quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

ONDE ESTÁ A VONTADE DE DEUS ?

Tenha a coragem de ouvir a resposta

Muitas vezes, o que mais desejamos na vida é saber saber qual é a vontade de Deus a nosso respeito. Rezamos, ouvimos opiniões, lemos a Bíblia, mas parece que ainda falta alguma coisa para nos dar a certeza do que o Senhor quer para nós. Nestes dias tive um sonho que me ajudou neste sentido, por isso o partilho com você: Sonhei com um barco em alto-mar, nele estavam dois homens, um remando com grande dificuldade e o outro contemplando-o, serenamente, sentado ao seu lado. Era um cenário bonito, o mar azul, iluminado pelos primeiros raios de sol naquela manhã de primavera, inspirava serenidade e paz. Porém, fiquei incomodada ao ver que um homem fazia tanto esforço ao remar sozinho, e o outro continuava tão descansado ao seu lado. Foi quando Deus me fez compreender que o mesmo nos acontece às vezes. 

O mar é a liberdade que o Senhor nos concede por amor; o barco é a nossa vida; o homem tentando remar sozinho somos nós que queremos conduzir nossa história com as próprias mãos e outro homem sentado ao lado, a contemplar o esforço do companheiro, é o Senhor que permanece conosco, no entanto,respeita nossa liberdade e espera o momento em que Lhe pedimos ajuda para intervir. Ainda no sonho, em certo momento, aquele homem já cansado, entregava os remos ao companheiro e este, com muita destreza, conduzia a embarcação na rota certa, sem demora. Era como ouvir Deus falar: “Dijanira, é isso que você precisa fazer hoje: entregue o barco da sua vida em minhas mãos, pois Eu sei remar. Estou aqui ao seu lado pronto para ajudá-la. Se continuar insistindo em remar sozinha, vai se cansar e não chegará aonde deseja. Deixe que Eu conduza seu barco, deixe que Eu reme por você. Confie em mim!”

Compreendi que na busca de discernir a vontade Deus, Ele nos propõe docilidade, confiança e atitude. Pois não podemos dizer que temos fé se não confiamos, e confiar exige a atitude de deixar Deus “remar” por nós.

Talvez você me diga: "Já fui tão decepcionado (a). Como posso confiar de novo?" Isso é possível com a graça de Deus! As pessoas nos decepcionam, e é natural que seja assim. Ninguém é perfeito neste mundo e, um dia ou outro, mesmo quem amamos acaba agindo da maneira que não esperávamos, ou seja, nos decepciona. Mas é a atitude de confiar na graça divina, que pode agir por intermédio daquela pessoa, que nos impulsiona a continuar acreditando. E com Deus não é diferente, Ele é perfeito, mas, muitas vezes, esperamos d'Ele o que por amor a nós Ele não realiza e isso pode nos decepcionar. Neste caso, precisamos acreditar no amor do Senhor e recomeçar um relacionamento de confiança total n'Ele para chegarmos à meta, que é sempre a felicidade.

Certamente essa não é tarefa fácil, principalmente por vivermos em uma época como a nossa, na qual se fala tanto sobre segurança e se busca todos os meios para planejar um futuro seguro,  a proposta de confiar em Deus e deixar que Ele nos conduza parece contraditória. Porém, ouso testemunhar que minha vida é bem mais feliz desde que comecei a viver essa experiência. Claro que é um desafio diário, por vezes, também me sinto fraca na fé e impaciente, mas recomeço com a graça de Deus e tento dar um passo de cada vez no dia a dia e em cada situação.

Lembro-me de um período difícil, no qual eu queria que a minha vontade prevalecesse em um relacionamento, mas mesmo assim, rezava: “Senhor, que seja feita a Tua vontade”. E realmente Deus Pai fez a vontade d'Ele porque nada foi como eu desejava. Sofri com a decepção e a perda, mas nunca duvidei da intervenção divina. Hoje, quando me recordo do fato, tenho ainda mais certeza de que o Senhor agiu, e continuo pedindo com confiança: "Senhor, que em tudo seja feita a Tua vontade. Toma o remo e conduz o meu 'barco' no imenso mar do Teu amor. Tu sabes o que é melhor para mim".
Talvez, hoje, Deus esteja lhe pedindo a mesma atitude, se for o caso, não tenha medo de dar os passos. Acredito que o primeiro deles é fazer uma revisão de vida e ter a coragem de perguntar: "Isso que tanto busco, insisto e sonho é vontade de Deus ou é apenas a minha vontade?" Um dos sinais para discernir a resposta é perceber os frutos da espera. O que é de Deus traz paz e edifica, mesmo que passe pela cruz. Ao passo que o que é apego humano não produz bons frutos, torna a pessoa amarga, sem brilho, sem vida e sem alegria, além de ansiosa.

Madre Teresa de Calcutá, quando via alguém triste, logo pensava: “O que será que esta pessoa está negando a Deus?” Pois para ela a tristeza da alma estava muito ligada ao apego à vontade própria, uma vez que, se estivermos de acordo com Deus, já não haverá motivos para ficarmos contrariados, preocupados ou angustiados, e em tudo o que vier nos acontecer saberemos que existe a permissão divina, portanto, acolheremos com alegria, mesmo que seja difícil. 


As pessoas que nos conhecem e nos amam são grandes instrumentos do Senhor para nos ajudar a discernir onde está a vontade d'Ele. Experimente pedir a opinião de quem você confia e sabe que o ama e tenha a coragem de ouvir a resposta. Se for preciso entregar o "barco de sua vida" nas mãos do “Grande Navegador”, faça isso ainda hoje e se prepare para desbravar o alto-mar da vida nova que Deus tem para você.
Dijanira Silva

DEIXEMO-NOS RENOVAR PELA GRAÇA DE DEUS


É belo saber que o amor de Jesus se renova por cada um de nós a cada manhã que desperta. Um dia nunca é igual ao outro. Se contemplarmos, logo cedo, a natureza e olharmos para o céu, veremos que as cores que o coloriu ontem não são as mesmas que o colore hoje. Em Deus tudo se renova, porque Ele é a eterna novidade.
A rotina faz parte do nosso cotidiano, é importante para a organização da nossa vida, mas é necessário que ela seja conduzida pelo Espírito Santo em todos os momentos,  para que não a vivamos de maneira mecânica e percamos o sentido da vida.
Vivamos como homens e mulheres novos, porque “todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se fez novo!” (II Coríntios 5,17).
Acolhamos, hoje, as novidades do Espírito na nossa vida.
Obrigada, Jesus, porque és a eterna novidade e, no Senhor, tudo se faz no novo.
Luzia Santiago

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

OS TESTEMUNHOS OS ARRASTAM


Sem dúvida, todos nós precisamos de pessoas inspiradoras, que instiguem nosso modo de viver por meio do seu testemunho. Ansiamos por modelos autênticos de homens e mulheres, cujo olhar esteja voltado somente para Deus, e por um exemplo íntegro,  apontem-nos o caminho a seguir, semelhantes a luzeiros que iluminam a estrada durante a noite. Pessoas que, muito além das palavras, mostrem com atitudes o amor ao próximo, que vivem incendiadas pelo fogo de amor vindo do Espírito Santo. O exemplo dessas pessoas é de singular importância, pois não poucos pautam suas vidas neste “outro Cristo”, que passa as mesmas angústias e aflições do Senhor, mas é notória a confiança depositada n’Ele para vencerem todo o obstáculo pela fé.
Desta maneira, urge a necessidade de modelos de fé tangíveis a nossos olhos, sobretudo para a juventude, tão carente de testemunhos cristãos. Por isso é imprescindível para um crente a vida coerente com os valores evangélicos, capazes de transformar a maneira de viver num atrativo testemunho de fé em Jesus Cristo, em meio à atual sociedade, a qual, cada vez mais, apresenta uma cultura de contra valores baseada na decadência moral e ética.
Percebendo a grande necessidade da época por modelos de fé arraigados na crença em Cristo, São Paulo, numa convicção intrépida, põe a si mesmo como modelo a se imitar e diz aos coríntios: “Tornai-vos os meus imitadores, como eu o sou de Cristo.”
Todavia, não há testemunho verdadeiro sem luta cotidiana pela santidade, e podemos afirmar que ela é o passaporte para o testemunho cristão. Almejar uma grande conquista sem desafios e dificuldades, sem perdas e sacrifícios, é margear um precipício de olhos vendados. Quem deseja o prêmio oferecido por Jesus -  a salvação -, deve saber a direção e por qual caminho seguir, sem o qual a frustração é certa.
“Urge a necessidade de modelos de fé tangíveis a nossos olhos, sobretudo para a juventude, tão carente de testemunhos cristãos”
Santo Agostinho nos lembra algo relevante sobre o testemunho, “as palavras convencem, porém os testemunhos arrastam”. Seria maravilhoso ver jovens e adolescentes serem “arrastados”, evidentemente pelo testemunho de outros moços e moças, à vivência da Celebração Eucarística e dos demais sacramentos na convivência fraterna em comunidade. Percebemos, assim, que o exemplo de vida fala muito mais alto do que as palavras. No mundo contemporâneo, talvez, o testemunho de vida cristã seja a forma com maior eficácia na evangelização.
Sendo assim, com perspicácia rara de um pastor, o Papa Bento XVI alarga nossos horizontes acerca da força do testemunho cristão e nos assegura: “Como um pequeno fogo pode incendiar uma floresta, assim o testemunho fiel de alguns pode espalhar a força purificadora e transformadora do amor de Deus numa comunidade ou nação”. O vigário de Cristo não fala de uma grande chama, mas de ‘um pequeno fogo’ que, de maneira nenhuma, é diferente em relação ao testemunho dos cristãos, ou seja, não precisa mais que poucos anunciarem o Evangelho de Cristo com a própria vida para que se possa incendiar o mundo com a chama viva do amor de Deus.
Enquanto não entendermos que a lógica do mundo segue contrária à de Deus, desejaremos ver quantidade em vez de qualidade; portanto, entendamos: Deus anda por caminho diverso do homem, pois assim a Sagrada Escritura nos exorta: “Se alguém dentre vós se julga sábio à maneira deste mundo, faça-se louco para tornar-se sábio, porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus” (I Coríntios 3, 18-19). Deus faz proveito do que é fraco neste mundo para confundir os fortes. Desta maneira, quer o Senhor apenas um coração simples e disponível, sem muitas indagações, que Lhe dê livre acesso. Então, logo se iniciará uma obra admirável aos olhos dos homens e alcançará, sem maiores alardes, uma comunidade ou nação.


O PAI ESTÁ NOS AMANDO

10 passos para construir o Céu na Terra

Se tem uma coisa da qual estou convencido é do amor de Deus por cada um de nós. Os homens precisam entender a bondade do Senhor, porque nós mendigamos amor. Quando abrimos os olhos, pela manhã, estamos buscando esse sentimento.

O desígnio do homem é amar e ser amado e tudo o que buscamos tem este objetivo, e a fonte deste amor é o Bom Deus. Ele nos criou para nos amar.

Nenhuma pessoa humana vem à vida sem que Deus o tenha desejado, tenha-o amado. Quero que, neste dia, você tenha a certeza deste desejo do Pai para sua vida. Ele tem um desejo “devorador” por cada um de nós (Deuteronômio 4,24). O nosso nome está gravado nas mãos do Senhor. Se soubéssemos disso, não estaríamos nas mãos dos homens. Ele nos ama, porque é Pai.

Não fomos amados apenas no momento da nossa concepção, pois Deus continua nos amando, criando-nos a cada instante. A cada segundo Ele nos cria, pois se não nos criasse, neste instante, seríamos aniquilados, pois é Ele quem nos dá a vida e é Ele quem nos mantem nela.

Uma das grandes ciladas das famílias, no matrimônio, é quando os cônjuges buscam o amor de Deus em si mesmos. Quando fazem isso, o casal se escraviza, pois busca no outro o amor que só o Senhor pode lhes dar.

O amor de Deus precisa nos plenificar e isso acontece na vida de oração. 

Todos os homens são profundamente amados por Deus e precisam fazer a experiência desse amor. Os filhos podem se afastar do pai, roubá-lo, mas o pai continua amando-o. “De tal maneira Deus amou o mundo que nos deu o Seu Filho”, diz-nos as Escrituras.

Jesus estava convencido do amor do Pai por Ele, mas, um dia, Felipe olhou para Cristo e disse-Lhe: “Senhor, mostra nos o Pai. Isso me basta”. E Jesus lhe respondeu: “Felipe, há tempo tempo estou convosco e ainda não percebeste?”.

Às vezes, penso nas coisas que Jesus falava e imagino-O como aquele Filhinho que tem o Pai como um super-herói. Assim é Jesus, pois se sabia amado por Deus. Cristo confiava totalmente em Seu Pai, por isso, no momento da cruz, entrega, nas mãos d'Ele, Seu espírito.

“Se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?” (Mateus 7,11) Diante dessa Palavra, pais e mães se sentem provocados, porque querem dar o melhor para seus filhos. Eles vivem uma angústia diária para saber se os filhos estão bem.

Temos um Pai que é tão bom, ama-nos tanto que nos deu Seu Filho para que, por meio d'Ele possamos ser também Seus filhos. Quando Ele diz que podemos rezar “Pai Nosso”, eu me pergunto: “Quem sou eu para chamar o Senhor de Pai?”. Jesus nos deu o Seu Pai, e o Pai do Filho agora também é nosso Pai.

A bondade divina é tão singela que, muitas vezes, não a percebemos. Você já pensou que riqueza é a oração do Pai-Nosso? Jesus nos entrega o Seu Pai, mas não percebemos, e procuramos o amor no mundo.

Muitas vezes, o pecado faz parecer que não somos dignos do amor de Deus, mas isso é mentira de satanás, porque o Senhor nos criou com capacidade para amá-Lo e nos deu o Espírito Santo para nos ajudar. Temos a plenitude da vida, por isso, não sejamos mais mendigos de tantas coisas, não sejamos como o filho pródigo.

Deus ama você, Ele o abraça. Volte seu coração para Ele hoje, porque Ele se derrama de ternura por você e o espera em felicidade, em fidelidade, em coerência de vida e santidade.
André L. Botelho de Andrade 
Fundador da Comunidade Pantokrator



A CULTURA DE PENTECOSTES PRECISA SER INSTAURADA

O Papa Leão XIII consagrou o século 20 ao Espírito Santo, mas, infelizmente, nós, Igreja, não estávamos prontos. A partir de Pentecostes a Igreja expressa vitalidade divina, que se expressa com os dons dos carismas. Nós precisamos dessa vitalidade divina. É a realização da profecia de Ezequiel que vê primeiramente ossos ressequidos, mas o Senhor lhe diz que profira um oráculo sobre eles, faça entrar o sopro da vida e profetize ao espírito, e assim por diante (confira Ezequiel 37, 1-14). A Palavra diz que se levanta um grande exército desses ossos. Este é o desejo de Deus: transformar-nos em um grande exército. É isso que o Senhor quer e nós também precisamos querer. 

É tempo de levarmos a sério o novo Pentecostes, Deus é irrevogável nos dons d’Ele e este é o grande dom para a Igreja. Agora cabe a nós tomarmos posse dessa graça, é agora, é o tempo de Kairós que está sobre nós. 

Precisamos instaurar a cultura do Pentecostes, precisamos dessa aldeia global. Por intermédio desses dons de Deus a Igreja propaga o ministério salvífico do Senhor. A salvação vai se propagar até que Jesus volte pela segunda vez. O Espírito da Igreja forma missionários decididos e valentes como os grandes apóstolos Pedro e Paulo.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

DEIXE OS DESAPEGOS DE LADO


Nossa vida deve ser conduzida pela Palavra de Deus, pois só assim seremos felizes em nosso dia a dia.
O Evangelho de Mateus 19,21 diz: “Se queres ser perfeito, vai, vende seus bens e dê o dinheiro aos pobres e terais um tesouro no céu, depois vem e segue-me.” Jesus, disse isso a um jovem que queria segui-Lo, mas o Senhor quis colocá-lo à prova no olhar, porque Jesus queria entra no coração dele.
Jesus queria o desapego daquele jovem, por isso pediu que ele abrisse mão até de possuir-se a si mesmo, pois só é feliz quem consegue desapegar-se.
As nossas preocupações, as quais não são fáceis de serem evitadas, estão, por vezes, centradas em bens temporais, como este jovem rico.
Quem não tiver seu coração aberto para colher o convite de Cristo será eternamente frustrado, pois nossas tristezas vêm do nosso apego.
Não tenhamos, portanto, medo de perder as coisas ou as pessoas.
O Senhor nos chama: “Vem e segue-me!”
Jesus, eu confio em Vós
Luzia Santiago