segunda-feira, 23 de julho de 2012

A BÍBLIA CONDENA O ESPÍRITISMO


O chamado espiritismo é a doutrina supostamente psicografada pelo médium Allan Kardec, por decisão consensual dos espíritos superiores, na forma de uma nova revelação à humanidade; seus princípios encontram-se reunidos nas obras: O Livro dos Espíritos publicada em 1857, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese.
Cabe registrar a existência de correntes espíritas que não partilham as idéias de Allan Kardec. Portanto, o kardecismo não é sinônimo de espiritismo na sua expressão completa.
A Bíblia condena a reencarnação, a incorporação de espíritos e a comunicação com os mortos, a chamada necromancia, portanto condena o espiritismo em geral e o kardecismo em particular.
Nada há de novo no espiritismo kardecista, que impeça a sua condenação, seja com base no Antigo Testamento seja no Novo Testamento.
Não tem, rigorosamente, nenhuma importância se a palavra original da bíblia que expressa a condenação à doutrina espírita, foi traduzida para um termo novo, posterior ao tempo bíblico, pois o conceito que a palavra espiritismo encerra, na máxima amplitude da sua acepção, está condenado amplamente no Antigo Testamento.
O que os espíritas querem afirmar é que a doutrina supostamente codificada pelo médium Allan Kardec, após decisão consensual dos espíritos, era algo desconhecido dos homens dos tempos bíblicos, e ,consequentemente, o termo espiritismo não poderia ser empregado em relação ao fenômeno mediúnico do passado, porque até a obra de Kardec, não havia uma decisão consensual dos espíritos sobre o que deveria ser informado aos homens, não desencarnados; e aquilo que aconteceu no passado poderia ser informação falsa transmitida por espíritos enganadores, menos desenvolvidos em termos morais.
Nós, católicos, como não aceitamos a doutrina espírita, consideramos os fenômenos relacionados à mediunidade, como a necromancia e a reencarnação, impossibilidades espirituais estabelecidas por Deus.
Ou, talvez, obra dos demônios, conforme o próprio Kardec alertara !
Não há rigorosamente nada na doutrina de Kardec que a torne compatível com o cristianismo como eles gostam de afirmar, desmerecendo a verdade evangélica, e construindo um outro evangelho, segundo os princípios espíritas, no qual, Cristo não é Deus, no qual, não há céu, nem inferno, nem sacramentos, nem, tampouco, a redenção!
Sobre a divindade de Cristo lemos em João 10,30 : "Eu e o Pai somos um" e também em João 14, 9 e 10 "Então não crês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim?".
Jesus Cristo afirma ser Deus e não um espírito superior; segundo o kardecismo, os espíritos superiores não mentem, logo, Cristo é, verdadeiramente, Deus encarnado, pois, como Espírito superior, não pode mentir.
Os espíritas alegam que os evangelhos não são documentos verdadeiros sobre o Cristo e sua missão na terra, esta é, para eles,  a única via de solução do paradoxo criado; ocorre que, com essa negação, todas as tentativas de encontrar fatos ligados ao espiritismo no NT, também são invalidadas.
Sobre a vida eterna, lemos na Bíblia:
"Mas a todos aqueles que o receberam aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus? (Jo 1,12).
Somos participantes da natureza divina (2 Pe 1,4), diz São Pedro, logo, somos herdeiros do céu."]
"Se somos filhos, também somos herdeiros." (Rom 8,17).
Na Bíblia fica proibido interrogar os mortos, interrogar os espíritos adivinhos, médiuns, simples espíritos e fantasmas sobre a verdade e sobre o futuro.
Citações Bíblicas condenando a comunicação com os mortos e a reencarnação:
"Não se ache entre vós quem purifique seu filho ou sua filha pelo fogo, nem quem consulte adivinhos ou observe sonhos ou agouros, nem quem use malefícios, nem quem seja encantador, nem quem consulte nigromantes, ou adivinhos, ou indague dos mortos a verdade. Porque o Senhor abomina todas estas coisas, e por tais maldades exterminará estes povos à tua entrada" (Dt 18, 9-14)
"Se uma pessoa recorrer aos espíritos, adivinhos, para andar atrás deles, voltarei minha face contra essa pessoa e a exterminarei do meio do meu povo". "Qualquer mulher ou homem que evocar espíritos, será punido de morte" (Lev 20, 6 - 27).
Em Isaias, cap. 8, 19, lemos a queixa de Deus "Acaso não consultará o povo o seu Deus? Há de ir falar com os mortos acerca dos vivos"?
Em Jeremias: "Não vos seduzam os vossos profetas, nem os vossos adivinhos... eu não os enviei" (19, 8,9).
No Levítico (20, 27), Deus ordena a pena de morte de lapidação contra os pitões e adivinhos , também em  Isaías 47, 13.
No Deuteronômio (13, 1 a 5) Deus torna-se irado contra os que instituem religiões falsas:
"Quando profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti e te der um sinal ou prodígio e suceder tal sinal ou prodígio... não ouvirás as palavras de tal profeta e sonhador, porquanto o Senhor vosso Deus vos prova se amais o Senhor vosso Deus... E aquele profeta sonhador de sonhos morrerá, pois falou rebeldia contra o Senhor vosso Deus."
“ Se alguém se dirigir àqueles que evocam os espíritos e aos adivinhos para se prostituir com eles, eu me voltarei contra essa pessoa e a eliminarei do meio de seu povo". Leviticos 20 6,7
Reencarnação
Sobre a reencarnação lemos : "Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o Juízo" (Heb 9,27).
Somos salvos pelo Sangue do Senhor, pela graça justificadora, e não por sucessivas reencarnações purificadoras.
Jesus disse a São Dimas , o bom ladrão: "Hoje estarás comigo no paraíso" (Lc 23,43). Jesus eliminou nitidamente, nessa expressão, a chance de qualquer reencarnação. Dimas não reencarnaria muitas vezes para ser salvo.
Toda a pregação da Igreja é baseada na esperança da ressurreição.
O Apóstolo afirma : "Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e também é vã a nossa fé" (1 Cor 15,14).
Por outro lado, se a nossa esperança do Céu é pequena, a nossa vida cristã terrena perde todo o sentido e se esvazia. São Paulo fala sobre isso:
"Se é só para essa vida que temos colocado a nossa esperança em Cristo, somos, de todos os homens, os mais dignos de lástima? (1 Cor 15,19).
Orar e não mediunidade
Nós, cristãos, não necessitamos interrogar ninguém sobre a verdade,  porque a verdade já nos foi revelada.
Nós não estamos em busca da verdade, já a encontramos em Cristo Jesus e na Sua Igreja, sob a guia do Espírito Santo - o Espírito de Verdade.
O Espírito Santo ilumina, guia, e defende a Sua Igreja; derramando Seus dons sobre os fiéis.
Os dons proféticos, por seu turno, são de todos os batizados, que sabem e por isso anunciam o Reino de Deus, a Sua glória e o Seu poder na terra e no céu.
Quando Deus deseja transmitir alguma revelação particular, essa verdade deve ser comunicada a todos; e, até a Segunda Vinda do Cristo, não há nenhuma nova revelação a ser feita!
