quinta-feira, 28 de agosto de 2014


SANTO AGOSTINHO ,BISPO E DOUTOR DA IGREJA

Celebramos neste dia a memória do grande Bispo e Doutor da Igreja que nos enche de alegria, pois com a Graça de Deus tornou-se modelo de cristão para todos. Agostinho nasceu em Tagaste, no norte da África, em 354, filho de Patrício (convertido) e da cristã Santa Mônica, a qual rezou durante 33 anos para que o filho fosse de Deus.
Aconteceu que Agostinho era de grande capacidade intelectual, profundo, porém, preferiu saciar seu coração e procurar suas respostas existentes tanto nas paixões, como nas diversas correntes filosóficas, por isso tornou-se membro da seita dos maniqueus.
Com a morte do pai, Agostinho procurou se aprofundar nos estudos, principalmente na arte da retórica. Sendo assim, depois de passar em Roma, tornou-se professor em Milão, onde envolvido pela intercessão de Santa Mônica, acabou frequentando, por causa da oratória, os profundos e famosos Sermões de Santo Ambrósio. Até que por meio da Palavra anunciada, a Verdade começou a mudar sua vida.
O seu processo de conversão recebeu um “empurrão” quando, na luta contra os desejos da carne, acolheu o convite: “Toma e lê”, e assim encontrou na Palavra de Deus (Romanos 13, 13ss) a força para a decisão por Jesus:“…revesti-vos do Senhor Jesus Cristo…não vos abandoneis às preocupações da carne para lhe satisfazerdes as concupiscências”.
Santo Agostinho, que entrou no Céu com 76 anos de idade (no ano 430), converteu-se com 33 anos, quando foi catequizado e batizado por Santo Ambrósio. Depois de “perder” sua mãe, voltou para a África, onde fundou uma comunidade cristã ocupada na oração, estudo da Palavra e caridade. Isto, até ser ordenado Sacerdote e Bispo de Hipona, santo, sábio, apologista e fecundo filósofo e teólogo da Graça e da Verdade.
Santo Agostinho, rogai por nós!

TRANSFORMEMOS NOSSA VIDA NUMA CONSTANTE ORAÇÃO



Algumas pessoas se questionam sobre as promessas do Senhor. Lembremos deste ensinamento de Jesus: “Sereis felizes se o puserdes em prática”. O que é esta prática? É viver a Palavra de Deus para nosso bem e para nossa felicidade, pois se assim não o fizermos, nossa vida se tornará infeliz.

Tudo que fizermos precisará ser direcionados pela Palavra de Deus. Infelicidade é nos desviarmos dos propósitos do Senhor. Quando agimos contra a vontade de Deus, saímos da Sua graça e nossa vida fica sem sabor.

Não podemos viver contra o que pregamos: um discurso para uma pessoa de Deus e outra para as pessoas do seu cotidiano. É preciso ser do Senhor em todos os momentos. Longe d'Ele só encontramos infelicidade. Tudo o que fizermos contrário ao que o Senhor nos inspira trará frutos negativos para nós!

Uma pessoa que se afasta da fonte da vida, que é Jesus Cristo, caminha para a morte. O Senhor nos fala que de nada adianta estarmos perto de Deus se não temos a disposição para viver com Ele. Podemos estar muito próximos do Senhor e nosso coração estar fechado. O batismo é morrer para este mundo e viver para Deus, a Eucaristia é estar em comunhão com Ele.

Judas Iscariotes viveu com Jesus, viu Seus milagres e mesmo assim O traiu. Muitos vivem dentro da igreja, mas não experimentam o que é ser Igreja. Quem quer experimentar Deus precisa ter a disposição de obedecê-Lo.

Para não termos uma vida despedaçada e infeliz, precisamos aplicar a Palavra de Deus em tudo que fazemos. Transformemos nossa vida em oração. Não há nada nela que o Senhor não use para falar conosco. Até o sofrimento que temos é ensinamentos de Jesus para nós.

Perguntemos a Deus qual é a nossa missão. Não estamos na vida das pessoas por acaso. Ouçamos o Senhor nas coisas que acontece no nosso dia a dia. A evangelização de Jesus tinha como consequência a libertação e a cura, e Ele tinha um caminho infalível que era mostrar para as pessoas que Deus está ao alcance.

A salvação cerca a nossa vida, mas precisamos entrar nela. Não basta apenas ouvir que o Senhor nos ama, é preciso experimentar esse amor. Jesus veio nos ensinar que tudo o que uma pessoa fizer de maneira santa pode se converter num caminho de cura e libertação que nos levará à salvação.

Para sermos curados e libertos, nosso dia a dia precisa ser vivido no Senhor. Ao nos aproximarmos de Cristo, somos iluminados por Ele, e assim uma transformação acontece em nós.

Converter-se é derramar nossa vida em Deus. No diálogo com Ele, à medida em que colocamos n’Ele nosso coração, Ele coloca Seu coração em nós.

Perguntemos diariamente a Deus: “Estou fazendo a coisa certa? Estou andando de acordo com Suas leis?”. É nosso dever servir a Deus e não Ele a nós. Quando descobrimos que nossa vida, nesta terra, é para servir a Deus, nossa tarefa fica mais leve.

Felicidade é consequência de uma vida bem vivida no Senhor. Deus tem um plano de amor para cada um de nós! Não limitemos nossa intimidade com Ele, mas o dia todo precisa ser em constante comunhão com o Pai.

Márcio Mendes
Missionário da Comunidade Canção Nova
Deus ama quem dá com alegria. Aprendamos a dar com generosidade, desapegos dos bens materiais. Papa Francisco

A ORAÇÃO NÓS LEVA A ESCUTA DA PALAVRA

Nesses dias, Jesus foi para a montanha a fim de rezar. E passou toda a noite em oração a Deus” (Lucas 6,12). 
Precisamos aprofundar a nossa intimidade com Deus, para isso é necessário pararmos um momento para estar com o Senhor. Reservemos um momento, neste dia, para estar em oração e ouvir as direções que Ele tem para cada um de nós em particular.
“A nossa relação com Jesus constrói a Igreja” (Papa Francisco).
Peçamos, hoje, a Jesus a graça de ouvirmos a Sua voz, deixando-nos ser guiados por ela.
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia Santiago

quarta-feira, 27 de agosto de 2014


SANTA MONICA

Hoje é dia de Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho. Achei esse texto belíssimo, que Agostinho narra os últimos dias de vida de sua mãe. Sempre conversavam sobre o céu! Temos conversado sobre o céu ou só pensamos nas coisas da terra?
Bom dia!
"Estando bem perto o dia em que ela deixaria esta vida – dia que conhecias e que ignorávamos – aconteceu por oculta disposição tua, como penso, que eu e ela estivéssemos sentados sozinhos perto da janela que dava para o jardim da casa onde nos tínhamos hospedado, lá junto de Óstia Tiberina. Ali, longe do povo, antes de embarcarmos, nos refazíamos da longa viagem.
Falávamos a sós, com muita doçura e, esquecendo-nos do passado, com os olhos no futuro, indagávamos entre nós sobre a verdade presente, quem és tu, como seria a futura vida eterna dos santos, que olhos não viram, nem ouvidos ouviram nem subiu ao coração do homem (cf. 1Cor 2,9). Mas ansiávamos com os lábios do coração pelas águas celestes de tua fonte, fonte da vida que está junto de ti.
Eu dizia estas coisas, não deste modo nem com estas palavras. No entanto, Senhor, tu sabes que naquele dia, enquanto falávamos, este mundo foi perdendo o valor, junto com todos os seus deleites. Então disse ela: “Filho, quanto a mim, nada mais me agrada nesta vida. Que faço ainda e por que ainda aqui estou, não sei. Toda a esperança terrena já desapareceu. Uma só coisa fazia-me desejar permanecer por algum tempo nesta vida: ver-te cristão católico, antes de morrer. Deus me atendeu com a maior generosidade, porque te vejo até como seu servo, desprezando a felicidade terrena. Que faço aqui?” O que lhe respondi, não me lembro bem. Cinco dias depois, talvez, ou não muito mais, caiu com febre. Doente, um dia desmaiou, sem conhecer os presentes. Corremos para junto dela, mas recobrando logo os sentidos, viu-me a mime a meu irmão e disse-nos, como que procurando algo semelhante: “Onde estava eu?”
Em seguida, olhando-nos, opressos pela tristeza, disse: “Sepultai vossa mãe”. Eu me calava e retinha as lágrimas. Mas meu irmão falou qualquer coisa assim que seria melhor não morrer em terra estranha, mas na pátria. Ouvindo isto, ansiosa, censurando-o como olhar por pensar assim, voltou-se para mim: “Vê o que diz”. Depois falou a ambos: “Ponde este corpo em qualquer lugar. Não vos preocupeis com ele. Só vos peço que vos lembreis de mim no altar de Deus, onde quer que estiverdes”. Terminando como pôde de falar, calou-se e continuou a sofrer com o agravamento da doença. Finalmente, no nono dia da sua doença, aos cinqüenta e seis anos de idade e no trigésimo terceiro da minha vida, aquela alma piedosa e santa libertou-se do corpo".(Santo Agostinho).