus, dizendo que o segundo é semelhante ao primeiro mandamento! Próximo é, para o Senhor, aquele de quem nos aproximamos e não apenas quem vem pedir qualquer ajuda: “Na tua opinião – perguntou Jesus –, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”. Então Jesus lhe disse: “Vai e faze tu a mesma coisa” (Lc 10, 36-37).

Conhecemos o verdadeiro Bom Samaritano, o próprio Jesus, que veio percorrer as estradas do mundo, tomando a iniciativa de vir em socorro da humanidade.
Mas Jesus guarda a pérola de Seu amor a ser revelada no ambiente especial da Última Ceia: “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida por seus amigos” (Jo 15, 12-13). Aqui está um ponto de chegada, nascido do Alto e que antecipa a realidade do Céu aqui na Terra! Somos feitos para esta qualidade de amor!
Ainda que devamos amar a todos, sem distinção, cada cristão é chamado a ter um espaço de convivência, no qual possa declarar, com gestos e palavras, sua disposição para dar a vida e receber a vida doada. Nisso todos conhecerão que somos discípulos de Cristo (cf. Jo 13,35). Pode ser a família, e quem dera que nossas famílias chegassem a esse ponto! Pode ser a experiência de uma comunidade cristã viva, e para lá havemos de caminhar. Uma amizade sincera e pura proporciona esta declaração de amor. É uma potência indescritível de transformação da vida das pessoas. É necessário olhar ao nosso redor, pois existem, sim, pessoas, comunidades e grupos que oferecem esse testemunho!
Dom Alberto Taveira Corrêa

sábado, 19 de maio de 2012

PARA QUE DEIXAR QUE NOSSOS FILHOS CARREGUEM MARCAS ?



Também as crianças podem ser batizadas no Espírito Santo. É isso que o Senhor quer. Não podemos esperar que sejam desviadas pelo mundo para só depois pensar em provê-las com a força de Deus. Os adolescentes podem receber essa graça. Não vamos deixar que o mundo os corrompa para, então, tentar convertê-los.
Seria loucura deixar o mundo perverter nossas crianças para, apenas depois, buscar sua conversão. Seria como pegar uma flor, jogá-la no chão, pisá-la e tentar recompô-la. Por mais absurdo que isso possa parecer, vivemos dessa maneira. Depois de machucados procuramos algo que nos cure e diminua a dor, mas não evitamos que o ferimento aconteça! Deus é capaz de ressuscitar, sim, como ressuscitou a muitos de nós. Porém, se a conversão acontecer depois de já termos sidos pervertidos e feridos pelo mundo, as cicatrizes permanecerão em nós.
Quando eu tinha apenas quatro anos, fui mexer na mesa em que minha mãe estava fazendo chá. A água estava fervendo e caiu em cima de meu braço. Foi uma queimadura terrível! Minha mãe ficou desesperada e carregou um sentimento de culpa muito grande por ter me deixado sozinho na cozinha. Até hoje trago a cicatriz provocada por aquele acidente.
Para que deixar que nossos filhos carreguem marcas? Para que deixar as crianças e os jovens se perverterem? Essa é a hora de nossas crianças, nossos adolescentes e jovens receberem a graça do batismo no Espírito Santo! É o momento para que as famílias se abram à grande graça de serem batizadas no Espírito Santo.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

O ROSÁRIO

Uma oração que Nossa Senhora ama
Você reza o terço? Já viu imagens de Nossa Senhora representando-a tal como apareceu em Lourdes e em Fátima? Maria está com o terço na mão. Ela acompanhou silenciosamente, passando as contas, o terço que a menina Bernardete rezava na gruta de Lourdes. E, em Fátima, também com o terço na mão, a Santíssima Virgem pediu aos Três Pastorinhos que o rezassem todos os dias.
Tomara que algum dia você possa dizer, como o Papa João Paulo II: «O Rosário é a minha oração predileta. Oração maravilhosa! Maravilhosa na simplicidade e na profundidade!». Mas, para isso, será preciso que comece a rezá-lo e, se já o reza com frequência, que aprenda a fazê-lo cada dia melhor. Vamos ver como podemos fazer isso.
Primeiro, vencer as dificuldades:
1) Uma primeira dificuldade: “Não sei rezar o terço”, “Não conheço os vinte 'mistérios' (ou seja, os cinco correspondentes a cada um dos quatro 'terços' que compõem o rosário), não os sei de cor”. Solução: comprar logo, ou pedir a alguma pessoa amiga, algum folheto ou livrinho de orações (há muitos!) que traga a explicação dessa oração: como rezá-lo, quais são os mistérios, que mistérios devem ser rezados nos diferentes dias da semana… É fácil. Pessoas simples aprenderam tudo isso em pouco tempo. Se você “quer”- se “quer” mesmo - não lhes ficará atrás.
Um esclarecimento: a pessoa que o reza sem conhecer ou lembrar os “mistérios” faz, mesmo assim, uma oração válida, ainda que, naturalmente, ele fique incompleto (mas é melhor rezá-lo incompleto do que não rezá-lo)
2) Segunda dificuldade: “Não tenho terço” (o instrumento, o terço material, com as contas, a cruzinha, etc.; ou então o terço em forma de anel, que se usa girando no dedo). Compre-o, que é baratíssimo, e, enquanto não o tiver, conte nos dedos. Mas tenha em conta que vale a pena usar o terço material: se o seu terço (de contas ou de anel) foi bento por um padre ou diácono, ao usá-lo para rezar você ganhará indulgências (Por sinal, você sabia que pode ganhar nada menos que a indulgência plenária - com as devidas condições -, quando o reza em família, ou comunitariamente, num grupo?).
3) Terceira dificuldade: “Não tenho tempo de rezar o terço”. Essa desculpa “não gruda”. O terço pode ser rezado, se for preciso, andando pela rua, fazendo exercício físico de corrida, indo de ônibus, metrô ou trem, guiando carro (melhor do que se irritar com o trânsito), na sala de espera do médico ou do laboratório, em casa, entre outros. E você pode rezá-lo sentado, andando, de joelhos e até deitado (se estiver doente ou em repouso forçado, etc.).
Por sinal, não sei se você sabe que, nas livrarias católicas, são vendidos CDs com o rosário e que também há arquivos em áudio para player portátil. Basta ligar o áudio e ir respondendo ou acompanhando o que ouve.
4) Finalmente, a dificuldade mais comum é a aparente monotonia. “Dizemos sempre a mesma coisa”. “A repetição de tantas Ave-Marias acaba ficando mecânica, cansativa, sem sentido”. “De que adianta fazer uma oração tão repetitiva, que fica rotineira, parece oração de papagaio…”?
Deus faça que, após tê-las lido e, sobretudo, depois de tentar aplicá-las, você dê a razão às palavras de São Josemaria: «Há monotonia porque falta Amor».
Padre Francisco Faus

VIVAMOS A PAZ

A única coisa necessária na nossa vida é vivermos unidos a Jesus em todos os momentos; isso nos basta. Ao longo do dia surgem muitas situações que nos edificam profundamente e muitas que, se não ficarmos atentos, roubam a nossa paz e nos deixam inquietos, perturbados, com o humor alterado, e tantas outras consequências.
O Senhor nos assegura hoje na Sua Palavra: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração” (Jo 14,27).
Quando percebermos que algo está nos inquietando, retomemos a nossa confiança no Senhor e rezemos: Jesus, cuida de mim.
Jesus, eu confio em Vós
Luzia Santiago