quarta-feira, 12 de setembro de 2012


COMO DISCERNIR O QUE É BOM PARA NOSSA SALVAÇÃO ?

A lógica do Reino de Deus é diferente da nossa, e como filhos de Deus precisamos entrar na dinâmica do Senhor. Isso se faz pela confiança e pelo abandono no amor do nosso Criador, que nos deu este grande presente:“De sermos chamados filhos de Deus” (cf. I João 3,1b).
Naturalmente, somos muito inclinados a agir e a julgar pelas aparências e por nossas experiências anteriores, e na maioria das vezes, nos enganamos. Nem tudo o que parece bom aparentemente, é realmente bom; e nem tudo o que contraria a nossa natureza inicialmente, é, de fato, ruim.
Como discernir o que é bom para a nossa salvação? Como filhos de Deus precisamos humildemente perguntar ao Senhor todas as coisas, para que não fiquemos enganados e confundidos. No entanto, nem sempre o Senhor nos dá tudo o que pedimos, porque Ele só nos dá o que é bom e essencial para a nossa salvação. Nós vemos a aparência das coisas e o Todo-poderoso vê o interior.
Peçamos, hoje, ao Senhor a graça de vivermos dentro da dinâmica do Espírito Santo, para que a nossa mentalidade seja transformada, de forma que possamos ser fiéis à vontade d’Ele.
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia Santiago

ELE FEZ BEM TODAS AS COISAS

Na obra criadora de Deus, existe a semente do bem

Ao modo de leitura orante da Palavra de Deus, chamada “Lectio Divina”, aproximemo-nos do Evangelho que a Igreja proclama nestes dias. Para tanto, comecemos bem longe, no princípio...“Deus viu tudo quanto havia feito, e era muito bom” (Gn 1,31). Na obra criadora do Senhor, existe a semente do bem. O sábio, que identifica o sentido daquilo que o Pai fez, tem consciência de que “Deus não fez a morte, nem se alegra com a perdição dos vivos. Ele criou todas as coisas para existirem, e as criaturas do orbe terrestre são saudáveis: nelas não há nenhum veneno mortal, e não é o mundo dos mortos que reina sobre a terra, pois a justiça é imortal” (Sb 1,13-15). 

De fato, “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava junto de Deus, e a Palavra era Deus. Ela existia, no princípio, junto de Deus. Tudo foi feito por meio dela, e sem ela nada foi feito de tudo o que existe. Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens” (Jo 1,1-3). E esta Palavra “se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14). Jesus Cristo é o Verbo de Deus, Palavra eterna que se fez carne, em quem todas as coisas foram criadas, aquele que “faz bem todas as coisas” (Mc 7, 37), o que restaura toda a obra criadora do Pai, em quem tudo ganha sentido e valor (Cf. Ef 1,10).

Tornar-se discípulo da Palavra de Deus que se faz carne é acompanhar Jesus pelas estradas da vida e testemunhar o acontecimento da “nova criação”. Vamos lá! Jesus deixou a região de Tiro, passou por Sidônia e continuou até o mar da Galileia, atravessando a região da Decápole, onde tinha chegado sua fama. Cercava-o a incompreensão a respeito de sua pessoa e de suas ações. O Evangelista São Marcos, o único que conta este episódio, mostra a entrada em cena de um surdo-mudo que, curado, torna-se um sinal da abertura para acolher o mistério de Jesus. Pedem que o Senhor imponha as mãos sobre o homem.
Jesus, tomando-o à parte, longe da multidão, leva a sério sua presença e sua situação, pôs os dedos nos seus ouvidos, tocou com a própria saliva a língua do homem, olhou para o céu, suspirou e disse: “Efatá!”, que quer dizer: “Abre-te”. Imediatamente, os ouvidos do homem se abriram, sua língua soltou-se e ele começou a falar corretamente. Jesus recomendou, com insistência, que não contassem o ocorrido para ninguém. É que o anúncio do Evangelho e a resposta da fé devem ser os únicos sinais inequívocos da inauguração dos novos tempos que se realizam com sua chegada. Contudo, quanto mais ele insistia, mais a notícia se espalhava! Cheios de grande admiração, todos diziam: “Tudo ele tem feito bem. Faz os surdos ouvirem e os mudos falarem” (Cf. Mc 7,31-37). Em Jesus Cristo se realizam as promessas antigas reportadas pelo profeta Isaías (Is 35,4-7). Ele realiza uma nova criação e é portador da salvação definitiva. Ele é a Salvação!
Os gestos de Jesus, que faz tudo bem feito, os dedos nos ouvidos do homem, a saliva na boca, o suspiro, a palavra forte que abre os sentidos humanos para Deus, conduzem ao nosso batismo, quando fomos introduzidos numa nova vida. Abram-se nossos sentidos da fé para reconhecer o Salvador e participarmos todos da nova criação! A consequência será um olhar otimista em relação às pessoas e situações, começando pela nossa própria vida. A esperança brotará quando entendermos que Jesus não é um milagreiro à nossa disposição, mas o Salvador, cuja presença e ação conferem novo e definitivo sentido à existência.

Os homens e mulheres renascidos pelo batismo são chamados a se comprometerem com esta nova criação. Cabe-lhes passar pela terra fazendo o bem e fazendo tudo bem feito! Nenhum recanto do mundo fique privado da
 presença dos cristãos. Antes, aceitem o desafio de transformá-lo a partir de dentro. Uma nova mentalidade ilumine o mundo do trabalho, a política, as relações sociais. E os valores da eternidade, já presentes nesta terra pelo mistério de Cristo, se espalharão por toda parte, pois ele faz bem todas as coisas.

Sabendo que somos frágeis para enfrentar tamanha empreitada, pedimos confiantes com a Igreja (oração do dia do vigésimo terceiro domingo do Tempo Comum): “Ó Deus, Pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como filhos e filhas, concedei aos que creem em Cristo a verdadeira liberdade e a herança eterna”.
Dom Alberto Taveira Corrêa

terça-feira, 11 de setembro de 2012


PROCLAMEMOS O ANO DA GRAÇA DO SENHOR

O Senhor tem suscitado no coração dos simples a expectativa da Sua vinda. O Reino de Deus será implantado definitivamente. São os corações simples que percebem os sinais dos tempos. Sempre foi assim na história da Igreja. É o povo simples que se abre aos sinais de Deus. A sabedoria divina se manifesta aos pobres: no Antigo Testamento eram os "pobres de Javé" e no Novo Testamento, os "pobres de coração".
Deus está nos revelando que a Sua vinda está próxima. E quais são os sinais? A ação do Espírito Santo nas pessoas e no mundo é o primeiro e grande sinal. Leia no livro de Joel: "Depois disto, derramarei meu Espírito sobre toda carne. Vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos anciãos terão sonhos, vossos jovens, visões. Mesmo sobre os servos e as servas, naqueles dias, derramarei o meu Espírito. Farei prodígios no céu e na terra, sangue, fogo, colunas de fumaça. O sol se transformará em trevas e a lua em sangue quando vier o dia do Senhor, grandioso e temível" (Joel 3,1-4).
O principal e primeiro sinal é: "Derramarei meu Espírito sobre todo ser vivo".
Depois acontecerá o que está no versículo 4: "Farei prodígios no céu e na terra, sangue, fogo, colunas de fumaça. O sol se transformará em trevas e a lua em sangue quando vier o dia do Senhor, grandioso e temível".
A grande profecia de Isaías diz: "O Espírito do Senhor Deus está sobre mim: o Senhor, fez de mim um messias, ele me enviou a levar alegre mensagem aos humilhados, medicar os que têm o coração confrangido, proclamar aos cativos a liberdade, aos prisioneiros a abertura do cárcere, proclamar o ano do favor do Senhor, o dia da vindicta do nosso Deus" (Isaías 61,1-2).
É preciso proclamar o ano do favor do Senhor e o dia da vindicta (vingança) do nosso Deus. Quando se fala "ano" é um "tempo": um longo tempo de graça. Estamos vivendo um tempo maravilhoso, e o que temos de fazer é proclamar o ano da graça do Senhor antes que chegue o dia da vingança do nosso Deus.
As duas coisas vão acontecer: "o ano da graça" e também "o dia da vingança". É Palavra de Deus. Tudo vai acontecer porque "Passa a terra, mas as minhas palavras [de Jesus Cristo] não passarão"(Mateus 24,35).
É justamente com essas palavras que Jesus conclui o anúncio da Sua segunda vinda gloriosa. O que temos de fazer é estar preparados, a cada dia, para a volta do Senhor e proclamar corajosamente, sem nenhum receio, tanto este "tempo de graça" como "o dia da vingança" para que todos estejam preparados.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

ORAÇÃO À NOSSA SENHORA DO DESTERRO



"Ó bem aventurada Virgem Maria, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo Salvador do mundo, Rainha do céu e da terra, advogada dos pecadores, auxiliadora dos cristãos, protetora dos pobres, consoladora dos tristes, amparo dos órfãos e viúvas, alívio das almas penantes, socorro dos aflitos, desterradora das indigências, das calamidades dos inimigos corporais e espirituais, da morte cruel dos tormentos eternos, de todo bicho e animal peçonhentos, dos maus pensamentos, do vício da bebida, dos sonhos pavorosos, das cenas terríveis e visões espantosas, do rigor do dia do juízo, das pragas, incêndios, desastres e maldições, dos malfeitores, ladrões, assaltantes e assassinos.
Minha Mãe Amada, eu prostrado agora aos vossos pés, com piedosíssimas lágrimas, cheio de arrependimento das minhas pesadas culpas, por vosso intermédio imploro perdão a Deus infinitamente bom.
Rogai ao Vosso Divino Filho Jesus, por nossas famílias, para
 que Ele desterre de nossas vidas todos estes males, nos dê perdão de nossos pecados e nos enriqueça de sua divina graça e misericórdia.
Desterrai de nós, todos os males e maldições. 
Afugentai de nós a peste, o vício do álcool e os desassossegos.
Possamos por vosso intermédio, obter de Deus, a cura de todas as doenças, o livramento dos vícios e encontrar as portas do Céu abertas e convosco ser felizes por toda a eternidade. Amém

Padre Marcelo Rossi

QUE NINGUEM SE PERCA !

Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo" (Sl 118,23).

A palavra 'lei' não está bem traduzida aqui para o português, porque o hebraico é uma língua bem diferente da nossa. Há uma cultura tão diferente, que não encontramos, na nossa língua, uma palavra semelhante. Quando a [lei] vemos escrito pensamos em ordens e mandamentos, mas é muito mais do que isso, é “Torá”, ou seja, todo o modo de vida que Deus nos dá para viver. A Bíblia tem também ordens e mandamentos, mas a maior parte nos mostra o modo de vida que Deus quer que vivamos, principalmente no Novo Testamento – o Evangelho e as Cartas dos Apóstolos. 
Precisamos conhecer o que Deus quer para nós. É grande a nossa tristeza porque, nos tempos de hoje, o mundo está caminhando o oposto do modo de vida que Deus quer para nós. 
Já é tempo de pedirmos: 'Vinde, Senhor Jesus', para que ninguém mais se perca. Nós queremos que Deus alongue o tempo da misericórdia. Nós mesmos somos consequências desse tempo em que Ele está derramando graças e misericórdias. Deus está de braços e coração abertos para nos receber. 
Contudo, há pessoas muito próximas de nós que estão distantes d'Ele, e o Senhor quer salvá-las também, mais do que nós o queremos. Por mais trabalho que uma pessoa nos dê, Jesus quer recuperá-la. Ele, o Filho de Deus, deixou o céu e se fez criatura humana, indo até a morte, a morte de cruz, para salvar a todos. O saudoso Papa João Paulo II disse que encontrou todas as respostas no amor. Por isso, se quisermos salvar nossos irmãos, vamos amá-los. O amor salva, cura, liberta. 
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova