quarta-feira, 19 de setembro de 2012



COM DEUS TEM JEITO !

Jovem, reconheça a queda e levante a cabeça

Quero lhe falar de uma história real. Trata-se da vida de um jovem que aos 25 anos de idade não tinha mais nenhuma perspectiva, não conseguia ver esperança, era só um vazio existencial.
Os dias iam passando e o desespero aumentava no coração por não avistar uma saída. A entrada para o mercado de trabalho lhe parecia muito difícil, sem faculdade e sem currículo, quem o contrataria e quanto ganharia? Pois quem ganha bem é quem tem um excelente currículo e uma boa formação acadêmica, pensava este jovem. Casar-se e formar família também era complexo, já que não conseguia dirigir a sua própria vida, então não conseguia mirar uma vida de fidelidade a partir de uma única mulher, outro ponto se tornava mais distante ainda: ter filhos e dar-lhes uma educação moral e cristã.
Situações que resultavam numa conclusão: sem perspectiva profissional e sem perspectiva de ser bom esposo e bom pai. Além desses fatos, tinha jogado fora todas as oportunidades que estiveram em suas mãos, uma delas a carreira profissional de jogador de futebol de salão. O mais complicado para este jovem era achar que não tinha mais jeito de dar a volta por cima, não existia esperança em sair do caos.
Não sei a sua idade, nem quais são as suas perdas. Só sei de uma coisa, em meio a uma situação de desesperança, é hora de tomar cuidado para não perder os valores da a alegria e a esperança.

Há uma música que diz: “reconhece a queda e não desanima, levanta sacode a poeira e dá a volta por cima”. Jovem, é preciso reconhecer a queda, reconhecer a perda, reconhecer-se pequeno e não desanimar. Consciente que para levantar e dá a volta por cima é preciso o auxílio de cima, do alto, do céu. Levante a cabeça, acredite, é possível começar um tempo novo! Levantar-se sem Deus é arriscado e levantar-se com Deus é humildade.
“A alegria do coração é a vida da pessoa, tesouro inesgotável de santidade, a alegria da pessoa prolonga-lhe a vida. Tem compreensão contigo mesmo e consola teu coração; afugenta para longe de ti a tristeza. A tristeza matou a muitos e não traz proveito algum.” (Eclo 30,23-25).
Essa passagem bíblica nos apresenta um valor que deve ser cultivado, a alegria. Jovem, não deixe que nenhuma perda lhe roube a alegria. Somente a perda de Jesus é que deve nos questionar, pois Ele diz “sem mim nada podeis fazer”. Viver a vida sem Jesus, isso sim é perder a esperança de dias melhores.
 Jesus é o seu amigo e está junto de você nestes momentos tão difíceis. Jesus é o único que não pode se fazer presente na sua lista de perdas. “Eu vos chamo amigos” (Jo 15, 15). O lindo desafio para este dia é virar a folha e começar a escrever um tempo novo. Coloque no início dessa folha “Jesus é meu amigo” e isso me basta para dar a volta por cima. 
Este jovem hoje tem 43 anos de idade, casado há 15 anos e tem três filhos. Este jovem sou eu! Hoje sou “semeador de alegria e esperança” e aprendiz em descobrir valores em meio às perdas, não me canso de repetir: “Com Deus Tem Jeito!”
Cleto Coelho

NOSSA SENHORA SALETE

Nossa Senhora recebeu esse título em função de sua aparição a duas crianças na montanha de Salete, localizada nos Alpes franceses, no ano de 1846. No momento desse acontecimento milagroso, a Mãe de Deus questionou sobre a qualidade dos gestos de fé que nos ligam a Deus, pois estes são a fonte de conversão de todos os homens. E anunciou: "Vinde, meus filhos, não tenhais medo, aqui estou para vos contar uma grande novidade". 

O dia 19 de setembro de 1951, data comemorativa dos cinco anos da aparição da Virgem Imaculada aos pequenos franceses, foi incorporado ao calendário católico pelo Papa Pio IX.

Oração a Nossa Senhora da Salette

LEMBRAI-VOS, Ó Nossa Senhora da Salette, das lágrimas que derramastes por nós, no Calvário. Lembrai-vos também dos cuidados que, sem cessar, tendes por vosso povo, a fim de que, em nome de Cristo, se deixe reconciliar com Deus. E vede se, depois de tanto terdes feito por vossos filhos, podeis agora abandoná-los. 

Reconfortados por vossa ternura, ó Mãe, eis-nos aqui, suplicantes, apesar de nossa infidelidade e ingratidão. Não rejeiteis nossa oração, ó Virgem Reconciliadora, mas volvei nosso coração para vosso, Filho.

Alcançai-nos a graça de amar Jesus acima de tudo, e de vos consolar por uma vida de doação, para a glória de Deus e o amor de nossos irmãos. AMÉM.

terça-feira, 18 de setembro de 2012


ORAÇÃO EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ


"Pelo sinal da Santa cruz, livra-nos Deus Nosso Senhor, dos nossos inimigos.
Senhor Jesus por Tuas chagas fomos curados!
Por Tua cruz fomos libertados!
Jesus que em seu próprio corpo levou nossos pecados ao madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça, por Tuas chagas fomos curados.
Ó Jesus, cujos ombros foram abertos por feridas por causa do peso da cruz, feridas causadas pelo madeiro e pelos nossos pecados, se a cruz pesar seja nosso Cirineu, se a cruz pesar e eu cair, ajuda-me a levantar, que a Tua cruz seja a minha salvação.
Ó Santa Cruz bendita onde a humanidade foi redimida e o Filho do homem teve suas mãos transpassadas e o seu peito aberto de onde jorrou água e sangue.
Ó Santa Cruz, instrumento de morte e de castigo, mas que pelo Sangue Redentor tornou-se sinal de nossa salvação.
Jesus na Tua cruz eu coloco a minha cruz. (Coloque sua intenção)
Salve ó cruz doce esperança, concede aos réus remissão, dá-nos o fruto da graça que floresceu na Paixão. Louvor a vós, ó Trindade, fonte de todo perdão aos que na Cruz foram salvos daí a celeste mansão.
Jesus, dai-nos a graça de viver nos frutos da Tua redenção (3x).
Amém".

Padre Marcelo Rossi

LIVRES PARA QUE ?

Embora a modernidade tenha aberto muitas possibilidades ao homem, poucos se comprometem, verdadeiramente, com um ideal que valha a pena. O homem moderno parece ter-selibertado de muitos obstáculos que entravavam a sua liberdade de fora, mas não consegue libertar-se das suas limitações internas.
Livres para quê?Grande parte da atual confusão acerca da liberdade se deve ao fato de pensarmos que ela consiste na ausência de restrições externas, esquecendo-nos de que são mais importantes as limitações internas, procuradas ou aceitas, que impedem o desenvolvimento da nossa verdadeira personalidade. Trata-se essencialmente de possuir e de saber exercer um potencial interior que inclui – em íntima relação – o domínio de si, a posse de si e a realização pessoal.
"Tornas livre um homem – dizia James Farmer, destacado líder da campanha em favor dos direitos civis do negro americano –, mas ele ainda não é livre. Falta ainda que se liberte a si mesmo". E Nietzsche escreveu: "Julgas que és livre? Fala-me da raiz dos teus pensamentos, não de como te livraste do jugo. Achas que foste capaz de livrar-te dele? Muitos abandonaram todos os seus valores ao rechaçarem as suas servidões. Livre de quê? Que importa isso a Zarathustra? Olha-me nos olhos e responde-me: livre para quê?...”
O homem moderno quer ser livre, mas o seu problema consiste em não saber para quê deve ser livre. Como resultado, há o perigo de perder ou abandonar a sua liberdade, nem que seja pela simples razão de que é, cada vez menos, capaz de propor-se uma meta que valha a pena, para a qual possa orientar essa mesma liberdade.
Estancados na encruzilhada
Em última análise, de pouco serve a liberdade a um homem que careça de valores ou de ideais e, menos ainda, a quem tenha medo de comprometer-se. Ora, não há dúvida de que o homem moderno está inseguro dos seus ideais e nada disposto a comprometer-se com eles.
De pouco serve a liberdade àquele que carece de valores ou ideais, porque, não tendo, na sua vida, metas que valham a pena, as suas opções têm pouco ou nenhum valor real. Fundamentalmente, o seu problema é que não é capaz de respeitar as coisas que escolhe, porque escolheu coisas sem valor. Mesmo na hipótese de que haja mais liberdade no mundo de hoje, de que ela serve a um mundo que perdeu grande parte dos seus critérios de valor? É muito triste orgulhar-se de se ter, finalmente, aberto todos os caminhos, de se ter varrido todas as restrições que o entulhavam e, ao mesmo tempo, ter a crescente convicção de que são caminhos que não levam a parte alguma.
 De que serve ter aberto todos os caminhos se, no fundo, há o medo de escolher um dentre eles ou, até mesmo, de fazer um pouco mais do que tímidas tentativas se, quando muito, ensaiam-se uns passos por determinado caminho, mas logo se está inclinado a desandá-lo por tédio ou por cansaço, para depois experimentar outro caminho (outro trabalho, outro homem, outra mulher...) e outro e outro?
 O homem de hoje contempla com tanto receio à possibilidade de se comprometer que está em perigo de paralisar, voluntariamente, o seu poder de escolha, a sua própria liberdade. Escolher é comprometer-se. Toda escolha é um compromisso. Por isso, aqueles que têm medo de escolher ou se limitam às tentativas que abandonam rapidamente, contradizem e anulam a sua própria liberdade.
 O homem moderno, como o homem de todas as épocas, está na encruzilhada de vários caminhos, mas enquanto tiver medo de se comprometer, ficará estancado na encruzilhada.
Cormac Burke