terça-feira, 2 de abril de 2013

A TRADIÇÃO DA VIA SACRA

Desfrutemos dos benefícios da Paixão de Cristo
A tradição da veneração e da meditação da Via-Sacra, Via Dolorosa de Jesus Cristo, desenvolveu-se e consagrou-se com a piedade cristã.

Dom Estêvão Bettencourt, OSBM, da revista 'Pergunte e Responderemos', de número 26, de fevereiro de 1960, fala-nos sobre a tradição do valoroso exercício de piedade que é a Via-Sacra. 

Segundo o bispo, a Via-Sacra é um exercício de piedade, no qual os fiéis percorrem mentalmente o caminho de Jesus Cristo, do Pretório de Pilatos até o monte Calvário. Este exercício muito antigo, que remonta os primeiros séculos da Igreja Católica, tomou forma com o tempo, até a Via-Sacra, como conhecemos em nossos dias. 

Desde os primórdios, os fiéis veneravam os lugares santos, onde viveu, morreu e foi glorificado Jesus Cristo. Peregrinos de países mais longínquos iam à Palestina para orar nesses lugares. Em consequência dessas peregrinações, surgiram narrativas, das quais as mais importantes da antiguidade são a de Etéria e a do peregrino de Bordéus, que datam do século IV. Muitos desses peregrinos reproduziam, em pinturas ou esculturas, os lugares sagrados que visitaram. 

A tendência de reproduzir os lugares santos aumentou por causa das Cruzadas (século XI-XIII), a qual proporcionou a muitos fiéis a oportunidade de conhecer os lugares santos e de se beneficiar da espiritualidade desses locais. Por isso, aumentaram as capelas e monumentos que lembram os santuários da Terra Santa. Essas capelas e monumentos passaram a ser visitados por pessoas que não podiam viajar para a Cidade Santa. 

Até o século XII, os guias e roteiros que orientavam a visita dos peregrinos à Palestina não tratavam de modo especial os lugares santos que diziam respeito à Paixão de Cristo. Em 1187, aparece o primeiro itinerário que seguia o caminho percorrido por Jesus. Porém, somente no final do século XIII, os fiéis passaram a separar a Via Dolorosa do Senhor em etapas ou estações. Cada uma destas era dedicada a um fato do caminho da cruz de Cristo e acompanhada por uma oração especial. Por causa da limitação dos maometanos, os cristãos passaram a ter um programa para a visita desses lugares santos, relacionados à Paixão de Cristo. 
No fim do século XIV, já havia um roteiro comum, que percorria, em sentido inverso, a Via Crucis. Este começava na Igreja do Santo Sepulcro, no Monte Calvário, e terminava no Monte das Oliveiras. As estações desse caminho eram bem diferentes da Via-Sacra atual. Alguns autores, do final do século XV, como Félix Fabri, afirmavam que este itinerário - do Calvário ao Monte das Oliveiras -, era o mesmo que a Virgem Maria costumava percorrer, recordando a Paixão de seu amado Filho Jesus Cristo. 

Os peregrinos que visitavam a Terra Santa, no fim da Idade Média, testemunhavam um extraordinário fervor, pois arriscavam suas vidas na viagem e se submetiam às humilhações e dificuldades impostas pelos muçulmanos ocupantes da Palestina. Tal fervor fez com que muitos cristãos, que não podiam ir à Terra Santa, desejassem trocar a peregrinação pelo exercício de piedade realizado nas igrejas e mosteiros. Esse desejo fez com que fosse desenvolvido o exercício do caminho da Cruz de Jesus Cristo. 

O fervor levou os fiéis a percorrerem o caminho doloroso do Senhor Jesus na ordem dos episódios da história da Paixão de Cristo. A narrativa da peregrinação do sacerdote inglês Richard Torkington, em 1517, mostra que, no início do século XVI, já se seguia a Via Dolorosa do Senhor na ordem dos acontecimentos. Isso possibilitava aos fiéis reviver mais intensa e fervorosamente as etapas dolorosas da Paixão. No Ocidente, as pinturas ou esculturas, das estações da Via-Sacra eram variadas. Algumas delas tinham apenas 7 ou 8 estações. Outras, contavam com 19, 25 ou até 37 estações na Via Dolorosa de Cristo. Em 1563, o livro “ A peregrinação espiritual”, de Jan Pascha, descreve uma viagem espiritual que deveria durar um ano, num roteiro que partia de Lovaina para a Terra Santa. 

Cada dia dessa peregrinação era acompanhada de um tema de meditação e de exercícios de piedade. Em 1584, Adrichomius retomou o itinerário espiritual de Jan Pascha e lhe deu a forma que tem a Via-Sacra como a conhecemos hoje, ou seja, o caminho da cruz de Cristo acontece a partir do pretório de Pilatos, onde Jesus foi condenado à morte, num total de 14 estações, até o Calvário, onde morre o Crucificado. 

Os franciscanos tiveram um papel importante na propagação do exercício da Via-Sacra. Desde o século XIV, estes são os guardas oficiais dos lugares santos da Terra Santa e, talvez por isso, dedicaram-se à propagação da veneração da Via-Sacra em suas igrejas e conventos. Desde o final da Idade Média, os franciscanos erguiam estações da Via-Sacra, segundo o roteiro de Jan Pascha e Adrichomius. Isto fez com que esta forma prevalecesse sobre as outras formas de devoção da Via Dolorosa de Cristo. Foram também os franciscanos que obtiveram dos Papas a concessão de indulgências ao exercício da Via-Sacra. Dentre os filhos de São Francisco, destaca-se São Leonardo de Porto Maurício, que ergueu 572 “Vias-Sacras” de 1731 a 1751. 

Assim, o exercício da Via-Sacra se desenvolveu ao longo dos séculos até atingir sua forma atual, a partir da obra de Pascha e Adrichomius no século XVI. A aprovação da Santa Sé e a concessão de indulgências mostram que a veneração e a meditação da Via Dolorosa de Cristo fazem muito bem para a piedade cristã, especialmente no tempo da Quaresma. Por isso, desfrutemos dos benefícios da Paixão de Cristo como são propostos pela Via-Sacra, piedade que santifica os fiéis cristãos a tantos séculos.
Natalino Ueda

QUAL A RECEITA PARA SAIR DA DEPRESSÃO

Deus procura verdadeiros adoradores, embora Ele não precise deles. No entanto, o Senhor sabe que nós precisamos adorá-Lo. Quando entramos em sintonia com Ele, tudo muda na nossa vida, por isso o Senhor quer que adoremos, porque nós precisamos d'Ele.

Esse esforço de estar em contato com Deus faz com que entremos em sintonia com Ele. Medimos muito as coisas pelo nosso bem-estar no momento, não aguentamos muito a dor, se há algum desconforto já não estamos bem. Não podemos medir as coisas pelo bem-estar e conforto do momento, temos de olhar o objetivo, ter uma visão completa do que Deus quer fazer de nós. Isso já se encontra no Gênesis quando Deus fala: "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança" (Gênesis 1,26b), esse é o objetivo. 
Quando um artista pega um bloco de mármore para confeccionar uma imagem, precisa de esforço e luta para cortar, tirar os excessos e lixar até que o bloco de mármore vire uma imagem. É isso que Deus faz conosco, pega a nossa matéria bruta e nos molda. Formar o corpo não é tudo, quando ele está pronto é hora de o Senhor começar a moldar a Sua imagem em nós para que fiquemos à Sua semelhança.

Por que a pessoa vibra ao adorar a Deus? Porque, na verdade, ao adorá-Lo, há uma busca, uma procura. À medida que fazemos isso, vamos, cada vez mais, tornando-nos semelhantes ao Senhor, na medida da nossa vibração. Por isso precisamos adorar para nos tornar imagem e semelhança de Deus, a fim de vivermos a eternidade. O que são cem anos, nesta vida, comparados à vida eterna? Nossa vida desemboca na eternidade, e isso não quer dizer apenas uma vida que não vai acabar, mas a plenitude, a perfeição completa.
Pode ser que, hoje, estejamos em "zona de desconforto", mas essa não é a verdade da nossa vida. Deus, muitas vezes, permite que vivamos esses momentos para continuar a nos moldar de acordo com Sua imagem e semelhança. Só o artista sabe por que cortou e bateu na pedra bruta que precisava se transformar em uma imagem. Da mesma forma, só Ele sabe por que permite que as coisas sejam cortadas da nossa vida. Nós mesmos não queremos perder nada, mas para sermos imagem e semelhança do Altíssimo, Ele precisa podar o que for necessário. Deus Pai nos forma na oficina da vida, não nos leva a um lugar separado, restrito. Nos problemas do dia a dia, é que o Senhor nos forma e nos molda.

Na verdade, somos cheios de egoísmo, maldade, orgulho e muitas outras coisas. Quebrar essas coisas em nós não é fácil. O Senhor sabe que existe muita ruindade em nós, e a única forma de retirá-la é quebrando-nos na oficina da vida. Somos um "blocão de mármore" e precisamos ser moldados. Ou Deus corta você e o quebra nesta vida ou você vai chegar no céu despreparado. Precisamos chegar no céu à imagem e semelhança de Deus, de forma que nos encaixaremos n'Ele. O céu é viver em Deus. Aí está nossa felicidade! Estar em Deus não é nenhum bem material, mas é ser projetado no Senhor.

Você só vai se projetar em Deus quando chegar à eternidade, isso se estiver moldado, se nesta vida todas as suas ruindades forem cortadas. Se a vida não nos humilhar, vamos entrar no céu soberbos, e não vamos nos encaixar no Senhor, porque Ele é simples. Deus é tudo, mas sendo grande como é, Ele é simples. Só os humildes vão se encaixar no Pai. Se a vida não nos batar, não aprenderemos.

No fundo, a depressão é como a vertigem, o desmaio. A depressão é exatamente isso, a pessoa sofre tanto no seu psicológico, conscientemente ou não, vive uma pressão tamanha sobre ela que acaba entrando em depressão. Isso é terrível, porque, nessa enfermidade, a pessoa continua vendo tudo, a vida continua, mas ela não consegue reagir. A receita para sair da depressão é, mesmo nela, adorar a Deus. A receita maravilhosa para sair da depressão é adorar o Senhor. Adoramos a Ele em espírito e verdade, muitas vezes, no problema, no desespero, na hora que não aguentamos mais.

O fato é render-se diante de Deus na sua verdade, mesmo na falta de vontade em estar com o Senhor. Depressão é dor da alma, por isso, neste momento, renda-se ao Pai. Adoração é rendição, não é preciso palavras. Entregue-se no lugar certo, pule no colo de Deus e não para o nada. Rendendo-se a Ele, fique n'Ele, não no nada. Durante a depressão, existe a vontade de ficar no nada, mas fique no Senhor. Achamos que, na adoração, precisamos falar com o Altíssimo, mas o real valor é adorá-Lo em espírito e verdade, mesmo sem nenhum sentimento. 

Deixe Deus abraçar você e abrace-O no seu nada. Aproveite que você está como um "pozinho" de depressão e abrace o Senhor. Dessa forma, o nada abraça o Tudo e é certo que o Tudo transforma o nada para que ele saia do nada e tudo se faça novo. 


Trecho da pregação "Adorar mesmo em depressão" de monsenhor Jonas Abib

segunda-feira, 1 de abril de 2013

ORAÇÃO PEDINDO A ARMADURA DE DEUS CONTRA AS MENTIRAS DO INIMIGO


ORAÇÃO PEDINDO A ARMADURA DE DEUS CONTRA AS MENTIRAS DO INIMIGO

Pai celeste, eu agora, pela fé, clamo a proteção da Vossa armadura, para que eu possa permanecer firme contra satanás e todas as suas hostes e, no nome do Senhor Jesus, vencê-lo-ás. Eu tomo a Vossa verdade contra as mentiras e os erros do inimigo astucioso.
Eu tomo a Vossa Justiça para vencer os maus pensamentos e as acusações de satanás. Eu tomo o equipamento do Evangelho da paz e deixo a segurança e os confortos da vida para combater o inimigo.
E, acima de tudo, eu tomo a Vossa fé para barrar o caminho da minha alma às dúvidas e incredulidades. Eu tomo a Vossa salvação e confio em Vós para proteger o meu corpo e a alma contra os ataques de satanás.
Eu tomo a Vossa Palavra e oro para que o Espírito Santo me capacite a usá-la eficazmente contra o inimigo, a cortar toda escravidão e a libertar todo cativo de satanás, no poderoso e conquistador nome de Jesus Cristo, meu Senhor.
Eu me visto desta armadura, vivendo e orando em completa dependência de ti, Bendito Espírito Santo. Amém!

Pai celeste, eu agora, pela fé, clamo a proteção da Vossa armadura, para que eu possa permanecer firme contra satanás e todas as suas hostes e, no nome do Senhor Jesus, vencê-lo-ás. Eu tomo a Vossa verdade contra as mentiras e os erros do inimigo astucioso.
Eu tomo a Vossa Justiça para vencer os maus pensamentos e as acusações de satanás. Eu tomo o equipamento do Evangelho da paz e deixo a segurança e os confortos da vida para combater o inimigo.
E, acima de tudo, eu tomo a Vossa fé para barrar o caminho da minha alma às dúvidas e incredulidades. Eu tomo a Vossa salvação e confio em Vós para proteger o meu corpo e a alma contra os ataques de satanás.
Eu tomo a Vossa Palavra e oro para que o Espírito Santo me capacite a usá-la eficazmente contra o inimigo, a cortar toda escravidão e a libertar todo cativo de satanás, no poderoso e conquistador nome de Jesus Cristo, meu Senhor.
Eu me visto desta armadura, vivendo e orando em completa dependência de ti, Bendito Espírito Santo. Amém!


O SOL DA NOSSA VIDA BRILHA SEMPRE, MESMO QUANDO NÃO VEMOS



Há momentos em que tudo parece ficar eclipsado na nossa vida, principalmente quando surgem os desafios e não sabemos como lidar com eles. Pode ser que, nesta hora, venha o desejo de desistir, mas não podemos ceder a esses sentimentos, pois sabemos que “por trás das nuvens o sol continua a brilhar”, como diz Santa Teresinha do Menino Jesus, e este sol tem um nome: Jesus Cristo, “o sol nascente que, por amor, nos veio visitar” (Lc 1,78b).
O Senhor está conosco em todos os momentos da nossa vida, mesmo quando não somos capazes de perceber nem sentir Sua presença. Deus é fiel e nunca nos abandona.
Caminhemos, hoje, confiantes não na força, mas no Senhor que tudo pode. Unidos a Ele proclamemos em todas as circunstâncias: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fl 4,13).
Luzia Santiago


FAMÍLIA , ESCOLA DO PERDÃO



Precisamos amar e valorizar a família que temos

Sabe qual é a maior família que existe? É a que nós possuímos, por mais frágil e complicada que ela
seja.

Sabe qual é o pior inimigo do real? Pensou? O pior inimigo do real – da família real, daquela que temos – é o ideal. É aquela “ideia” que carregamos acerca de um modelo, cuja realidade toda é “obrigada” a se adequar, mas que – definitivamente – não corresponde à nossa realidade.
Nem sempre o real corresponderá aos nossos ideais, e quase perenemente precisaremos, com leveza e maturidade, nos reconciliar com o real para podermos, a partir dele, construir uma encarnada felicidade. A felicidade só será possível a partir da verdade e da realidade que, verdadeiramente, nos compõem.
Como dizia o poeta: “Eu sei que a vida devia ser bem melhor e será, mas isso não impede que eu repita: é bonita, é bonita e é bonita (Gonzaguinha). E por mais que a vida nos apresente problemas e deformidades, ela sempre será um palco de belezas no qual precisaremos protagonizar nossa história
Nossos familiares são mesmo, inúmeras vezes, imperfeitos e muito difíceis de conviver. Todavia, é no solo dessa verdade (de nossa verdade) que precisamos nos assumir e, com bravura e heroísmo, nos lançar na construção da felicidade e de suas específicas exigências.
Precisamos amar e valorizar a família que temos: o pai, a mãe, os irmãos que Deus nos deu, independentemente de como são. Sem dúvida, isso não é fácil e se revela como realidade muito desafiadora. Entretanto, ninguém poderá construir uma vida verdadeiramente feliz sem ter a consciência tranquila pelo fato de ter lutado pelos seus e de não os ter abandonado em virtude de suas fraquezas.
Percebo como muito sábio e real o ditado que diz: “Quer conhecer alguém? É só observar como ele trata seus pais”, pois uma consciente e constante atitude de desamor com relação aos próprios pais revela uma séria e profunda deficiência no caráter e na forma de se relacionar.
Nossos familiares (os pais e os demais) manifestam nossas raízes e nossa identidade, e negá-los seria negarmos a nós mesmos.
Nossa família sempre oferecerá possibilidades, seja por meio de alegrias ou de dores, para nos tornarmos pessoas melhores. Nela, poderemos viver a relação e a abertura aos demais (não sem conflitos, é claro), assim compreendendo que não somos o centro “absoluto” do mundo.
Na família aprendemos – por bem ou por mal - a repartir o que temos e o que somos, com a possibilidade
 de, constantemente, frequentar a escola do perdão. Assim aprenderemos a oferecer, aos outros e a nós mesmos, uma nova chance diante de cada circunstância ou erro cometido.
Pela família aprendemos a compreender a imensa fragilidade humana que envolve a todos, percebendo-nos também como seres fracos e constantemente necessitados de ajuda e atenção.
Enfim, a família é uma escola de vida e de construção da felicidade; nela, o ser tem espaço para, de fato, “ser” e acontecer.
Padre Adriano Zandoná

QUAL É O SONHO DE DEUS PARA VOCÊ

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Qual é o chamado de Deus para você? Saiba que o bonito não é realizar o nosso próprio sonho
mas realizar o sonho de Deus. E qual é o sonho de Deus para você? Queira realizar o sonho do Senhor e renunciar aos seus próprios sonhos. É isso que fará você feliz.
Eu poderia ser um bom pai de família, tinha todas as condições de me casar. Tenho plena certeza de que faria feliz a minha esposa e seria um bom pai... Mas esse não era o sonho de Deus para mim. O sonho d’Ele era que eu abrisse mão de tudo para seguir a vocação para a qual Ele me chamou.
Custe o que custar, você precisa ser generoso e dizer sinceramente ao Senhor: “Tudo me pediste, nada eu Te neguei”. Não há vocação sem cruz. Não há amor sem renúncia. Aquele que é chamado ao matrimônio renuncia aos valores da vida religiosa. Os que são religiosos renunciam a ter esposa e filhos. Todo caminho vocacional é um caminho de renúncia.
A renúncia acontece porque visamos a algo mais. Não é a renúncia pela simples renúncia, mas é optar por algo mais. É optar por aquilo que Deus escolheu para nós como vocação.
Hoje, tenho muitos filhos espirituais. Tenho uma família imensa. Isso é verdadeiramente o cêntuplo se realizando em minha vida. Continuo, porém, vivendo o meu dia a dia cheio de dificuldades, problemas, dores... e sempre há pelo menos uma cruz no meu dia, mas continuo dizendo:
“Tudo Te entreguei, nada me restou,
livre eu fiquei para Te amar, meu Deus.
Tudo me pediste, nada eu Te neguei,
Hoje eu sou feliz assim, tenho a Ti, meu Deus”
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Veja que renúncia você precisa fazer para seguir a sua vocação. Abrace a sua cruz e deixe de lado todos os medos, dificuldades e tudo o que o impede de realizá-la. Pois para ser aquilo que Deus quer, só temos o dia de hoje.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova