terça-feira, 15 de abril de 2014

QUE MUITOS CREIAM EM DEUS COM NOSSO TESTEMUNHO DE VIDA

Que muitos creiam na obra de Deus Pai por intermédio de nosso testemunho de vida! Muitas vezes, nós falamos bastante, mas nossas obras não testemunham aquilo que nós cremos e acreditamos.
”As obras que eu faço dão testemunho de mim, mostrando que o Pai me enviou” (João 5,36
Mais uma vez, nós olhamos – por intermédio do Evangelho segundo São João 5, 36 – como muitos judeus querem se opor à ação e à obra de Jesus. Afinal de contas o Senhor incomodava. O que Ele fazia, falava, realizava, Seus prodígios e Seus milagres eram causa de muito incômodo.
Mas deixe-me dizer a vocês: Jesus diz que as obras que Ele realiza, Ele não as realiza por Si mesmo, mas por causa do Pai, que O enviou. E mais ainda: as obras d’Ele dão testemunho de que Ele é o enviado do Pai. Primeiro, nós precisamos olhar para Jesus, e quando nós olhamos para Ele, nós vemos a Sua ação e o Seu ministério no meio de nós e podemos entender muito bem a presença do Pai, no meio de nós, por intermédio d’Ele [Jesus].
Um Pai que nos ama, e nos ama em Jesus, cuidando de nossas doenças e de nossas enfermidades. Um Pai que nos cura, um Pai que nos abençoa, um Pai que nos liberta; um Pai que não nos deixa cativos e presos ao poder do maligno! Jesus, ao agir no meio de nós, expulsa todas as obras das trevas e nos liberta do cativeiro do maligno, para que possamos, por intermédio das obras, glorificar a Deus.
Não são apenas as palavras de Jesus Cristo que têm poder e eficácia, porque palavras sem obras são palavras mortas. É o testemunho da vida de Jesus, a coerência d’Ele, o amor d’Ele para com os pobres e para com os pequeninos e pecadores que nos dão a convicção de que Ele é o enviado do Pai.
Eu e você somos também convidados e chamados, pelo batismo, a testemunhar essa graça maravilhosa de que nós também  somos continuadores da obra do Pai na Pessoa do Senhor Jesus. Não adianta falar de Jesus, não adianta falar bonito do Reino de Deus, se as obras não testemunham aquilo que nós cremos e acreditamos!
Deixe-me dizer a você: que nossas obras falem por si e que as palavras se calem; pois, muitas vezes, nós falamos bastante, mas nossas obras não testemunham aquilo que nós cremos e acreditamos! Que outros possam acreditar na obra de Deus Pai por intermédio de nosso testemunho de vida!
Padre Roger Araújo

COMO FUNCIONA UM PROCESSO CANONIZAÇÃO

Canonização é um processo de tempo indeterminado que deve ser cumprido para que um beato seja proclamado santo da Igreja católica
Canonização é o termo usado pela Igreja católica para o processo em que se proclama um beato como santo. Trata-se de um processo que inclui diversas fases, que vão desde a investigação da vida do candidato a santo até a constatação de milagres realizados por sua intercessão.
Doutor em Direito Canônico, padre Cristiano de Souza e Silva, concedeu entrevista ao noticias.cancaonova.com em que explicou como funciona um processo canônico.
Basicamente, é preciso solicitar a abertura da causa, nomear um responsável para acompanhar o processo, investigar a fama de santidade do candidato, comprovar um milagre realizado após a morte do candidato a santo, beatificar o candidato, comprovar um segundo milagre, desta vez realizado após a beatificação, para enfim proclamar o candidato santo, que é a canonização propriamente dita.

COMO LIDAR COM O MEDO

Há pessoas que se sentem ameaçadas por tudo e por todos
O medo da desgraça é pior do que a desgraça. O medo de sofrer é pior do que o sofrimento. É natural ter medo; é algo humano, mas devemos enfrentá-lo para que ele não paralise a nossa vida. Há muitas formas de medo: temos medo do futuro incerto, da doença, da morte, do desemprego, do mundo… O medo nos paralisa e nos implode interiormente, perturba a alma, por isso é importante enfrentá-lo. Talvez seja ele uma das piores realidades de nossos dias.

Coragem não é a ausência do medo, mas sim a capacidade de alcançar metas, apesar do medo; caminhar para frente; enfrentar as adversidades, vencendo os medos. É isso que devemos fazer. Não podemos nos derrotar, nos entregar por causa desse sentimento [medo].

A maioria das coisas que tememos acontecer conosco, acabam nos acontecendo. E esse medo antecipado nos faz sofrer muito, nos preocupar em demasia e perder horas de sono. E, muitas vezes, acaba acontecendo o que menos esperamos. Muitas vezes antecipadamente, sem nenhuma necessidade. Como me disse um amigo: “não podemos sangrar antes do tiro!”.

É preciso policiar a nossa mente; ela solta a si mesma e pode fabricar fantasmas assustadores, especialmente nas madrugadas. Os medos em geral são sombras imaginárias sem bases na realidade.

Há pessoas que se sentem ameaçadas por tudo e por todos: “Fulano não gosta de mim, veja como me olha!” Ou: “Sicrano me persegue; todos conjuram contra mim; meu trabalho não vai dar certo…” E assim vão dramatizando os fatos e fabricam tragédias.

É preciso acordar, deixar de se torturar com essas fantasias e pesadelos imaginários; o que assusta é irreal. Quando amanhece as trevas somem… para onde foram? Não foram para lugar algum, simplesmente desapareceram, não existiram; não eram reais. Quanto menor o medo, menor o perigo. As aflições imaginárias doem tanto quanto as outras.

Quando Jesus chamou Pedro para vir ao encontro d’Ele, andando sobre as águas do mar da Galileia, ele foi, mas permitiu que o medo tomasse conta do seu coração; então, começou a afundar. Após salvá-lo, Jesus lhe pergunta: “Homem de pouca fé, por que duvidaste?” (Mt 15,31). 

Pedro sentiu medo porque olhou para o vento e para a fúria do mar em vez de manter os olhos fixos em Jesus. Esse também é o capa_para_ser_feliz(1)nosso grande erro, em vez de mantermos os olhos fixos em Deus, permitimos que as circunstâncias que nos envolvem nos amedrontam. 

Não podemos, em hipótese alguma, abrigar o medo e o pânico na alma; não lhes permitir que “durmam” conosco. Não! Arranque-os pela fé, pela oração e por um ato de vontade, decididamente. 

É claro que toda a fé em Deus não nos dispensa de fazer a nossa parte. Não basta rezar e confiar, cruzando em seguida os braços; o Senhor não fará a nossa parte. Ele está pronto a mover todo o céu para fazer aquilo que não podemos fazer, mas não faz nada que podemos fazer. Vivemos dizendo a Deus que temos confiança n’Ele, mas passamos o tempo todo provando o contrário, por nossas preocupações… 

Quando você age com fé e confiança em Deus, Ele lhe dá equilíbrio e luzes para agir, guiando-o e abrindo portas para você resolver o problema que o angustia. Se temos um problema é porque ele tem solução, então vamos a ela; se o problema não tem solução, então não é mais um problema, é um fato consumado, que devemos aceitar. 

Em vez de ficar pensando em suas fraquezas, deficiências, problemas e fracassos, reais ou imaginários, pense como o salmista: “ O Senhor é a minha luz e a minha salvação, a quem temerei” (Sl 26,1).
Felipe Aquino

segunda-feira, 14 de abril de 2014

MISTÉRIOS QUE VAMOS UTILIZAR NA SEMANA SANTA


MISTÉRIOS QUE VAMOS UTILIZAR NAS NOSSAS ORAÇÕES NESTA SEMANA SANTA!
Primeiro Mistério – JESUS PELA SUA PAIXÃO E MORTE, LIBERTAI-ME DESTA AFLIÇÃO!
Segundo Mistério – JESUS PELA SUA PAIXÃO E MORTE, LIBERTAI-ME DESTA ANGÚSTIA!
Terceiro Mistério – JESUS PELA SUA PAIXÃO E MORTE, LIBERTAI ESTE FAMILIAR DESTA ANGÚSTIA E TORMENTO!
Quarto Mistério – SENHOR JESUS PELA SUA RESSURREIÇÃO, LIBERTAI O MEU TRABALHO DESTA ANGÚSTIA E AFLIÇÃO!
Quinto Mistério – MARIA PASSA NA FRENTE DESTA ANGÚSTIA E AFLIÇÃO, SENHOR JESUS MUITO OBRIGADO!

SACERDÓCIO NÃO É PROFISSÃO


 Com seminiaristas, Francisco falou da vocação ao sacerdócio
Os seminaristas não estão se preparando para uma profissão, para se tornarem funcionários de uma empresa ou de um organismo burocrático. Essas foram palavras do Papa Francisco à comunidade do Pontifício Colégio Leonino de Anagni, recebida nesta segunda-feira, 14, no Vaticano.
Os seminaristas foram a pé para a audiência com o Pontífice, percorrendo 72 km. “Vocês são corajosos!”, disse-lhes o Papa. “Esta peregrinação é um símbolo muito belo de seu caminho de formação, a ser percorrido com entusiasmo e perseverança no amor de Cristo e na comunhão fraterna”.
O Pontífice recordou a missão de todo seminário, que é propor aos candidatos ao sacerdócio uma experiência capaz de transformar seus projetos vocacionais em fecunda realidade apostólica.
“Vocês, queridos seminaristas, não estão se preparando para uma profissão, para se tornarem funcionários de uma empresa ou de um organismo burocrático. E existem muitos assim, e isso não faz bem à Igreja. Estejam atentos a não cair nisso! Vocês estão se tornando pastores à imagem de Jesus Bom Pastor”.
Tornar-se “bons pastores” à imagem de Jesus é algo muito grande, e nós somos muito pequenos, disse o Papa. “Sim, é verdade, é muito grande, mas não é obra nossa! É obra do Espírito Santo com a nossa colaboração. Trata-se de oferecer, humildemente, a si mesmo como barro a plasmar, para que o artesão, que é Deus, trabalhe com água e fogo, com a Palavra e o Espírito”.
O Papa explicou que quem não estiver disposto a seguir este caminho precisa ter a coragem de buscar outras vias, uma vez que há vários modos de dar testemunho cristão. “Muitos caminhos nos levam, inclusive, à santidade. No seguimento ministerial de Jesus Cristo, não há lugar para a mediocridade, a qual nos conduz sempre a usar o santo povo de Deus em benefício próprio”.
Ele destacou ainda que o seminário não é refúgio para limitações, carências psicológicas e nem falta de coragem. “Se fosse isso, o seminário seria uma hipoteca para a Igreja”.
O Pontifício Colégio Leonino de Anagni foi criado pelo Papa Leão XIII em 1897. Atualmente, recebe os seminaristas da região sul do Lácio e das dioceses suburbicárias, sob a direção do clero diocesano.

O DEMÔNIO EXISTE

Não há um só santo que não tenha acreditado no demônio
Ele existe, não há dúvida sobre isso. A Igreja diz que sim, e esta realidade é atestada pela Bíblia, pela Tradição dos Apóstolos e pelo Magistério Sagrado da Igreja. Os santos confirmam a existência dele também. Não há um só santo que não tenha acreditado no demônio. Seria preciso destruir a Igreja e o Cristianismo, desde as suas raízes, para negar a existência do inimigo.

No entanto, inacreditavelmente, ainda encontramos pessoas – até mesmo sacerdotes e teólogos –, que, em oposição ao que a Igreja ensina, têm a coragem e a desonestidade de ensinar que satanás não existe. É uma grande e terrível heresia! Por isso mesmo, em 15 de novembro de 1972, em uma audiência, Papa Paulo VI fez a famosa alocução: "Livrai-nos do mal", na qual falou da existência do demônio e de sua ação perversa.
O saudoso Sumo Pontífice começou perguntando: “Atualmente, quais são as maiores necessidades da Igreja?”. Ele mesmo respondeu: “Não deveis considerar a nossa resposta simplista ou até supersticiosa e irreal, mas uma das maiores necessidades é a defesa daquele mal, a que chamamos demônio”. Paulo VI mostra que a realidade do pecado é uma ação perversa desse mal: “O efeito de uma intervenção, em nós e no nosso mundo, de um agente obscuro e inimigo é o demônio. O mal já não é apenas uma deficiência, mas uma eficiência, um ser vivo, espiritual, pervertido e perversor. Trata-se de uma realidade terrível, misteriosa e medonha”. O então Papa deixou claro que estão em desacordo com o ensinamento da Igreja todos aqueles que negam a existência do diabo.

“Sai do âmbito dos ensinamentos bíblicos e eclesiásticos quem se recusa a reconhecer a existência dessa realidade, ou melhor, quem faz dela um princípio em si mesmo, como se não tivesse, como todas as criaturas, origem em Deus, ou a explica como uma pseudorrealidade, como uma personi­ficação conceitual e fantástica das causas desconhecidas das nossas desgraças”.

O mesmo Papa afirma que o demônio é a origem de todo o pecado que entrou no mundo: “O demônio é a origem da primeira desgraça da humanidade, foi ele o tentador pérfido e fatal do primeiro pecado, o pecado original (cf. Gn 3; Sb 1,24). Com aquela falta de Adão, o demônio adquiriu certo poder sobre o homem, do qual só a redenção de Cristo nos pôde libertar”.

“Ele é o pérfido e astuto encantador, sabe insinuar-se a nós por meio dos sentidos, da fantasia, da concupiscência, da lógica utópica ou de desordenados contatos sociais na realização de nossa obra para introduzir neles desvios, tão nocivos quanto na aparência, conformes às nossas estruturas físicas ou psíquicas ou às nossas profundas aspirações instintivas”.
“Ele é o inimigo número um, o tentador por excelência. Sabemos, portanto, que este ser mesquinho, perturbador, existe realmente e ainda atua com astúcia traiçoeira; é o inimigo oculto que semeia erros e desgraças na história humana”.

Paulo VI ensina que nem todo pecado é obra direta do demônio, mas nos lembra que “aquele que não vigia, com certo rigor moral, a si mesmo (cf. Mt 12,45; Ef 6,11), se expõe ao influxo do mysterium iniquita­tis, ao qual São Paulo se refere (2Ts 2,3-12) e que torna problemática a alternativa da nossa salvação”.

O maior serviço que alguém pode prestar ao demônio é ensinar que ele não existe. Assim, os fiéis não se defendem contra ele e se tornam vítimas fáceis dele
Felipe  Aquino