sábado, 9 de junho de 2012

COMO ESTAR SEMPRE CHEIO DE DEUS ?


Depende da sede que você tem. Ter Deus é necessário e muito simples. Quem não tem sede do Senhor - e nem mesmo pede ao menos para tê-la - jamais provará da Água da Vida.

E quem tem sede, e sabe que a tem, mas nada faz, continua sedento. Por outro lado, quem tem sede e pede, com total confiança em Deus, em vez de um copo, a vida sacia-o com uma fonte que não cessa de jorrar do próprio interior.

Eis o segredo! É assim que a gente aprende a permanecer em Deus! Basta pedir agora, neste momento, e continuar pedindo com uma sede que não se acaba.

É um exercício espiritual.

Ricardo Sá

COM MARIA ENCONTRAMOS A SOLUÇÃO PARA NOSSOS PROBLEMAS



Maria, a Imaculada, quer salvar seus filhos do rio de lama, e a "corda" que ela utiliza para isso é o santo terço. Em cada oração do terço, estamos proclamando aquela que é a "cheia de graça", com quem o Senhor esteve desde o começo. Aquela que nos trouxe o Salvador Jesus em Sua primeira vinda e também nos vai trazê-Lo na segunda. E o inimigo de Deus não gosta disso, pois a cada "Ave-Maria" que rezamos é uma condenação a ele. A cada oração dizemos que a serpente vai ser esmagada pelo calcanhar de Maria.

“Não se chega a Deus, senão por Jesus Cristo, e não se chega a Jesus Cristo senão por meio de Maria” (Santo Afonso de Ligório).

Os problemas que temos são como aqueles aparelhos utilizados nas academias. Os aparelhos que estão lá representam os problemas que devemos enfrentar. Talvez você diga: "Monsenhor Jonas, eu estou cheio de problemas". Que bom, meu filho! Você tem uma grande "academia" dentro de casa. Isso é sinal de que você está vivo! Saber enfrentar os problemas é verdadeiramente o segredo para felicidade. Peça a Virgem Maria: "Nossa Senhora, me dê a mão, cuida do meu coração". E não peça apenas que ela retire os empecilhos da sua frente, pois é com eles que você aprenderá a vencer as dificuldades.

Nossa Senhora está aí para nos guardar do desespero e nos ensinar a enfrentar os problemas. Ela não está em nossas vidas para tirá-los, mas para nos ensinar a encontrar a solução para resolvê-los, apontando-nos o Caminho, a Verdade e a Vida, que é Nosso Senhor Jesus. Com a Santíssima Virgem Maria, vamos encontrar a solução para os nossos problemas. Ela vai nos ensinar a solucioná-los por intermédio de seu Filho Jesus. Ela quer que nossos corações estejam firmes até o fim.

Hoje, Nossa Senhora nos diz que ela nos concederá a sabedoria do Alto, pois ela é a nossa intercessora. Não se atemorizem nem se precipitem: há um tempo para cada coisa. Deixem-na conduzi-los. Tudo o mais de que vocês necessitam, coisa por coisa, a seu tempo ela providenciará.

Ela nos diz: "Eu sua intercessora e serei o canal para que a sabedoria do Alto chegue até vocês e invada toda essa obra. Rezem o terço. Não deixem de rezar! Falem de mim. Busquem-me. Solicitem-me. Essa é a minha missão. Por isso, o Senhor me colocou à frente desta obra".

Vamos contar com a intercessão de Nossa Senhora em todas as situações que vivemos.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

QUANDO DEVEMOS ORAR ?

Devemos orar sempre e em todo o momento, porque “Deus chama incansavelmente cada um, particularmente ao encontro misterioso com Ele, na oração.
Muitas vezes, imaginamos que só oramos quando paramos e falamos para Deus as nossas inquietações e angústias, mas não é só isso, é antes de tudo dizer sim à vontade de Deus. O Senhor vive constantemente chamando-nos à oração.
É lindo experimentar esta realidade: “A oração restaura o homem à semelhança de Deus e o faz participar do poder do amor de Deus que salva a multidão” (Catecismo da Igreja Católica, n. 2572).
“Tudo quanto suplicardes e pedirdes, crede que já recebestes” (Mc 11,24).
Como os discípulos, peçamos a Jesus que nos ensine a orar.
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia Santiago

sexta-feira, 8 de junho de 2012

NÃO ESPERE QUE OS OUTROS MUDEM .MUDE VOCE

Não deixe que a mágoa, a raiva, o ódio e o ressentimento cresçam e façam mal a você. É fundamental rezar intensamente por aqueles que nos agridem, pedindo a Deus que os abençoe. Devemos pedir a graça de olhá-los como Deus os vê. Dessa forma, o nosso coração será capaz de amar e expressar amor 



A DECISÃO DO PRÓXIMO PASSO

Como pensar e realizar o que é certo

Nas primeiras páginas do livro da criação (cf. Gn 1–4), o autor sagrado expôs, com perspicácia, a sabedoria como Deus criou o mundo e nele introduziu, ao final da luminosa descrição poética e profundamente religiosa, o homem e a mulher, feitos à Sua imagem e semelhança, com inteligência e liberdade. Deus, fonte de todo bem, viu que tudo era muito bom (cf. Gn 1,31). Começou a aventura da liberdade!
Muitas pessoas foram convocadas por Deus para participar da construção de uma história de salvação. Noé encontrou graça aos olhos do Senhor (cf. Gn 6,8) quando a Terra estava cheia de violência (cf. Gn 6,13). Abraão foi escolhido e chamado por Deus (cf. Gn 12), também Moisés (cf. Ex 3), Samuel (cf. I Sm 3), Isaías (cf. Is 6) e Jeremias (cf. Jr 1), ao lado de tantas outras pessoas que aprenderam, em meio a luzes e sombras, a discernir a voz do Senhor. E ainda foram muitas as histórias de infidelidades, pecados, traições, nas quais um povo de cabeça dura (cf. Ex 32,7-14; Atos 7, 51) voltou atrás, depois de se decidir pelo seguimento da Palavra do Senhor. E Deus, em Sua misericórdia, sempre estava aberto para o perdão.
Na plenitude dos tempos (cf. Gl 4,4), foi chamada uma jovem, quem sabe, apenas adolescente, a Virgem Maria, na qual o Céu encontrou a mais transparente de todas as respostas (cf. Lc 1–2). Nela a Palavra Eterna de Deus se fez Carne. Em nome da humanidade foi o “sim” que a Deus agradou, a contrapartida da humanidade para se realizar a salvação, mãe que fez a vontade de Deus (cf. Mc 3,34). E veio Jesus Cristo!
Depois dos anos vividos em Nazaré, Jesus vai ao Jordão, acolhe a voz do Pai e a manifestação do Espírito Santo e inicia a pregação do Reino. Jesus chamou os primeiros apóstolos, abriu o leque para convocar o que foram chamados de discípulos, envolveu famílias amigas, como vemos nas visitas a Marta Maria e Lázaro, teve colóquios de amizade e confidência com Pedro, Tiago e João, olhou com amor provocante e desafiador para muitas pessoas, suscitando nelas a decisão pelo Seu seguimento, dirigiu-se às multidões, consolou, curou e  perdoou! Ninguém passou em vão ao lado de Cristo!
No correr do caminho, conquistou discípulos e amigos, mas também granjeou reações ferrenhas de Seus opositores e esteve com grupos que Lhe prepararam verdadeiras armadilhas verbais (cf. Mc 11–12). Para estupor de todos os que n'Ele depositam a segurança de suas vidas, foi até considerado um homem possuído por Belzebu (cf. Mc 3,20-35). Sabemos que muitas ciladas foram preparadas para prendê-Lo, o que só aconteceu quando chegou a hora de passar deste mundo para o Pai (cf. Jo 13,1).

Nosso Senhor Jesus Cristo é Senhor da História, mas submeteu-se ao julgamento da própria história, deixando aberta a margem da maravilhosa e terrível realidade da liberdade humana, para que todos os seres humanos possam decidir-se diante d'Ele. Os que se decidem pelo Seu seguimento participarão de Suas alegrias e também de Suas provações ou privações. A eles caberá usar o precioso dom da liberdade, para tomar decisões acertadas, para se erguerem das próprias quedas e assumirem o norte de suas vidas, iluminados que foram pela bússola da fé.
São Paulo, um dos chamados na undécima hora (cf. Gl 1,11-24), fez a experiência da fé em Jesus Cristo (II Cor 4,13–5,1). Nele é possível encontrar alguns critérios para as decisões a serem tomadas, pois todos nós somos igualmente chamados ao seguimento de Cristo, aprendendo a pensar o que é certo e realizá-lo (Oração do dia do IX Domingo do Tempo Comum).
A luz da fé, suscitada pelo seguimento de Jesus, provocado pelo anúncio da salvação, é o horizonte para as decisões. O cristão não é indiferente diante dos cruzamentos das estradas de sua vida. Ele escolhe o que é conforme a Cristo e ao Evangelho d'Ele, sem medo de nadar contra a correnteza. Por causa de sua fé, fala e dá testemunho corajoso (cf. II Cor 4,13), superando a pusilanimidade que conduz à omissão vergonhosa. Para tanto, sua força está na oração, com a qual experimenta a presença certa daquele Senhor que escolheu para seguir (cf. I Ts 5,17; 2 Ts 1,11.3,1).
Diante das dificuldades, é sua tarefa vencer o desânimo (cf. II Cor 16-17) e erguer os que estão caídos. Cabe-lhe sempre tomar a iniciativa! Sabe que os sofrimentos, as dores e a própria morte não têm a última palavra, pelo que se renova dia a dia (cf. II Cor 4,16) e aposta sua vida no que é invisível e eterno (cf. II Cor 4,18).
Decisões guiadas pela fé, oração, iniciativa, coragem diante dos obstáculos, capacidade de olhar para o alto! Nada menos do que a proposta da Igreja para todos e não para um grupo de privilegiados. A decisão está nas mãos de nossa liberdade!
Dom Alberto Taveira Corrêa