Muitas pessoas, quando usam as redes sociais, não colocam seu verdadeiro perfil, porque não se aceitam como são. Isso também aconteceu com Eva, que não se aceitava como era, por isso, cedeu ao pecado. Ela queria ser como Deus, conhecedora de todas as coisas.
Os demônios se tornaram maus por sua própria iniciativa, porque rejeitaram o Senhor. Eles foram criados anjos por Deus, angelicais, espíritos perfeitos, mas desobedeceram e rejeitaram a glória de Deus. E a palavra de São João Damasceno diz: “Não existe perdão para eles depois da queda”. Foi uma decisão definitiva.
Eva não aceitou a vontade de Deus para a vida dela. O Todo-poderoso tinha feito um jardim para ela, onde havia a perfeição, a graça do Senhor, mas o pecado envolve Adão e Eva e os leva a experimentar a ausência da casa do Senhor.
Você tem aceitado e acolhido a vontade de Deus para sua vida? Você tem se aceitado e acolhido o que o Senhor tem planejado para sua vida? Se você não o tem aceitado, tome cuidado, porque você pode sofrer a tentação do maligno.
Nós precisamos acolher o projeto de salvação de Deus para nós. O Senhor tem uma esperança, um futuro, um projeto de felicidade para cada um de nós. Satanás não é capaz de impedir a edificação do Reino de Deus.
Em Lucas vemos a grande diferença entre Eva e a Virgem Maria. O anjo foi até Nossa Senhora para declarar como ela é conhecida no céu: "a cheia de graça", em honra a Nosso Senhor Jesus Cristo. “Ave, cheia de graça!”. Daí vemos a aceitação de Maria; na sua condição humana, ela se aceita como criatura, é humilde, não quer ser como Deus. Sabe qual a maior arma da Virgem Maria para vencer o diabo? A humildade. Seja humilde, reconheça-se depende da graça de Deus. Em plena consciência de sua condição de criatura, diante daquela grande revelação, ela diz: “Seja feito em mim segundo a Sua vontade”.
Tínhamos ficado órfãos desde a queda de Eva, que não aceitou os planos de Deus. Mas em Maria, por sua entrega, Deus nos dá nossa Mãe.
Neste tempo em que vivemos, temos de ter consciência de que o inimigo tem trabalhado para que sejamos contrários aos planos de Deus Pai.
Os homens querem abolir o Cristianismo, querem nos levar a negar Jesus Cristo, a negar a doutrina da Igreja, a Palavra revelada. Mas não podemos aceitar isso. Não podemos aceitar tudo que vá contra a verdade e a moral.
Não podemos negar o que vem do princípio, uma verdade de fé. A Santíssima Virgem Maria nos ensina a obedecer, a sermos humildes. Sei que isso não é fácil, mas temos de nos submeter ao Criador. Aquilo que é moralmente incorreto, não pode ser politicamente correto.
“Se existe mal no mundo é devido ao cansaço dos bons”, disse Pio XII. A Palavra de Deus precisa gerar em nós a novidade, a vida nova, a decisão. Precisamos estar imbuídos da servidão a Deus, sem medo.
Você é filho de Maria, dessa mulher cheia da graça, que se colocou, incondicionalmente, a serviço daquilo que ela não compreendia.
Quem perseverar até o fim será salvo. É hora de ultrapassarmos o nosso comodismo espiritual.
Padre Roger
quinta-feira, 5 de maio de 2011
O PASSAPORTE PARA SE CHEGAR AO CÉU
Quem você faz feliz e sorri com a sua presença?
Para chegar ao céu precisamos de um passaporte e depois de um visto. Qual é o passaporte para chegar ao céu? O passaporte é o documento para se chegar e sair dos países, e o passaporte para entrar no céu é acreditar na misericórdia de Deus. Muita gente não acredita no amor de Deus, que é exagerado e vai além do nosso entendimento.
Existe uma história que diz que um homem muito bom chegou ao céu; ele era um homem de devoção, tocava no coro da igreja. Por isso, quando ele bateu à porta, ele já tinha certeza de que iria para o céu, então São Pedro lhe disse: "Vamos ver se você, com seus pontos, entra no céu". E aí o jovem disse tudo aquilo que havia feito na terra que o fez acumular pontos: "Eu ia à Santa Missa todos os domingos, pagava os impostos, lia a Palavra de Deus semanalmente, cantava no coro, fazia caridade". Com tudo que disse ele completou 14 pontos, mas para entrar no céu precisava de 1.000 pontos. E ele afirmou: "Então vou precisar da misericórdia de Deus", e imediatamente São Pedro disse que ele já havia alcançado os 1.000 pontos, pois ele se reconheceu necessitado da misericórdia divina.
Não temos pontos para nos salvar, mas a misericórdia de Deus nos salva, acredite em Jesus como sinal do amor de Deus.
No Antigo Testamento se as pessoas cumprissem a lei seriam salvas, se não a cumprissem não eram salvas, mas no Novo Testamento para ser salvo é preciso acreditar em Cristo, que é a prova do amor de Deus.
Mas para chegar ao céu não basta apenas ter passaporte, é preciso ter visto, e para ter o visto é preciso responder duas perguntas: "Você foi feliz na terra?" E a segunda pergunta é: "Você fez feliz alguém na terra?" Ao menos uma pessoa?
Para entrar no céu é simples, depende de você. Quem você faz feliz? Quem sorri com a sua presença?
Imagine-se adentrando no céu e São Pedro lhe perguntando: "Você tem passaporte? Tem visto?" É proibido estar triste, podemos sofrer, mas é preciso ser feliz mesmo assim. O sinal dos cristãos não é a tristeza, mas a esperança em meio à provação, não podemos levar o peso da cruz, mas o poder da cruz.
Ainda é tempo de conseguir o "passaporte" e o "visto" para o céu, aproveite o tempo e os adquira sendo feliz neste tempo.
Não temos pontos para nos salvar, mas a misericórdia de Deus nos salva, acredite em Jesus como sinal do amor de Deus.
No Antigo Testamento se as pessoas cumprissem a lei seriam salvas, se não a cumprissem não eram salvas, mas no Novo Testamento para ser salvo é preciso acreditar em Cristo, que é a prova do amor de Deus.
Mas para chegar ao céu não basta apenas ter passaporte, é preciso ter visto, e para ter o visto é preciso responder duas perguntas: "Você foi feliz na terra?" E a segunda pergunta é: "Você fez feliz alguém na terra?" Ao menos uma pessoa?
Para entrar no céu é simples, depende de você. Quem você faz feliz? Quem sorri com a sua presença?
Imagine-se adentrando no céu e São Pedro lhe perguntando: "Você tem passaporte? Tem visto?" É proibido estar triste, podemos sofrer, mas é preciso ser feliz mesmo assim. O sinal dos cristãos não é a tristeza, mas a esperança em meio à provação, não podemos levar o peso da cruz, mas o poder da cruz.
Ainda é tempo de conseguir o "passaporte" e o "visto" para o céu, aproveite o tempo e os adquira sendo feliz neste tempo.
Prado Flores
PRONUNCIE A PALAVRA DE DEUS
O Espírito Santo é o sopro da boca do Pai que nos dá a vida: “Quando incutir em vós o meu espírito para que revivais, quando vos estabelecer em vossa terra, sabereis que eu, o Senhor, digo e faço – oráculo do Senhor” (Ez 37,14).
Essa é a obra do Espírito Santo: ressuscitar, tirar do pó aquilo que está sem vida. “E, se o Espírito daquele que ressuscitou Cristo dentre os mortos habita em vós, aquele que ressuscitou Cristo dentre os mortos vivificará também vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que habita em vós.” (Rm 8,11)
O Espírito Santo, enviado pelo Pai, ressuscitou Jesus dentre os mortos. Jesus que, por causa dos nossos pecados, jazia no sepulcro. O Senhor quer colocar em nós esse mesmo Espírito. Na situação em que vivemos, com grandes ou pequenos problemas, situações que nos amarram, que nos desanimam, arrastando-nos como mortos. O Espírito Santo que ressuscitou Jesus dos mortos nos ressuscitará!
Tenha a certeza de que “Teus mortos reviverão”: seu casamento, sua família e todos os seus entes queridos ressuscitarão. Mas é preciso que você pronuncie a Palavra de Deus. O Senhor está investindo o mesmo Espírito que ressuscitou Jesus dentre os mortos.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
Essa é a obra do Espírito Santo: ressuscitar, tirar do pó aquilo que está sem vida. “E, se o Espírito daquele que ressuscitou Cristo dentre os mortos habita em vós, aquele que ressuscitou Cristo dentre os mortos vivificará também vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que habita em vós.” (Rm 8,11)
O Espírito Santo, enviado pelo Pai, ressuscitou Jesus dentre os mortos. Jesus que, por causa dos nossos pecados, jazia no sepulcro. O Senhor quer colocar em nós esse mesmo Espírito. Na situação em que vivemos, com grandes ou pequenos problemas, situações que nos amarram, que nos desanimam, arrastando-nos como mortos. O Espírito Santo que ressuscitou Jesus dos mortos nos ressuscitará!
Tenha a certeza de que “Teus mortos reviverão”: seu casamento, sua família e todos os seus entes queridos ressuscitarão. Mas é preciso que você pronuncie a Palavra de Deus. O Senhor está investindo o mesmo Espírito que ressuscitou Jesus dentre os mortos.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
SER FILHO DA MISERICÓRDIA DE DEUS
Quantas vezes, em nossa vida, criamos repulsas por nós mesmos por causa de nossos pecados! A consequência dos pecados, dos erros, não é o tempo que o erro dura, mas o que ele vai gerando dentro de nós. Você não tem o direito de viver como um miserável, porque você não o é. Nós não podemos nos transformar nos erros cometidos
Nada nesta vida pode me emocionar mais do que o coração de Jesus. Pensar que Ele amava como amou, olhar para o jeito como Ele olhava o mundo, como Ele via a miséria humana e tudo aquilo que era feio, triste e desagradável. Essa Canção Nova está cheia, porque todos nós necessitamos ouvir, todos os dias, que Deus nos ama, nos quer bem, que Ele não se cansa de nós. A Canção Nova está repleta de gente, porque todos nós, que experimentamos a miséria, sabemos como é duro viver, como facilmente caímos nas desgraças, como é fácil tornarmos nossa vida um inferno. E a porta da nossa destruição é justamente o momento em que deixamos de nos querer bem. É por isso que a Igreja se preocupa em gritar em alto e bom som que a Deus nos ama. Deus ama você! Apesar da nossa miséria, essa notícia não muda. É maravilhoso pensar que o movimento do Criador é fazer com que a Sua criatura O perceba, O conheça. A grande graça de Deus é olhar para você e não achar que você é multidão.
Eu não sei quando foi o seu encontro com Jesus; não sei se você O conheceu por meio das histórias que sua mãe lhe contava dEle ou se você escutou que Ele realizava milagres; eu não sei qual foi o caminho que você andou até encontrar a imagem de Jesus Misericordioso nem o que Ele significa para você. Mas eu sei o que essa imagem significa para o Pai.
Ninguém pode compreender o amor senão através de outra pessoa, pois o amor nós não aprendemos na faculdade com conceitos e teorias. Por isso o Pai fez questão de nos enviar Alguém que ama, um homem responsável, porque conhece a lei. Jesus é um bom judeu, não relativiza a religião, não é um homem que fala bobagens , porque foi bem preparado, foi um menino bem educado, porque Deus fez questão de colocá-Lo como filho de uma mãe que sabia ser mãe. Ele não é um medroso, um mentiroso. É um homem terno, que gosta da vida, gosta tanto dela que é mostrado indo a festas, conversando com amigos. É um homem que não tem preconceitos. Ele foi capaz de ir a lugares inusitados, sentar com pecadores, conversar com miseráveisAs autoridades da época achavam um absurdo o que Jesus Cristo fazia. Jesus tinha um coração cheio de amor, e quem ama de verdade não tem medo de encontrar as pessoas, não tem medo de encontrar os miseráveis. Sabe por que não gostamos de estar diante de um miserável? Porque quando estamos diante dele, nos deparamos também com as nossas misérias.
Jesus foi um homem complexo. Um homem capaz de olhar a aparência e nela não se prender, pois sabia que por trás de uma aparência de repulsa havia um coração necessitado de Deus. Ele se sentava com os leprosos e prostitutas. Ele as convencia de que a vida podia ser nova e diferente. Ele não teve medo de confundir as pessoas mostrando-se tão humano.
Como posso acreditar que um Deus se deixa ser crucificado? Como acreditar num Deus que se senta para comer com quem não vale nada? Como acreditar num Deus aparentemente tão contraditório, tão cheio de paradoxos? Não sei como o Pai entrou em sua vida e lhe apresentou Jesus, mas hoje eu vivo a Festa da Misericórdia com tanta emoção que posso lhe dizer que foi assim que eu o conheci e aprendi que podemos segui-Lo sendo divinos e sendo homens.
Hoje, posso dizer que sou filho da Misericórdia, porque o Deus que eu conheci não é um deus de fachada, de hipocrisia, mas este Jesus da festa de hoje, que tem essa sedutora face e que diz com tanta coragem, por meio de Santa Faustina, à alma fraca e pecadora: “Não tenha medo de se aproximar de mim, pois mesmo que seus pecados fossem como todos os grãos de areia do universo, seria nada em meio à imensidão de meu amor”.
Foi para isso que eu me tornei padre, para retirar o seu medo de se aproximar dEle, para ajudá-lo a jogar fora o “câncer espiritual” que cresce dento de você, alimentado pelo autodesprezo que o pecado coloca dentro de você.
Se Deus amava aqueles que aparentemente não valiam nada, aqueles que eram causa de escândalos, Ele pode amar a mim e a você também. Não há nada que não possa ser curado pela misericórdia de Jesus.Sabe porque, muitas vezes, desistimos? Porque nos falta religião para nos apoiar. Quando você, na lida do seu dia a dia, precisa redescobrir o seu valor como pessoa, enfrentar as picuinhas da sua alma, as suas mentiras, quando precisa olhar no espelho e ver suas vergonhas, só o que lhe resta é dizer-se: “Deus me ama”.
“Deus me ama” é o contexto de uma vida inteira. O Senhor ama você, porque, antes, Ele amou Lázaro, amou Maria Madalena, Pedro, amou Judas. Deus amou Adão, amou Eva. Ele é misericórdia e por isso eu posso lhe dizer: ninguém o ama como Deus.
Eu, como sacerdote que sou, não tenho o direito, pela condição que me foi colocada, de dizer que você é um caso perdido, pois ao dizer isso, eu estou contradizendo o que, com a misericórdia, eu aprendi, porque eu também posso ser considerado um caso perdido.
A misericórdia nunca vai lhe dizer que você é um caso perdido. Jesus, ao amar, corrige, impõe limites, por isso não se assuste se a misericórdia de Deus lhe for dura. Quanto mais nós amamos uma pessoa, mais queremos colocá-la no equilíbrio. No coração misericordioso de Jesus ainda existe lugar para você.
Se nós acreditarmos, verdadeiramente, que no coração de Deus tem sempre um lugar para nós, vamos mudar as nossas condutas, porque isso é precioso demais.
O anúncio do Evangelho é para nos ajudar a escolher pela vida. Quer saber se você está no caminho certo? É só saber se você está conseguindo dormir bem, colocar a sua cabeça no travesseiro, satisfeito com a ser humano que você é.
Os raios da imagem de Jesus Misericordioso é direcionado para o chão, porque é onde estão as nossas misérias humanas. E eu prefiro, muito mais, ter minhas misérias aos pés de Jesus, do que minhas vitórias no rabo de diabo.
A pior vaidade que podemos experimentar na vida é a espiritual, daqueles que experimentaram o amor de Deus e se sentem melhor do que aqueles que ainda não passaram por essa experiência. Na cruz, humilhado, mostrando na sua indigência humana, foi o único lugar em que Jesus esteve acima de nós.
A Festa da Misericórdia nos lembra que a nossa família precisa ser a casa da misericórdia, a casa do abraço.
“Senhor, quero ser o instrumento da sua misericórdia. Retire, Senhor, de nosso meio, o ódio, a competição; e coloca o dom de amar, para que sejamos uma célula do seu amor a transformar o mundo, a sociedade.” Coragem! A misericórdia é para você. Faça do seu coração um lugar de amor.
Padre Fábio de Melo
Nada nesta vida pode me emocionar mais do que o coração de Jesus. Pensar que Ele amava como amou, olhar para o jeito como Ele olhava o mundo, como Ele via a miséria humana e tudo aquilo que era feio, triste e desagradável. Essa Canção Nova está cheia, porque todos nós necessitamos ouvir, todos os dias, que Deus nos ama, nos quer bem, que Ele não se cansa de nós. A Canção Nova está repleta de gente, porque todos nós, que experimentamos a miséria, sabemos como é duro viver, como facilmente caímos nas desgraças, como é fácil tornarmos nossa vida um inferno. E a porta da nossa destruição é justamente o momento em que deixamos de nos querer bem. É por isso que a Igreja se preocupa em gritar em alto e bom som que a Deus nos ama. Deus ama você! Apesar da nossa miséria, essa notícia não muda. É maravilhoso pensar que o movimento do Criador é fazer com que a Sua criatura O perceba, O conheça. A grande graça de Deus é olhar para você e não achar que você é multidão.
Eu não sei quando foi o seu encontro com Jesus; não sei se você O conheceu por meio das histórias que sua mãe lhe contava dEle ou se você escutou que Ele realizava milagres; eu não sei qual foi o caminho que você andou até encontrar a imagem de Jesus Misericordioso nem o que Ele significa para você. Mas eu sei o que essa imagem significa para o Pai.
Ninguém pode compreender o amor senão através de outra pessoa, pois o amor nós não aprendemos na faculdade com conceitos e teorias. Por isso o Pai fez questão de nos enviar Alguém que ama, um homem responsável, porque conhece a lei. Jesus é um bom judeu, não relativiza a religião, não é um homem que fala bobagens , porque foi bem preparado, foi um menino bem educado, porque Deus fez questão de colocá-Lo como filho de uma mãe que sabia ser mãe. Ele não é um medroso, um mentiroso. É um homem terno, que gosta da vida, gosta tanto dela que é mostrado indo a festas, conversando com amigos. É um homem que não tem preconceitos. Ele foi capaz de ir a lugares inusitados, sentar com pecadores, conversar com miseráveisAs autoridades da época achavam um absurdo o que Jesus Cristo fazia. Jesus tinha um coração cheio de amor, e quem ama de verdade não tem medo de encontrar as pessoas, não tem medo de encontrar os miseráveis. Sabe por que não gostamos de estar diante de um miserável? Porque quando estamos diante dele, nos deparamos também com as nossas misérias.
Jesus foi um homem complexo. Um homem capaz de olhar a aparência e nela não se prender, pois sabia que por trás de uma aparência de repulsa havia um coração necessitado de Deus. Ele se sentava com os leprosos e prostitutas. Ele as convencia de que a vida podia ser nova e diferente. Ele não teve medo de confundir as pessoas mostrando-se tão humano.
Como posso acreditar que um Deus se deixa ser crucificado? Como acreditar num Deus que se senta para comer com quem não vale nada? Como acreditar num Deus aparentemente tão contraditório, tão cheio de paradoxos? Não sei como o Pai entrou em sua vida e lhe apresentou Jesus, mas hoje eu vivo a Festa da Misericórdia com tanta emoção que posso lhe dizer que foi assim que eu o conheci e aprendi que podemos segui-Lo sendo divinos e sendo homens.
Hoje, posso dizer que sou filho da Misericórdia, porque o Deus que eu conheci não é um deus de fachada, de hipocrisia, mas este Jesus da festa de hoje, que tem essa sedutora face e que diz com tanta coragem, por meio de Santa Faustina, à alma fraca e pecadora: “Não tenha medo de se aproximar de mim, pois mesmo que seus pecados fossem como todos os grãos de areia do universo, seria nada em meio à imensidão de meu amor”.
Foi para isso que eu me tornei padre, para retirar o seu medo de se aproximar dEle, para ajudá-lo a jogar fora o “câncer espiritual” que cresce dento de você, alimentado pelo autodesprezo que o pecado coloca dentro de você.
Se Deus amava aqueles que aparentemente não valiam nada, aqueles que eram causa de escândalos, Ele pode amar a mim e a você também. Não há nada que não possa ser curado pela misericórdia de Jesus.Sabe porque, muitas vezes, desistimos? Porque nos falta religião para nos apoiar. Quando você, na lida do seu dia a dia, precisa redescobrir o seu valor como pessoa, enfrentar as picuinhas da sua alma, as suas mentiras, quando precisa olhar no espelho e ver suas vergonhas, só o que lhe resta é dizer-se: “Deus me ama”.
“Deus me ama” é o contexto de uma vida inteira. O Senhor ama você, porque, antes, Ele amou Lázaro, amou Maria Madalena, Pedro, amou Judas. Deus amou Adão, amou Eva. Ele é misericórdia e por isso eu posso lhe dizer: ninguém o ama como Deus.
Eu, como sacerdote que sou, não tenho o direito, pela condição que me foi colocada, de dizer que você é um caso perdido, pois ao dizer isso, eu estou contradizendo o que, com a misericórdia, eu aprendi, porque eu também posso ser considerado um caso perdido.
A misericórdia nunca vai lhe dizer que você é um caso perdido. Jesus, ao amar, corrige, impõe limites, por isso não se assuste se a misericórdia de Deus lhe for dura. Quanto mais nós amamos uma pessoa, mais queremos colocá-la no equilíbrio. No coração misericordioso de Jesus ainda existe lugar para você.
Se nós acreditarmos, verdadeiramente, que no coração de Deus tem sempre um lugar para nós, vamos mudar as nossas condutas, porque isso é precioso demais.
O anúncio do Evangelho é para nos ajudar a escolher pela vida. Quer saber se você está no caminho certo? É só saber se você está conseguindo dormir bem, colocar a sua cabeça no travesseiro, satisfeito com a ser humano que você é.
Os raios da imagem de Jesus Misericordioso é direcionado para o chão, porque é onde estão as nossas misérias humanas. E eu prefiro, muito mais, ter minhas misérias aos pés de Jesus, do que minhas vitórias no rabo de diabo.
A pior vaidade que podemos experimentar na vida é a espiritual, daqueles que experimentaram o amor de Deus e se sentem melhor do que aqueles que ainda não passaram por essa experiência. Na cruz, humilhado, mostrando na sua indigência humana, foi o único lugar em que Jesus esteve acima de nós.
A Festa da Misericórdia nos lembra que a nossa família precisa ser a casa da misericórdia, a casa do abraço.
“Senhor, quero ser o instrumento da sua misericórdia. Retire, Senhor, de nosso meio, o ódio, a competição; e coloca o dom de amar, para que sejamos uma célula do seu amor a transformar o mundo, a sociedade.” Coragem! A misericórdia é para você. Faça do seu coração um lugar de amor.
Padre Fábio de Melo
quarta-feira, 4 de maio de 2011
MAIO : MÊS DE MARIA
É um convite para voltarmos nosso olhar a esta Mãe
As referências dos Evangelhos e do Atos dos Apóstolos a Maria, Mãe de Jesus, apesar de poucas, deixam ver muito desta privilegiada criatura, escolhida para tão alta missão. São Paulo, na Carta aos Gálatas (4,4), dá a entender claramente que, no pensamento divino de nos enviar o Seu Filho, quando os tempos estivessem maduros, uma Mulher era predestinada a no-Lo dar. Para que se compreenda a presença da Virgem Maria nesta predestinação divina, a Igreja, na festa de 8 de dezembro, aplica à Mãe de Deus aquilo que o livro dos Provérbios (8, 22) diz da sabedoria eterna: "Os abismos não existiam e eu já tinha sido concebida. Nem fontes das águas haviam brotado nem as montanhas se tinham solidificado e eu já fora gerada. Quando se firmavam os céus e se traçava a abóboda por sobre os abismos, lá eu estava junto dele e era seu encanto todos os dias". Era, pois, a predestinada nos planos divinos.
Para se perceber melhor o perfil materno de Nossa Senhora, três passagens bíblicas podem esclarecer isso. A primeira é a das Bodas de Caná, que realça a intercessora. Quando percebeu – o olhar feminino que tudo vê e tudo observa – estar faltando vinho, sussurra no ouvido do Filho sua preocupação e obtém, quase sem pedir, apenas sugerindo, o milagre da transformação da água em generoso vinho. Ela é, de fato, a mãe que se interessa pelos filhos de Deus que são seus filhos.
Outra passagem do Evangelho esclarecedora da personalidade de Maria é a que nos mostra seu silêncio e sua humildade. O anjo a encontra na quietude de sua casa, rezando, para dizer-lhe que fora escolhida por Deus para dar ao mundo o Emanuel, o Salvador. Ela se assusta com a mensagem celeste, porque, na sua humildade, nunca poderia ter pensado em ser escolhida do Altíssimo. Acolhe assim, por vontade divina, a palavra do mensageiro, silenciosamente, sem dizer, nem sequer ao noivo, José, o que nela se realizava. Deus tem o direito de escolher e por isso ela diz apenas o generoso “sim” que a tornou Mãe de Deus.
O terceiro traço de Maria-Mãe é sua corajosa atitude diante do sofrimento. Ao apresentar o seu Jesus no templo, ouve a assustadora profecia do velho Simeão: “Uma espada de dor transpassará a tua alma”. Pouco mais tarde, estreitando ao peito o Menino Jesus, deve fugir para o Egito com o esposo, para que a crueldade de Herodes não atingisse a Criança que – pensava ele, Herodes – lhe poderia roubar o trono. Quando seu Filho tem doze anos, desencontra-se dele e, ao achá-Lo após três dias, queixa-se amorosamente: “Por que fizeste isto? Eu e teu pai te procurávamos, aflitos”. Sua coragem se confirma na Paixão e Crucifixão de Jesus. De pé, ali no Calvário, sofre e associa-se ao sacrifício do Redentor. É a mulher forte, a mãe corajosa e firme, a quem a dor não derruba. De fato, a espada de Simeão lhe atravessara a alma e o coração. É a Senhora das Dores.
Maio, mês dedicado a Nossa Senhora, pela piedade cristã, é um convite para voltarmos nosso olhar a esta Mãe querida para pedir-lhe que abra as mãos maternas em bênção de carinho sobre nossos passos nesta difícil escalada da Jerusalém celeste.
Dom Benedicto de Ulhoa Vieira
Arcebispo Emérito de Uberaba - MG
Arcebispo Emérito de Uberaba - MG
UM GIGANTE DE DEUS
João Paulo II venceu as conveniências para viver sua missão
O Papa João Paulo II será beatificado neste mês de maio, mês dedicado a Virgem Maria, a quem ele tanto amou, mês também do seu nascimento. Ele se empenhou em muitas frentes para anunciar o Evangelho numa época conflitiva. O “breve século vinte”, de fato, foi um século de conflitos e mudanças substanciais. Seriam várias as virtudes e dons que poderíamos ressaltar na personalidade e atuação desse grande homem de Deus. Eu ressalto aqui o que me pareceu uma marca sólida de sua personalidade: a busca da santidade. O Pontífice polonês resgatou para a Igreja e o mundo a busca da santidade como vocação dos fiéis cristãos.
Em torno dessa busca pela santidade ele pautou sua visão de Igreja: escola de comunhão dos santos; sua doutrina social: santidade como justiça. A partir do conceito de santidade ele defendeu os direitos de Deus e os direitos dos homens. Vislumbrou a santidade como meta teológica e antropológica, como realização plena do ser humano e consequentemente da criação. Por isso não se pode estranhar que se clamasse durante seu funeral: santo súbito!
Nunca talvez, tanta gente tenha tido tanta oportunidade de entrar em contato com um Papa como se teve com João Paulo II. Sua primeira viagem ao Brasil (1980) foi marcada de emoção. Pôde-se ouvi-lo, então, dizer abertamente tantas palavras que gostaríamos de dizer, mas a Ditadura Militar vigente não permitia. Visitou os presos da Papuda em Brasília (DF), a Favela do Vidigal no Rio e em São Paulo encontrou os trabalhadores.
Hoje parece fácil clamar pela justiça e o direito em nome da dignidade humana, maltratada por uma sociedade rica, porém, injusta. Mas "nos anos de chumbo" desse período de repressão não o era. João Paulo II venceu o protocolo, as conveniências e tudo o mais, para exercer sua missão de anunciar o Evangelho da paz, fruto da justiça. Teve coragem! Aliás, uma de suas características sempre foi a fé com coragem, que fez dele um profeta do conturbado século XX.
Viveu no século de duas guerras terríveis e da queda do totalitarismo comunista, ao qual ele ajudou a derrubar. Teve coragem também ao protestar contra a guerra movida pelo império norte-americano contra o Iraque. Em nome de Deus ele levantou sua voz também contra o neoliberalismo, o qual promove uma globalização sem solidariedade e uma multidão incontável de excluídos.
Talvez pareça exagerada a comoção quando de seu desaparecimento. Como se costuma dizer: morreu o rei, viva o rei ou rei morto, rei posto. Isso não fez sentido em relação a esse Papa. Ninguém é insubstituível, mas ninguém é igual. E ele fazia bem ao mundo com a sua proposta de santidade, defesa dos direitos de Deus e dos homens, do clamor pela preservação da vida, pela paz. Ele se fazia ouvir até mesmo pelos que não gostavam dele, por isso tentaram assassiná-lo. Foi uma liderança sólida em um mundo carente de líderes verdadeiros.
Não podemos esquecer também, em âmbito interno da Igreja, que ela é apostólica. A Tradição nos ensina que a missão apostólica precede a comunidade e a constitui. A apostolicidade fundamenta a existência da comunidade, porque os primeiros missionários, com mandato direto de Jesus, foram os apóstolos. Entre eles Pedro é o principal. E João Paulo II foi sucessor de Pedro na Sé de Roma, a qual preside na caridade e confirma na fé. Neste espírito de fé e caridade ele foi pranteado à luz do círio pascal. E hoje no tempo pascal a Igreja se alegra, proclamando a sua ressurreição ao beatificá-lo: "Quem com Cristo sofre com Ele será glorificado".
Quando alguém morre nossos julgamentos se tornam mais coerentes e corretos sobre o morto. Isso porque em vida vemos atos isolados. Mas na morte de alguém vemos o conjunto de sua vida. Deixamos de examinar o "varejo" para examinar o "atacado". À medida que o tempo passa a grandeza vai aparecendo com mais força. Com João Paulo II foi assim. A história já lhe rende homenagens justas e merecidas. Quem poderá esquecer a grandeza desse Sumo Pontífice, que ousou pedir perdão pelos erros do passado da Igreja, o que foi um dos pontos altos das comemorações do jubileu do ano 2000? Ele provou que a humildade é a virtude dos fortes e dos que têm uma mente sadia, capaz de promover a reconciliação e a paz por meio do perdão. Sem perdão, a justiça será sempre uma maneira de vingança em todas as circunstâncias.
Em uma sociedade moderna ou pós-moderna, mas desencantada, porque percebe que a morte de Deus, tão propalada, acarreta, de certa forma, a morte da pessoa humana, a fortaleza e a alegria de viver de João Paulo II deixaram saudade. Ele era um semeador de esperança.
Na Igreja dos primeiros séculos se dizia que o bispo, sucessor dos apóstolos, exerce seu serviço em nome de Jesus, porque recebe o ofício de embaixador que vem da parte de Deus (cf. São João Crisóstomo in Com. Ad Col. 3,5). Nas vezes em que pude encontrá-lo e falar com ele, me impressionou a profundidade de seu olhar, parecia ver com os olhos de Deus. Mais que nenhum outro bispo João Paulo II foi embaixador de Deus no final do século passado e no início deste novo milênio. Por isso não o esquecemos e a Igreja confirma o dom que Deus lhe deu: a santidade, da qual o mundo sempre teve fome.Dom Pedro Carlos Cipolini
Bispo Diocesano de Amparo - SP
Bispo Diocesano de Amparo - SP
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