sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

É HORA DE MUDAR

 
Saiba: nós homens precisamos muito das mulheres: da nossa mãe, das nossas irmãs, da nossa esposa. Nós homens precisamos nos unir, nos ajudar, para chegar aos Céus Novos e à Terra Nova! E, quando chegarmos lá, não poderemos estar sozinhos: nossa família inteira precisa chegar lá também.
Se até agora eram as mulheres – nossas mães, esposas, irmãs, filhas – que nos puxavam; é hora de mudar. A máquina é que puxa o vagão, não o contrário. Nós homens somos “a máquina”, e nossas mulheres trazem o “combustível” do amor! São elas que, com muito amor, paciência, sacrifício, bondade, entrega, abandono, têm realmente sustentado a nós e a toda a nossa família. Por isso, mulheres, rezem para que tomemos o nosso lugar e cumpramos a nossa obrigação!
Deus nos criou para irmos à frente, abrindo caminho e, assim, guardar, defender, proteger tudo o que vem atrás. Essa é a vontade d'Ele. Ele espera a nossa reação, precisamos dar-Lhe uma resposta de homens.
Precisamos nos sustentar: carregar, não apenas os fardos uns dos outros, mas carregar uns aos outros! Juntos chegaremos aos Céus Novos e à Terra Nova!
Peça a Deus Pai que lhe conceda a unção do Espírito Santo, o dom da fortaleza e a vitória sobre todas as barreiras que impedem sua chegada a essa Vida Nova
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

A DITADURA DA CULTURA DO CORPO

De nada vale ter um corpo de atleta se a alma está em frangallho 
Atualmente há a ditadura da "cultura do corpo". Os pais precisam estar atentos a essa doentia "cultura", que hoje domina o mundo e que se estabeleceu na sociedade com o objetivo de consumo de produtos e de serviços voltados para a beleza. É uma verdadeira ditadura. Muitos jovens sofrem porque não têm aquele corpinho de "top model" ou porque não têm "aquela" musculatura especial... A mídia colocou na cabeça, especialmente das mulheres, que o "mais importante" é ser bonita de corpo, esbelta, magra, segundo os "padrões de beleza" dos que ditam a moda para os outros. A propaganda emplacou uma grande mentira: se você não tiver aquela calça "da moda" ou aquela camisa "da marca", então você não será feliz. Os comerciais de TV e as novelas ensinam para os jovens uma coisa perversa: se você não for sexy, você não poderá ser feliz e não terá um namorado, será rejeitada. Os pais têm que criar um antídoto contra essa insanidade.
Por causa dessa "cultura do corpo", que hoje ocupou o lugar da "cultura do espírito", muitos jovens estão angustiados e até mesmo "escravizados", porque não conseguem atingir este padrão de "beleza". Ora, saiba mostrar a seus filhos que a felicidade construída em cima desses valores é efêmera, vai acabar muito cedo e deixar o jovem no vazio. A moda pode até ser boa se for equilibrada, se for um meio, mas não um fim. Os pais precisam despertar os filhos para a verdadeira beleza que está na alma, no interior, "invisível aos olhos", que não acaba; que o tempo não envelhece.
Deus seria injusto se a nossa felicidade dependesse da cor da nossa pele, do perfil do nosso corpo ou da ondulação do cabelo. Pois tudo isso é genético e não conseguimos mudar.
Quanto mais o jovem construir a sua felicidade em cima de valores espirituais, tanto mais ele será de fato um homem e uma mulher como Deus quer.
É dificílimo hoje para o jovem fugir desta onda de supervalorização do corpo, por isso é muito importante a educação neste sentido para ele não se tornar um escravo [do corpo]. E os pais têm de mostrar isso a eles de maneira convincente.
Saiba mostrar a seu filho que Deus o ama por aquilo que ele é; e do jeito que ele é. Que diante do Senhor não se é avaliado pelo que se vê, mas pelo que se faz. Ensine o jovem a atirar para longe este complexo de inferioridade; e faça-o olhar menos para o espelho e mais para a sua alma.
Ajude-o a cultivar o seu saber, a fé, a espiritualidade, seus amigos e amigas, sua família, seu trabalho, sua profissão e seu Deus, muito mais do que o seu corpo. Ensine-o a gastar mais o seu tempo e seu dinheiro em coisas e atividades que o fazem crescer, naquilo que não passae que o tempo não destrói.
Michel Quoist, grande padre francês, dizia aos jovens que para ser belo é melhor parar 'cinco minutos diante do espelho, dez diante de si mesmo, e quinze diante de Deus". Não deixe que o seu filho inverta esta ordem, para que não caminhe de cabeça para baixo. Infelizmente a cultura de hoje valoriza mais a roupa, a comida, o carro, a casa, as viagens, as festas, o celular, o CD..., em vez do "ser" mais e melhor. Não estou falando aqui de desprezar as coisas boas que nos ajudam a viver, mas de não tomá-las como um fim.
Pais, hoje temos edifícios altos, mas homens pequenos; estradas longas e largas, mas almas curtas; pessoas ricas, mas gente pobre... As casas são grandes, mas as famílias são pequenas... Temos muitos compromissos, mas pouco tempo... Gastamos muito e desfrutamos pouco... Multiplicamos os nossos bens, mas reduzimos os valores humanos... Falamos muito, mas amamos pouco e odiamos demais...
Fomos à lua, mas ainda não atravessamos a rua para conhecer o vizinho... Temos mais conhecimentos, mas pouco discernimento... Temos muita pressa e pouca perfeição... Temos mais dinheiro, mas menos moral e menos paz... Temos mais bens, mas menos caráter... Temos casas mais lindas, porém, mais famílias destruídas... Conquistamos o espaço exterior, mas perdemos o espaço interior... Temos mais prazer, porém, menos alegria...
Lembro-me de Edith Piaf, uma cantora lírica francesa, pequenina e "feinha", mas muito simpática. Quando começava a cantar a plateia a ovacionava; parecia um anjo a cantar. Muito mais se pode dizer de Madre Teresa de Calcutá, Edith Stein e tantas outras.
Se a beleza física fosse sinônimo de garantia de felicidade, não encontraríamos tantos artistas frustrados, buscando fugir de suas angústias nas drogas, muitas vezes. Quantas moças e rapazes lindos já morreram numa overdose de cocaína!
Se o dinheiro fosse sozinho garantia de felicidade, não encontraríamos tantos ricos angustiados e tantos ídolos que acabam com a própria vida no suicídio.
Ensine seu filho a construir a vida naquilo que os olhos não veem, mas que é essencial: honra, saber, moral, caridade, bondade, mansidão, força de vontade, humildade, desapego, pureza, paciência, disponibilidade. Esses são valores que nos mantêm verdadeiramente de pé!
De nada vale um jovem ter um corpo de atleta ou de modelo se a sua alma está em frangalhos e o seu espírito geme sob o peso da matéria e da carne. Será um escravo que poderá um dia buscar compensação até nas drogas, para fugir do vazio existencial.
Se você bater num tambor cheio de água, ele não fará barulho; mas se você bater num tambor vazio, vai fazer um barulhão. Os homens também são assim, fazem muito barulho quando estão vazios... Se a hierarquia de valores que os pais transmitem aos filhos for invertida, a grandeza deles ficará comprometida.
Quando você permite que as paixões do corpo sufoquem o espírito, não há mais homem ou uma mulher, mas uma "caricatura" de homem ou de mulher.
Se o seu filho se frustrar no nível biológico, porque possui algum defeito físico, ele poderá sublimar essa frustração e ser feliz se realizando num nível mais alto, o da cultura e do saber. Se ele não pode se realizar no nível racional, poderá fazê-lo no nível espiritual, que é o mais elevado, numa relação íntima com Deus. Mas se ele desprezar o nível espiritual, não poderá se realizar plenamente porque acima deste não há outro onde possa buscar a compensação.
O grande poeta francês Exupèry dizia que "o essencial é invisível aos olhos". A razão é simples: tudo que é visível e material passa e acaba; o invisível, o espiritual, fica para sempre.
Todos os seres criados voltam ao seu nada, voltam ao pó da terra, porque a força que os mantém vivos está em cada um, mas não lhes pertence. O poder de ser uma rosa está na rosa, mas não é da rosa.
Quando você vê uma bela flor murchar, é como se ela estivesse lhe dizendo: "A beleza estava em mim, mas não me pertencia; Deus a tinha me emprestado". O poder de ser um cavalo está no cavalo, mas não é dele. Se fosse dele, jamais ele morreria. Ele foi criado por Alguém, que o mantém vivo. Quando uma bela artista envelhece, e surgem as rugas, ela está dizendo que a beleza estava nela, mas não era propriedade sua.
Se o seu filho ficar cultivando apenas o seu corpo e se esquecer da sua alma, amanhã estará amargurado, pois, do mesmo jeito que a rosa murchou, o seu corpo também envelhecerá; e isso é inexorável.
O seu filho não foi criado apenas para esta vida transitória e passageira, na qual tudo fica velho e se acaba, ele foi feito para a eternidade, para uma vida que nunca acaba.
O jovem fogoso que foi Santo Agostinho, um dia chegou a esta conclusão: "De que vale viver bem, se não posso viver sempre?"
Felipe Aquino

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

SANTIDADE E VIDA COM DEUS

"A vontade de Deus é vossa santificação e que vos afasteis da imoralidade sexual. Saiba cada um de vós viver seu matrimônio com santidade e com honra, sem se deixar levar pelas paixões, como fazem os pagãos que não conhecem a Deus" (I Ts 4,3-5).
Essa Palavra é dirigida a todos que precisam de uma verdadeira conversão de coração. Conversão diária. Muitas vezes, achamos que estamos convertidos e relaxamos e o "homem velho" vem à tona com força.
"A vontade de Deus é vossa santificação" é uma Palavra muito forte, muito clara. Nela, Paulo fala para uma comunidade, que possui muitas imoralidades, divórcios, pessoas prejudicadas, sofrendo porque tinham se esquecido da experiência que haviam feito com Deus. Era uma comunidade que já havia sido evangelizada.
Quando você foi evangelizado? Quando fez sua catequese? Naquele tempo as pessoas estavam deixando de lado a sua fé. Quantos de nós já nos perguntamos qual é a vontade de Deus para nossa vida. Eu lhe respondo: A vontade de Deus é a sua santificação.
Precisamos trazer essa passagem bíblica para o concreto na nossa vida, pois é Palavra de Deus para nós. Como permanecer em Deus, sem ouvir Sua Palavra? Que relação é essa que temos com o Senhor se não Lhe damos ouvidos? Quando estamos mal, corremos atrás do Senhor, mas quando está tudo bem, nos esquecemos d'Ele e a Palavra de Deus fica de lado.
"Saiba cada um de vós viver seu matrimônio com santidade e com honra, sem se deixar levar pelas paixões, como fazem os pagãos que não conhecem a Deus". Quantas vezes, nós nos deixamos levar pelo mundo paganizado? Nós nos deixamos levar pelo relativismo. Muitas vezes, pensamos: "Será que Deus existe mesmo?" Vamos relativizando tudo e pensando: "As coisas não são bem assim", e essas coisas vão minando a nossa fé, e perdemos o laço que é a nossa fé em Deus.
Nós cremos em Deus, você está vivo porque o Espírito Santo lhe deu a vida, Ele está dentro de você! Nós precisamos do batismo do Espírito todos os dias, assim como precisamos tomar banho diariamente.
Muitas vezes, nos colocamos diante de Deus de uma maneira hipócrita e não Lhe dizemos o que realmente estamos vivendo. Mesmo que tenhamos muitas coisas para fazer devemos dizer a Deus que estamos com Ele. Apesar de nossa cabeça estar em outras coisas, devemos trazer Deus para dentro de nossa vida. Isso é santificação.
Nós precisamos trilhar o caminho da santificação, mas quem nos santifica é Deus, que nos dá o Espírito Santo logo que somos concebidos.
O mundo tem sede das coisas santas, e nós somos responsáveis por isso, nós que recebemos o Espírito Santo. Nós vamos contagiar as pessoas no nosso trabalho. Mas é necessária uma decisão de não se calar, de revelar essa verdade que está dentro de nós, com caridade.Fala-se muito do pecado original neste mundo paganizado, cheio de malícia, pornografia, desconstrução da sociedade, mas não temos coragem de dar um basta nisso. É preciso uma decisão.
"O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas um sopro de vida e o homem se tornou um ser vivente. Ora, o Senhor Deus tinha plantado um jardim no Éden, do lado do oriente, e colocou nele o homem que havia criado" (Gn2,7-8).
Deus é o Criador de todas as coisas e não podemos achar que Adão e Eva são uma realidade figurativa, distante de nós. Deus soprou e aquilo que saiu d'Ele nos deu a vida, sem Ele não existe vida. O Senhor formou o homem do pó para dizer que Ele pode tudo. O Senhor plantou um jardim para colocar o homem que Ele mesmo criou, Ele preparou um lugar para você e para mim. Veja que amor, que carinho! Ele pensou nesse momento, o Senhor ali já tinha planos para o homem.
Você foi criado, porque Deus o amou antes. Se você acha que não foi amado, coloque uma pedra nisso, pois o Senhor o amou antes de você ter sido criado!
"O Senhor Deus disse: 'Não é bom que o homem esteja só; vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada'" (Gn 2, 18). Você que tem uma experiência negativa com seus pais e se fecha à vontade de Deus para o matrimônio e se entrega a relacionamentos errados, saiba que o Senhor tem o poder de fazer tudo novo.
Nós homens fomos criados num estado de santidade original, a vontade de Deus é a nossa santificação para que possamos viver em santidade e honestidade e para que possamos resgatar essa santidade original. Quando recebemos o batismo, somos admitidos como filhos de Deus e nesse momento recebemos os sete dons do Espírito Santo. Ali está plantada na nossa vida, nossa alma, a nossa fé, uma marca que não se apaga. Nada pode apagar essa marca do batismo na nossa alma, o pecado que vem de Adão e Eva são apagados e são abertas as portas da santidade, do jardim que o Senhor preparou para nós.
Em Jesus Cristo temos acesso a Deus, pois por Ele fomos resgatados de uma vez por todas. O Altíssimo mandou Seu Filho único para salvar a todos. A nossa santificação é voltarmos para o lugar que Ele preparou, fazer o caminho de volta. Volte para Deus! Isso é santidade! Ela não está essencialmente naquilo que fazemos, mas está na certeza de que queremos e precisamos participar da vida com Deus, queremos que Ele esteja dentro de tudo que vivemos.
Santidade é saber que precisamos voltar para aquele jardim, no qual Deus nos espera.

PORTAS ABERTAS

O céu não é como um eleva
Os profetas do Antigo Testamento foram capazes de contagiar gerações com o sonho de Deus! Sim, sonho de Deus, porque Ele tem um plano de amor, mas destinado a ser compartilhado com os seres humanos, passando pela misteriosa mediação da liberdade com que nos criou. Isaías (cf. capítulo 66, versículos de 18 a 21) via povos e nações acorrendo ao Senhor, conduzidos ao monte santo em Jerusalém. É a convocação universal, que o apóstolo São Paulo bem descreveu, dizendo: “Deus quer que todos os homens se salvem” (1 Tm 2,4).
No entanto, é recorrente em todas as gerações a pergunta sobre os lugares reservados no Paraíso, não percebendo, por exemplo, que o número de cento e quarenta e quatro mil assinalados (cf. Ap 7, 1-12) tem um valor simbólico – doze ao quadrado, o número das tribos de Israel, multiplicado por mil – explicado imediatamente pela expressão que se segue: “Uma multidão imensa, que ninguém podia contar, gente de todas as nações, tribos, povos e línguas”.
Perguntado sobre o número dos que haveriam de se salvar (cf. Lc 13, 22-30), Jesus muda o rumo da conversa, passando do “quantos” para o “como”! Provocado a falar do fim do mundo (cf. Mt 24, 34) aos que desejam saber “quando” ocorrerá a volta do Filho do Homem, indica como se preparar para essa vinda. Seus discípulos de todos os tempos hão de passar da curiosidade à sabedoria, de questões ociosas aos verdadeiros conteúdos, que colocam em jogo a vida nesta terra e na eternidade.
O Céu não é como um elevador ou um meio coletivo de transportes com uma placa indicando que está lotado. Se fosse uma questão de números, há muito tempo haveria um “não há vagas”. A Jesus não interessa o número, mas o modo com que caminhamos para o paraíso, pois para isso fomos criados, com um destino de felicidade eterna, que é oferecido a todos os seres humanos de todas as gerações.
Não basta pertencer a um povo determinado, ou mesmo ter conhecido Jesus ou a Igreja. Faz-se necessário tomar uma decisão pessoal, seguida de uma conduta coerente (cf. Mt 7, 13-14).
Num escrito considerado o primeiro Catecismo da Igreja, se lê: “Existem dois caminhos: o caminho da vida e o caminho da morte. Há uma grande diferença entre os dois. Este é o caminho da vida: primeiro, ame a Deus que o criou; segundo, ame a seu próximo como a si mesmo. Não faça ao outro aquilo que você não quer que façam a você. Este é o caminho da morte: primeiro, é mau e cheio de maldições - homicídios, adultérios, paixões, fornicações, roubos, idolatria, magias, feitiçarias, rapinas, falsos testemunhos, hipocrisias, coração com duplo sentido, fraudes, orgulho, maldades, arrogância, avareza, palavras obscenas, ciúmes, insolência, altivez, ostentação e falta de temor de Deus. Nesse caminho trilham os perseguidores dos justos, os inimigos da verdade, os amantes da mentira, os ignorantes da justiça, os que não desejam o bem nem o justo julgamento, os que não praticam o bem, mas o mal" (Cf. Didaqué, capítulos 1 a 5).
O caminho que vem depois de passar pela porta estreita do Evangelho desemboca na plena realização de todas as potencialidades humanas. O caminho da maldade é largo, mas só no início. A estrada dos vícios, e a avalanche de uso de drogas em nossos dias  prova isso, pede cada vez mais uma dose maior, levando à náusea e à tristeza, para depois chegar a um ponto em que o organismo não reage mais, conduzindo a um prejuízo, tantas vezes, irreparável.
O cristão é chamado a fazer escolhas claras e coerentes com os valores do Evangelho. Por outro lado, olhando ao seu redor, considerará todas as pessoas, por machucadas que pareçam, candidatas ao Reino de Deus. Por vocação, realizará o sonho de Deus que tem o nome de unidade! Buscará a plena unidade na Igreja, a comunhão de todos os cristãos, a fraternidade entre as pessoas das várias religiões e a união de todas as pessoas de boa vontade, para a transformação de todas as realidades humanas, segundo os desígnios de Deus. Será a pessoa que convoca e não dispersa, enxerga a semente do Verbo de Deus plantada no coração de todos, fazendo com que seus braços e seu coração, escancarados pela caridade, sejam, em nome de Deus, portas abertas!