As revelações particulares servem para reforçar a mensagem original revelada pelo Cristo, elas nada acrescentam, nem aperfeiçoam o conteúdo da doutrina que constitui o depósito da fé. Destinam-se a mostrar o caminho para vivermos melhor como cristãos.
Tampouco há controle sobre o modo como uma revelação privada se dará - o caso de Lourdes, Fátima e outros.
Os adivinhos fazem revelações de interesse exclusivamente pessoal e de forma regular, sistemática; deixando claro que a soberania sobre o fenômeno não é divina, mas sim, do médium em questão.
O modo cristão de comunicação com os mortos, com as almas santas,  é sempre através da oração, na comunhão do Espírito Santo.
No espiritismo, as culpas são pagas em sucessivos processos de encarnação. Não há céu, nem inferno, apenas orbes mais elevadas nas quais habitam os espíritos mais evoluídos. Pagamos penas pretéritas que ignoramos.
Voltam a viver os bons e os maus! Os que sofrem pagam culpas de vidas pretéritas.
Nossas culpas são perdoadas, verdadeiramente,  pela misericórdia divina no batismo e no sacramento da confissão para quem volta a pecar.
No espiritismo não há sacramentos, nem redenção, nem juízo, nem o Cristo é o Filho de Deus, apenas um espírito mais evoluído.
Os espíritos são feitos ignorantes por Deus, e, por isso, aprendem e evoluem moralmente, nas sucessivas encarnações.
Além desses aspectos referidos existem outros, que alinho abaixo.
Um indivíduo que tenha encarnado na Índia, e um outro que tenha encarnado na China, muito provavelmente seguirão o bramanismo e o budismo, consequentemente , não conhecerão as leis de Deus , transmitidas a Moisés, e, portanto, não poderão ser julgados por seus atos , pelo Deus cristão.
A rigor, não há, no espiritismo, uma lei geral que possa definir o que é certo e o que é errado para cada um dos contextos religiosos.
Observa-se também a total perda da identidade individual mediante as sucessivas encarnações nas quais podemos ser até filhos dos nossos filhos.
A unidade corpo e alma é insuperável no cristianismo, o corpo não é uma roupa que pode ser substituída por outras infinitas vezes.
O corpo é o templo do Espírito Santo e deve ser reverenciado pelos homens, porque é vontade de Deus.
Se é tão frequente a chamada encarnação, por que as pessoas apresentam tanta dificuldade para lembrar as vidas pretéritas?
O espiritismo na verdade é uma gnose, muito mal elaborada, que tenta restabelecer o princípio da auto-iluminação e da salvação pelo esforço pessoal sem a intervenção da graça justificadora.
Além disso, o livre-arbítrio é totalmente desrespeitado tendo em vista o fato dos homens serem obrigados a encarnar para expiar culpas de outras vidas que eles próprios ignoram.
Deus no espiritismo é extremamente mau e injusto, ele cria seres ignorantes condenados a sofrer para aprender, sem o auxilio de uma mensagem revelada, e condena os bons e os maus a voltarem a viver infinitas vezes.
Curas espirituais
Por que os chamados espíritos iluminados não trazem as respostas científicas para as doenças, ao invés de operarem supostas curas espirituais?
Alguém conhece o nome de um grande cientista que tenha feito uma descoberta importante em qualquer campo do conhecimento, e atribuído essa descoberta ao espiritismo?
Eu conheço, muito ao contrário, um grande cientista católico Louis Pasteur que descobriu a vacina contra a hidrofobia e o modo de enfrentar as doenças bacterianas, algo que era por completo ignorado entre os cientistas de seu tempo.
Autor: Prof Everton Jobim

BATEU A TRISTEZA?

Não se perca em seus sentimentos

As expressões "estou triste" ou "estou deprimido" parecem tão comuns em nossos dias, mas pouco paramos para pensar no que nos leva a esses “estados de tristeza”. Mais ainda: algumas pessoas pensam tanto nela, que alimentam, eternamente, um sentimento que, usualmente, representaria e expressaria apenas uma fase passageira de sua vida. Situações difíceis e estressantes exigem de nós uma capacidade de adaptação que nos permite voltar a alcançar um estado emocional normal. Pensar naquilo que é positivo é uma forma de superar os momentos de tristeza sem negá-los, mas, também, sem valorizar fortemente tal situação. Buscar atividades sociais, esportivas e de lazer também são formas externas de lidar com este sentimento. Estar triste e sentir tristeza são condições psicológicas que fazem parte da vida humana, e não há por que temer vivenciar tal estado. Sentir dor pela perda, viver o luto, terminar um namoro, ter frustrações nas amizades  e experimentar que a vida não é feita só de alegrias é o conjunto dinâmico e equilibrado da vida. Porém, muitas vezes, desenvolvemos respostas emocionais negativas e, a partir delas, tudo se torna uma tristeza constante; ou mesmo criamos nossos filhos deixando-os “protegidos” de qualquer ameaça. 
Depressão é muito mais do que uma tristeza, mas esta, se for cultivada e excessivamente valorizada, pode se tornar uma doença. Ficar triste faz parte da vida, não precisa de tratamento e nos permite experimentar o lado bom e o ruim da vida. Muitas pessoas evitam, a todo custo, o sofrimento ou mesmo evitam que as pessoas ao seu redor sofram. Com isto, apenas alimentam uma vida de conto de fadas. O tempo da tristeza é relativo e está bastante relacionado ao tipo de situação que vivemos. Por outro lado, pense no seguinte: nosso tempo nos coloca um ritmo para que vivamos os processos da vida sem dor, sem sofrimento e com muita rapidez. Não admitir a armagura é um mecanismo de defesa, algo que nos protege, que faz com que evitemos as situações. O que a tristeza tem para nos ensinar? Nem toda melancolia é depressão, nem tudo é curado com remédios. Encarar as situações negativas com serenidade, observando os fatos e as consequências é muito importante. Quando admitimos que somos parte de um problema, podemos rever nossas atitudes e crescer. Ao fazer o papel de vítima – que pode ser mais confortável e bastante cômodo – não assumimos nossas culpas e “terceirizamos” nossos os problemas. Sempre haverá um culpado, uma situação difícil ou coisa assim. Mas vale lembrar também o quanto algumas pessoas têm uma visão extremamente negativa de si, sem perceber nada de positivo no que fazem, olhando o mundo por um olhar altamente crítico, negativo; apenas valorizando as desolações. A satisfação é feita de frustrações, de perdas e dores. Evitar o sofrimento é como “negar” uma parte importante da vida e experimentar apenas o imediato, a necessidade urgente de estar melhor, as alegrias de um mundo que cultiva o imediatismo e o prazer de uma vida fácil. Nesta reflexão, faço a você um novo convite: que possamos dar um significado às tristezas da vida sem fugir delas, mas saindo fortalecidos desta batalha, superando as dificuldades do momento, valorizando as experiências e retomando o ciclo normal de nossas vidas. Não há solução fácil, mágica ou imediata, mas é algo possível a partir da nossa iniciativa e nosso empenho, com uma forma diferente de encarar a vida.
Elaine Ribeiro

domingo, 22 de julho de 2012

UM AMIGO VERDADEIRO NOS CONDUZ PARA O CÉU

“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos” (Jo 15,13). É desta forma que Jesus expressa a beleza e a grandeza do dom da amizade, cuja fonte é o próprio Deus, e dela podemos beber sempre, porque jamais se esgotará.
O amigo por excelência, que todos nós precisamos ter, é Jesus, e o maravilhoso é que Ele nos considera Seus amigos. Todas as outras amizades devem ser por causa d’Ele.
A amizade tem a sua origem no céu; é um dom que nasce do coração de Deus. Um verdadeiro amigo tem uma forte influência na nossa vida, a ponto de ele poder nos ajudar em certas coisas, que, muitas vezes, nem a nossa família consegue fazê-lo.
Peçamos hoje a Jesus a graça de vivermos na Sua amizade.
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia Santiago

DEIXE-SE CONDUZIR POR JESUS BOM PASTOR

Jesus, muitas vezes, define quem Ele é: “Eu sou o caminho”. “Eu sou a verdade”. “Eu sou a vida”. “Eu sou a luz do mundo”. “Eu sou a fonte da água viva”. “Eu sou o Bom Pastor”. Não no sentido de Pastor bom, bondoso, amoroso. Claro, Jesus é tudo isso. Mas quando se diz “Bom Pastor”, este “bom” equivale ao que dizemos de um bom mecânico, um bom marceneiro, um bom pedreiro: é aquele que faz bem o seu ofício.
Jesus se diz o Bom Pastor. O pastor vive para a ovelha. Quem tem vacas, cavalos ou outro tipo de criação, não precisa ter centenas de cuidados, pois a criação vai crescendo e se desenvolvendo por si. A ovelha é totalmente diferente: precisa do pastor o tempo todo por perto.
O pastor toma as ovelhas de manhã cedinho e as leva, porque não sabem ir para o pasto sozinhas, não sabem escolher nem a própria comida. Se ele não cuida bem disso, elas acabam comendo qualquer coisa, pois não sabem, como outros animais, distinguir entre o capim bom e o mato que lhes faz mal ou que é venenoso. Elas não sabem escolher. Por essa razão, quem faz a escolha também é esse profissional [pastor]. Elas também não são capazes de guardar o caminho. Os outros animais têm faro muito bom, mas as ovelhas não: por essa razão é muito fácil para esses animais se transviarem.
O pastor vai à frente e as ovelhas vão atrás, acompanhando-o de perto. Para sentirem segurança, elas precisam da presença desse protetor. Você poderia imaginar que, se a relva é boa e o capim abundante, o pastor poderia deixá-las pastando e ir embora e descansar, mas não é assim. Ele precisa ficar com elas, mesmo que o pasto seja bom, porque elas precisam da segurança dele. Se aparecer algum animal bravo ou algum ladrão, elas não sabem se defender: pelo contrário, praticamente se entregam. Se adoecem, só o pastor consegue curá-las. Se ele não as cura, elas acabam morrendo. 
Ao final do dia, o pastor as leva de volta para o redil, mas é preciso que ele fique com elas. Também no redil, fechadinhas, em segurança, há necessidade de o pastor ficar com elas, pois precisam sentir sua presença. Se ele não está, elas se assustam, amedrontam-se, não dormem e no dia seguinte estão cansadas, perdem leite, emagrecem: tudo porque precisam do pastor.
Por isso Jesus diz: “Eu sou o Bom Pastor”, Ele faz o mesmo como você. Está constantemente a seu lado, o acompanha, vela por você, traz o alimento, aponta o caminho e o leva por ele. Você é como a ovelha, com pouco faro, não conhece o caminho e pode desviar-se dele facilmente. Precisa de um pastor, e o único Pastor para você é Jesus Cristo. Ele cuida de suas feridas, de suas machucaduras. Mesmo que não tenha consciência disso, você precisa da presença d'Ele, precisa sentir o calor da Sua companhia. É Ele quem lhe dá segurança.
Se você disse: “Eu nunca senti isso”, a resposta poderia ser a de São Paulo a respeito da Eucaristia: “Eis porque há entre vós tantos doentes e aleijados, e vários morreram” (I Coríntios 11,30). Por isso andam atribulados, ansiosos, medrosos, angustiados, desesperados, tristes, abatidos, desanimados, doentes, feridos, machucados pela vida, cheios de ressentimento e mágoa. Porque não sentem a presença do Pastor: não O encontram. Vivem com medo porque não sentem a presença d'Ele.
Infelizmente, você foi acostumado a ser ovelha sem pastor: assustada, medrosa, desanimada, cheia de problemas, angustiada, ferida, machucada e pensa que a vida é assim. Mas quando você toma Jesus como seu Pastor, quando sente Sua presença, o carinho, a força, a segurança, a alegria que Ele traz à sua vida, você vê que diferença faz ter um Pastor.
Você pode ter pertinho de sua casa um ótimo mecânico, só que você nunca vai buscar seus serviços... Você é vizinho desse profissional, mas seu carro anda sempre estragado. Jesus é o Pastor eficiente que faz bem a Sua parte. Se você não se coloca sob o pastoreio d'Ele, não vai experimentar o que é ter um Pastor. Continuará na penúria, numa vida infeliz, subdesenvolvido espiritualmente enquanto existe pertinho de você um Bom Pastor.
Nosso Senhor Jesus Cristo é o Pastor. Se você sabe disso, dará o passo na fé. Tomará a iniciativa de ir a Ele, de ficar com Ele, de se colocar sob Sua proteção... deixando-se guiar por Ele com toda a confiança. Você é livre, justamente por isso se coloca sob a proteção de Cristo.
Você é que deve se deixar conduzir por Jesus, o Pastor. Em vez de tomar seus caminhos, de querer escolher seus rumos, de querer tomar suas decisões, você coloca Jesus como Aquele que o guia, conduz, aponta-lhe a direção. Você vai com Ele, vai atrás d'Ele. É muito mais fácil, muito mais rendoso e será muito mais eficiente para sua vida
Padre Jonas Abib

NÃO EXISTE MISSÃO SEM CRUZ



Toda missão é difícil e árdua. Por isso, há a necessidade do poder do Espírito Santo. Não existe missão sem cruz, sem sofrimento, sem perseguição. O Senhor quer que você sofra pela Igreja, sim, mas como um mártir, isto é, como alguém que até no sofrimento testemunha sua fé. Alguém que, como o apóstolo Paulo, tem uma missão e sabe que tem de pagar o preço por ela. Como diz o Evangelho das bem-aventuranças:

"Felizes sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque é grande a vossa recompensa nos céus. Pois foi deste modo que perseguiram os profetas que vieram antes de vós" (Mt 5,11-12).

Aos perseguidores e caluniadores, Deus quer que você responda com amor, intercessão e perdão. Mas, para isso, é necessário “reavivar o carisma de Deus que está em ti” (cf. I Timóteo, 6-1). O Senhor Jesus quer derramar o Espírito Santo sobre você a cada nova missão, a cada nova situação, a cada nova empreitada, a cada novo sofrimento.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

CREIO NO ESPÍRITO SANTO

A Missão do Espírito Santo

A Terceira Pessoa da Santíssima Trindade coopera com o Pai e o Filho desde o início do desígnio de nossa salvação até sua consumação, mas, nos “últimos tempos” – inaugurados com a Encarnação redentora do Filho –, o Espírito se revelou e nos foi dado, foi reconhecido e acolhido como Pessoa (cfr. Catecismo, 686). 
Por obra do Espírito, o Filho de Deus se fez Carne nas entranhas puríssimas da Virgem Maria. O Espírito O ungiu desde o início; por isso, Jesus Cristo é o Messias desde o início de Sua humanidade, isto é, desde Sua própria Encarnação (cf. Lc 1,35). Jesus Cristo revela o Espírito com Seus ensinamentos, cumprindo a promessa feita aos patriarcas (cf. Lc 4, 18s), e o comunica à Igreja nascente, exalando o Seu alento sobre os apóstolos, depois de Sua Ressurreição (cf. Compêndio, 143).
No dia de Pentecostes, o Espírito foi enviado para permanecer, desde então, na Igreja, Corpo místico de Cristo, vivificando-a e guiando-a com Seus dons e com a Sua presença. Por isso se diz também que a Igreja é Templo do Espírito Santo, e que Este é como a alma da Igreja. 
No dia de Pentecostes, o Espírito desceu sobre os apóstolos e os primeiros discípulos, mostrando, com sinais externos, a vivificação da Igreja fundada por Cristo. “A missão de Cristo e do Espírito se converte na missão da Igreja, enviada para anunciar e difundir o mistério da comunhão trinitária” (Compêndio,144). O Paráclito faz o mundo entrar nos “últimos tempos”, no tempo da Igreja. 
A animação da Igreja pelo Espírito Santo garante que se aprofunde, conserve-se, sempre vivo e sem perda, tudo o que Cristo disse e ensinou nos dias em que viveu na Terra, até Sua ascensão; além disso, pela celebração-administração dos sacramentos, o Espírito santifica a Igreja e os fiéis, fazendo com que ela continue sempre a levar as almas a Deus. 
A missão do Filho e a do Espírito Santo são inseparáveis, porque, na Trindade indivisível, o Filho e o Espírito são distintos, mas inseparáveis. Com efeito, desde o princípio até o fim dos tempos, quando Deus envia Seu Filho, envia também Seu Espírito, que nos une a Cristo na fé, a fim de que possamos, como filhos adotivos, chamar a Deus de ‘Pai’ (Rm 8, 15). O Espírito é invisível, mas nós o conhecemos por meio de Sua ação, quando nos revela o Verbo e quando atua na Igreja” (Compêndio, 137). 
Miguel de Salis Amaral