terça-feira, 7 de agosto de 2012

VENCEMOS O DEMÔNIO RESISTINDO -LHE FIRMES NA FÉ


O Senhor quer nos ensinar que para acontecer o “Eu e minha casa serviremos ao Senhor” é preciso, de nossa parte, uma contínua ação de “reagir” ao pecado, à tentação, às forças do mal. Talvez pensemos que a nossa posição seja defensiva, mas o Senhor vem nos ensinar o contrário. Nossa atitude deve ser de reação, precisamos reagir firmes, reagir na fé. São Pedro nos exorta:
“Sede sóbrios, vigiai! Vosso adversário, o diabo, como um leão que ruge, ronda, procurando a quem devorar. RESISTI-LHE, FIRMES NA FÉ”(1Pd 5,8-9a).
Vencemos o demônio resistindo-lhe firmes na fé. “Firmes na fé” significa acreditar na vitória do Senhor em nós. Sabemos da nossa fraqueza, de nossos pecados e da facilidade com que erramos. Pecamos. Resvalamos. Mas o Senhor é fiel e poderoso. O poder de Deus é soberano sobre nós, sobre a nossa vida.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

O SEGREDO DA ESPERANÇA

Na floresta das possibilidades, muitos pássaros passavam os dias a cantarolar as alegrias de viverem juntos. Uma vida em comunidade era motivo de festa permanente. O Canário da Alegria, todas as manhãs, acordava bem cedinho para anunciar um novo tempo que iria começar!
- Bom dia, meus amigos! É hora de acordar! O sol já despontou e temos muitos motivos para nos alegrar hoje! 
Em pouco tempo, todos os pássaros estavam reunidos para, juntos, tomarem o café da manhã.  A Pombinha da Paz sempre chegava trazendo a todos a serenidade que os unia cada vez mais. Sempre tinha uma palavra que devolvia a paz aos corações atribulados. 
Contudo, naquela manhã, faltava um pássaro em particular: A Águia da Fé, que sempre voava pelas alturas, não apareceu. Preocupado, o Bem-te-vi da Solidariedade saiu à sua procura. Voou muito até que conseguiu localizá-la, sozinha, em uma árvore afastada da floresta.
- O que houve, minha amiga? Estamos preocupados com você. Todos estavam reunidos para o café da manhã e notamos a sua ausência. Como podemos estar alegres e sermos solidários se nos falta a Fé ao nosso lado? Sem você a Paz se torna tempestade!
- Pois é, meu amigo solidário... Ontem à noite, quando voltava para casa, soube que minha mãe, a Águia da Ternura, não está bem. Disseram-me que ela está muito doente, e eu, sinceramente, não sei o que fazer.
Pensativo, o Bem-te-vi da Solidariedade saiu e foi conversar com a Coruja da Sabedoria. 
- Minha amiga da Sabedoria, o que podemos fazer para ajudar nossa amiga Águia da Fé. Ela está muito triste e não sei como ajudá-la.
Imediatamente, a Coruja da Sabedoria reuniu todos os pássaros da Floresta dos Carismas. E, diante de todos, explicou o ocorrido. 
- Diante desta situação difícil, só há uma solução!
- E qual seria, Coruja da Sabedoria?
- Precisamos encontrar um Beija-Flor que se encontra na Floresta das Decepções. 
Assustados, os pássaros se entreolharam, pois a Floresta das Decepções era extremamente perigosa. Muitos pássaros já haviam se perdido nela. Quem seria louco de ir até lá?
- Eu vou! Se for preciso dar a minha vida para salvar a vida da Águia da Fé, eu irei. 
E foi assim que o Pardal do Amor partiu em busca do Beija-Flor que se encontrava na Floresta das Decepções. 
Depois de muitos dias, o Pardal voltava com o Beija-Flor. Imediatamente, foram ao encontro da Águia. Olhando para ela, o Beija-Flor disse:
- Minha amiga, não fique com medo, pois a Fé que traz em si é muito maior que as tristezas da vida. Sua mãe ficará bem. Com o Amor, a Paz, a Solidariedade, a Alegria, seus amigos que sempre estão junto de você, irá enfrentar as dificuldades da vida. 
Olhando profundamente nos olhos do Beija-Flor, a Águia da Fé disse:
- Obrigada, meu amigo. Você despertou em mim um sentimento que eu não conhecia. Você é muito sábio, apenas a sua cor é um pouco estranha! Nunca vi um pássaro verde. Por falar nisso, qual o seu nome Beija-Flor?
- Meu nome é Esperança. Cheguei até você por meio do Amor para que a sua Fé pudesse ser renovada e, assim, pudesse devolver à Ternura, as Alegrias das Possibilidades de uma Paz infinita. 
Padre Flávio Sobreiro

SOMOS UMA GERAÇÃO BEM AVENTURADA



"Eu vos batizo na água, em vista da conversão; mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu: não sou digno de tirar-lhe as sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo. Traz na mão pá, vai joeirar sua eira e recolher o trigo no celeiro; mas o refugo, ele o queimará no fogo que não se extingue" (Mt 3,11-12).
A receita que João deu foi esta: "Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo". O remédio para a doença terrível que atingiu a Igreja e tem deixado seus membros – que somos nós – sem defesas é o Espírito Santo.
Se descobrissem o remédio para a cura da Aids, certamente iríamos investir tudo para adquirir esse remédio e aplicá-lo em todos os que estão afetados pela doença. Da mesma forma, Deus já nos indicou qual é o remédio. Assim como no início Ele derramou o Espírito, volta a derramá-lo agora com a mesma força.
Há pessoas que dizem que a “Efusão do Espírito Santo”, os dons, carismas, Pentecostes, foram somente para o começo da Igreja: naquela época era necessário, hoje não é mais. A Igreja nunca deixou de ter o Espírito Santo, os carismas, os santos. Mas um derramamento como o que ocorreu no começo da Igreja, com tantos dons, manifestações, milagres, com força de evangelização, com tanta transformação de pessoas e de estruturas, nunca mais aconteceu, a não ser agora no nosso tempo. Somos uma geração bem-aventurada.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O QUE É SANTIDADE ?

Como os santos conseguem alcançá-la?

Mais do que mirabolantes façanhas místicas ou heroísmos de faquir, a santidade consiste numa correspondência de amor. Trata-se de descobrir a presença de Deus em tudo, dando-lhe glória por meio das mais corriqueiras realidades do dia a dia. 

O que é que os santos fazem para chegar à santidade? Duas coisas. Por um lado, ficam longe de tudo o que os impede de entrar pelos caminhos da graça e, por outro, dirigem-se diretamente a Deus. Mas fazem tudo isso pela glória do Senhor, não por algum proveito que possam obter. Eles são os que “buscam, antes, o Reino de Deus” – mais pelo Rei do que por eles próprios – e estão dispostos a esperar o tempo que Ele quiser até o dia em que “todo o resto lhes será dado por acréscimo” (cf. Mt 6,33).

Os santos, portanto, não tratam de fazer coisas especialmente santas (como ferozes penitências, passar noites inteiras ajoelhados, milagres, profecias, êxtases na oração); tratam de fazer tudo de um modo especialmente santo, exatamente do modo como Deus quer que o façam.Para eles, a única coisa do mundo que importa é a vontade do Pai. Sabem que a cumprindo estarão imitando Nosso Senhor, manifestando a caridade e sendo fiéis ao que há de melhor em si mesmos.

Tudo isso pode ser um grande estímulo para nós, pois mostra que o nosso serviço a Deus não depende de como nos sentimos, mas de como o Senhor olha para o que fazemos. Não depende de que os nossos atos pareçam heroicos, mas da nossa disposição em deixar que Ele tire heroísmo de nós; não depende de que conquistemos, à nossa maneira, uma meta que nos faça merecedores do título de “santo”, mas de que sigamos, com total confiança, o rumo marcado pela vontade do Senhor

A santidade – como tudo na vida – deve ser encarada do ponto de vista de Deus; não do ponto de vista do homem. Viemos do Senhor, existimos por Ele. A nossa santidade também deve vir d'Ele e existir para Ele. Cremos que a finalidade do homem, da vida, da criação é a glória do Senhor. Mas o que isso significa para nós? O que é “glória” afinal?

Santo Agostinho diz que a glória é um “claro conhecimento unido ao louvor”. Mais do que, simplesmente, explicar o que ela é, essa expressão nos diz o que temos de fazer em relação a ela, ou seja, a maneira que devemos glorificar a Deus. Louvar o Senhor na oração é glorificá-Lo; servir ao próximo na caridade, também o é. Querer seguir a Cristo e cumprir Sua vontade é dar-Lhe glória.

Cristo Nosso Senhor, que é a Santidade em Pessoa, mostrou-nos como deu glória ao Pai durante a Sua vida terrena: "Eu glorifiquei-Te na Terra, consumando a obra que me deste a fazer (Jo 17,4). Que obra era essa? Muito simples: a vontade do Pai. É claro que isso implicou fazer muitas coisas específicas – como pregar, fazer milagres, fundar a Igreja, sofrer a Paixão –, mas todas se resumem no cumprimento fiel da vontade do Pai.

Quando, próximo do fim, Jesus disse na cruz: "Tudo está consumado" (Jo 19,30), não estava querendo dizer que Sua vida chegava ao fim, mas que a obra encomendada pelo Pai, a tarefa de cumprir em tudo a divina vontade, estava, agora, perfeitamente concluída e já não restava mais nada a fazer
Hubert von Zelle

CONSTRUINDO A FELICIDADE

A amizade não é uma realidade irrelevante, já que, até mesmo na Sagrada Escritura, Jesus teve amigos. O próprio Filho de Deus teve à Sua volta, durante toda Sua vida pública, a presença de doze amigos especiais.
Não somos capazes de construir a felicidade sozinhos. Por isso Deus nos confiou a uma família e a amigos, os quais, em muitos casos, nada mais são do que a extensão da nossa própria família.
A inspiração para escrever meu livro veio da Palavra, em Jeremias 29,11: “Sei muito bem do projeto que tenho em relação a vós, oráculo do Senhor. É um projeto de felicidade e não de sofrimento, dar-vos um futuro e uma esperança”.
Hoje, Deus quer inaugurar esse projeto de felicidade na sua vida, independente da lama que você tenha vivido até este momento. Mas por que, então, muitas vezes, não somos felizes se Deus nos criou para a felicidade?
Acredito que você já tenha se perguntado sobre isso, mas o que, realmente, você deveria se questionar é: “O que é a felicidade para mim?”. Grande parte de nós não compreende o conceito de felicidade e busca a realização em lugares errados; no entanto, ela não mora nas planícies, mas nas montanhas.
As pessoas vivem a obsessão pela felicidade, buscam coisas que não precisam, simplesmente para se realizar com pessoas que não conhecem. A felicidade tem sido confundida com o prazer, que nada mais é do que um instrumento para tornar nossa vida melhor.
Quando a vida se torna só prazer, ela acaba perdendo seu sentido. E o prazer gera outro grande mal para nossa sociedade: o imediatismo, que força o ser humano a buscar, cada vez mais, o prazer sem pensar em suas consequências.
A ausência de limites gera uma vida desregrada em muitas áreas da nossa vida, principalmente no que diz respeito à nossa sexualidade e afetividade. O prazer precisa ser um trampolim para a felicidade, e não podemos nos tornar escravos dele, caso contrário ficamos cegos a todos os outros elementos que são matéria-prima para a nossa felicidade.
Temos dificuldade de nos conciliar com o possível e sermos aquilo que Deus espera de nós. Infelizmente, nos prendemos às fantasias que nos fazem reféns de nós mesmos e de nossas próprias mentiras. 
A vida nos faz muitas propostas que, ao primeiro momento, podem parecer inofensivas, mas, no fundo, são o primeiro passo para um vício, seja ele o álcool, a dependência química ou a prostituição.
Escolher é uma maneira de construir-se, mas, diante das escolhas erradas, temos o hábito de colocar a culpa em tudo e em todos, pelo simples fatos de não termos coragem suficiente para assumir nossas falhas.
A felicidade não depende somente de coisas exteriores, por isso não a confunda com a alegria, pois ela é um componente da felicidade assim como o prazer. 
Aquilo que Deus tem reservado para você é muito maior do que qualquer decepção ou depressão que possa abatê-lo. Só somos capazes de encontrar a verdade felicidade quando compreendemos o plano de Deus em nossa vida. Por isso, não perca mais tempo, o Senhor quer gerar vida nova em você para que você seja capaz de vislumbrar a eternidade.
Padre Adriano Zandoná 
Missionário da Comunidade Canção Nova

QUANDO COMUNGAMOS SOMOS UM EM CRISTO



Na comunhão, ao receber uma hóstia consagrada, a pessoa recebe Jesus por inteiro. Não um pedacinho de Jesus, mas toda a Sua Pessoa, o Seu Corpo ressuscitado, que tem Carne e sangue.
Quando o sacerdote parte a hóstia, em cada uma das partes está Nosso Senhor Jesus Cristo. É o Seu Corpo ressuscitado. E porque Ele tem um Corpo ressuscitado, pode dar-se inteiro e ao mesmo tempo para cada um de nós em particular. Jesus não se divide nem se multiplica, há um só Jesus, Ele supera a lei do espaço.
É por isso também que a Eucaristia é chamada de “o sacramento da unidade”. Quando comungamos, todos entramos em comunhão: todos juntos somos um em Cristo.
Tanto na forma de pão como na forma de vinho, recebemos Jesus por inteiro: Corpo, Sangue, Alma e Divindade.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova