Dom Bosco teve sonhos proféticos. Um deles foi assim: ele viu a barca da Igreja em meio a uma grande tempestade: ondas encapeladas, um vento terrível. Na frente da barca da Igreja estava o Papa, de braços abertos, conduzindo-a. Atrás dele estava a cristandade enfrentando toda aquela tempestade.
Então, Dom Bosco observou que o Papa estava conduzindo a barca para uma direção. E viu duas colunas. Em cima da coluna menor estava a imagem de Nossa Senhora, e em cima da coluna mais alta estava aEucaristia. Quando a barca da Igreja se colocou no meio daquelas duas grandes colunas, todo o mar se acalmou! O que Jesus afirmou aconteceu:
"E Eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mateus 16,18).
Esse sonho é profético! Se a barca da Igreja, hoje, está nessa tempestade, é porque a família está em tempestade! A Igreja é formada pelas "Igrejas domésticas" que são as nossas famílias. E o Papa está conduzindo a barca da Igreja, a barca das nossas famílias, na direção de Maria e da Eucaristia. Nunca houve um Santo Padre que insistisse tanto nesse assunto como o saudoso João Paulo II. Ele (assim como todos os Papas que existiram e, agora, Bento XVI) conduziu e agora Bento XVI continua conduzindo a família, em meio a essa tempestade, na direção certa. É preciso que estejamos com o Papa, o sucessor de Pedro e o representante de Jesus Cristo na Terra!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
COMO TOMAR DECISÕES ACERTADAS ?
O homem pode não ser responsável pelas suas fraquezas, mas é responsável pela posição que toma frente a elas; ele é responsável pelo quanto as têm em conta e pelo quanto faz para neutralizar sua influência.
Podemos até dizer que não somos responsáveis por determinados limites ou por sentirmos fraquezas difíceis de dominar, mas somos responsáveis pelos conteúdos com os quais entramos em contato a cada dia. Somos responsáveis pelo conteúdo dos assuntos que tratamos com nossos amigos, pelos programas de TV que assistimos; somos responsáveis pelo que acessamos na internet e pelo que fazemos para alimentar nossa imaginação.
Diante de tais realidades, uma grande questão se levanta: será que situações, as quais podemos evitar, não têm sido evitadas, porque temos colocado toda a culpa nas chamadas “fraquezas”? Talvez estejamos dizendo que é fraqueza pelo simples fato de não querer mudar de vida. Mas se, realmente, queremos ser pessoas melhores, precisamos saber que, antes, precisamos ter consciência de nossa responsabilidade frente às lutas diárias.
Boa atitude para um caminho de maturidade é seguir as indicações que Jesus deu aos discípulos e à multidão no Sermão da Montanha. A indicação que mais contribui para nossa reflexão é a seguinte: "Seja o vosso sim, sim; e o vosso não, não. O que passa disso vem do maligno" (cf. Mt 5, 37). Minha posição, diante de uma determinada fraqueza, é o que define se vou ceder a ela ou não.
Sua decisão tem sido firme ou você está se deixando levar pela situação?
A vigilância sobre os próprios atos é ideal para a superação das fraquezas. Também é necessário, segundo as indicações do livro citado, descobrir os próprios pontos fracos, aceitá-los sem particulares angústias e fatalismos, reconhecer-se como pessoa em contínua formação e necessitada de ajuda, não pretender resolver tudo de forma radical e apressadamente, mas buscar as devidas precauções, viver a imaturidade como parte do próprio eu e como sinal de um limite que o homem não suporta, mas tende a superar.
Que o seu sim seja sim! Um 'sim' dado a cada dia, com pequenos passos, às vezes com quedas, mas um 'sim' decidido, de quem sabe o que quer, de alguém que deseja fazer a vontade de Deus e ser paciente consigo mesmo. Talvez sua decisão acertada, hoje, seja decidir-se pelas coisas que vão alimentar em você o desejo de fazer a vontade do Senhor.
A vontade de Deus nunca é contra nós. Ela pode até ser contra nossas vontades, mas não é contra nós; ela é a melhor coisa que pode acontecer em nossa existência. Talvez não compreendamos muito bem essa realidade pelo desejo que temos de fazer apenas a nossa vontade. Mas a decisão acertada é a que nos leva em direção à vontade de Deus para nós. As decisões acertadas são as que têm como ponto de partida o próprio Deus
Edison de Oliveira - Com. Canção nova
ORAÇÃO PEDINDO A ARMADURA DE DEUS
Pai celeste, eu agora, pela fé, clamo a proteção da Vossa armadura, para que eu possa permanecer firme contra satanás e todas as suas hostes e, no nome do Senhor Jesus, vencê-lo-ás.
Eu tomo a Vossa verdade contra as mentiras e os erros do inimigo astucioso.
Eu tomo a Vossa Justiça para vencer os maus pensamentos e as acusações de satanás.
Eu tomo o equipamento do Evangelho da paz e deixo a segurança e os confortos da vida para combater o inimigo.
E, acima de tudo, eu tomo a Vossa fé para barrar o caminho da minha alma às dúvidas e incredulidades.
Eu tomo a Vossa salvação e confio em Vós para proteger o meu corpo e a alma contra os ataques de satanás.
Eu tomo a Vossa Palavra e oro para que o Espírito Santo me capacite a usá-la eficazmente contra o inimigo, a cortar toda escravidão e a libertar todocativo de satanás, no poderoso e conquistador nome de Jesus Cristo, meu Senhor.
Eu me visto desta armadura, vivendo e orando em completa dependência de ti, Bendito Espírito Santo.
Amém.
Padre Wagner Baia Rocha
E, acima de tudo, eu tomo a Vossa fé para barrar o caminho da minha alma às dúvidas e incredulidades.
Eu tomo a Vossa salvação e confio em Vós para proteger o meu corpo e a alma contra os ataques de satanás.
Eu tomo a Vossa Palavra e oro para que o Espírito Santo me capacite a usá-la eficazmente contra o inimigo, a cortar toda escravidão e a libertar todocativo de satanás, no poderoso e conquistador nome de Jesus Cristo, meu Senhor.
Eu me visto desta armadura, vivendo e orando em completa dependência de ti, Bendito Espírito Santo.
Amém.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
NAVEGAR É PRECISO, MAS PARA ONDE ?
A missão dos leigos como contrutores da sociedade nova
Não parece, mas o Concílio Vaticano II está chegando ao seu jubileu áureo. Nunca a Igreja pôde acompanhar, com tantos detalhes, a evolução interna dos padres conciliares nem a recepção, às vezes tumultuada, de seus ensinamentos no meio do povo. Muitas de suas riquezas estão como e-mails ainda não acessados. Sem menosprezar os demais pontos altos do magno conclave, eu diria que há duas verdades, pouco ou nada abordadas, em Concílios anteriores: o verdadeiro rosto da diocese, ou Igreja local, e o papel dos leigos nos tempos atuais. Hoje, pretendo entrar um pouco neste segundo ponto, sobre o qual deliberaram os bispos da Santa Igreja, juntamente com seus assessores teológicos.
Antes de comentar o grande plano do Reino de Deus, permitam-me contar uma curtíssima “parábola”. Para haver uma boa construção deve existir um arquiteto, pelo menos um bom pedreiro e um servente de pedreiro. Na grande construção do Reino, o arquiteto é o Espírito Divino obviamente. O pedreiro é o leigo, para surpresa nossa, um novo sujeito eclesial. E o servente de pedreiro é aquele que distribui os sacramentos, o pão da Palavra e os serve à comunidade. Este é o sacerdote.
Por que o Leigo é o construtor da sociedade nova? Porque ele está dentro do mundo econômico, nas vivências da saúde e da educação, na distribuição da justiça. Esse lugar é dele e não do clero primeiramente. Este entra em questão, mas de modo supletivo e na fase da motivação espiritual. Hoje, felizmente, redescobre-se a importância de sair do nosso cercado paroquial para levar a mensagem às pessoas que não estão n
o nosso aprisco. “Fazei discípulos meus todos os povos” (Mt 28, 19).
Hoje se diz: "A Igreja é missionária, ou não é a Igreja de Cristo”. Nestes novos tempos, “é preciso evangelizar a todos”. Os freges, por invasão recíproca de atribuições, não são poucos, mas com paciência, vamos aprendendo sempre de modo melhor. O que ainda falta é a objetividade. Todos são desafiados a serem missionários e grandes evangelizadores; só não se fala o que deve ser feito. Somos como um grande navio que é desafiado a levantar âncoras, mas parece que todos ignoram para onde navegar.
Dom Aloísio Roque Oppermann scj
COMO DISCERNIR O QUE É BOM PARA NOSSA SALVAÇÃO ?
A lógica do Reino de Deus é diferente da nossa, e como filhos de Deus precisamos entrar na dinâmica do Senhor. Isso se faz pela confiança e pelo abandono no amor do nosso Criador, que nos deu este grande presente:“De sermos chamados filhos de Deus” (cf. I João 3,1b).
Naturalmente, somos muito inclinados a agir e a julgar pelas aparências e por nossas experiências anteriores, e na maioria das vezes, nos enganamos. Nem tudo o que parece bom aparentemente, é realmente bom; e nem tudo o que contraria a nossa natureza inicialmente, é, de fato, ruim.
Como discernir o que é bom para a nossa salvação? Como filhos de Deus precisamos humildemente perguntar ao Senhor todas as coisas, para que não fiquemos enganados e confundidos. No entanto, nem sempre o Senhor nos dá tudo o que pedimos, porque Ele só nos dá o que é bom e essencial para a nossa salvação. Nós vemos a aparência das coisas e o Todo-poderoso vê o interior.
Peçamos, hoje, ao Senhor a graça de vivermos dentro da dinâmica do Espírito Santo, para que a nossa mentalidade seja transformada, de forma que possamos ser fiéis à vontade d’Ele.
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia Santiago
ELE FEZ BEM TODAS AS COISAS
Na obra criadora de Deus, existe a semente do bem
Ao modo de leitura orante da Palavra de Deus, chamada “Lectio Divina”, aproximemo-nos do Evangelho que a Igreja proclama nestes dias. Para tanto, comecemos bem longe, no princípio...“Deus viu tudo quanto havia feito, e era muito bom” (Gn 1,31). Na obra criadora do Senhor, existe a semente do bem. O sábio, que identifica o sentido daquilo que o Pai fez, tem consciência de que “Deus não fez a morte, nem se alegra com a perdição dos vivos. Ele criou todas as coisas para existirem, e as criaturas do orbe terrestre são saudáveis: nelas não há nenhum veneno mortal, e não é o mundo dos mortos que reina sobre a terra, pois a justiça é imortal” (Sb 1,13-15).
De fato, “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava junto de Deus, e a Palavra era Deus. Ela existia, no princípio, junto de Deus. Tudo foi feito por meio dela, e sem ela nada foi feito de tudo o que existe. Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens” (Jo 1,1-3). E esta Palavra “se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14). Jesus Cristo é o Verbo de Deus, Palavra eterna que se fez carne, em quem todas as coisas foram criadas, aquele que “faz bem todas as coisas” (Mc 7, 37), o que restaura toda a obra criadora do Pai, em quem tudo ganha sentido e valor (Cf. Ef 1,10).
Tornar-se discípulo da Palavra de Deus que se faz carne é acompanhar Jesus pelas estradas da vida e testemunhar o acontecimento da “nova criação”. Vamos lá! Jesus deixou a região de Tiro, passou por Sidônia e continuou até o mar da Galileia, atravessando a região da Decápole, onde tinha chegado sua fama. Cercava-o a incompreensão a respeito de sua pessoa e de suas ações. O Evangelista São Marcos, o único que conta este episódio, mostra a entrada em cena de um surdo-mudo que, curado, torna-se um sinal da abertura para acolher o mistério de Jesus. Pedem que o Senhor imponha as mãos sobre o homem.
Jesus, tomando-o à parte, longe da multidão, leva a sério sua presença e sua situação, pôs os dedos nos seus ouvidos, tocou com a própria saliva a língua do homem, olhou para o céu, suspirou e disse: “Efatá!”, que quer dizer: “Abre-te”. Imediatamente, os ouvidos do homem se abriram, sua língua soltou-se e ele começou a falar corretamente. Jesus recomendou, com insistência, que não contassem o ocorrido para ninguém. É que o anúncio do Evangelho e a resposta da fé devem ser os únicos sinais inequívocos da inauguração dos novos tempos que se realizam com sua chegada. Contudo, quanto mais ele insistia, mais a notícia se espalhava! Cheios de grande admiração, todos diziam: “Tudo ele tem feito bem. Faz os surdos ouvirem e os mudos falarem” (Cf. Mc 7,31-37). Em Jesus Cristo se realizam as promessas antigas reportadas pelo profeta Isaías (Is 35,4-7). Ele realiza uma nova criação e é portador da salvação definitiva. Ele é a Salvação!
Os gestos de Jesus, que faz tudo bem feito, os dedos nos ouvidos do homem, a saliva na boca, o suspiro, a palavra forte que abre os sentidos humanos para Deus, conduzem ao nosso batismo, quando fomos introduzidos numa nova vida. Abram-se nossos sentidos da fé para reconhecer o Salvador e participarmos todos da nova criação! A consequência será um olhar otimista em relação às pessoas e situações, começando pela nossa própria vida. A esperança brotará quando entendermos que Jesus não é um milagreiro à nossa disposição, mas o Salvador, cuja presença e ação conferem novo e definitivo sentido à existência.
Os homens e mulheres renascidos pelo batismo são chamados a se comprometerem com esta nova criação. Cabe-lhes passar pela terra fazendo o bem e fazendo tudo bem feito! Nenhum recanto do mundo fique privado da
Os homens e mulheres renascidos pelo batismo são chamados a se comprometerem com esta nova criação. Cabe-lhes passar pela terra fazendo o bem e fazendo tudo bem feito! Nenhum recanto do mundo fique privado da
presença dos cristãos. Antes, aceitem o desafio de transformá-lo a partir de dentro. Uma nova mentalidade ilumine o mundo do trabalho, a política, as relações sociais. E os valores da eternidade, já presentes nesta terra pelo mistério de Cristo, se espalharão por toda parte, pois ele faz bem todas as coisas.
Sabendo que somos frágeis para enfrentar tamanha empreitada, pedimos confiantes com a Igreja (oração do dia do vigésimo terceiro domingo do Tempo Comum): “Ó Deus, Pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como filhos e filhas, concedei aos que creem em Cristo a verdadeira liberdade e a herança eterna”.
Sabendo que somos frágeis para enfrentar tamanha empreitada, pedimos confiantes com a Igreja (oração do dia do vigésimo terceiro domingo do Tempo Comum): “Ó Deus, Pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como filhos e filhas, concedei aos que creem em Cristo a verdadeira liberdade e a herança eterna”.
Dom Alberto Taveira Corrêa
Assinar:
Postagens (Atom)






