terça-feira, 4 de novembro de 2014

PEÇAMOS A INTERCESSÃO DA VIRGEM MARIA

Foi com muita ternura que nos apresentamos a vós, como uma mãe que acalenta os seus filhinhos” (1 Ts 2,8).
Nossa Senhora nos acolhe, porque ela é Mãe e, com muita ternura, vem ao nosso encontro. Acreditamos que, na Canção Nova, é ela quem tudo faz. Vemos a sua providência e sempre recorremos ao auxílio dela em todas as nossas necessidades.
Seja qual for a situação pela qual você está passando, entregue-a a Virgem Maria pedindo que ela leve as suas intenções ao coração misericordioso de Jesus. Como nas bodas de Caná, ela vem interceder por nós dizendo: “Eles já não têm vinho” (Jo 2, 3).
Rezemos: Ó doce Mãe da Providência, lançai um olhar materno sobre mim; e, se ofendi o Coração Sagrado de Jesus, cobri-me com o manto de vossa proteção e serei salvo. Vós sois a minha esperança neste mundo, guiai com segurança os meus passos até a vida eterna.
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia Santiago

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

COMO LIDAR COM AS PERDAS E SOFRIMENTOS ?

Todos nós devemos constantemente aprender com Deus e os fatos da vida.
O livro de Apocalipse diz: “Então o que está assentado no trono disse: ‘Eis que eu renovo todas as coisas. Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras’. Novamente me disse: ‘Está pronto! Eu sou o Alfa e o Ômega, o Começo e o Fim. A quem tem sede eu darei gratuitamente de beber da fonte da água viva. O vencedor herdará tudo isso; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho”’ (Ap 21, 5-7). Vemos que esta Palavra nos fortalece mesmo diante de toda dor, tristeza, perseguições e desolações que irão estar presente em nossas vidas. Mas, o Senhor vem nos perguntar: “O que fazemos com essas dores e perseguições?”.
O livro do Apocalipse não é um livro de catástrofes. Ele é um livro escrito para aqueles que estão nas tribulações, que acreditam na Palavra de Deus e desejam realizá-la. É um livro de esperança para quem quer ser santo e deseja perseverar e caminhar na fé.
Hoje nós estamos celebrando o dia de finados, fazemos memória daqueles que já morreram. Como eu tenho saudades das pessoas que já partiram! A saudade causa dor. Em outras línguas esta palavra tem outra forma de expressar-se, como em italiano, que significa nostalgia. Quantos de nós temos lembranças das pessoas que já se foram e guardamos no coração. Quando a lembrança é alicerçada na fé, é uma lembrança boa.
Nós não queremos morrer. E não querer morrer é normal, faz parte do nosso projeto da vida, mas viver só vai valer a pena se de fato a vida tem sentido. Por isso é importante que cada momento da nossa vida seja vivido como se fosse o último dia. Precisamos morrer para o mal e para o pecado. Morrer para as coisas que não agradam o Senhor.
A Palavra vai dizer: “E o que estava assentado sobre o trono disse: ‘Eis que faço novas todas as coisas; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis”’ (Ap 21,5). Será que nós estamos morrendo para as coisas deste mundo e vivendo para o céu? Estamos procurando ser uma criatura nova e transformada como Deus quer? Vivemos na luz? Temos buscado viver a fé e a esperança?
Eu sempre digo que a vida é um desafio, e saber vivê-la não é para qualquer um! Se você é uma pessoa de fé, você é forte e digno da graça de Deus. Você sabe aprender com as dores e os sofrimentos, e sabe ensinar para os outros a fazer um caminho diferente, pelo seu testemunho de vida.
Aqui na terra, nós somos peregrinos somente, tudo vai passar! Aqueles que entendem isso, realmente sabem viver e buscar o céu. Nós não pertencemos a este mundo, aqui nós somos experimentados por Deus e provados. Aqueles que sabem que são de Deus, conseguem perceber as provações temporárias e espirituais do caminho. E à medida que vão crescendo na luz de Deus, vão se tornando irrepreensíveis e santos.
A leitura da liturgia de ontem (Ap 7,11), fala de forma bonita daqueles que foram escolhidos e que estavam em volta do trono ajoelhados contemplando o Cordeiro. Estes que podem contemplar o Cordeiro, foram os que passaram pelas provações e lavaram suas vestes no sangue do Cordeiro. Todos nós fomos chamados a contemplar este Cordeiro. O céu é para você e aqueles que lutam, que perseveram na santidade.
Nós precisamos ter esta certeza no coração: “Eu creio no Deus que me salvou! Não sou mais um, no meio de bilhões de pessoas. Eu sou um filho do Divino Pai Eterno que me ama. O Emanuel veio a mim, na minha realidade”. Jesus Cristo aceitou as nossas injustiças e os nossos pecados. Deus exaltou Seu Filho acima de todo nome. Todas as coisas são renovadas em Jesus Cristo. Tudo é renovado e transformado pelo poder de Jesus.
Jesus ressuscitado quer que nós também ressuscitemos com Ele. Queira ser uma boa pessoa, buscar a santidade. Ser uma bênção do Divino Pai Eterno. Portanto, vamos confirmar a nossa fé e proclamar a nossa liberdade diante da graça de Deus.
Padre Robson

O AMOR VEM DE DEUS

Amemo-nos uns aos outros, pois o amor vem de Deus. Essa é a nossa vocação!
Senhor, não quero amar só com palavras mais com ações, com atitudes concretas. Que eu alimente a cultura do encontro, e me liberte de toda cultura da indiferença! Onde está o teu irmão? Nos pergunta o Senhor!
Obrigado pelo hoje, vou lutar para fazer a diferença! Amém!

O AMOR VEM DE DEUS

Amemo-nos uns aos outros, pois o amor vem de Deus. Essa é a nossa vocação!
Senhor, não quero amar só com palavras mais com ações, com atitudes concretas. Que eu alimente a cultura do encontro, e me liberte de toda cultura da indiferença! Onde está o teu irmão? Nos pergunta o Senhor!
Obrigado pelo hoje, vou lutar para fazer a diferença! Amém!

SALVE RAINHA

Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos os degredados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce e sempre Virgem Maria. Rogai por nós, Maria Luísa de Sánta Mãe de Deus. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo
C

domingo, 2 de novembro de 2014

FINADOS DAR UM SALTO NA FÉ PARA ENTENDER ESSA REALIDADE

É necessário arriscar-se no salto da fé para entender esta estupenda realidade


Confessamos a fé cristã, que nos indica a perspectiva de uma vida que não tem fim, na eternidade, plena comunhão com a Santíssima Trindade, a Virgem Maria, os anjos e os santos. Temos a confiança de que experimentaremos a plenitude da felicidade, para a qual fomos criados, pelo amor misericordioso de Deus. Com frequência, no contato com pessoas que se aproximam do limiar de sua entrada na eternidade, tenho recebido de Deus a graça de anunciar-lhes estes valores perenes, ajudando-as a superar o receio, aliás, muito natural, diante do mistério da morte. Ao dar os Sacramentos da Penitência e Unção dos Enfermos, ouvi fiéis surpreendidos pela linguagem carregada de alegria e otimismo, com que a Igreja efetivamente celebra o mistério do Cristo Morto e Ressuscitado, também em tais circunstâncias críticas e ao mesmo tempo carregadas de sentido. É magnífico vê-los, após os chamados sacramentos medicinais ou de cura, receberem Jesus Eucaristia, algumas vezes como viático, alimento de vida eterna, para se aproximarem do Senhor, em sua Páscoa pessoal!
É com este mesmo espírito de confiança que a Igreja celebra, no início do mês de novembro, a Solenidade de todos os Santos, nossa vocação e meta a ser alcançada, e a Comemoração de todos os Fiéis falecidos. Nossa visita aos cemitérios, nos dias que se aproximam, pode ser uma bela oportunidade para corajosa profissão de fé, quando estivermos diante nas sepulturas, nas quais repousam apenas restos mortais dos nossos entes queridos, com a certeza de que eles e elas já não se encontram ali, pois, apenas soada a trombeta do Anjo da Morte, que os chamou, apresentaram-se diante do Senhor, para dar contas da linda aventura da vida terrena, entendida como um caminho para a eternidade, pois “está determinado que os homens morram uma só vez, e depois vem o julgamento” (Hb 9, 27).
A Igreja põe em nossa boca expressões altamente comprometedoras: “Creio em Deus Pai, todo poderoso, Criador do céu e da terra e em Jesus Cristo seu único filho, Nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu a mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai, todo poderoso, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém”.
Deus é Pai, pode tudo, é o Criador! O Universo não é obra do acaso, mas pensado por Ele, desde a eternidade com inteligência e amor, finalizado à plena realização de seus filhos e filhas. Seu poder não é despótico ou autoritário, mas amoroso e harmônico, de modo que todas as criaturas, voltando-se para Ele, encontram continuamente seu equilíbrio interior e o justo relacionamento umas com as outras. Contemplar luz e escuridão, sorriso ou choro, morte e vida, tudo encontra seu lugar quando se vê do ângulo do último dia da criação, quando Ele mesmo se encantou com a obra feita: tudo é muito bom! Acreditar em Deus Criador, saber que não estamos jogados e perdidos! Quem começa com este risco da fé vislumbra o sentido da existência!
O mundo não foi deixado ao léu, mas acompanhado e sustentado com amor por quem o criou. Muitas vezes, na história que chamamos “da salvação”, Deus ofereceu aliança aos homens e mulheres. Sinalizou as veredas da felicidade, enviou seus profetas, formou seu povo, como um pai que educa seus filhos. Se tantas vezes não foram capazes de escutá-lo, seu amor nunca esmoreceu. A plenitude dos tempos, com a maturidade da história humana nesta terra, irrompeu como dom do amor de Deus, quando enviou seu Filho amado, concebido pelo poder do Espírito Santo no ventre da Virgem Maria. É tão bom e bonito viver nesta terra, que Deus quis assumir uma carne como a nossa, desejou percorrer os mesmos caminhos de dores e angústias, esperanças e alegrias, menos o pecado. E Jesus, filho amado, foi até o mais profundo dos abismos da existência humana. Tocou com suas mãos todas as etapas da vida humana, dos primeiros vagidos de recém-nascido até o grito do abandono, no alto da Cruz, para que nenhum clamor fique sem sentido. Nele e por Ele, tudo encontra seu rumo de passagem para a vida que não tem fim. Em sua morte nós fomos resgatados, para ressuscitar com Ele. A dor da morte, que nos assombra com ares de absurdo, na fé pode ser superada e já está superada, Só que é necessário arriscar-se no salto da fé para entender esta estupenda realidade! O Espírito Santo de Deus venha em auxílio de nossa fraqueza para dizermos “creio”.
Percorridas estas etapas altamente realizadoras para a existência humana na terra, podemos proclamar a corresponsabilidade chamada “Comunhão dos Santos”. Ninguém caminha sozinho e tudo o que fazemos pode contribuir para o bem dos outros! A própria sombra da morte pode ser iluminada pelo amor mútuo, experimentado na presença solidária dos irmãos e irmãs. Apoio, consolo, oração, gestos, tudo o que muitos velórios e enterros cristãos já testemunharam. É uma das Obras de Misericórdia.
E o Credo continua com “Remissão dos pecados”. Como Deus não nos fez para o pecado, e cristão que se preze não se acomoda com o pecado, mas acredita que só em Cristo e na força de sua Morte e Ressurreição se encontra o perdão, e sabe ser destinado à salvação. Vale insistir na verdade a respeito do encontro definitivo com o Senhor, quando a morte chegar. É honestidade anunciar a uma pessoa que viveu seriamente o cristianismo que a “sua hora” chegou, e convidá-la a preparar-se bem. Medo, ousadia, precipitação? Nada disso! Realismo e certeza, esperança da salvação. Uno-me a muitas pessoas que assim me ensinaram. Desejo abraçar a hora de Deus, quando, onde e como chegar, como fruto de seu amor misericordioso, que sabe quando estaremos prontos.
Somos destinados à ressurreição. Cristo ressuscitou de verdade e nos garante que com Ele ressuscitaremos. “Creio na Ressurreição da carne”. A morte, a inevitável irmã morte corporal, como a chamou São Francisco de Assis, é passagem, não a última e definitiva palavra. Desejamos uma morte santa e feliz, desejamos ter mãos limpas e puro o coração quando chegar a hora. Não é em vão que pedimos, na Ave Maria, que Nossa Senhora, Mãe de Deus e nossa, rogue por nós agora e na hora de nossa morte, os dois momentos de que temos certeza, de hoje até à eternidade.
E com o Credo chegamos à “Vida eterna”. Nela acreditamos, como cristãos, para ela caminhamos, almejamos os seus valores e sabemos que começa agora. De fato, como se expressou o Senhor na Oração Sacerdotal, “esta é a vida eterna: que conheçam a ti, o Deus único e verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que enviaste” (Jo 17, 3). Começa com a fé, adesão a Jesus Cristo, como a qualidade de vida e santidade que Deus deseja para todos e se prolongará para sempre.
Boa festa de todos os Santos para todos! Piedosa celebração de Finados e uma excelente preparação para uma boa e santa morte, no dia marcado pelo amor infinito de Deus por nós!

Dom Alberto Taveira Corrêa