O salmo 109 é muito mais profundo do que imaginamos. Nele é proclamado o sacerdócio eterno de Jesus e Sua soberania, sentado ao lado do Pai. O sacerdote é o intermediário entre a terra e o céu e entre o céu e a terra. Justamente, o nosso Intermediário, o nosso Intercessor não veio da terra, o nosso Sacerdote veio do céu: Nosso Senhor Jesus. E mais ainda: ao se fazer um de nós tornou-se a união da terra e do céu. Ele assumiu inteiramente o seu ser humano e nele foram unidas as duas naturezas, a divina e a humana, a terra ao céu e o céu à terra.
Nós sacerdotes temos a graça de usar o mesmo sacerdócio de Jesus e de ser participantes dele. E isso é uma grande alegria. O sacerdote usa o sacerdócio de Jesus em favor da Igreja e do povo de Deus.
Gente, em cada Eucaristia, em cada Santa Missa da qual participamos, recebemos o verdadeiro Corpo glorioso de Jesus e ali existe Sangue: o Sangue glorioso de Cristo ressuscitado, a Alma e a Divindade; portanto, um Corpo glorioso.
O Senhor não vai olhar o quanto nós erramos na vida, mas na hora em que Ele vier os que morreram n’Ele ressuscitarão em primeiro lugar e depois aqueles que estiverem, em vida, n’Ele, é claro. Por essa razão, é preciso ser como São Francisco e se preciso for nos jogar nos espinhos para fugir do mal, porque há pecado em nós. E nós precisamos lutar contra isso, nos jogando nas “roseiras” ou no “gelo” para lutar contra o pecado.
Quando Cristo vier, nós que estamos lutando, veremos o Senhor que virá por sobre as nuvens em glória. E todos nós precisamos ter este corpo glorioso. E a minha vontade é estar vivo para ver esta grande maravilha. Se você já estiver morto, não tenha medo não, pois seremos arrebatados com o Senhor, e como Ele vamos também ter um corpo
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
JOGUE FORA O LIXO CAUSADO PELA FALTA DE PERDÃO
Para muitos de nós é difícil perdoar, porque isso implica tocar nas feridas e mexer em situações dolorosas, implica abrir o coração e remexer no "lixão" de nossa vida. Seria mais fácil não tocar em nada disso! Mas, imagine conservar uma lata cheia de lixo durante um mês dentro de casa?! Ninguém iria aguentar o mau cheiro e a contaminação. O mesmo vale para nossa vida espiritual. Jogar fora o "lixo" causado pela falta de perdão significa colocá-lo aos pés da cruz de Cristo, para que possa ser queimado. O lugar desse lixo não é no seu coração, é aos pés da cruz de Jesus Cristo!
Esse convite ao perdão não é uma imposição. Você poderia dizer: "Além de tudo pelo que eu já passei, ainda sou obrigado a perdoar?" Deus quer lhe dar a graça de retirar de seu coração tudo que está estragado. Lembre-se: Deus é amor! Somos a imagem e semelhança d'Ele, por isso, dentro de nós só devem ficar sentimentos bons, como o amor e tudo o que nos ajuda a amar. Aquilo que é contrário ao amor é tóxico e venenoso, pois somos feitos para o amor; não para o ressentimento, o ódio, a mágoa, o pecado e a falta de perdão.
Por isso, é preciso viver o amor em plenitude. E para vivê-lo assim é preciso ter fé e confiança em Deus. Peça essa graça ao Espírito Santo.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
Esse convite ao perdão não é uma imposição. Você poderia dizer: "Além de tudo pelo que eu já passei, ainda sou obrigado a perdoar?" Deus quer lhe dar a graça de retirar de seu coração tudo que está estragado. Lembre-se: Deus é amor! Somos a imagem e semelhança d'Ele, por isso, dentro de nós só devem ficar sentimentos bons, como o amor e tudo o que nos ajuda a amar. Aquilo que é contrário ao amor é tóxico e venenoso, pois somos feitos para o amor; não para o ressentimento, o ódio, a mágoa, o pecado e a falta de perdão.
Por isso, é preciso viver o amor em plenitude. E para vivê-lo assim é preciso ter fé e confiança em Deus. Peça essa graça ao Espírito Santo.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
NOSSA SENHORA GUADALUPE
Num sábado, no ano de 1531, a Virgem Santíssima apareceu a um indígena que, de seu lugarejo, caminhava para a cidade do México a fim de participar da catequese e da Santa Missa enquanto estava na colina de Tepeyac, perto da capital. Este índio convertido chamava-se Juan Diego (canonizado pelo Papa João Paulo II em 2002).
Nossa Senhora disse então a Juan Diego que fosse até o bispo e lhe pedisse que naquele lugar fosse construído um santuário para a honra e glória de Deus.
O bispo local, usando de prudência, pediu um sinal da Virgem ao indígena que, somente na terceira aparição, foi concedido. Isso ocorreu quando Juan Diego buscava um sacerdote para o tio doente: "Escute, meu filho, não há nada que temer, não fique preocupado nem assustado; não tema esta doença, nem outro qualquer dissabor ou aflição. Não estou eu aqui, a seu lado? Eu sou a sua Mãe dadivosa. Acaso não o escolhi para mim e o tomei aos meus cuidados? Que deseja mais do que isto? Não permita que nada o aflija e o perturbe. Quanto à doença do seu tio, ela não é mortal. Eu lhe peço, acredite agora mesmo, porque ele já está curado. Filho querido, essas rosas são o sinal que você vai levar ao Bispo. Diga-lhe em meu nome que, nessas rosas, ele verá minha vontade e a cumprirá. Você é meu embaixador e merece a minha confiança. Quando chegar diante dele, desdobre a sua "tilma" (manto) e mostre-lhe o que carrega, porém, só em sua presença. Diga-lhe tudo o que viu e ouviu, nada omita..."
O prelado viu não somente as rosas, mas o milagre da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, pintada prodigiosamente no manto do humilde indígena. Ele levou o manto com a imagem da Santíssima Virgem para a capela, e ali, em meio às lágrimas, pediu perdão a Nossa Senhora. Era o dia 12 de dezembro de 1531.
Uma linda confirmação deu-se quando Juan Diego fora visitar o seu tio, que sadio narrou: "Eu também a vi. Ela veio a esta casa e falou a mim. Disse-me também que desejava a construção de um templo na colina de Tepeyac e que sua imagem seria chamada de 'Santa Maria de Guadalupe', embora não tenha explicado o porquê". Diante de tudo isso muitos se converteram e o santuário foi construído.
O grande milagre de Nossa Senhora de Guadalupe é a sua própria imagem. O tecido, feito de cacto, não dura mais de 20 anos e este já existe há mais de quatro séculos e meio. Durante 16 anos, a tela esteve totalmente desprotegida, sendo que a imagem nunca foi retocada e até hoje os peritos em pintura e química não encontraram na tela nenhum sinal de corrupção.
No ano de 1971, alguns peritos inadvertidamente deixaram cair ácido nítrico sobre toda a pintura. E nem a força de um ácido tão corrosivo estragou ou manchou a imagem. Com a invenção e ampliação da fotografia descobriu-se que, assim como a figura das pessoas com as quais falamos se reflete em nossos olhos, da mesma forma a figura de Juan Diego, do referido bispo e do intérprete se refletiu e ficou gravada nos olhos do quadro de Nossa Senhora. Cientistas americanos chegaram à conclusão de que estas três figuras estampadas nos olhos de Nossa Senhora não são pintura, mas imagens gravadas nos olhos de uma pessoa viva.
Declarou o Papa Bento XIV, em 1754: "Nela tudo é milagroso: uma Imagem que provém de flores colhidas num terreno totalmente estéril, no qual só podem crescer espinheiros... uma Imagem estampada numa tela tão rala que através dela pode se enxergar o povo e a nave da Igreja... Deus não agiu assim com nenhuma outra nação".
Coroada em 1875 durante o Pontificado de Leão XIII, Nossa Senhora de Guadalupe foi declarada "Padroeira de toda a América" pelo Papa Pio XII no dia 12 de outubro de 1945.
No dia 27 de janeiro de 1979, durante sua viagem apostólica ao México, o Papa João Paulo II visitou o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe e consagrou a Mãe Santíssima toda a América Latina, da qual a Virgem de Guadalupe é Padroeira.
Nossa Senhora de Guadalupe, rogai por nós!
Nossa Senhora disse então a Juan Diego que fosse até o bispo e lhe pedisse que naquele lugar fosse construído um santuário para a honra e glória de Deus.
O bispo local, usando de prudência, pediu um sinal da Virgem ao indígena que, somente na terceira aparição, foi concedido. Isso ocorreu quando Juan Diego buscava um sacerdote para o tio doente: "Escute, meu filho, não há nada que temer, não fique preocupado nem assustado; não tema esta doença, nem outro qualquer dissabor ou aflição. Não estou eu aqui, a seu lado? Eu sou a sua Mãe dadivosa. Acaso não o escolhi para mim e o tomei aos meus cuidados? Que deseja mais do que isto? Não permita que nada o aflija e o perturbe. Quanto à doença do seu tio, ela não é mortal. Eu lhe peço, acredite agora mesmo, porque ele já está curado. Filho querido, essas rosas são o sinal que você vai levar ao Bispo. Diga-lhe em meu nome que, nessas rosas, ele verá minha vontade e a cumprirá. Você é meu embaixador e merece a minha confiança. Quando chegar diante dele, desdobre a sua "tilma" (manto) e mostre-lhe o que carrega, porém, só em sua presença. Diga-lhe tudo o que viu e ouviu, nada omita..."
O prelado viu não somente as rosas, mas o milagre da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, pintada prodigiosamente no manto do humilde indígena. Ele levou o manto com a imagem da Santíssima Virgem para a capela, e ali, em meio às lágrimas, pediu perdão a Nossa Senhora. Era o dia 12 de dezembro de 1531.
Uma linda confirmação deu-se quando Juan Diego fora visitar o seu tio, que sadio narrou: "Eu também a vi. Ela veio a esta casa e falou a mim. Disse-me também que desejava a construção de um templo na colina de Tepeyac e que sua imagem seria chamada de 'Santa Maria de Guadalupe', embora não tenha explicado o porquê". Diante de tudo isso muitos se converteram e o santuário foi construído.
O grande milagre de Nossa Senhora de Guadalupe é a sua própria imagem. O tecido, feito de cacto, não dura mais de 20 anos e este já existe há mais de quatro séculos e meio. Durante 16 anos, a tela esteve totalmente desprotegida, sendo que a imagem nunca foi retocada e até hoje os peritos em pintura e química não encontraram na tela nenhum sinal de corrupção.
No ano de 1971, alguns peritos inadvertidamente deixaram cair ácido nítrico sobre toda a pintura. E nem a força de um ácido tão corrosivo estragou ou manchou a imagem. Com a invenção e ampliação da fotografia descobriu-se que, assim como a figura das pessoas com as quais falamos se reflete em nossos olhos, da mesma forma a figura de Juan Diego, do referido bispo e do intérprete se refletiu e ficou gravada nos olhos do quadro de Nossa Senhora. Cientistas americanos chegaram à conclusão de que estas três figuras estampadas nos olhos de Nossa Senhora não são pintura, mas imagens gravadas nos olhos de uma pessoa viva.
Declarou o Papa Bento XIV, em 1754: "Nela tudo é milagroso: uma Imagem que provém de flores colhidas num terreno totalmente estéril, no qual só podem crescer espinheiros... uma Imagem estampada numa tela tão rala que através dela pode se enxergar o povo e a nave da Igreja... Deus não agiu assim com nenhuma outra nação".
Coroada em 1875 durante o Pontificado de Leão XIII, Nossa Senhora de Guadalupe foi declarada "Padroeira de toda a América" pelo Papa Pio XII no dia 12 de outubro de 1945.
No dia 27 de janeiro de 1979, durante sua viagem apostólica ao México, o Papa João Paulo II visitou o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe e consagrou a Mãe Santíssima toda a América Latina, da qual a Virgem de Guadalupe é Padroeira.
Nossa Senhora de Guadalupe, rogai por nós!
QUANDO A INVEJA INVADE NOSSO CORAÇÃO
O invejoso enxerga as coisas de forma injusta. Por exemplo, “por que ele tem e eu não tenho”? Sendo assim, seu olhar cobiçador se volta para o que o outro tem, além de desvalorizar aquilo que ele próprio possui.
Nessa situação, sem perceber, e gradativamente, o indivíduo estagna sua vida e perde suas próprias oportunidades de se desenvolver e crescer. Torna-se um mero intérprete da vida, sentindo tristeza, raiva e dor. Todos, provavelmente, conhecem esse conceito e, alguma vez, já classificaram alguém de invejoso. No entanto, em determinados momentos, aqueles que julgam são incapazes de lutar contra esse pecado. Deixam-se levar pela vaidade, “porque a boca fala do que coração está cheio” (Mt 12,34). São tão orgulhosos que não percebem este indesejável sentimento dentro de si mesmos.
Quem ama o próximo deve superar a tentação da inveja”
De outro lado, os invejados sofrem. O próprio Jesus foi atingido pela inveja dos outros antes de Sua morte. Os príncipes dos sacerdotes levaram o Filho de Deus à morte no Calvário (Mt 27,18). Também Paulo e Silas foram perseguidos por judeus, por proclamarem Jesus como rei (At 17,1-8).
Como é possível observarmos, de algum modo, qualquer um é ferido por este mal. Contudo, há libertação com a ajuda de Deus. Mas algumas soluções primárias são necessárias: admitir a inveja a fim de reconhecer com maior facilidade situações que a causam; orar muito, pedindo ao Senhor a cura; ser precavido nas palavras, escolhendo o momento adequado para falar a determinadas pessoas sobre conquistas e realizações; ou pode-se, simplesmente, optar pelo silêncio.
Quem ama o próximo deve superar a tentação da inveja, pois ela traz divisão à Igreja e a quaisquer relações sociais. Paulo ensinou: “Em um só Espírito fomos batizados todos nós para formar um só corpo…” e “… o corpo não consiste em um só membro, mas em muitos” (1Cor 12,13-14).
Que a vida seja vista por meio dos olhos de Deus!
ESPERAR O QUÊ? RESISTIR PARA QUÊ?
Parar para pensar nos critérios de escolha que Deus usa para conosco é, de fato, intrigante. Que resta-nos então? Resta-nos dizer sim!
Questioná-lo acerca do chamado? Teríamos direito, tal como Maria em sua humildade e na doçura de sua alma o teve: “ Como posso ser a mãe do Salvador se não conheço homem algum?” (Lc 1,34); como também aquele homem do Evangelho que obteve como resposta de Jesus: “Deixe que os mortos enterrem seus mortos!” (Lc 9, 59).
Questioná-lo acerca do chamado? Teríamos direito, tal como Maria em sua humildade e na doçura de sua alma o teve: “ Como posso ser a mãe do Salvador se não conheço homem algum?” (Lc 1,34); como também aquele homem do Evangelho que obteve como resposta de Jesus: “Deixe que os mortos enterrem seus mortos!” (Lc 9, 59).
O que nos bastaria, a não ser renunciar nossos propósitos e dizer sim aos propósitos de Deus para nossa vida, a qual não é nossa, mas d’Ele? Como fazer se tudo aquilo que possuímos é muito maior do que o chamado? Como aquele jovem apegado do Evangelho?! (Cf. Mt. 19, 16) Jamais! Porém, como aquele pescador rude que, imediatamente, lança mão de suas redes, porque o chamado sedutor que ecoou em seus ouvidos veio com tamanha potência que abalou seu coração empedrado e o fez ceder. (cf. Lc 5,10-11).
Ter o coração preparado para as provações (Eclo 2,1) e os ombros fortes o bastante para carregar a cruz diária, podemos considerar como realidades pertinentes àqueles que aderem ao chamado. Mas, uma vez cumprindo com amor e fidelidade a ordem do Mestre: “Ide, pois fazer discípulos meus todos os povos” (Mt 28,19), é possível que o peso de tal cruz seja aliviado diante da satisfação de aperceber-se comprometido com aquilo que não passa e com a ordem do Senhor.
Fixar os olhos no Objetivo que é perene e garantia do próprio Mestre a cada um de nós, é, sem dúvida alguma, sustento e entusiasmo para a caminhada e para a renovação do nosso sim a cada dia, embora tempestades de poeira tentem ofuscar os nossos olhos.
Não resistir ao chamado nos possibilita grande chance de dizer como Maria, nossa Mãe, a Mãe do Salvador: “O poderoso fez em mim maravilhas!” (Lc 1,49). Uma vez que nos desprendemos de nós mesmos e nos colocamos inteiramente à disposição do Senhor para que, por meio de nós, Ele realize a Salvação de tantos e chame outros tantos. Portanto, esperar o quê? Resistir para quê?
TEMPO É VIDA
Para os empresários, o tempo pode até ser dinheiro, mas acredito que, antes de tudo, tempo é vida, a qual está diretamente ligada a esta cronologia que mede e enumera os acontecimentos e momentos vividos por nós.
Tenho escutado muitas pessoas dizerem que não tem tempo para “isso” ou para fazer “tal atividade”, e sempre que ouço esta frase me lembro que somos nós quem elencamos nossas prioridades. Considerando que temos um saldo diário de 24 horas e dele não podemos escolher como usar 8 horas que oferecemos ao nosso trabalho, ainda nos restam 2/3 que escolheremos como e com o que utilizar.
Esses dias, ouvi uma frase que dizia o seguinte: “Amar é gastar tempo com o outro”. Esta frase é de uma simplicidade e profundidade explícita, pois, amar é oferecer ao outro nosso tempo, nossa vida. Amar é cuidar, e quem ama gasta tempo, quer estar perto.
Amar é cuidar, e quem ama gasta tempo, quer estar perto”
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