Dom Alberto Taveira Corrêa

POR AMOR, REZE ROSÁRIO

É preciso que todos nós sejamos atletas de Cristo. O atleta de Cristo é treinado pela oração. É rezando, rezando e rezando, que criamos fôlego e nos tornamos os atletas do Senhor. A vitória é para os atletas. Os moles não vão conseguir nada.

Você que é “recata” e que precisa da presença de Nossa Senhora para “recatar” os seus, garanta-a [recata] por meio da oração. Para você ter fôlego na oração reze o rosário todos os dias. Essa é a segunda pedrinha: o rosário todos os dias! Se você não conseguir logo de início, não se preocupe! Comece com o terço. Reze o terço! Em pouco tempo estará rezando dois terços... E depois o rosário. Será bonito você andar com passos decididos e é isso o que Deus quer. Por amor de Deus, por amor de você e por amor dos seus, reze o rosário todos os

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

(Trecho extraído do livro “Maria, a mulher de Gênesis ao Apocalipse” de monsenhor Jonas Abib).

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

UMA SÓ COISA É NECESSARIA

Os discípulos de Jesus são chamados a fazer suas escolha 

“Senhor, dono das panelas e marmitas, não posso ser a santa que medita aos vossos pés. Não posso bordar toalhas para o vosso altar. Então, que eu seja santa ao pé do fogão. Que o teu amor esquente a chama que eu acendi e faça calar minha vontade de gemer a minha miséria. Eu tenho as mãos de Marta, mas quero também ter a alma de Maria. Quando eu lavar o chão, lava, Senhor, os meus pecados. Quando eu puser na mesa a comida, come também, Senhor, junto conosco. É ao meu Senhor que sirvo, servindo minha família”.
Encontrei essa oração de uma camponesa de Madagascar, que nos abre a compreensão de uma bela página do Evangelho (cf. Lc 10, 38-42), da qual emergem preciosas lições para o nosso cotidiano.
Os discípulos de Jesus são chamados a fazer suas escolhas, provocados em sua liberdade. Os que foram chamados pelo Senhor tinham feito sua primeira experiência missionária, da qual retornam repletos de alegria e são contagiados pela exultação de Cristo, que louva o Pai do Céu (cf. Lc 10, 21-24). Em seguida, aprendem os dois mandamentos principais do amor a Deus e ao próximo, acolhendo o impulso missionário que os fará próximos daqueles dos quais se aproximarem (cf. Lc 10, 25-37), unindo a oração e a contemplação no episódio da casa de Marta, Maria e Lázaro. Enfim, a série de lições se completa com o ensinamento sobre a oração e a entrega do “Pai nosso”, a ser levado pela vida afora como um verdadeiro tesouro (cf. Lc 11, 1-13).
De Marta e Maria já se falou muito. E a figura daquela que se encontra acocorada aos pés de Jesus para ouvir Sua Palavra tornou-se até uma carta magna da vida monástica e eremítica, consagrada à oração e à meditação da Palavra de Deus. Mas a página do Evangelho de Marta e Maria não foi escrita só para monges, tendo em vista que não existiam ainda! Ela foi escrita para todos os discípulos de Jesus de todos os tempos.
Jesus, que recomenda reconhecer Sua presença nos irmãos a quem servimos, não reprova o serviço prestado por Marta. Chama sua atenção porque não se ocupa do necessário serviço, mas se “pré-ocupa”, porque é uma pessoa agitada. Jesus deseja ver-nos curados do ativismo, não da atividade justa e necessária! Mas em nosso tempo, reconheçamos logo, a agitação não é tanto escolhida, mas praticamente imposta pelo ritmo frenético do dia a dia. Basta ver o estresse a que são submissas tantas pessoas que passam horas e horas no trânsito, às quais se ajunta o tempo dedicado ao trabalho. Entende-se, assim, o desejo de recolher-se em locais mais tranquilos, fazendo com que o final de semana traga consigo o esvaziamento das cidades, com levas de pessoas que buscam refúgio, numa forma, quem sabe secularizada, de contemplação!
O equilíbrio é ideal a ser alcançado à custa de muito esforço, tarefa a ser assumida ao longo da vida. Dentro da agitação da Marta do Evangelho encontra-se uma virtude, tantas vezes esquecida, a hospitalidade. “Não vos esqueçais da hospitalidade, pela qual algumas pessoas, sem o saberem, hospedaram anjos” (Hb 13, 2). A Carta aos Hebreus se referia ao importante episódio de Abraão recebendo hóspedes ilustres, portadores da promessa da posteridade (cf. Gn 18, 1-10). Marta, modelo da hospitalidade, mesmo agitada, é santa, que a Igreja celebra a cada ano no dia 29 de julho. Dela acolhemos o convite para praticar essa virtude, para abrir corações que, por sua vez, abram portas!
Vale receber as pessoas em nossa casa, valorizar os momentos gratuitos de convivência. Vale a atenção, quem sabe muito rápida, mas intensa, com a qual saudamos as pessoas que estão ao nosso lado num meio de transporte público ou nas ruas e vielas, elevadores e corredores da vida. É hospitalidade o "bom dia" e o sorriso no início do trabalho. Hospitalidade é capacidade de ouvir, dar atenção, perder tempo.
Hospitalidade é a Santa Missa de domingo, bem preparada e vivida em nossas paróquias, na qual as pessoas se restauram com a Palavra e o Pão da Vida. Hospitalidade é a oportuna Pastoral da Acolhida, hoje implantada, em tantos lugares, muitas vezes, exercida pelas “guardas” existentes na maioria de nossas paróquias. Hospitalidade é ter igrejas de portas abertas, para os peregrinos do cotidiano, sedentos de silêncio e recolhimento. Hospitalidade é olhar, abraço e carinho, Marta e Maria, irmãs e santas, sinais de um relacionamento mais profundo, no qual Céu e terra se encontram.

Dom Alberto Taveira Corrêa

AGORA NÃO É TEMPO DE MEDO , MAS DE LUTA !

A Palavra de Deus nos afirma que o “Reino de Deus está próximo”. Teremos Céus Novos e uma Terra Nova e, por isso também, uma humanidade nova, um mundo novo...

Agora não é tempo de medo, mas de luta! Luta para que possamos estar – com nossa família toda – onde o Senhor nos espera: em Céus Novos e uma Terra Nova. Você não pode decepcionar a Deus, que está esperando por você. Continue lutando pela fidelidade a Ele e àquela pessoa a quem Deus uniu você em matrimônio.

Deus quis unir à família da Trindade uma família humana: a de Jesus, Maria e José! Jesus pertence à família do Pai e do Espírito Santo, ou seja, pertence à família divina, mas ao mesmo tempo quis pertencer a uma família humana: a família de Nazaré.

Deus quer também as nossas famílias, seguindo os caminhos da Sagrada Família, venham a participar da maravilhosa Família d'El

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova