sábado, 5 de março de 2011

DEUS NÃO QUER QUE SOFRAMOS


O Senhor nos olha com grande misericórdia e amor. Ele sabe que somos um povo sofrido, pisado por satanás como se fôssemos barro. Ele sabe que o inimigo de Deus tem nos submetido ao seu trabalho infame e sujo.

Talvez, exatamente por sermos tão pisados por ele, pensamos que a vida seja assim mesmo, sem alegria de sentir o amor de Deus, sempre com a sensação de sermos rejeitados, esquecidos e marginalizados, julgados, acusados e condenados. Habituamo-nos de tal forma a essa vida de miséria espiritual que isso parece ser algo normal.

O maligno só ressalta o que é negativo e põe perante nossos olhos os erros, a sujeira, as infidelidades, os pecados, fazendo com que nos afundemos na lama de um passado irreal e inexistente. Ele faz questão de agir assim.

Mas o Senhor se compadece de Seus filhos e não quer que soframos dessa forma. Jesus está em nosso meio se condoendo da nossa situação. Não se trata de ter dó, e sim de sentir a nossa dor sim de sentir a nossa dor.
Monsenhor Jonas Abib

DEUS NOS PÔS NESTE MUNDO PARA AMAR


Deus nos pôs neste mundo para amar. Ele nos colocou aqui para implantar nesta terra a civilização do amor.
Por todos os lados vemos as marcas de um cruel desamor que nos escandaliza: “Afinal de contas, Deus não é amor? Por que a humanidade está nesta terrível situação de desamor?”
A grande resposta é esta: Jesus já fez Sua parte. Antes, porém, de voltar ao Pai, Ele nos deu uma missão muito concreta:
“Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. Ide, pois; de todas as nações fazei discípulos, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a guardar tudo o que vos ordenei. Quanto a mim, eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos tempos” (Mt 28,18-20).
Em outras palavras, Jesus Cristo passou o bastão para nós. Agora é nossa vez de ir e fazer discípulos em toda a parte, “ensinando-os a guardar tudo o que vos ordenei”
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

O PECADO NÓS VENCEMOS QUANDO AGIMOS COMO FILHOS DE DEUS

 
Nada passa despercebido do olhar de Deus. Todos os elementos obedecem à Sua santa vontade.
Meus irmãos, nós somos obras das mãos do Senhor, somos a imagem d'Ele, uma criação especial e específica de tudo o que Ele criou. O homem não foi criado para ser apenas vida nesta terra, mas para ser um ser vivente, ou seja, que vai além desta terra. Por isso a ressurreição acontece para todos nós, de tão especial que somos para Deus.
Nós saímos das mãos de Deus, temos a marca d'Ele em nós. Em nosso pequenino planeta está o homem, tão pequenino, tão frágil para Deus ter tanto cuidado, gastar tanto tempo com ele, desejá-lo como a mãe deseja o filho de seu ventre. O autor sagrado, no livro de Isaías, diz: "Pode uma mulher esquecer-se daquele que amamenta? Não ter ternura pelo fruto de suas entranhas? E mesmo que ela o esquecesse, eu não te esqueceria nunca" (Isaías 49,15).
Deus nos ama como somos. Neste momento de nossa vida, com tudo o que estamos vivendo, precisamos nos perguntar o que o Senhor quer de nós. É bom que nos façamos essa pergunta e nos convençamos de que Ele quer que sejamos inteiramente d'Ele, nos decidamos por Ele e O acolhamos como único Senhor.
É interessante ouvirmos testemunhos de pessoas que foram “ao fundo do poço”. Por isso, a decisão por Jesus precisa ser radical, tem de ser da raiz do nosso ser. Por que ainda somos indecisos diante da profissão de fé? Por que resistir tanto? Por que lutar para obedecer a Deus se isso vai ser sua restauração, a cura plena, uma nova criatura? Deus nos criou para a salvação!
Precisamos ouvir o Senhor, pois apenas Sua Palavra nos traz a salvação. Este é o nosso destino: estar profunda e intimamente ligados a Deus Pai, pois só n'Ele conseguimos realizar, neste mundo, as obras que temos de realizar. Tudo deve estar sob o olhar d'Ele. Como esposo, como esposa ou como patrão é nossa obrigação conduzir tudo para aquilo que o Senhor quer.
O nosso pecado não complica apenas nossa vida, mas a do irmão, que está ao lado, pois o diabo quer que todos estejam na mesma condição.
Meus irmãos, ninguém se cansa do que é bom e não há como nos fartarmos das coisas boas que Deus nos dá. Se você quer a salvação, seja fiel até o fim, porque é pela perseverança que você será salvo. Jesus foi fiel até o fim, perseverante até a morte na cruz.
O pecado nós vencemos quando agimos como filhos de Deus, evitando o mal. Salvemos o nosso irmão, morramos na fidelidade a Deus para salvar a nós e a nossos irmãos. Não duvidemos da Palavra do Senhor, pois ela é irrevogável. Ele conhece o nosso coração.
O mundo quer manipular as pessoas, a nossa liberdade, a nossa identidade. Há meios que querem nos descaracterizar como pessoas.
A quem você quer servir: aos homens ou a Deus? Amar a Deus sobre todas as coisas é o Primeiro Mandamento. Nós viemos de Deus e para Ele temos de voltar.

sexta-feira, 4 de março de 2011

CRISES EXISTENCIAIS

Você pode enfrentar seus problemas!

Todos passamos por crises existenciais durante toda a vida. É comum ouvirmos falar sobre a crise relacionada às fases da vida: crise da juventude, da pré-adolescência, do idoso, dos 40 anos, dos 7 anos de casamento, e tantas outras.

Muitos podem fazer a seguinte pergunta: "O que fazer, então, com essa crise?"

Podemos perceber, em nossos relacionamentos, aquele amigo ou parente que, por vezes, insiste em permanecer num ciclo de repetição e de dependência do processo de crise, como se isso fosse uma forma de vida.

Crise é a palavra que nos leva a pensar numa atitude de mudança. Uma empresa em crise precisa tomar atitudes para pagar contas, aumentar sua produção, ou qualquer outra decisão que ajude a superar aquele tempo. Se fizermos uma comparação, nós também podemos funcionar dessa forma diante de uma crise pessoal.

Pergunte-se:

Quais saídas eu tenho?
Com quem posso contar?
Eu fiz uma análise racional dos comportamentos e atitudes que estou tendo diante da vida?
Coloquei na balança os prós e os contras daquilo que estou fazendo ou deixando de fazer comigo e com as pessoas que me cercam?

Quando destaco a "análise racional" quero dizer que precisamos fazer uma análise real das situações, sem nossos melindres ou nossas defesas. Acho muito importante ressaltar que, muitas vezes, nos colocamos no papel de vítimas das situações, como se não pudéssemos sair delas ou o mundo precisasse mudar para que nós fôssemos felizes.

Um exemplo: estou fazendo um tratamento médico e, por fim, o médico diz que estou curada, que não mais precisarei de remédios. Fico muito chateada com esse profissional, pois não acredito na cura e continuo a desejar os remédios e até mesmo duvido dele. Será que realmente o médico está errado ou nossa necessidade é a atenção que recebíamos enquanto estávamos doentes e agora não a teremos mais (pelo menos nessa área)? O que pode nos causar mais medo nessa fase é que voltaremos a ser "pessoas normais", que "voltaremos para o mundo" e, por vezes, nos apoiamos numa dependência que nem sempre é sadia, ou seja, uma dependência que faz parte da insegurança e sensação de abandono.

Nossas dependências afetivas são uma grande fonte de crise em nossa existência, mas a vida é feita de períodos de mudança e transformação. Para lidar com isso precisamos amadurecer nossas emoções, controlar nossos pensamentos e impulsos (muitas vezes, impulsos destrutivos em nossos relacionamentos), o que pode levar algum tempo.

É um processo que pode provocar certo sofrimento, isso é verdade, porém, a sensação de superar, de vencer, de ultrapassar os limites e de fechar ciclos, certamente, será muito mais benéfica e trará aprendizados valiosos para cada pessoa que resolver fazer essa escolha.

Sempre é tempo de fazer uma revisão de vida, estabelecer metas concretas em busca da resolução das nossas crises, com fé e perseverança.

Elaine Ribeiro

NÃO VÁ PELOS ATALHOS , OS OBSTÁCULOS NOS FAZEM CRESCER

A Palavra meditada hoje está em Salmo 125, 1-5:
1. Quem confia no Senhor é como o monte Sião: não vacila, está firme para sempre.
2. § Os montes rodeiam Jerusalém: assim o Senhor está em redor do seu povo desde agora e para sempre.
3. Ele não deixará que o cetro dos ímpios domine sobre a posse dos justos, para que os justos não estendam a mão para fazer o mal. 4. § Dá, Senhor, felicidade aos bons e aos retos de coração.
5. Mas quanto aos que se desviam por suas trilhas tortas, o Senhor os elimine junto com os malfeitores. Paz sobre Israel!
Quem põe sua confiança no Senhor não vacila! Deus não deixará que a pessoa má domine a pessoa de bem nunca! O Senhor não vai permitir que, por causa da ganância de alguém, você seja prejudicado. Confie no Pai!
Quando estamos dentro da situação não conseguimos enxergar. Mas Deus garante que, mesmo com os sentimentos de desconfiança, desespero, desistência sentidos por você, Ele não vai abandoná-lo. O Senhor não vai deixá-lo fazer o mal para se libertar de quem faz mal a você.
O mundo não é dos espertos que pegam atalhos, como nós ouvimos por aí. Passar na frente é queimar etapas, é deixar de viver. Não podemos pular etapas porque lá na frente sentiremos essa escolha.
Deus ilumina o nosso caminho, hoje, para nos mostrar que não há nada de sábio em pular as etapas do caminho. Elas nos preparam para as coisas que acontecerão no futuro. Os obstáculos da vida nos fazem crescer.
Nossos braços cansados serão fortalecidos, fiquemos firmes no Senhor! Se o Pai do céu cuida das aves e dos passarinhos, você acha que Ele não cuidará de você? Até os fios de cabelo de sua cabeça estão contados. Só Deus pode amar deste jeito. E se há tanto amor, por que se preocupar? Por que buscar atalhos?
Há pessoas que escolheram caminhos tortuosos e se afastaram da fonte de energia humana, que é Deus. É como um celular. Precisamos da bateria para que ele funcione. Coloque sua vida nas mãos do Pai para experimentar o verdadeiro amor.
Nem as pequenas e grandes provas têm o poder de tirar a nossa paz. Quem confia no Senhor, mesmo que dê um tropeção, vai se levantar. Tudo passa, meus irmãos. Confie nisto: tudo passa, até mesmo essa dor que você sente agora. A vida passa muito rapidamente para você se abalar com suas mágoas. Quando agimos assim, é como se morrêssemos para tudo de bom que ainda nos resta.
Não deixe que ninguém tire o gosto da sua vida! Não fique com espírito de vingança, levante a cabeça e recomece, se for preciso. As preocupações com o dinheiro, com o tempo que passa, com o medo de perder as pessoas só atrapalham a nossa vida. Os que verdadeiramente confiam no Senhor ficam firmes e não se abalam. Nem a tristeza nem as reclamações vão nos dar a paz da qual só Deus é capaz. Expulse do seu coração tudo que pode afastá-lo do Senhor. Amém!
Márcio Mendes
Missionário da Comunidade Canção Nova

QUERER E PEDIR O ESPIRITO SANTO

O que é preciso para respirar? O ar já está aí! Só você pode fazer isso, ninguém pode respirar por você. E na hora em que você está respirando, o ar que o envolve também penetra em seu ser. Esse respirar é querer e pedir. Você quer e, então, aspira o ar, que penetra em seus pulmões.
Espiritualmente ocorre a mesma coisa: você quer verdadeiramente e pede: “Vinde, Espírito Santo!” E quando você quer e pede verdadeiramente, o Espírito Santo já está rodeando você, e Ele penetra, vai ao fundo do seu ser... Então, você é imerso no rio profundo, que é o Espírito Santo de Deus.
Mesmo quem já vive da presença do Paráclito, precisa pedir para ser mais e mais mergulhado no rio profundo de Pentecostes, para ser ungido por Ele
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 3 de março de 2011

A CASA SOBRE A ROCHA

Muitas pessoas estão em busca de alternativas mais sadias

Descobrir os caminhos para a maravilhosa aventura cristã no meio do mundo é contínua provocação positiva que desejamos acolher juntos. O Cristianismo é e será sempre resposta às mais profundas inquietações do coração humano, a ser oferecida a todas as gerações através da palavra e do testemunho dos cristãos. Numa quadra da vida do mundo marcada por tantas mudanças, vale a pena ir ao encontro das perguntas feitas pelas gerações atuais, especialmente dos jovens, cujas atitudes e comportamento nos deixam desconcertados.
Há no ar um desejo de respostas objetivas às interrogações das pessoas. Com gente altamente questionadora, os raciocínios detalhados e detalhistas não conseguem ir ao cerne das questões e ao coração. Ao lado e dentro da necessária objetividade, a verdade, especialmente quando incomoda, corresponde ao desejo mais profundo do coração humano. Nas lides pastorais, ouvi recentemente um jovem reagindo à exposição dos ensinamentos da Igreja a respeito da castidade: "Ainda que nem sempre consigamos praticar o que ouvimos, dentro de nós sabemos ser este o caminho da felicidade". Mais cedo ou mais tarde, ressoa clara a voz da consciência, grito do Espírito Santo de Deus dentro de cada ser humano.
Em tempo de carnaval, vale notar que a festa em si poderia ser vivida como grande ocasião de confraternização. Entretanto, o que se assiste por aí tem quase nada de cultura, zero de qualidade musical e muito de iniciação irresponsável dos adolescentes na vida sexual, aos quais os preservativos distribuídos a rodo dizem apenas que, desde que não peguem doenças ou gerem filhos, todo o resto é lícito! Muitos preferem ficar em casa, outros tantos vão a sítios e chácaras em encontros de família. E não é raro encontrar também nas famílias o excesso de bebidas e outras drogas. A vida entendida como uma esponja destinada a absorver todas as satisfações possíveis! O resultado é um terrível vazio, reduzindo a Quarta-feira de Cinzas, que olha para a Páscoa e não para o carnaval, a um desagradável fenômeno chamado "ressaca".
Muitas pessoas estão em busca de alternativas mais sadias, como quem decide participar de retiros ou encontros de formação durante esse período [carnaval]. Sábia decisão que rompe a cadeia do ócio e do vício. Mas o mais importante é a sadia inquietação que o próprio Espírito Santo planta no interior do coração humano, suscitando a busca de algo mais consistente. Construir o edifício da vida sobre a base de tanta superficialidade resulta em tristeza e falta de rumo.
Então, o que fazer? Desfraldar a bandeira e começar uma guerra contra festas e vícios, considerando-nos bastiões de resistência num mundo hostil, condenando os que se divertem pelos pares da vida e fechando-nos em atitudes anacrônicas? Constato que tais atitudes não constroem a nova casa para os seres humanos que Deus criou com tanto amor. Há outra estrada, proposta aos cristãos e por eles a tantas pessoas de boa vontade, feita de fidelidade cotidiana à palavra do Evangelho. Com ele, aprenderemos a escutar as razões mais profundas e acolher as inquietações dos outros. Estes encontrarão em nós uma reserva de humanidade que jorra como fonte de água viva. Brotará um inquebrantável compromisso com a verdade e a retidão, no qual o primeiro passo será sempre de quem descobriu a pérola do Reino de Deus. Vendo pessoas que amam a vida e dela desfrutam sem destruí-la, esta mesma vida suscitará perguntas mais profundas e provocará uma mudança. Como fez com Seus primeiros discípulos, o Senhor Jesus não pedirá ao Pai que sejam tirados do mundo, mas preservados do mal
Quando muda a alma, as pessoas buscarão uma vida mais saudável, pois por fora e com imposições, não se transformam os corações. Muitas vezes, escorregando pela ribanceira abaixo, olha-se para o alto, onde uma nova cidade, chamada Jerusalém celeste, já antecipa seus sinais e suas estruturas. Maior do que o peso da árdua subida será a alegria do Céu que desce à terra todas as vezes em que o Evangelho é vivido. O desafio entregue à nossa geração é viver de tal modo que a vida cristã atraia mais do que todas as propagandas do mundo inteiro!
Dom Alberto Taveira Corrêa