quinta-feira, 8 de maio de 2014

É PROIBIDO JOELHAR-SE DURANTE CONSAGRAÇÃO ?

Assim está escrito: “para que, ao nome de Jesus, se dobre todo joelho dos seres celestes, dos terrestres e dos que vivem sob a terra, e, para glória de Deus, o Pai, toda língua confesse: Jesus é o Senhor.” (Fl 2,10)
Ora, o momento da consagração eucarística é o mais solene, o mais importante da vida do cristão. Ele faz memória, ou seja, traz para o presente, o sacrifício de Jesus. A imolação do Cordeiro. A Nova Aliança. A remissão dos pecados. Nada há de mais importante na vida do cristão católico que a celebração da Santa Missa e, por conseguinte, a consagração. Portanto, ajoelhar-se nesse momento e adorar Aquele que é, deveria ser tão natural quanto respirar.

Por que, então, surge a tendência entre os liturgistas de que não é necessário mais ajoelhar-se no momento da consagração eucarística? Alguns alegam razões históricas, razões contrárias à Tradição e tentam, de diversas maneiras, justificar o que não tem justificativa. Eles têm razões, mas não tem razão. A liturgia é regida por leis e estas leis devem ser obedecidas, tudo o mais se torna irrelevante diante dessa realidade.

Assim, é preciso analisar se essa nova tendência provém de algum documento oficial ou se faz parte da protestantização da fé católica, com a comunhão em pé e na mão, diminuição dos símbolos sacros na Santa Missa (como o latim, o canto gregoriano etc.), tudo isso culminando na transformação do sacrifício incruento de Nosso Senhor Jesus Cristo numa simples partilha, deixando de crer na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia.

Não querer ajoelhar-se diante do Deus Vivo e presente na Eucaristia é sinal de que algo desordenado está tomando conta da Igreja. O cristão católico que conhece a sua religião e sabe a importância da adesão ao Magistério da Igreja, à fé dos Apóstolos e às Sagradas Escrituras jamais deixará de enxergar no pão e no vinho consagrados a presença real Daquele que está vivo no meio nós.

DEUS NOS FAZ ENTENDER O CAMINHO A SEGUIR


Cidade do Vaticano (RV) – A Praça S. Pedro acolheu esta manhã cerca de 60 mil peregrinos para a Audiência Geral com o Papa Francisco.
Como faz habitualmente antes de pronunciar sua catequese, por quase meia-hora, o Pontífice percorreu a Praça em seu papamóvel para saudar a multidão – momento em que os fiéis têm o contato mais próximo com Francisco, que retribui o carinho e o entusiasmo abençoando-os e beijando as crianças.
Prosseguindo a série de catequeses sobre os sete dons do Espírito Santo, nesta quarta o Papa falou sobre o “conselho” – o dom que nos torna capazes de fazer a escolha certa no nosso dia-a-dia, seguindo a lógica de Jesus e do seu Evangelho.
O conselho, então, é o dom com o qual o Espírito Santo torna a nossa consciência capaz de fazer uma escolha concreta em comunhão com Deus. Ele nos torna sensíveis à sua voz e orienta os nossos pensamentos, fazendo-nos assim crescer interiormente, para não nos deixar agir à mercê do egoísmo e do próprio modo de ver as coisas.
Para isso, é essencial na nossa vida a oração, pois ela nos torna dóceis a esta voz, fazendo com que deixemos de lado a nossa lógica pessoal, cheia de limitações, permitindo que mature em nós uma sintonia profunda com o Espírito.
“Sempre voltamos ao mesmo ponto. A oração. Rezar é tão importante”, disse Francisco, afirmando que devemos rezar não somente as orações que aprendemos quando crianças, mas também usando as nossas palavras, pedindo ajuda e conselho.
Ninguém percebe quando nós rezamos no ônibus, na rua: rezemos em silêncio, com o coração, aproveitando desses momentos para rezar. Rezar para que o Espírito nos dê este dom do conselho.
Como todos os outros dons do Espírito, também o conselho constitui um tesouro para toda a comunidade cristã, pois podemos escutar a voz do Senhor através dos nossos irmãos: é um grande dom poder contar com homens e mulheres que nos ajudam a reconhecer a vontade de Deus na nossa vida! De fato, é justamente isto o que deve acontecer numa comunidade cristã: devemos nos apoiar mutuamente na fé, iluminando-nos um ao outro no Espírito Santo.
A este ponto, Francisco deu um “exemplo” de como este dom funciona na prática e citou uma experiência que teve no confessionário do Santuário de Lujan, na Argentina. Nesta ocasião, na fila havia um rapaz “moderno, com piercings e tatuagens”, o qual confessou um “grande problema”. O próprio rapaz disse que estava ali porque sua mãe o aconselhara a pedir ajuda a Nossa Senhora.
Eis uma mulher que tem o dom do conselho. Não sabia encontrar uma saída para o problema do filho, mas indicou o caminho justo: Nossa Senhora. Este é o dom do conselho, deixar que o Espírito Santo fale. E aquela mulher humilde, simples, deu ao filho o verdadeiro conselho, pois olhando para Nossa Senhora o rapaz entendeu o que deveria fazer. Eu não fiz nada: a mãe, Maria e o rapaz fizeram tudo. Vocês, mães, peçam o dom de aconselharem seus filhos.
Após a catequese, o Papa saudou os peregrinos oriundos de várias partes do mundo. Aos lusófonos, disse:
Saúdo com carinho todos os peregrinos de língua portuguesa, particularmente os fiéis de Leria-Fátima e os diversos grupos do Brasil. Queridos amigos, peçamos ao Senhor o dom do conselho, para que, nas diversas circunstâncias da vida, saibamos encontrar o modo certo de falar e de nos comportarmos, de tal modo que o nosso testemunho favoreça a difusão do Evangelho. Que Deus vos abençoe!
Nossa colega Jacqueline Oliveira foi à Praça esta manhã e conversou com alguns peregrinos brasileiros. Ouça aqui: RealAudioMP3
Ao saudar os grupos italianos, Francisco agradeceu a presença da comunidade “San Patrignano”, que recupera jovens com problemas de droga. “Saúdo os familiares dos jovens de San Patrignano, aos quais me uno ao dizer ‘não’ a todo tipo de droga”. (BF)
Texto proveniente da páginahttp://pt.radiovaticana.va/news/2014/05/07/audi%C3%AAncia:_atrav%C3%A9s_do_dom_do_conselho,_deus_nos_faz_entender_o_caminho/bra-797069
do site da Rádio Vaticano
Curtir ·  · 

BASTA-TE A MINHA GRAÇA

O Senhor nos chama para estarmos aqui e rezarmos juntos o Salmo 62. Falaremos sobre Nossa Senhora  

São Paulo na Cara aos Coríntios diz que “pela graça de Deus eu sou quem sou e a graça de Deus em mim não foi em vão!” Há também tantas e tantas músicas tão bonitas que falam a respeito da graça, mas você sabe o seu significado? A palavra graça tem v´rios significado: uma pessoa engraçada é uma feliz, uma pessoa realizada.
Quando o anjo disse isto a ela, quis dizer que ela tinha graça! A graça de deus é a presença de Deus, ou seja, alguém que está protegido por Ele e ela [a graça] não nos pode faltar.

Mas, neste momento de alegria, Nossa Senhora também se sentiu triste, pois não se sentia capaz de ser a Mãe do Criador. No primeiro momento ela ficou muito feliz em receber a notícia, mas depois ela se sentiu incapaz de criar seu filho, isto acontece ainda hoje com nossas mães que se acham capaz de ter seus filhos, pois acham que a qualquer momento elas podem falhar no papel de mãe. 

A graça é a presença de Deus em nossas vidas. Em ícones como este da Mãe da Ternura aqui do palco prestemos a atenção nos olhos de Maria. Ela os mantém fixos em Jesus, mas também se estende a nós. 

Como está a graça de Deus em sua vida? Você tem permitido que a graça dele lhe sustente? Ter a graça de Deus não quer dizer que nós não sofreremos ou passaremos por tribulações, mas eu lhes digo é melhor passar com a graça de Deus do que passar sem ela. 

Às vezes, pedimos as coisas para Deus como se fôssemos crianças e não sabemos como pedir. Talvez você pede uma coisa, mas Ele quer lhe dar muito mais do que aquilo que você pediu. Há coisas que o Senhor não nos atenderá. Não podemos sair da realidade em pensar que o que eu pedir Ele me dará. Nós não mandamos em Deus. 
Volte para a graça de Deus! Se você está longe, retorne! Quando nós estamos fora da graça de Deus estamos desgraçados. Não é que Deus não nos ama ou não cuide de nós. No entanto, se você anda na graça de Deus as coisas funcionam, mesmo que você tenha que passar pelo sofrimento, Ele te sustentará, pois até mesmo Jesus passou por isso. Você lembra que até Jesus pediu algo a Deus e não foi atendido? “Pai, se for possível, afasta de mim este cálice” Deus amava Jesus, mas porque então permitiu que ele sofresse? Deus não atendeu a oração de Jesus, pois Jesus ainda disse:“Mas, faça-se em mim segundo a Tua vontade”. E foi a vontade de Deus que se cumpriu. 

A nossa oração também deve ser assim: “Pai, se for possível afasta de mim este cálice, mas faça-se em mim a tua vontade”. Não permita Senhor, que fiquemos longe da graça. Imagino que em alguns momentos da sua vida, Nossa Senhora também teve medo e quis deixar tudo, mas saiba que foi a graça de Deus que a sustentou. 

Nossa Senhora é a mulher das Dores e entenda que ela quer derramar sobre nós a sua graça. Peça ao Senhor que você seja uma pessoa agraciada! Você não será uma pessoa sem problemas, mas será uma pessoa feliz até mesmo diante deles. 

É a mão de Deus que nos sustenta! Segure nas mãos de Deus, pois é a graça dele que nos sustenta

Assis Rocha 
Missionário da Comunidade Obra de Maria

O ESPÍRITO NOS DÁ UMA EXPERIENCIA DE AMOR E DA BONDADE DE DEUS

O Espírito faz nova todas as coisas! Ele renova os sentimentos, cura o que está ferido em nós e nos dá uma experiência nova do amor e da bondade de Deus na nossa vida!
”Em verdade, em verdade, te digo, se alguém não nasce da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus” (João 3, 5).
Nicodemos, um homem temente a Deus, um homem sedento das coisas de Deus, foi naquela noite ter com Jesus para saber mais do Senhor quais as condições para entrarmos no Reino de Deus. Afinal de contas, ele admirava Jesus, era um discípulo de Jesus, era um chefe judaico, era um membro do grupo dos fariseus, era um homem temente a Deus e aberto à Boa Nova de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Com toda a experiência que ele já tinha, com toda a idade avançada que ele já tinha, conhecedor como era das Sagradas Escrituras, da Lei de Deus e dos profetas, escuta algo que vai ser fundamental para a sua relação com Deus. E é algo que eu e você também precisamos escutar mais do que nunca na nossa alma e nosso ser: ”Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus, não pode fazer parte do Reino de Deus”, porque todo aquele que nasce da carne é carne, sim, eu nasci do meu pai, nasci da minha mãe, isso dá a minha filiação a eles. Mas para me tornar filho de Deus, de fato, é preciso renascer do Espírito, renascer primeiro nas águas do batismo; aquelas águas que me lavam, me purificam, lavam a minha consciência do meu pecado. E mais do que isso: o batismo renovado e cultivado deve me levar ao encontro pessoal com Jesus.
Olhando, hoje, para nossa realidade de batizados, porque a maioria de nós somos batizados ainda crianças, vemos como nós precisamos desse encontro pessoal com Deus! Como nós precisamos ter um reencontro pessoal com Jesus e permitir que esse reencontro pessoal com Ele renove a nossa consciência, renove a nossa mentalidade, renove o nosso comportamento e molde o nosso caráter, a nossa moral e nossos princípios de vida!
Porque este encontro pessoal com Jesus, quando nós O aceitamos como Senhor da nossa vida, nós permitimos que a Sua Palavra, e, sobretudo, que o Seu Espírito, nos faça nascer de novo.
Nós aprendemos coisas muito boas nesta vida, a educação que recebemos de nossos pais, a formação que recebemos em nossas escolas com a ajuda de muitos mestres, mas tudo isso nós devemos submeter à Palavra de Deus. Devemos submeter nossa vida ao Espírito e permitir que nossos conhecimentos  e nossas experiências humanas sejam revigorados, refeitos e transformados pela experiência no Espírito Santo de Deus.
O Espírito Santo faz nova todas as coisas, Ele renova os sentimentos, cura o que está ferido, sara aquilo que está machucado dentro de nós. Ele nos dá uma experiência nova do amor de Deus e da bondade d’Ele em nossa vida.
Não basta nascer da carne, não basta nascer de nosso pai e da nossa mãe, é preciso renascer de Deus, é preciso renascer em Deus, é preciso ter a vida renovada no Espírito!
Padre Roger Araújo

O SENHOR COMBATERÁ POR NÓS

"Eu me ponho como guerreiro para guerrear em favor de Jesus Cristo. Eu me coloco ao lado de Jesus para ser Seu defensor. Eu sou pequeno, Senhor, mas me coloco ao Seu lado para fazer a Sua defesa com a minha vida, com o meu testemunho. Abençoa-me para isso, Senhor!"

Para entender melhor a guerra, a batalha que nós estamos travando, abramos a Sagrada Escritura no livro do Êxodo, no capítulo 14, que fala de um povo escravo, há quatro séculos, e o Senhor os libertou do Egito, da escravidão para a vida nova.

O Senhor libertou o Seu povo da escravidão para vida nova. Ele nos liberta da escravidão também. Naquele lugar, eles ficavam encurralados, porque, de um lado, eles tinham uma cadeia de montanhas; do outro, o mar; atrás deles, o deserto. Aconteceu que, de repente, o exército do faraó começou a persegui-los. Os israelitas foram tomados de espanto e clamaram ao Senhor. Imagine o desespero daquele povo, que estava sendo perseguido! Eram mães, pais, jovens, velhos e crianças. Humanamente, eles não tinham escapatória.

"Não temais, tende ânimo e vereis a libertação que o Senhor vai operar, hoje, em vosso favor"

Primeira coisa: não temais! Mas como não ter medo naquele momento? Mas era o próprio Senhor lhes dizendo: "coragem! tende ânimo!". Era hora de agir.

Meus irmãos, é isso que Deus está nos falando! "O Senhor combaterá por vós. Quanto a vós, nada tereis a fazer’. Ele tinha de provar que era Ele quem estava combatendo.

O Senhor entrará em ação no momento em que você se puser em ação. É preciso fé, porque fé não é agir naquilo que é seguro, mas caminhar onde não vemos caminho, mas quando caminhamos na direção certa, o Senhor começa a agir
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

quarta-feira, 7 de maio de 2014

AS PÉROLAS JOGADAS AOS PORCOS

Nada é tão terrível quanto um tesouro afundado em um lamaçal. Nada é tão péssimo quanto a corrupção das coisas santas.
Não existe nada mais terrível que ver um grande tesouro afundado em um denso lamaçal. Por isso a advertência do Evangelho: "Não lanceis aos cães as coisas santas, não atireis aos porcos as vossas pérolas" [1]. A pérola é algo muito precioso. A simples razão ensina ao homem que aquilo que é precioso deve ser guardado, tratado com bastante zelo e cuidado. Aos porcos, lança-se lavagem, não pedras preciosas; aos porcos, lançam-se as sobras, não aquilo que se tem em alta conta.
No mundo antigo, no entanto, certas pérolas jaziam afundadas na lama e foi o Cristianismo, com a verdade de sua doutrina e o vigoroso testemunho de seus adeptos, que recuperou a razão e a justiça então obscurecidas pelos pecados dos homens. Em tempos como os nossos, em que um malfadado feminismo prega ódio e desrespeito à religião, nada melhor que lembrar o respeito e a dignidade que a religião cristã devolveu às mulheres "em sua condenação do divórcio, do incesto, da infidelidade conjugal e da poligamia" [2].
O Império Romano foi escolhido por Deus para presenciar a "plenitude dos tempos" [3]. Era o ambiente apropriado para a visita de um Senhor preocupado mais com os enfermos e pecadores que com os saudáveis e justos [4]. De fato, a situação em que aí se encontravam os homens – e principalmente as mulheres – era degradante. As leis e escritos da época pressupunham "o direito de abandonar os filhos do sexo feminino" e a "a prerrogativa [dos homens] de determinar às esposas e amantes que praticassem o aborto" [5]. Uma sociedade permissiva como a antiga – em que o divórcio era plenamente acessível e a poligamia amplamente praticada – dava à figura masculina poder de subjugar as mulheres, tornando-as mais escravas que seres humanos de verdade.
Assim se encontrava o mundo antigo – com louváveis exceções, verificadas num e noutro lugar – até a chegada de Cristo. Com Ele, que, no seio do Pai, escolheu uma mulher para ser a mais virtuosa criatura que a terra viria a conhecer; com Ele, que, ressuscitado, apareceu primeiro a mulheres [6]; com Ele, que, pela boca de São Paulo, abolia todas as distinções entre as pessoas – já não havia mais "judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher" [7], mas todos eram um só em Cristo; com Ele, restaurou-se a esperança à feminilidade então tão suja e obscurecida pelo pecado e pela vileza humana. Historicamente, é inegável: "a mulher em si mesma (...) nunca foi tão exaltada como no cristianismo" [8].
A tradição cristã impregnou na cultura ocidental a consciência de que a mulher é muito mais que seus atributos físicos e naturais; que a mulher não é um pedaço de carne a ser idolatrado, mas um todo de humanidade através do qual é possível vislumbrar a eterna beleza do Criador. Ainda hoje, mulheres que aceitaram a doutrina cristã sobre a modéstia dão testemunho da leveza, da delicadeza e da simplicidade da autêntica beleza feminina.
"[A mulher] tem outras belezas muito mais excelentes e nobres: a beleza da sua inteligência, a beleza dos seus sentimentos e, sobretudo, a beleza da sua virtude e do seu caráter. Não se pode prescindir desta beleza espiritual, sob pena de rebaixar e degradar a mulher à condição vil dos irracionais. Seria o mesmo que entregar uma criatura humana, a pretexto de que é composta de carne e ossos, aos cuidados e ao laboratório do veterinário" [9].
Por isso, não é possível olhar para certas reivindicações de movimentos ditos "progressistas" senão com ceticismo e vergonha. Feministas que vão às ruas pelo direito de ser "vadias" ou que se proclamam "prostitutas" [10] podem estar fazendo o que for, menos defendendo a dignidade da mulher. Rebaixar-se à disposição aparentemente "livre" dos próprios corpos – como se fossem apenas matéria –, expor totalmente as próprias pernas e partes íntimas ao público – como se fossem pedaços de carne num açougue –, pedir o "direito" de matarem os próprios filhos que são concebidos em seu ventre – como se esses fossem mera "extensão" de seus membros –, não só é desconsiderar o alto valor que têm as mulheres – muito maior que o preço das pérolas e das joias mais caras! É como entregá-las "aos cuidados e ao laboratório do veterinário"; é transportá-las ao nível dos animais; é, real e lamentavelmente, lançá-las aos porcos.
Marcha das vadias
O que querem essas senhoritas – que dizem "representar" as mulheres – é a volta à Antiguidade, no mais horrível e decadente de seus aspectos; a volta ao aborto e ao infanticídio, ao divórcio e à poligamia, à degradação sexual e à permissividade dos costumes... na ilusão de que tudo isso as liberte. Só que a história é uma grande mestra: esses instrumentos que as feministas de hoje consideram "libertadores" são, miseravelmente, as mesmas armas que as prenderam à escravidão noutros tempos. Não as tornam "mais mulheres"; au contraire, colocam-nas abaixo de sua própria natureza e vocação; lançam-nas, terrivelmente, aos cães e aos porcos.
Corruptio optimi pessima est, diz um adágio latino. A corrupção dos ótimos é péssima, a corrupção de quem deveria, por sua alta dignidade, ser melhor, é ainda pior que as outras corrupções. A corrupção da mulher, pelo feminismo, deforma-a a ponto de torná-la irreconhecível... como uma pérola escondida em um chiqueiro, como uma joia cujo brilho é ofuscado por uma porção de lama.
Ainda hoje – e especialmente hoje –, ressoam firmes as palavras de Cristo: "Não lanceis aos cães as coisas santas, não atireis aos porcos as vossas pérolas". Que as mulheres tomem consciência do grande dom e do alto valor que possuem – e correspondam com coragem à sua dignidade.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere