quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

AO LADO DE JESUS CRISTO TODAS AS FADIGASSE TORNAM AMAVEIS

Ao lado de Jesus Cristo, todas as fadigas se tornam amáveis e tudo o que poderia ser mais custoso no cumprimento da vontade de Deus se suaviza. Quem se aproxima de Jesus, encontrará repouso para suas aflições. Jesus veio, certamente, para libertar o ser humano de todo tipo de escravidão, mostrando-se manso e humilde de coração e recusando-se a multiplicar normas religiosas. Jesus reduziu tudo ao essencial: amor e misericórdia. A religião torna-se, assim, prazerosa por respeitar a liberdade e por ser humanizadora.

Para tudo isso se tornar possível, há uma chave principal: o amor, tanto como um dom recebido de Deus, pois ele nos amou primeiro (1Jo 4,19), como uma responsabilidade, a exemplo de Jesus Cristo que se dá a si mesmo a Deus e aos irmãos (Jo 15,12-14; cf. Jo 13,1). Quem ama não sente a lei de Cristo como uma obrigação pesada. Pela experiência sabemos que quando se ama de verdade muitas coisas se tornam fáceis e suportáveis que seriam difíceis e até insuportáveis sem o amor.

RECEBA A VIRGEM MARIA NA SUA CASA HOJE

Nós não estamos sozinhos! Nós temos uma Mãe que nos pega no colo, nos ampara, nos mostra a direção e nos aponta: “Fazei tudo o que meu Filho Jesus vos disser” (João 2, 5). 
“Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar?” (Lc 1,42-43). 
E com alegria que nos unimos a todos os nossos irmãos latino-americanos, que hoje celebram a nossa Padroeira: Nossa Senhora de Guadalupe, a Virgem  Mãe, a qual apareceu ao índio Juan Diego, representando todas as classes e nações, ao receber a visita da Mãe de Deus e ao receber o consolo do céu por intermédio da Virgem de Guadalupe.
O milagre que aconteceu a Juan Diego e tudo aquilo que Nossa Senhora manifestou a ele, o caminho da libertação que ela mesmo plantou, é um consolo também para nós. A Santíssima Virgem disse a Juan Diego: “Eu sou tua Mãe”. E hoje Maria está dizendo isso a mim e a você também: “Eu sou tua Mãe”. 
Maria é aquela mesma Mãe que visitou Isabel. Maria é a Mãe que já visitou todas as nações. Maria é aquela que é a precursora de seu Filho Jesus. A presença de uma Mãe que vem trazer paz, tranquilidade, consolo e certeza de que nós não estamos sozinhos. A Mãe de Deus está conosco! 
Maria é nossa companheira na jornada. Ela é uma de nós. Mulher, ser humano, viveu, sofreu, passou pelos apertos e dificuldades… Mas ela foi toda de Deus. E hoje, no céu, ela vive para cuidar dos seus filhos, acolhê-los eternamente na morada celeste, junto de seu Filho Jesus. 
Mas Nossa Senhora também caminha conosco nesta terra. Maria é um sinal de esperança, de dias melhores. Ela é um sinal que nos aponta o caminho do céu, o caminho da vitória. 
O que nós precisamos é fazer como Isabel, como fez Juan Diego, como fizeram todos aqueles que tiveram a graça de ser visitados pela Mãe de Deus: abrir as portas, abrir o coração, para que a Virgem Maria venha estar no meio de nós. 
Você não quer receber Maria na sua casa hoje? Você não quer que a Mãe de Deus venha, hoje, ficar com você, ouvir você, estar com você em tudo aquilo que sua casa e sua família vivem? Ela quer dizer hoje para sua casa: “Eu sou tua Mãe”. E você sabe que a presença de uma mãe faz toda a diferença em nossa vida! 
Nós não estamos sozinhos! Nós temos uma Mãe que nos pega no colo, nos ampara, nos mostra a direção e nos aponta: “Fazei tudo o que meu Filho Jesus vos disser” (João 2, 5). 
Ó Mãe santíssima, Virgem Senhora de Guadalupe, todos nós seus filhos latino-americanos nos colocamos hoje em tuas mãos, Mãe querida. Pedimos especialmente que a Senhora cuide do nosso coração, da nossa casa, da nossa família, das inquietações que existem em nosso coração, em nossa alma. Tu és nossa Mãe e nós somos teus filhos.

PRÁTICA CONSTANTE E DIÁRIA DA ORAÇÃO

É uma pena que em nosso tempo a oração ainda não seja uma prática constante e diária. Antigamente as pessoas gastavam horas rezando, enquanto a geração atual ora pouco, e se reza bastante é porque está enfrentando uma grande adversidade e deseja soluções imediatas.

Mas, rezar é mais que pedir pelas nossas necessidades sem nenhum compromisso com Deus. Em João 15,7 está escrito: “Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo o que quiserdes e vos será feito.”

A oração deve fazer parte do nosso viver diário. Quando temos comunhão com Deus, obtemos resposta para nossas orações. Permanecer em Deus é estar unido a Ele constantemente, entregando nossa vida toda inteira em Suas mãos, quem está unido a Deus vive de acordo com a sua palavra e guarda os seus princípios.

É interessante que despertemos para a urgente necessidade da oração. A melhor maneira de fazer isto é começar imediatamente, se não consegue com suas próprias palavras que tal começar a meditar a oração do Pai Nossa, ensinada pelo próprio Cristo?

A nossa vitória está na ORAÇÃO! As nossas armas são suficientes o bastante para garantir a paz e a felicidade em nossos lares: a BÍBLIA, o TERÇO, a EUCARISTIA e a CONFISSÃO. Precisamos exercitar a nossa fé, constantemente.

Meu bom Deus,
fortifica o nosso ânimo para que,
tenhamos coragem de por em prática diariamente nossas orações.
Ajudá-nos a fazer o bem e nos afasta do mal
que está sempre à nossa espreita.
Amém!

Padre Alberto Gambarini

PAPA REFLETE SOBRE O JUIZO FINAL

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Papa Francisco no início da catequese desta quarta-feira, 11 de dezembro / Foto: Reprodução CTV
O juízo final foi o tema , na Praça São Pedro. Nesta que foi a última catequese sobre a profissão de fé dos católicos, o Santo Padre abordou a crença na vida eterna, desmistificando o medo que reveste o ser humano ao pensar no juízo final.
Francisco explicou que pensar no retorno de Cristo e no juízo final é um mistério que causa instintivamente no homem um sentimento de medo e inquietação, mas, na realidade, trata-se de um motivo de consolação e de confiança para os cristãos.
Francisco destacou o consolo e a confiança que devem revestir o cristão ao pensar no juízo final
O abraço de Jesus é plenitude de vida e de amor”, disse o Papa, acrescentando que esta perspectiva do juízo final ameniza todo medo, dando espaço para a espera e uma profunda alegria. Isso porque este será um momento no qual o homem será julgado pronto para ser revestido da glória de Cristo e entrar na comunhão definitiva com Deus.
Um segundo motivo de confiança, segundo o Pontífice, é a certeza de que, no juízo final, o homem não estará só.  Ele lembrou que o próprio Cristo anunciou que quem O seguiu estará junto a Ele.
Outro ponto destacado pelo Santo Padre foi o fato de que Deus não enviou Seu Filho ao mundo para condená-Lo, mas sim para que o mundo fosse salvo por meio de Cristo. Na verdade, segundo ressaltou, o juízo final começa agora, no curso da vida; e é o próprio homem quem condena a si mesmo quando fecha seu coração ao amor de Cristo. Isso porque a salvação é uma abertura a Jesus, que perdoa os pecados humanos quando há arrependimento.
“Avante, pensando neste juízo que começa agora, já começou. Avante, fazendo com que nosso coração esteja aberto a Jesus e à sua salvação, e avante sem medo, porque o coração de Jesus é maior. Avante com esta certeza que nos levará à glória dos céus”.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013


A FALTA DE PROFECIA NA IGREJA ABRE ESPAÇO PARA CLERICARISMO

.Francisco destacou que, sem a profecia, falta a própria vida de Deus na Igreja
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Papa celebra na Casa Santa Marta pelas manhãs/Foto: L’Osservatore Romano
 Casa Santa Marta, Papa Francisco falou da importância da profecia na Igreja. Na ausência dela, o Santo Padre disse que falta a própria vida de Deus e sobressai o clericalismo.
Partindo das leituras do dia, o Papa comentou sobre a pessoa do profeta. “O profeta é um homem de três tempos: promessa do passado, contemplação do presente e coragem para indicar o caminho para o futuro. E o Senhor sempre protegeu o Seu povo com os profetas, nos momentos difíceis, nos momentos nos quais o povo estava desencorajado ou destruído”.
Como um exemplo de dificuldade, o Santo Padre citou o que aconteceu no coração de Maria quando estava aos pés da cruz. Nestes momentos, segundo ele, é necessária a intervenção do profeta, embora nem sempre este seja recebido.
Francisco observou que, quando ao povo de Deus falta a profecia, falta também a vida do Senhor, de forma que a força recai sobre a legalidade. Citando o Evangelho, o Papa recordou que os sacerdotes foram até Jesus questioná-Lo sobre que autoridade usava para as obras que estava realizando.
“Não entendiam as profecias. Tinham se esquecido da promessa! Não sabiam ler os sinais do momento, não tinham nem olhos penetrantes nem ouviam a Palavra de Deus: tinham somente a autoridade (…) Quando ao povo de Deus não há profecia, o vazio que essa deixa é ocupada pelo clericalismo”.
Dessa forma, o Papa explicou que a memória da promessa e a esperança de seguir adiante são reduzidas ao presente: não há nem passado nem futuro esperançoso. E quando reina a legalidade, não há a Palavra de Deus e o povo que crê chora em seu coração, porque não encontra o Senhor: falta-lhe a profecia.
“A nossa oração, nestes dias, nos quais nos preparamos para o Natal do Senhor, seja: ‘Senhor, que não faltem os profetas ao Seu povo!’. Todos nós batizados somos profetas. ‘Senhor, que não esqueçamos a Sua promessa! Que não nos cansemos de seguir adiante! Que não nos fechemos na legalidade que fecha as portas! Senhor, livra o Seu povo do espírito do clericalismo e o ajude com o espírito de profecia”.