quarta-feira, 26 de junho de 2013

SINAIS DE AMOR

Muitos tentaram escrever a história dos fatos ocorridos entre nós, assim como nos transmitiram aqueles que, desde o início, foram testemunhas oculares e, depois, se tornaram ministros da palavra. Diante disso, decidi também eu, caríssimo Teófilo, redigir para ti um relato ordenado, depois de ter investigado tudo cuidadosamente desde as origens, para que conheças a solidez dos ensinamentos que recebeste" (Lc 1,1-4). São características que fazem de São Lucas escritor caprichoso ao apresentar o modo de ser e agir de Nosso Senhor. Uma das vertentes mais atraentes de seus escritos são os gestos de misericórdia de Jesus. Pérolas do Evangelho, como as parábolas da Misericórdia, o encontro do Senhor com pessoas destinadas à rejeição na sociedade ou a atenção aos pobres e enfermos.

Tudo nos chega com beleza indescritível pela pena daquele que, provavelmente, teve contato com uma testemunha privilegiada, chamada Maria de Nazaré. Dificilmente, alguém poderia descrever episódios como os da infância de Jesus sem um contato com quem os viveu tão de perto. Aliás, além de Maria, Mãe do Senhor, várias mulheres encontram lugar privilegiado no terceiro Evangelho, como "Maria, chamada Madalena, de quem saíram sete demônios, Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes, Susana, e muitas outras mulheres, que os ajudavam com seus bens" (Lc 8,2-3). Também outros evangelhos as reconhecem presentes: Salomé (Mc 15,40), Maria, mãe de Tiago (Mc 15,40), Maria, mulher de Cléofas (Jo 19,25).
Lucas médico, artista, evangelista! Sua narrativa nos faz acompanhar Jesus em situações intrigantes e recolher, a partir da própria cultura do tempo, as lições que se tornam roteiro de vida para quem quer que faça a escolha da vida cristã. Uma cena aparentemente prosaica como a do fariseu que convidou Jesus para jantar é carregada de sentido. Um homem chamado Simão, uma mulher conhecida na cidade como pecadora, mesa, óleo, beijo, lágrimas, perdão, sinais de amor (Lc 7,36-8,3). Tudo compõe a pintura que a Igreja proclama como "Evangelho", "Palavra da Salvação" também para hoje.
A hospitalidade judaica acrescentava ao convite feito para uma refeição a água para as abluções, o refrescante óleo perfumado e o ósculo de paz. Provavelmente, o anfitrião, curioso diante do Mestre que acolhera seu convite, descuidou-se de gestos correntes de civilidade. Quem cobriu sua falta de cortesia foi justamente uma mulher pecadora. Rompidas todas as barreiras, soltou seus cabelos, numa surpreendente manifestação de liberdade, e transbordou seu coração em lágrimas e beijos. Tendo pecado tanto, amou muito mais e saiu dali com os preciosos tesouros do perdão e da paz.

Os traços de tais gestos se encontram presentes na Igreja nos sinais com os quais se celebram os sacramentos da Iniciação Cristã. Água do Batismo, Óleo da Unção na Crisma e Mesa preparada na Eucaristia. Assim, fomos acolhidos com amor por Cristo no coração da Igreja, para darmos testemunho dele onde quer que estejamos. Entrar na Igreja não é inscrever-se numa associação ou clube, quem sabe com título de sócio proprietário! É antes acolher a expressão do amor de Deus que recebe em sua família os que dele se aproximam, ao escutarem seu provocante convite.

Como Deus tem uma só palavra e seus dons são irrevogáveis (Cf. Rm 11,29), Ele não volta atrás quando uma pessoa é recebida na Igreja, feita filha e templo do Espírito Santo no Batismo e na Crisma. Mesmo quem abandonar a prática da fé cristã, lá dentro de seu coração se encontra latente a graça de Deus. São impressionantes as descrições da segunda conversão: pessoas que deixaram a prática religiosa, depois de um tempo e muitos acidentes de percurso, reencontram o amor de Deus e o seio materno da Igreja. É que a Mãe Igreja não pode abandonar ninguém. Saibam todos que a Igreja ora por eles e os aguarda, como aves viajoras que ao pôr do sol retornam ao seu ninho.

A desculpa será sempre o pecado! Se assim for, bendito seja Deus, pois o mais grave é não ter consciência dele, quando a consciência se relaxa de tal forma, como tão corrente em nossos dias, que do mal se faz propaganda e os crimes, aberrações de todo gênero e insensibilidade se espalham.

Quem se reconhece pecador ou pecadora, parabéns! A porta está aberta. Revista-se de lágrimas, solte seus cabelos, irrompa nos ambientes mais seletos, venha com o Óleo perfumado dos sentimentos mais autênticos plantados pelo Espírito Santo em seu coração! Os que se encontram "em casa" se desdobrem para receber de braços abertos os pecadores de toda ordem. Confessionários a postos, para jornadas de reconciliação, estruturas pastorais mais acolhedoras, templos de portas abertas, braços preparados para abraçar e não para apartar! Agentes de Pastoral, discípulos missionários, em suas mãos e em seus passos se encontra a chance que muitos esperam para voltar à casa paterna. A porta está aberta! Inaugurou-se a estação da misericórdia e do perdão. Que todos tenham o direito de ouvir, através da Igreja, a voz do Senhor: "Teus pecados estão perdoados... Tua fé te salvou. Vai em paz!" (Cf. Lc 7,48-50)
Dom Alberto Taveira Corrêa

terça-feira, 25 de junho de 2013

SEGUIR CRISTO

Trata-se de ser coerente e fiel a Jesus
Nos últimos dias, manifestações de multidões pelas ruas de várias cidades do país chamaram a atenção de toda a sociedade. Líderes autênticos ou forjados, bandeiras, que começam no preço das passagens dos coletivos, passam pelos gastos com a construção de estádios, chegam à chaga da corrupção e da impunidade e incluem o justo reclamo por verbas para a educação e a saúde, um leque aberto e muito complexo. Busca-se entender o que elas significam, pois, aparentemente, tudo andava bem e os detentores do poder não cessam de defender os ganhos econômicos e sociais. Não dá para fazer ouvido de mercador diante de tantos e insistentes gritos!

Os argumentos são diversos, mas todos convergem para uma insatisfação crescente. O descrédito generalizado dos diversos poderes, que se envolvem no jogo político e social, causa forte impressão. Repete-se o ciclo, independente dos partidos que governam, para voltar à insegurança quanto ao futuro. O que acontece? O que fazemos com todos os recursos postos à nossa disposição? Afinal, já somos livres e todos podem fazer e falar o que querem? É que não basta ter moeda mais forte, políticas compensatórias, viagens, aparelhos eletrônicos de todo tipo ou sonhos de consumo que depois se revelam bolhas fugazes. Muito cedo as pessoas percebem que apenas o ter, o poder e o prazer não as realizam. Ainda mais, são expressivos os sinais de que passaremos por frustrações semelhantes a outras partes do mundo e que as pessoas não se transformaram automaticamente em gente feliz. Os pretensos "paraísos terrestres" construídos por mãos humanas desmoronam logo.
De fato, não se trata apenas de um país, mas de transformações globais e radicais, como bem identificou a Quinta Conferência do Episcopado Latino-americano e Caribenho: "Vivemos uma mudança de época, cujo nível mais profundo é o cultural. Dissolve-se a concepção integral do ser humano, sua relação com o mundo e com Deus; aqui está precisamente o grande erro das tendências dominantes do último século que excluem Deus de seu horizonte, falsificam o conceito da realidade e só podem terminar em caminhos equivocados e com receitas destrutivas. Surge hoje, com grande força, uma sobrevalorização da subjetividade individual. Independentemente de sua forma, a liberdade e a dignidade da pessoa são reconhecidas. O individualismo enfraquece os vínculos comunitários e propõe uma radical transformação do tempo e do espaço, dando um papel primordial à imaginação. Os fenômenos sociais, econômicos e tecnológicos estão na base da profunda vivência do tempo, que se concebe fixado no próprio presente, trazendo concepções de inconsistência e instabilidade. Deixa-se de lado a preocupação pelo bem comum para dar lugar à realização imediata dos desejos dos indivíduos, à criação de novos e, muitas vezes, arbitrários direitos individuais, aos problemas da sexualidade, da família, das enfermidades e da morte" (Documento de Aparecida, 44).
Cabe ao cristão participar da vida social e política, compartilhar esperanças, abraçar e semear valores consistentes, dialogar com as diversas forças do tecido social, aprender com quem pensa diferente e oferecer, com clareza e maturidade, o que lhe é próprio. E, aqui, nasce uma pergunta crucial sobre o que é próprio do ser cristão diante dos desafios do tempo presente, que nada tem de cristandade dominante. Ao contrário, este é um tempo de indiferentismo, relativismo e de ateísmo que se espalha.

Com os primeiros cristãos podemos aprender muito para responder a tal pergunta. No ambiente desafiador do Império Romano, alguns dos discípulos de Jesus chegaram à Antioquia e começaram a pregar também aos gregos, anunciando-lhes a Boa Nova do Senhor Jesus, na qual muitos acreditaram e se converteram. Então, enviaram Barnabé à Antioquia e uma grande multidão aderiu ao Senhor. Barnabé partiu para Tarso, à procura de Saulo e o levou à Antioquia. Passaram um ano inteiro trabalhando juntos naquela Igreja e instruíram uma numerosa multidão.

Em Antioquia, os discípulos foram, pela primeira vez, chamados com o nome de “cristãos” (Cf. At 11, 19-30). Em Atenas, "de pé, no meio do Areópago, Paulo tomou a palavra: “Atenienses, em tudo eu vejo que sois extremamente religiosos. Com efeito, observando, ao passar, as vossas imagens sagradas, encontrei até um altar com esta inscrição: ‘A um deus desconhecido’. Pois bem, aquilo que adorais sem conhecer eu vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos humanas" (At 17, 22-24). Num ambiente pagão, os seguidores do "caminho" (Cf. At 9,2), malgrado perseguições e incompreensões, espalharam a Boa-Nova e são muitas outras as missões empreendidas.

De lá para cá, esta é a nossa época, é a nossa vez! Nosso tempo é o melhor que existe para empreender a mesma aventura sem medo! Trata-se de ser coerentes e fiéis a Jesus Cristo (Cf. Lc 9, 23-24). Renunciar a si mesmos, tomar a Cruz e seguir! Renunciar é deixar de lado o apego egoísta aos próprios interesses e a tudo o que é supérfluo, olhar ao redor e ver o bem comum. Cruz, instrumento de salvação, antes de ser caminho de dor é opção pelo amor, o mais importante no Sacrifício de Cristo. Seguimento é percorrer os mesmos passos do Senhor, com a sabedoria para enxergar com lucidez as novas situações que se apresentam.

Ao analisar os fatos e decidir o posicionamento a ser tomado, passa na frente a Verdade, que tem nome ("Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida" - Jo 14,6). No diálogo com as pessoas, não vale o medo de viver de acordo com o Evangelho, pois cada cristão autêntico há de relacionar-se com todos, com a qualidade do amor que recebeu de Jesus Cristo. A participação nos diversos grupos da sociedade, para quem quer ser sal, luz e fermento, faz a diferença de forma positiva, com a escuta sincera das razões das pessoas, sejam quais forem as situações em que se encontrem. Suas mãos e sua "ficha" hão de se manter limpas, mesmo com as eventuais vantagens que possam ser oferecidas por um mundo corrompido. Cabe-lhe sempre a iniciativa e a criatividade na busca de soluções para os problemas sociais. Sua marca há de ser a alegria, fruto da ação do Espírito Santo que conduz a Igreja, a quem pedimos, tornando-nos todos jovens, unidos à Jornada Mundial da Juventude: "Ó Espírito Santo, Amor do Pai e do Filho, com o esplendor da tua Verdade e com o fogo do teu Amor, envia tua Luz sobre todos os jovens para que, impulsionados pela Jornada Mundial da Juventude, levem aos quatro cantos do mundo a fé, a esperança e a caridade, tornando-se grandes construtores da cultura da vida e da paz e os protagonistas de um mundo novo". 
Dom Alberto Taveira Corrêa

ORAÇÕES PELOS DOENTES


Onipotente e benigníssimo Deus, que sois a salvação eterna de todos os que crêem em Vós, escutai piedoso as orações que vos dirigimos por este nosso irmão enfermo, vosso servo. 

Afastai dele tudo quanto o aflige e fazei, em vossa misericórdia, que todos os remédios aplicados ao seu mal lhe sejam salutares. 

Em Vós, único autor e conservador da vida e árbitro supremo de nossa sorte põem toda a nossa confiança; e, embora nos esforcemos, por todos os meios possíveis, por lhe restabelecer a saúde, todavia, é de Vós só que tudo esperamos.

Ouvi Senhor, nossas preces e as suas, para que alegres possamos com ele prestar-vos a homenagem de nosso reconhecimento.

O Senhor Jesus Cristo esteja do seu lado para defendê-lo, dentro de você para conservá-lo, diante de você para conduzi-lo, atrás de você para guardá-lo, acima de você para abençoá-lo, Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.

Amém.
Jesus foi mesmo uma pessoa diferente. Muitas pessoas visam serem importantes e alguns ao longo da história, até se intitulam deuses, Jesus sempre fez questão de ser o Filho de Deus.
Paulo nos revela isto, na carta aos Filipenses: Esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens.

Mas, quem é Jesus? Esta é sem dúvida uma pergunta fascinante. Ao tentarmos responder a esta pergunta podemos nos lembrar das muitas histórias registradas na bíblia e da qual nós já ouvimos falar sobre Ele.

Jesus foi humano em tudo, menos no pecado, em todos os seus ensinamentos deixou claro ao mundo que não veio com a finalidade de ser um reformador, mas que o seu propósito maior era produzir novos seres através do amor.

Por isto, Ele sempre pregou a conversão, uma mudança de dentro para fora, um novo nascimento.

O apóstolo Paulo não só entendeu como experimentou essa transformação e registrou isto em 2 Coríntios 5,17: Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se fez novo!

Tínhamos e temos muitos pecados, não perdoamos como deveríamos perdoar, não amamos como deveríamos amar, mas nós encontramos a solução para nossas faltas, nos desfazendo do homem e mulher velhos, sendo novas criaturas. Jesus nos ensina ainda com estas palavra: (Jo 15,5b) “Sem mim nada podeis fazer”.

Devemos aproveitar estas palavras do Cristo para mostrar-lhe as nossa dificuldades, pedindo-lhe que nos ajude a eliminá-las, pois Ele nos prometeu ajuda. E Deus é realmente fiel, Ele cumpre o que diz.

Não vamos apenas transferir nossos problemas para Jesus, mas dividi-los com Ele, e com esta ajuda tão magnífica a vitória é certa.

Jesus é mesmo supreendente e sua doutrina é toda voltada para o amor e para o perdão! Por isto devemos ter a firme confiança de que a chave para a verdadeira vida é Jesus, Ele veio e ensinou que só o amor conduz a uma vida plena e feliz.

Meu Jesus amigo,
tu dissestes que sem ti nada podemos fazer.
Estamos sentindo na pele essa verdade.
Conforme prometeste, vem em nosso socorro,
sê-nos favorável e dá-nos forças para a caminhada.
Amém!
Padre Alberto Gambarini

HOJE FIQUEM ATENTOS AS NOVIDADES

Todos nós sabemos que o amor a Deus se exprime no amor ao próximo, e, graças a Ele, não nos falta, em nenhum momento da vida, um próximo para manifestarmos amor. Com certeza, hoje, de maneira especial, alguém surgirá no nosso caminho para amarmos concretamente. Fiquemos atentos, porque, nestas visitas inesperadas, quem vem é o próprio Jesus, disfarçado nos irmãos.
“Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Com sede e te demos de beber? Em verdade eu vos digo, que todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizeste”! (Mt 25, 37.40)
Façamos, então, o exercício de acolher cada pessoa como o próprio Jesus, independente de quem seja. Ao olharmos para alguém, digamos para nós mesmos: Jesus está escondido nesta pessoa. Vai ser um exercício de amor e de fé maravilhoso.
Hoje, será um dia de lindas experiências se abrirmos o nosso coração para vivermos a novidade própria deste dia que o céu reservou para cada um de nós.
Supliquemos ao Senhor a graça de fazermos o bem incondicionalmente.
Luzia Santiago

COM QUEM, DE FATO PODEMOS CONTAR EM TODOS OS MOMENTOS ?

Qual a pessoa que está vinte e quatro horas ao nosso dispor? Quem nos ama incondicionalmente mesmo quando nós não queremos saber dela? Quem nos entende verdadeiramente, sabe tudo de nós, quando nos sentamos ou nos levantamos, e, de longe, penetra os nossos pensamentos quando repousamos? Qual pessoa nos cerca de carinho e proteção e estende sobre nós a sua mão?
Você conhece alguém assim? Eu O conheço e digo que vale muito a pena ser amigo d’Ele, porque nos ama de tal forma que deu a vida por mim e por você.
Esta pessoa é Jesus, o Filho de Deus, o Amigo fiel de todas as horas, e n’Ele nós podemos confiar e contar sempre.
Luzia Santiago