quarta-feira, 1 de agosto de 2012

JESUS ESTÁ VOLTANDO POR AMOR Á SUA CASA



"Vinde, voltemos para o Senhor! Foi ele que nos feriu, ele mesmo vai curar; ele nos machucou, ele vai limpar nossas feridas. Em dois dias ele nos dará vida nova, no terceiro dia ele nos ressuscita e poderemos viver na sua presença. Vamos conhecer, procuremos o conhecimento do Senhor, sua chegada é tão certa como o dia de amanhã, ele virá como vêm as primeiras chuvas, como a chuvarada que encharca a terra" (Os 6,1-3).
Quando ouvimos falar da vinda do Senhor, tememos porque nos parece que Jesus virá para destruir e acabar com tudo! Temos a concepção errônea de que Ele retornará para julgar e castigar as pessoas, por isso temos medo de nos encontrar com Ele.
Não, irmãos, não devemos temer isso! O que o Senhor fará é uma grande limpeza em nossa casa, porque Deus ama Seus filhos. E a cada dia que se passa, estamos mais próximos desse dia!
Não devemos pensar que Deus está com raiva, pelo contrário: Ele está insatisfeito com o mal no mundo; não pode mais suportar essa sujeira, porque Ele nos ama e ama o mundo que criou. Na verdade, quem trouxe toda essa sujeira para o mundo não foi Deus Pai: foi satanás, o grande inimigo de Deus e também nosso. O maligno tem usado de todos os meios para sujar nosso mundo.
Infelizmente, como aconteceu com nossos primeiros pais, muitos caíram em tentação. Não deixamos de ser culpados: nossa culpa é ter caído em tentação. O mal e a sujeira entraram em nossas casas, em nossas famílias, em nós; enfim, no mundo. E Jesus, que veio pela primeira vez para nos trazer a salvação, está prestes a vir pela segunda vez, agora para fazer uma grande limpeza por amor à sua casa e aos seus filhos. Daí a necessidade de vivermos profundamente a Palavra de Deus.

Monsenhor Jonas Abib

EUCARISTIA O GRANDE TESOURO DA IGREJA



Precisamos atrair para a única Igreja verdadeira os nossos irmãos que se desgarraram; muitos deles sem culpa, outros por revolta, ressentimento, mágoa. Precisamos atraí-los à única Igreja una, santa, católica e apostólica, que contém o tesouro da Eucaristia. Precisamos realizar essa obra, para que haja só um rebanho e só um pastor.

Muitos que dizem conhecer tanto a Bíblia e são tão apegados à Palavra, até a interpretando ao “pé da letra”, não acreditam na presença real de Jesus na Eucaristia. Eles sempre a explicam como um simples símbolo.

A nossa Igreja é rica porque tem o grande tesouro: a Eucaristia.

Não precisamos de provas para crer na presença real de Jesus na Eucaristia, a própria palavra dita por Ele deixa claro: "Pois a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida. Aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele" (Jo 6,55-56).

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

PENITÊNCIA É MUDAR DE VIDA !



"Naqueles dias, apresenta-se João, o Batista, proclamando no deserto da Judeia: 'Convertei-vos: o Reinado dos céus aproximou-se!'" (Mt 3,1-2).
"Fazei penitência". Penitência não é só mortificação, deixar de comer alguma coisa, dormir no chão. Penitência em grego é "metanóia": uma reviravolta na vida da pessoa. É mudar a mentalidade, o sentimento; é mudar de vida.
Penitência é um virar-se pelo avesso. Melhor falando: é um deixar-se virar pelo avesso. Foi isso que João Batista veio anunciar: "Fazei penitência, virai-vos pelo avesso. Porque está próximo o Reino do céu". Se João Batista dizia isso naquele tempo, preparando a primeira vinda de Jesus, imagine agora! Estamos na iminência da Sua segunda vinda.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

terça-feira, 31 de julho de 2012

O AMOR TEM SEU TEMPO

Sonhos são muito bonitos nas novelas; na vida real, os caminhos não são prontos

A urgência dos nossos dias nos faz pensar exatamente na urgência do amor. Quando o sentimento se faz presente entre duas pessoas é muito comum a necessidade imediata de dizer: “Eu te amo”.  Algumas pessoas dizem: “Que loucura! Isso não é amor”; outras afirmam: “Pra que esperar, eu amo e digo!”. 

Avaliar nossos sentimentos e todas as implicações que ele [amor] envolve também nos faz pensar que os caminhos para o amor nunca são ou estão prontos, mas, certamente, passam por nossa maturidade. 

A maturidade biológica nem sempre está relacionada à maturidade psicológica. As expectativas dos pais nem sempre serão concretizadas nos desejos dos filhos. Da mesma forma, o que foi vivido no passado nem sempre será válido para as experiências atuais. 

Os gregos diziam que o amor é “uma questão de despertar para a vida” e, com isso, nem todos despertam ao mesmo tempo, nem esperam as mesmas coisas ou se satisfazem com as mesmas coisas. 

Quando se acelera o processo do amor, muitas vezes, se “mata” esse sentimento. É por isso que as pessoas não podem se casar porque os pais delas se admiram, porque as famílias se dão bem ou porque o (a) Amor requer tempo, conhecimento, reconhecimento do que gosto ou não das minhas limitações e das limitações do outro. Amor é como uma construção: escolhe-se o terreno, as fundações e a base para que a obra seja realizada, os tijolos vão sendo colocados um a um, até que a casa seja coberta e todo o acabamento interior seja feito. Depois virão os jardins, os detalhes, os cuidados. 

E é por isso que o amor não pode ser urgente: uma casa feita às pressas, com material de qualidade inferior, tende a cair antes do tempo. Imaginem se os tijolos desta casa, que é o amor,  forem assentados com areia e água? 

Sonhos são muito bonitos nas novelas, mas, na vida real, os caminhos não são prontos. Os caminhos de um casal se fazem pela descoberta das alegrias e das tristezas que os dois podem viver. Estes se fazem ainda pela capacidade de reconhecer no outro aquele que me faz feliz, mas não apenas a única pessoa do mundo que me faz feliz, mas que me completa em parte da vida, que é muito mais do que apenas uma pessoa ou um único motivo.

“Quem quer o amor precisa dar tudo o que tem para possuí-lo (Mt 13,44)” e é por isso que o amor exige dedicação e decisão.

Se você ainda não está pronto para isso, pense se não é tempo de se autoconhecer para conviver com o amor, mas também não espere que esteja 100% pronto para vivê-lo, pois a perfeição não existe, ainda mais quando falamos de seres humanos. 

E lembre-se: para tudo existe um tempo: amor, afetividade, sexualidade, cada um deve e precisa acordar em seu tempo, até mesmo para que as experiências fora do tempo e erradas não se tornem marcas negativas no futuro.namorado (a) tem ou não tem um status, ou um tipo de estudo. 
Elaine Ribeiro

O MAIOR DE TODAS AS GRAÇAS AO SEU ALCANCE



O Senhor derramou o Espírito Santo sobre Cornélio, centurião romano, quando este ainda era pagão, e sobre a família deste, porque ela O acolheu. Pedro atesta que, de repente, todos ficaram cheios do Espírito Santo. A evidência para ele, de que essa graça havia ocorrido, foi que todos estavam orando em línguas e profetizando. Pedro precisou expor a situação àqueles que o acompanhavam:"Podemos, por acaso, negar a água do batismo a estas pessoas, que receberam, como nós, o Espírito Santo?" (At 10,47).

Essa é a graça maravilhosa que Deus tem para a Sua Igreja hoje. Os corações mais endurecidos, as pessoas mais corrompidas, mais estragadas pela sociedade, mais espezinhadas pela vida: o Senhor quer transformá-las. Como transformou Saulo, Cornélio, sua família, seus servos, soldados e amigos. E, dessa forma, todos ficaram cheios do Espírito Santo!

Para a transformação da sua família, não basta uma providência qualquer. O que retirará os membros dela do adultério, da infidelidade, dos vícios, da prostituição, não é um paliativo qualquer.O Senhor coloca ao seu alcance a graça das graças, o dom dos dons: o Espírito Santo.

O Senhor quer derramá-Lo não só sobre você, mas também sobre todas as pessoas que necessitam. A transformação acontecerá pelo derramamento do Espírito Santo. Nossa parte é querer, insistir, interceder, dobrar os joelhos, jejuar e pedir ao Senhor a graça maior: o batismo no Espírto

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

ESCRAVOS DO PECADO

Pecar é destruir o próprio ser e caminhar para o nada

O Catecismo da Igreja Católica (CIC) nos mostra toda agravidade do pecado: “Aos olhos da fé, nenhum mal é mais grave do que o pecado e nada tem consequências piores para os próprios pecadores, para a Igreja e para o mundo inteiro” (§ 1488).
São palavras fortíssimas, pois mostram que não há nada pior do que o pecado. Por outro lado, o Catecismo afirma que ele é uma realidade: “O pecado está presente na história dos homens: seria inútil tentar ignorá-lo ou dar a esta realidade obscura outros nomes” (CIC, §386).
Deus disse a Santa Catarina de Sena, em 'O Diálogo':
”O pecado priva o homem de Mim, Sumo Bem, ao tirar-lhe a graça”. São Paulo, numa frase lapidar, explica toda a hediondez do pecado e razão de todos os sofrimentos deste mundo: “O salário do pecado é a morte” (Rom 6,23).
Tudo o que há de mal na história do homem e do mundo é consequência do pecado que começou com Adão. “Por meio de um só homem, o pecado entrou no mundo e, pelo pecado, a morte, e assim a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rom 5,12). O Catecismo ensina que: “A morte corporal, à qual o homem teria sido subtraído se não tivesse pecado (GS,18), é assim o último inimigo do homem a ser vencido” (1Cor 15, 26).
Santo Agostinho dizia que: "É desígnio de Deus que toda alma desregrada seja para si mesma o seu castigo”, e acrescentava: “O homem se faz réu do pecado no mesmo momento em que decide cometê-lo.” Sintetizava tudo dizendo que “pecar é destruir o próprio ser e caminhar para o nada”. Ele dizia de si mesmo nas confissões: “Eu pecava, porque em vez de procurar em Deus os prazeres, as grandezas e as verdades, procurava-os nas suas criaturas: em mim e nos outros. Por isso precipitava-me na dor, na confusão e no erro.
Toda a razão de ser da Encarnação do Verbo foi para destruir, na sua carne, a escravidão do pecado. “Como imperou o pecado na morte, assim também imperou a graça por meio da justiça, para a vida eterna, através de Jesus Cristo, nosso Senhor”. (Rom 5,21)
O demônio escraviza a humanidade com a corrente do pecado, mas Jesus vem exatamente para quebrá-la. São João deixa bem claro na sua carta: “Sabeis que Ele se manifestou para tirar os pecados” (1Jo 3,5). “Para isto é que o Filho de Deus se manifestou, para destruir as obras do diabo” (1 Jo 3,8). Essa “obra do diabo” é exatamente o pecado, que nos separa da intimidade e da comunhão com Deus e nos rouba a vida bem-aventurada.
Com a Sua Morte e Ressurreição triunfante, Jesus nos libertou das cadeias do pecado e, por Sua graça, podemos agora viver uma nova vida. É o que São Paulo nos ensina na Carta aos Colossenses: “Se, pois, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus” (Col 3,1). Aos romanos ele garante: “Já não pesa mais condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus. A Lei do Espírito da vida em Cristo Jesus te libertou da lei do pecado e da morte” (Rom 8,1).
Aos gálatas o apóstolo diz: “É para a liberdade que Cristo nos libertou. Permanecei firmes, portanto, e não vos deixeis prender de novo ao jugo da escravidão” (Gal 5,1).A vitória contra o pecado custou a vida do Cordeiro de Deus. São João Batista, o precursor, aquele que foi encarregado por Deus para apresentar ao mundo o Seu Filho, podia fazê-lo de muitas formas: “Ele é o Filho de Deus”, ou, “Ele é o esperado das nações”, como diziam; ou ainda: “Ele é o Santo de Israel”, ou quem sabe: “Eis aqui o mais belo dos filhos dos homens”, etc.; mas, em vez de usar essas expressões que designavam o Messias que haveria de vir, João preferiu dizer: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29).
Aqueles que querem dar outro sentido à vida de Jesus, que não o d'Aquele que “tira o pecado do mundo”, esvaziam a Sua Pessoa, a Sua missão e a missão da Igreja. A partir daí, a fé é esvaziada e toda a “sã doutrina” (1Tm4,6) é pervertida. Eis o perigo da “teologia da libertação”, que exigiu a intervenção direta da Santa Sé e do próprio Papa João Paulo II, pois, na sua essência, esta “teologia” substitui o Cristo Redentor do pecado por um Cristo apenas libertador dos males sociais e terrenos, reinterpreta o Evangelho e o Cristianismo dentro de uma exegese e de uma hermenêutica que não é aceita pelo Magistério da Igreja.
Assim como a missão de Cristo foi libertar o homem do pecado, a missão da Igreja, que é o Seu Corpo místico, a Sua continuação na história, é também a de libertar a humanidade do pecado e levá-la à santificação. Fora disso, a Igreja se esvazia e não cumpre a missão dada pelo Senhor. "Jesus" quer dizer, em hebraico, “Deus salva”. Salva dos pecados e da morte. Na anunciação, o anjo disse a Maria: "… lhe porás o nome de Jesus" (Lc 1,31).
A José, o mesmo anjo disse: “Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1,21). A salvação se dá pelo perdão dos pecados; e já que “só Deus pode perdoar os pecados” (Mc 2, 7), Ele enviou o Seu Filho para salvar o Seu povo dos pecados. “Foi Ele quem nos amou e nos enviou Seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados” (1Jo 4,10). “Este apareceu para tirar os pecados “ (1Jo 3,5).
Isto mostra que a grande missão de Jesus era, de fato, “tirar o pecado do mundo”, e Ele não teve dúvida de chegar até a morte trágica para isto. Agora, Vivo e Ressuscitado, Vencedor do pecado e da morte, pelo ministério da Igreja, dá o perdão a todos os homens. Jesus disse aos apóstolos na Última Ceia: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (Jo 14,15).Guardar os mandamentos é a prova do amor por Jesus. Quem obedece aos Seus mandamentos, foge do pecado.
O grande São Basílio Magno (329-379), bispo e doutor da Igreja, ensina, em seus escritos, que há três formas de amar a Deus: a primeira é como o mercenário, que espera a retribuição; a segunda, é como escravo que obedece, por medo do chicote, o castigo de Deus; e o terceiro é o amor filial, daquele que obedece, porque, de fato, ama o Pai. É assim que devemos amar o Senhor; e, a melhor forma de amá-Lo é repudiando todo mal.
Os Dez Mandamentos são a salvaguarda contra o pecado. Por isso, o primeiro compromisso de quem almeja a santidade deve ser o compromisso de viver, na íntegra, os mandamentos. Diante da gravidade do pecado, o autor da Carta aos Hebreus chega a dizer aos cristãos: “Ainda não resististes até ao sangue na luta contra o pecado” (Hb 12,4). Nesta luta, justifica-se chegar até ao sangue, se for preciso, como Jesus o fez.
Felipe Aquino