terça-feira, 15 de abril de 2014

A NOSSA ESPERANÇA ESTÁ EM JESUS

“Espera no Senhor, sê forte, firme teu coração e espera no Senhor” (Salmo 26, 14).
A nossa confiança está no Senhor, n’Ele encontramos refúgio e consolo. Diante todas as lutas que enfrentamos ao longo da caminhada, devemos nos unir a Jesus sofredor que é a nossa esperança.
Neste dia, firmemos nosso coração com confiança no Senhor, que é luz e salvação. Peçamos a Ele que nos conduza com a Sua graça.
Rezemos: “Nós Vos adoramos, Senhor Jesus, e Vos bendizemos, porque, pela Vossa santa cruz, remistes o mundo.
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia Santiago

SEMANA SANTA

A Semana Maior ou Semana Santa,especialmente "Maior"pela importância religiosa:nesta semana devemos refletir sobre as realidades principais da nossa fé,sobre a Paixão,Morte e ressurreição do Senhor.
A semana santa é para os cristãos a Semana maior. E diz-se assim não porque seja cronologicamente maior do que as outras, como se tivesse mais dias, mas porque nela os cristãos celebram com intensidade o mistério mais profundo e mais importante a partir do qual toda a realidade adquire sentido. Mais ainda: cada dia da semana santa, e muito especialmente o tríduo pascal, tem uma tal densidade que concentra em si todo o sentido da história.
Tríduo Pascal:Quinta-feira santa,Sexta-feira santa e Vigília Pascal no Sábado santo.
No Domingo abre-se o tempo Pascal,por causa da Ressurreição de Jesus,centro de nossa fé

A ESPIRITUALIDADE DO DOMINGO DE RAMOS

O Domingo de Ramos ensina-nos que a luta de Cristo e da Igreja
A Semana Santa começa no Domingo de Ramos, cuja liturgia celebra a entrada de Jesus Cristo, em Jerusalém, montado em um jumentinho (o símbolo da humildade), que é aclamado pelo povo simples. As pessoas O aplaudiam como “Aquele que vem em nome do Senhor”; esse mesmo povo que O viu ressuscitar Lázaro de Betânia, poucos dias antes, estava maravilhado e tinha a certeza de que este era o Messias anunciado pelos profetas. Porém, pareciam ter se enganado no tipo de Messias que o Senhor era. Pensavam que fosse um Messias político, libertador social, que fosse arrancar Israel das garras de Roma e lhes devolver o apogeu dos tempos de Davi e Salomão.

Para deixar claro a esse povo que Ele não era um Messias temporal e político, um libertador efêmero, mas o grande libertador do pecado, a raiz de todos os males, Cristo entrou na grande cidade, a Jerusalém dos patriarcas e dos reis sagrados, montado em um jumentinho; expressão da pequenez terrena, pois Ele não é um rei deste mundo!

Dessa forma, o Domingo de Ramos é o início da Semana que mistura os gritos de “Hosana” com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus abanando seus ramos de oliveiras e palmeiras. Os ramos significam a vitória: “Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas”. Hosana quer dizer “salva-nos!”. 

Os ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus, membros de Cristo, participantes da Igreja, defensores da fé católica, especialmente nestes tempos difíceis em que ela é desvalorizada e espezinhada.

Os ramos sagrados que levamos para nossas casas, após a Santa Missa [do Domingo de Ramos], lembram-nos de que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição.

O sentido da Procissão de Ramos é mostrar essa peregrinação sobre a terra que cada cristão realiza a caminho da vida eterna com Deus. Ela nos recorda que somos apenas peregrinos neste mundo tão passageiro, tão transitório, que se gasta tão rapidamente. Mostra-nos que a nossa pátria não é neste mundo, mas na eternidade, que aqui nós vivemos apenas em um rápido exílio em demanda pela casa do Pai.


A entrada “solene” de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de Suas dores e humilhações. Aquela mesma multidão que O homenageou, motivada por Seus milagres, agora Lhe vira as costas e muitos pedem a Sua morte. Jesus, que conhecia o coração dos homens, não estava iludido. Quanta falsidade nas atitudes de certas pessoas! Quantas lições nos deixam esse dia [Domingo de Ramos]!

O Mestre nos ensina com fatos e exemplos que o Seu Reino, de fato, não é deste mundo. Que ele não veio para derrubar César e Pilatos, mas para derrubar um inimigo muito pior e invisível, o pecado.

A muitos o Senhor decepcionou; pensavam que Ele fosse escorraçar Pilatos e reimplantar o reinado de Davi e Salomão em Israel; mas Ele vem montado em um jumentinho frágil e pobre. “Que Messias é este? Que libertador é este? É um farsante! É um enganador e merece a cruz por nos ter iludido”, pensaram. Talvez Judas tenha sido o grande decepcionado. 

O Domingo de Ramos ensina-nos que a luta de Cristo e da Igreja, e consequentemente a nossa também, é a luta contra o pecado, a desobediência à Lei sagrada de Deus que, hoje, é calcada aos pés até mesmo por muitos cristãos que preferem viver um Cristianismo “light”, adaptado aos seus gostos e interesses e segundo as suas conveniências. Impera, como disse Bento XVI, a ditadura do relativismo.
Felipe Aquino

EUCARISTIA

“O homem deveria tremer, o mundo deveria vibrar, o Céu inteiro deveria comover-se profundamente quando o Filho de Deus aparece sobre o altar nas mãos do sacerdote.”

QUE MUITOS CREIAM EM DEUS COM NOSSO TESTEMUNHO DE VIDA

Que muitos creiam na obra de Deus Pai por intermédio de nosso testemunho de vida! Muitas vezes, nós falamos bastante, mas nossas obras não testemunham aquilo que nós cremos e acreditamos.
”As obras que eu faço dão testemunho de mim, mostrando que o Pai me enviou” (João 5,36
Mais uma vez, nós olhamos – por intermédio do Evangelho segundo São João 5, 36 – como muitos judeus querem se opor à ação e à obra de Jesus. Afinal de contas o Senhor incomodava. O que Ele fazia, falava, realizava, Seus prodígios e Seus milagres eram causa de muito incômodo.
Mas deixe-me dizer a vocês: Jesus diz que as obras que Ele realiza, Ele não as realiza por Si mesmo, mas por causa do Pai, que O enviou. E mais ainda: as obras d’Ele dão testemunho de que Ele é o enviado do Pai. Primeiro, nós precisamos olhar para Jesus, e quando nós olhamos para Ele, nós vemos a Sua ação e o Seu ministério no meio de nós e podemos entender muito bem a presença do Pai, no meio de nós, por intermédio d’Ele [Jesus].
Um Pai que nos ama, e nos ama em Jesus, cuidando de nossas doenças e de nossas enfermidades. Um Pai que nos cura, um Pai que nos abençoa, um Pai que nos liberta; um Pai que não nos deixa cativos e presos ao poder do maligno! Jesus, ao agir no meio de nós, expulsa todas as obras das trevas e nos liberta do cativeiro do maligno, para que possamos, por intermédio das obras, glorificar a Deus.
Não são apenas as palavras de Jesus Cristo que têm poder e eficácia, porque palavras sem obras são palavras mortas. É o testemunho da vida de Jesus, a coerência d’Ele, o amor d’Ele para com os pobres e para com os pequeninos e pecadores que nos dão a convicção de que Ele é o enviado do Pai.
Eu e você somos também convidados e chamados, pelo batismo, a testemunhar essa graça maravilhosa de que nós também  somos continuadores da obra do Pai na Pessoa do Senhor Jesus. Não adianta falar de Jesus, não adianta falar bonito do Reino de Deus, se as obras não testemunham aquilo que nós cremos e acreditamos!
Deixe-me dizer a você: que nossas obras falem por si e que as palavras se calem; pois, muitas vezes, nós falamos bastante, mas nossas obras não testemunham aquilo que nós cremos e acreditamos! Que outros possam acreditar na obra de Deus Pai por intermédio de nosso testemunho de vida!
Padre Roger Araújo

COMO FUNCIONA UM PROCESSO CANONIZAÇÃO

Canonização é um processo de tempo indeterminado que deve ser cumprido para que um beato seja proclamado santo da Igreja católica
Canonização é o termo usado pela Igreja católica para o processo em que se proclama um beato como santo. Trata-se de um processo que inclui diversas fases, que vão desde a investigação da vida do candidato a santo até a constatação de milagres realizados por sua intercessão.
Doutor em Direito Canônico, padre Cristiano de Souza e Silva, concedeu entrevista ao noticias.cancaonova.com em que explicou como funciona um processo canônico.
Basicamente, é preciso solicitar a abertura da causa, nomear um responsável para acompanhar o processo, investigar a fama de santidade do candidato, comprovar um milagre realizado após a morte do candidato a santo, beatificar o candidato, comprovar um segundo milagre, desta vez realizado após a beatificação, para enfim proclamar o candidato santo, que é a canonização propriamente dita.

COMO LIDAR COM O MEDO

Há pessoas que se sentem ameaçadas por tudo e por todos
O medo da desgraça é pior do que a desgraça. O medo de sofrer é pior do que o sofrimento. É natural ter medo; é algo humano, mas devemos enfrentá-lo para que ele não paralise a nossa vida. Há muitas formas de medo: temos medo do futuro incerto, da doença, da morte, do desemprego, do mundo… O medo nos paralisa e nos implode interiormente, perturba a alma, por isso é importante enfrentá-lo. Talvez seja ele uma das piores realidades de nossos dias.

Coragem não é a ausência do medo, mas sim a capacidade de alcançar metas, apesar do medo; caminhar para frente; enfrentar as adversidades, vencendo os medos. É isso que devemos fazer. Não podemos nos derrotar, nos entregar por causa desse sentimento [medo].

A maioria das coisas que tememos acontecer conosco, acabam nos acontecendo. E esse medo antecipado nos faz sofrer muito, nos preocupar em demasia e perder horas de sono. E, muitas vezes, acaba acontecendo o que menos esperamos. Muitas vezes antecipadamente, sem nenhuma necessidade. Como me disse um amigo: “não podemos sangrar antes do tiro!”.

É preciso policiar a nossa mente; ela solta a si mesma e pode fabricar fantasmas assustadores, especialmente nas madrugadas. Os medos em geral são sombras imaginárias sem bases na realidade.

Há pessoas que se sentem ameaçadas por tudo e por todos: “Fulano não gosta de mim, veja como me olha!” Ou: “Sicrano me persegue; todos conjuram contra mim; meu trabalho não vai dar certo…” E assim vão dramatizando os fatos e fabricam tragédias.

É preciso acordar, deixar de se torturar com essas fantasias e pesadelos imaginários; o que assusta é irreal. Quando amanhece as trevas somem… para onde foram? Não foram para lugar algum, simplesmente desapareceram, não existiram; não eram reais. Quanto menor o medo, menor o perigo. As aflições imaginárias doem tanto quanto as outras.

Quando Jesus chamou Pedro para vir ao encontro d’Ele, andando sobre as águas do mar da Galileia, ele foi, mas permitiu que o medo tomasse conta do seu coração; então, começou a afundar. Após salvá-lo, Jesus lhe pergunta: “Homem de pouca fé, por que duvidaste?” (Mt 15,31). 

Pedro sentiu medo porque olhou para o vento e para a fúria do mar em vez de manter os olhos fixos em Jesus. Esse também é o capa_para_ser_feliz(1)nosso grande erro, em vez de mantermos os olhos fixos em Deus, permitimos que as circunstâncias que nos envolvem nos amedrontam. 

Não podemos, em hipótese alguma, abrigar o medo e o pânico na alma; não lhes permitir que “durmam” conosco. Não! Arranque-os pela fé, pela oração e por um ato de vontade, decididamente. 

É claro que toda a fé em Deus não nos dispensa de fazer a nossa parte. Não basta rezar e confiar, cruzando em seguida os braços; o Senhor não fará a nossa parte. Ele está pronto a mover todo o céu para fazer aquilo que não podemos fazer, mas não faz nada que podemos fazer. Vivemos dizendo a Deus que temos confiança n’Ele, mas passamos o tempo todo provando o contrário, por nossas preocupações… 

Quando você age com fé e confiança em Deus, Ele lhe dá equilíbrio e luzes para agir, guiando-o e abrindo portas para você resolver o problema que o angustia. Se temos um problema é porque ele tem solução, então vamos a ela; se o problema não tem solução, então não é mais um problema, é um fato consumado, que devemos aceitar. 

Em vez de ficar pensando em suas fraquezas, deficiências, problemas e fracassos, reais ou imaginários, pense como o salmista: “ O Senhor é a minha luz e a minha salvação, a quem temerei” (Sl 26,1).
Felipe Aquino