domingo, 14 de outubro de 2012

OS EFEITOS DA FOFOCA


Ela tem o poder de destruir os relacionamentos

Já sofremos muitas vezes com os efeitos malévolos da fofoca em nossos relacionamentos.

Muito longe de um diálogo, certos comentários rompem com qualquer possibilidade de entendimento, pois nunca acontecem na presença da pessoa de quem se fala. Quase sempre as observações feitas nesta conversa acontecem em tom de maldade e exageros, sobre uma verdade distorcida, a qual, as pessoas se julgam capazes de dar soluções para a vida de outros. 

Seja por conta de um problema que alguém está vivendo momentaneamente ou até mesmo pelo sucesso em seus empreendimentos, sempre haverá alguém desejoso (a) em fazer suas especulações. 

Assim, no propósito de “fazer apenas um comentário”, a conversa termina estabelecendo conceitos nada edificadores a respeito de quem não pode se defender. 

A fofoca age como uma praga e se espalha rapidamente entre as pessoas dentro de nossos relacionamentos. Da mesma maneira que a lenha é combustível para o fogo, aquele que dá ouvidos aos mexericos alimenta uma tendência que pode provocar as discórdias entre aqueles com quem até pouco tempo conviviam. 

Quem se presta a esse tipo de serviço, certamente conta com a sua credibilidade para reforçar aquilo que se tem interesse em divulgar. E um fator que torna este tipo de conversa ainda mais prejudicial é a maneira como o fato é transmitido, pois cada pessoa ao fazer seu comentário a um terceiro, agrega elementos que ofuscam ou desvirtuam a verdade. 
As reuniões familiares, que têm como proposta a confraternização e a aproximação entre os parentes, podem da mesma maneira ser palco para situações nada agradáveis. 

Dessa forma, a fim de evitar maiores constrangimentos, precisamos estar atentos sobre aquilo que queremos partilhar, pois, quando nos envolvemos em determinados assuntos, tornamo-nos também responsáveis por aquilo que falamos.

Algumas pessoas, não contentes em falar da vida de outrem, ainda se comprometem em divulgar a notícia, segundo as suas próprias deduções. Em uma atmosfera onde a ponderação nas palavras corre, muitas vezes, às margens da maledicência, não será difícil de acontecer os cismas e as indiferenças entre parentes. Entretanto, quando as consequências de um comentário infeliz ganham grandes proporções, raramente, essas pessoas que promoveram as injúrias serão capazes de assumir a responsabilidade sobre aquilo que foi falado, esquivando-se sorrateiramente ou em outros casos, simplesmente, procuram se afastar de quem ela própria ajudou caluniar. 

O restabelecimento da amizade provocado pelos abalos de uma fofoca em nossas relações, poderá ser possível após a pessoa reconhecer os males provocados na vida do outro. Por meio da reconciliação, a reaproximação poderá acontecer a partir das atividades  que eram vividas em comum. Todavia, há situações que a prudência nos ensina a manter somente a cordialidade da boa educação, sem grandes intimidades; especialmente, se percebemos que os vícios acima citados ainda existem como sinal da personalidade de pessoas, as quais, ainda não aprenderam a dominar a própria língua. 

Podemos conversar sobre tudo e sobre todos, apenas tomando o cuidado de identificar se a pauta da nossa conversa tem a intenção de erguer, denegrir ou apenas de expor a intimidade da vida de alguém que se encontra sufocado por uma situação delicada. 

Se há verdadeiramente uma intenção de ajudar o nosso próximo que está com problemas, a pessoa mais indicada para você apresentar sua opinião ou conselho – e de maneira reservada – é aquela cujo o (a) fofoqueiro (a) faz como temas de suas conversas.
Dado Moura

sábado, 13 de outubro de 2012

A FÉ CONSTRÓI QUALIDADE DE VIDA


Todas as barreiras que nos impedem de chegar até Deus são derrubadas pela fé, porém, é necessário que entremos no caminho de santidade rumo ao Senhor. E certamente em nossa vida, na caminhada diária existem muitas situações que precisamos da fé para nos mantermos de pé, pois não nos faltam ocasiões de sofrimentos e dores, que são superadas pela força da fé. 
A fé é portanto ma necessidade para nossa qualidade de vida, quando nos lançamos mão dela, sabemos onde podemos confiar. Podemos defini-la como São Paulo nos ensinou na carta de São Paulo aos Hebreus (Hb 11,1): “A fé é a certeza daquilo que ainda se espera, a demonstração de realidades que não se vêem.”
Porém, não podemos reduzi-la apenas aos sentimentos, emoções, lágrimas, a fé é uma decisão, diante principalmente daquelas situações que querem nos fazer desistir. Quem tem fé não desisti diante do primeiro obstáculo, não se deixa escravizar por qualquer coisa. 
Afirma o Catecismo da Igreja Católica no parágrafo 155 que: “Na fé, a inteligência e a vontade humanas cooperam com a graça divina: Credere est actus intellectus assentientis veritati divinae ex imperio voluntatis a Deo motae per gratiam – Crer é um ato da inteligência que assente à verdade divina a mando da vontade movida por Deus através da graça"
Meus irmãos precisamos gerir os obstáculos do nosso dia a dia, e avançarmos a luz da fé, para isso, a Palavra de Deus nos oferece alguns itinerários seguros, um destes está no Salmo (55) que diz: 
Ó Deus, escuta a minha oração, não rejeites minha súplica; presta-me atenção e atende-me. Estou ansioso na minha tristeza e me perturbo pelo grito do inimigo, pelo clamor do malvado. Pois sobre mim fazem cair desgraças, me perseguem com furor. Meu coração treme no meu peito e terrores mortais se abateram sobre mim. Temor e tremor me invadem e me oprime o horror. Então digo: Ah! Se eu tivesse asas como a pomba para voar em busca de descanso! Fugiria para longe, iria morar no deserto, buscaria um lugar de refúgio, protegido da fúria do vento, longe de qualquer tempestade... Eu invoco a Deus e o Senhor me salva. De tarde, de manhã e ao meio-dia lamento-me e suspiro, e ele escuta minha voz; vai me dar a paz, livrando-me dos que me combatem: pois meus adversários são tantos!... Entrega ao Senhor tua ansiedade e ele te dará apoio, nunca permitirá que vacile o justo”. 
Quantas vezes diante das dificuldades, das ansiedades, queremos fazer como o salmista arrumar asas para voamos para longe, mas o próprio Salmo nos ensina que Ele cuidará de nós, se entregarmos ao Senhor todos os nosso problemas. 
Meus irmãos o sentido da nossa vida é amor, e quando nos colocamos neste itinerário, por fé somos capazes de vencer tudo, enxergamos as portas abertas diante dos fracassos, não paramos neles, mas avançamos por fé, certos que o Senhor tem o melhor para nós, e assim, as tragédias que acontecem em nossa vida, são transformadas em beleza. 
Precisamos da fé para não nos tornarmos escravos dos problemas, portanto irmãos “entrega ao Senhor tua ansiedade e ele te dará apoio, nunca permitirá que vacile o justo (Sl 55, 23)”. Tenha fé, e não tenha medo de dar passos rumo sempre ao Senhor.
Padre Adriano Zandoná 

PRECISAMOS PROGREDIR NA FÉ


Um novo sol, um novo cenário, um novo dia e um novo jeito de viver nos convém diante da novidade do Espírito Santo. Não podemos ficar parados diante do que já passou, ao contrário, somos chamados a progredir, na fé, em todas as circunstâncias e a ter um coração agradecido a Deus. “Que Ele, por seu poder, realize todo o bem que desejais e torne ativa a vossa fé” (II Ts 1,11c).
Tudo o que fizermos, façamos unidos a Jesus e Lhe perguntemos: “Senhor, como devo fazer?  Por onde devo ir? Indicai-me o caminho para que eu não me separe de Vós em nenhum momento, porque, na Vossa companhia, sinto-me em total segurança e tudo se faz novo”.
Obrigada, Senhor, pelo Vosso imenso amor.
Luzia Santiago

ONDE ESTÁ PEDRO, AI ESTÁ A IGREJA CATÓLICA ?

Um verdadeiro critério para um verdadeiro católico

A Igreja de Cristo é peregrina; caminha na história. Isto faz parte da sua essência, pois que ela é continuadora e testemunha da obra salvífica de Deus que, sendo eterno e imutável, entrou no tempo dos homens, primeiro na história de Israel, o Povo eleito da Antiga Aliança e, na plenitude dos tempos, de modo pleno, em Jesus Cristo, Cabeça e princípio da Igreja e Salvador da humanidade.

A verdade de Deus, transmitida na Tradição apostólica, é imutável, mas vai sendo compreendida cada vez mais, cada vez melhor, cada vez de modo mais abrangente pela Igreja através do tempo. Não há como fugir disso: a temporalidade, a progressão, é inerente ao homem! Como também as limitações da cultura de cada tempo e civilização. E a Igreja, portadora da eternidade que entrou no tempo, vai peregrinando, vai compreendendo sempre mais e melhor nos caminhos da história; assim vai exprimindo sempre a mesma Verdade - que não é simplesmente uma teoria ou uma doutrina, mas uma Pessoa: Jesus Cristo - de modos novos e com palavras novas.

Mas, ela não precisa temer! Cristo lhe prometeu: “Eu estarei convosco até o fim dos tempos!” Prometeu-lhe também o “Espírito da Verdade”, que haverá sempre de conduzir adiante a sua Igreja, até a Verdade plena, pois testemunhará sempre Jesus e sua salvação: “Ele tomará do que é meu e vo-lo anunciará!” Por isso a Igreja sabe que nunca poderá errar na sua profissão de fé.
Essa profissão não é um velho baú, cheio de verdades teóricas enferrujadas, mas, ao invés, é a viva Tradição apostólica, sempre interpretada de novo sob a guia do Espírito Santo, suscitando sempre novos desafios ante os desafios de cada época, de modo que, cada geração eclesial pode ter certeza de permanecer na mesma fé, sempre igual e sempre nova.

E para que a guarda da verdadeira fé e o modo de interpretá-la e transmiti-la fosse autêntico, sem cair nos delírios dos avançados nem no medo e no apego doentio a uma segurança do passado, própria dos atrasados, Cristo dotou a sua Igreja de um Magistério, formado pelo Papa, Sucessor de Pedro, e pelos Bispos em comunhão com ele, sucessores dos Apóstolos. Somente eles têm a autoridade dada pelo Cristo e confirmada pelo Espírito de interpretar retamente a fé da Igreja.

Num mundo confuso, numa Igreja batida por tantas ondas, quando Satanás, ao não vencer pelo menos do relaxamento e da secularização, tenta enganar pelo mais do exagero e de um tradicionalismo tão bobo quanto prepotente, a humilde comunhão com os pastores reais que o Cristo real colocou à frente do rebanho, é a mais decisiva garantia de que estamos seguros na verdadeira fé. Que Deus nos conserve, caro Visitante, neste caminho! As portas do inferno não prevalecerão! Valerá sempre o velho axioma, tão repetido pela sã Tradição: Ubi Petrus, ibi Ecclesia catholica!” – Onde está Pedro, aí está a Igreja católica! Para não haver dúvida: o nome de Pedro é Bento XV
Dom Henrique Soares da Costa 


O ARCANJO RAFAEL E A CURA

Espero que você conheça, na Bíblia, o livro de Tobit e Tobias. Tobit era um homem muito bom e vivia numa terra estrangeira; neste lugar, os judeus não eram bem-vindos, por isso, quando morriam, seus corpos não podiam ser enterrados. Mas Tobit era um homem temente a Deus e, à noite, sorrateiramente, enterrava os judeus já mortos. 
Um dia, Tobit ficou cego e sua esposa caçoou dele, perguntando-lhe: “Este é seu Deus, que o tornou cego?” Mas ele permaneceu fiel ao Senhor. 
Alguém, de uma terra distante, devia dinheiro a Tobit. Então, ele mandou seu filho Tobias buscar essa quantia. Durante a viagem, Tobias encontrou-se com alguém que queria acompanhá-lo pelo caminho. Era o Arcanjo Rafael. 
Rafael, que significa, a “medicina de Deus”, ajuda-nos em nossa cura. Ele disse a Tobias que fosse pescar um peixe, pegasse o intestino deste e o coloque sobre os olhos de seu pai. Deus, deste modo, recuperou a visão de Tobit. Por isso Rafael é chamado o “remédio de Deus”.
Se todos nós precisamos de Miguel, porque somos atacados pelo espírito do mal; se precisamos de Gabriel, pois ele nos traz a mensagem de Deus e nos ajuda na evangelização; também precisamos de Rafael, porque todos precisamos de cura, precisamos que Jesus coloque Suas mãos sobre nossas feridas e nos cure.
Podemos olhar para cura de diversos pontos de vista, inclusive a partir dos nossos problemas físicos. Mas alguns se perguntam: “Será que Deus tem interesse em minha cura física?” Pensar deste modo é um erro. O Senhor mandou Jesus para nos curar, para nos fazer íntegros: “Eu vim para que tenhais vida e a tenham em abundância” (cf. João 10,10). Portanto, Jesus não veio para salvar apenas a alma, mas também a nossa humanidade, para tocar no homem por inteiro. 
O Senhor nunca disse a ninguém que não estava interessado nas curas físicas, mas impôs sua mão sobre as pessoas e curou a todas. 
Quando mandamos “ide”, essa é a missão da Igreja, e quando falamos de Igreja, falamos de nós mesmos, portanto, cada um de nós é mandado para curar de modo diferente, seja com um sorriso ou uma mensagem. Às vezes, você pode curar alguém com um e-mail, um abraço que demonstre amor.
Jesus é a Boa Notícia da nossa vida, o Salvador. Não podemos guardar para nós essa Boa Nova, mas anunciá-la pelo mundo, curando uns aos outros, curando os enfermos. A cura é uma missão da Igreja, e se ela ignorar isso, estará traindo Jesus.
A evangelização sem cura e libertação torna-se uma bela teoria, mas ninguém vai se importar. Tenha cuidado, porque se nos mantivermos apenas na cura e libertação, sem usá-la para a evangelização, para trazer as pessoas a Jesus, seremos discípulos de Cristo, o qual cura e liberta.
Jesus estava interessado na cura de Tobit, por isso lhe enviou o anjo, a fim de que recuperasse a visão. 
Talvez, você tenha câncer, doença do coração, pressão sanguínea alta ou baixa, diabetes, problemas no fígado, nos rins ou nos pulmões. E você acha que Deus não está interessado em você? O Senhor conhece todos seus problemas. 
Há também a necessidade da cura psicológica. Jesus veio também para nos curar psicologicamente. Ele curou a samaritana, curou Pedro depois deste tê-Lo negado. Jesus olhou para o apóstolo com amor.
O Senhor curou Maria Madalena. Ele nos chama pelo nome, e essa já é uma cura psicológica. 
Talvez, muitos de vocês tenham raiva de alguém e já tenham uma pedra nas mãos para jogar em seu inimigo, na sua sogra, no seu cunhado... Jesus não lhe pede para não atirá-la; Ele apenas lhe diz que você o faça se estiver sem pecado. O Senhor nos conhece por dentro e por fora; não podemos nos esconder d'Ele. Ele é o único que pode nos curar, perdoar nossos pecados. 
A outra cura é a libertação. Todos nós, de alguma forma, somos atacados pelo espírito do mal. Não o somos da mesma forma, porque o demônio tenta sempre encontrar nossa área de fraqueza, e não somos fracos da mesma maneira. Como um general esperto, ele ataca as áreas da nossa fraqueza. 
Precisamos fortalecer esses pontos fracos da nossa personalidade. Pode ser a inveja, a raiva, a agressividade, a violência, a luxúria, a perversão sexual, o ódio contra alguém, a falta de perdão. Podem ser tantas coisas! Mas se você for esperto, vai fortalecer esta área, pois é, nela, que o demônio vai tentar atacá-lo. 
Muitas pessoas se sentem fracas, porque entram em pânico diante de uma situação. 
Também no livro de Tobias, vemos que, durante a viagem, Tobias encontrou-se com a mulher de sua vida: Sara. 
O Arcanjo também está presente na vida de Sara, esposa de Tobias, pois ambos estavam tentando encontrar a companhia adequada. O pai Tobit tinha muito medo de que seu filho encontrasse uma esposa de outra religião; por outro lado, Sara também estava com medo, porque já tinha tido sete esposos e todos haviam morrido na noite do matrimônio. Isso parecia ser um sinal de Deus, de que ela não deveria se casar. No entanto, o Senhor provê, por meio de Rafael, o encontro entre Sara e Tobias. 
Deus também enviou Rafael para proteger Tobias durante sua viagem, diante de seu encontro com o devedor de seu pai. Muitas vezes, em nossa viagem, encontramos acidentes e percebemos que, facilmente, poderíamos estar envolvidos nele. É aí que percebemos o quanto Deus nos protege. 
Hoje, queremos pedir que Jesus que desamarre as amarras que o demônio coloca em nós.
Frei Elias Vella