quarta-feira, 18 de julho de 2012

O AMOR VENCE O ÓDIO

Não torneis a ninguém mal por mal

“O que é ruim é que tudo está assim no mundo: o ódio que devora, a ira que nos torna seus prisioneiros e o rancor que nos envenena”. Dom Notker Wolf
O botânico George Washington Carver (1864-1943) superou um terrível preconceito racial para estabelecer-se como um renomado educador americano. Rejeitando a tentação de ceder à amargura pela maneira como foi tratado, Carver escreveu sabiamente: “O ódio interior acabará por destruir aquele que odeia”.
No livro Bíblico de Ester, vemos como o ódio pode ser autodestruidor. Mordecai, um judeu, se recusou a curvar-se diante de Hamã – que se atribuíra importância de dignitário na corte persa. Isso irritou Hamã, que manipulou informações para fazer Mordecai e seu povo parecerem ameaças ao império (3,8-9). Quando terminou de tecer suas intrigas, Hamã apelou ao rei persa para matar todos os judeus. O rei promulgou um decreto nesse sentido, mas, antes que ele pudesse ser cumprido, Ester interveio e o plano diabólico de Hamã foi revelado (7,1-6). Enfurecido, o rei executou Hamã na forca que o intriguista havia construído para Mordecai (7,7-10). 
"As palavras de Carver e as ações de Hamã nos lembram de que o ódio é autodestruidor. A resposta bíblica é virar o ódio ao contrário e pagar o mal com o bem”, escreve o reverendo Dennis Fisher. “Não torneis a ninguém mal por mal...”, disse São Paulo Apóstolo (Romanos 12,17). Quando oferecido, “não vos vingueis a vós mesmos...” (v.19). Ao contrário, faça o bem perante todos os homens (v.17), para viver em “... paz com todos os homens” (v.18).  
“É através do perdão que uma pessoa se redime dos sentimentos amargos que podem transformar a vida em um inferno. Assim, a gente assina um acordo de paz com o seu destino. Para mim, em todo caso, todo perdão é uma vitória do amor sobre si mesmo”, diz Dom Notker Wolf.
Não existe no mundo um sentimento tão sublime e tão poderoso como o amor. O amor vende tudo!
Pe. Inácio José do Vale

QUAL REMÉDIO CURA NOSSA DECEPÇÃO

"Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido. Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram" (Lc 24,13-16).
Nós, que ainda não temos sentidos para ver o Senhor, precisamos saber que, quando estamos na dor, no sofrimento ou em grandes alegrias, não estamos sós, porque Jesus está ao nosso lado como estava ao lado dos dois discípulos. A decepção cega e nos faz pessimistas. Aqueles dois eram discípulos, mas tudo o que aconteceu com Jesus – condenação e morte – decepcionou-os de tal maneira que ficaram cegos. 
A decepção é inevitável, não depende de nós. Quantos se decepcionam e cultivam esse sentimento! O pior é que os efeitos desse sentimento aumentam dentro de nós com o passar do tempo. 
Nós temos de renunciar às frustrações. É você quem deve dominar seus sentimentos; não eles a você. Nós, muitas vezes, permitimos que tristezas tão terríveis, tão tóxicas, nos contaminem. Uma vez que a decepção nos pega, precisamos combatê-la e vencê-la. As doenças da alma e do coração são piores do que as do corpo.
A decepção com pessoas e instituições ligadas às religiões e a Deus são piores, porque alguns acabam se decepcionando com a Igreja e, consequentemente, com o Senhor. Isso é terrível, porque daí vem o esfriamento e o afastamento em relação às coisas do Senhor. Como os discípulos de Emaús, você precisa superar esse sentimento, renunciando-o. Talvez as pessoas que o magoaram continuem erradas, mas é preciso que você não guarde esse sentimento em seu coração. Renuncie e salve a sua alma. 
Se os nossos inimigos soubessem como sofremos quando nos decepcionamos, ficariam contentíssimos, porque eles, ao contrário de nós, continuam levando a vida deles. Não tenha medo, renuncie às suas decepções. Peça oração, peça que rezem com você pela cura do seu coração, dos seus sentimentos.
Os discípulos, decepcionados, entraram num pessimismo tremendo. Eles reconheceram quem era Jesus, mas ficaram tão cegos que a fé deles "eclipsou" e tudo o que disseram a Jesus foram coisas pessimistas. Mas o Senhor "entra em cena" e os repreende: "Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! Será que o Cristo não deveria sofrer tudo isso para entrar na sua glória?" (Lc 24,25-26). Então, Jesus começa a fazer, novamente, toda uma catequese para eles. Quando os discípulos convidam Jesus para ficar com eles e preparam a refeição, ao partir do pão, eles reconhecem o Senhor, mas Ele desaparece diante de seus olhos.
Meus irmãos, qual o jeito de sairmos da nossa cegueira espiritual e do pessimismo? É nos voltarmos para Jesus. Além de estar presente no Sacrário e na Santa Missa, o Senhor está conosco quando estamos trabalhando. Até mesmo quando você está fazendo coisas erradas, Jesus está com você. O remédio para a decepção é Cristo. Mas, muitas vezes, fazemos o contrário, decepcionamo-nos e nos afastamos d'Ele. 
É impossível viver sem passar por decepções, porque isso não depende de nós. É impossível viver sem sofrimento. Por isso, temos de ser espertos e renunciá-los. O espinho entrou? Retire-o! É isso que Jesus está nos ensinando no dia de hoje. 
"Deus Pai, que cada um de meus irmãos e irmãs tenha a graça de superar as próprias decepções e suas consequências, que faz com que elas adoeçam e, muitas vezes, afastem-se da Igreja e do Senhor. Pai, toque, cure os meus irmãos! Dê-lhes coragem de renunciar logo que sintam os 
primeiros sintomas da doença. 
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

terça-feira, 17 de julho de 2012

ORAÇÃO DEDICADA A MARIA FEITA PELO BEATO JOÃO PAULO II


"Ó Maria
Ó Maria, aurora do mundo novo, Mãe dos viventes, confiamo-vos a causa da vida:
Olhai, Mãe, para o número sem fim de crianças a quem é impedido nascer, de pobres para quem se torna difícil viver, de homens e mulheres vítimas de inumana violência, de idosos e doentes assassinados pela indiferença ou por uma presunta compaixão.
Fazei com que todos aqueles que crêem no vosso Filho saibam anunciar com desassombro e amor aos homens do nosso tempo o Evangelho da vida.
Alcançai-lhes a graça de acolher como um dom sempre novo, a alegria de celebrar com gratidão em toda a sua existência e a coragem para testemunhar com laboriosa tenacidade, para construírem, juntamente com todos os homens de boa vontade, a civilização da verdade e do amor (Ágape), para louvor e glória de Deus criador e amante da Vida. Amém". (Beato Papa João Paulo II)

BEM-AVENTURADO INÁCIO DE AZEVEDO E COMPANHEIROS MÁRTIRES

Quarenta mártires. Entre eles 2 padres, 24 estudantes e 14 irmãos auxiliares. Portugueses e espanhóis. Todos pertenciam à Companhia de Jesus.
Inácio de Azevedo nasceu no Porto em 1526. Aos 23 anos, já tinha entrado na Companhia de Jesus ocupando vários serviços. Era ardoroso pelas missões além fronteiras.
Foi quando o Superior Geral o enviou para o Brasil e, ao retornar, testemunhou a necessidade de mais missionários. Saíram por isso, 3 naus missionárias. Em uma delas estavam Inácio de Azevedo e os 39 companheiros. A nau foi interceptada por 5 navios de inimigos da fé católica que queriam a morte de todos. 
Por amor à Igreja ele aceitou o martírio. Exortou e consolou seus filhos espirituais. Foi morto e lançado ao mar. E todos foram martirizados, alcançando a coroa da glória na eternidade.
Inácio e seus companheiros foram assassinados por serem católicos e missionários. Estamos no tempo das novas missões. A começar na nossa casa e onde convivemos. Ali, é o primeiro lugar onde devemos testemunhar o amor a Cristo e, se preciso, sofrer por Ele.
Nossa Senhora está conosco, os santos intercedem por nós e os mártires rogam pela nossa fidelidade.
Bem-aventurado Inácio de Azevedo e companheiros mártires, rogai por nós

OS DESAFIOS SÃO NECESSÁRIOS PARA IRMOS ALÉM

A vida é feita de pequenos e grandes desafios, e todos são necessários para crescermos, amadurecermos e seguirmos em frente na caminhada. Tudo depende da forma como enxergamos e acolhemos cada um deles. Se ficarmos parados no negativo dos fatos, afundaremos; se olharmos com esperança, enxergaremos, ainda que nas situações mais desencontradas, uma oportunidade para  irmos além. Todos os tempos da nossa vida são necessários e, mesmo quando não os entendemos, precisamos vivê-los bem, porque “tudo concorre para o bem dos que amam a Deus” (Rm 8,28).
Senhor, ensina-nos a viver bem cada momento da nossa vida.
Jesus, eu confio em vós!
Luzia Santiago

O REMÉDIO QUE NOS LIBERTA DE TODA VAIDADE



A ligação entre o episódio do lava-pés e a Eucaristia está no fato de que, nesta, o Senhor se "perde" completamente. Jesus já havia posto de lado Sua divindade, vindo a nós e fazendo-se homem como nós. Feito homem humilhou-se ainda mais e enfrentou a mais infame das mortes.

Na Eucaristia é como se Ele descesse mais ainda, e "se eclipsasse" totalmente: ali não se mostra Sua divindade, nem mesmo Sua humanidade. Ele se perde totalmente e assume a posição de alimento. Na forma e na aparência de pão e vinho, Ele "se eclipsa" totalmente e se faz escravo a nosso serviço.

Tudo isso para aprendermos a nos despir de nós mesmos, a nos libertar de todo egoísmo, vaidade e presunção. Para nos humilharmos e lavar os pés dos nossos irmãos, assumindo assim nossa posição de escravos de Jesus.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova