domingo, 17 de julho de 2011

NOSSA SENHORA DO CARMO

Nossa Senhora do Carmo Ao olharmos para a história da Igreja encontramos uma linda página marcada pelos homens de Deus, mas também pela dor, fervor e amor à Virgem Mãe de Deus: é a história da Ordem dos Carmelitas, da qual testemunha o cardeal Piazza: "O Carmo existe para Maria e Maria é tudo para o Carmelo, na sua origem e na sua história, na sua vida de lutas e de triunfos, na sua vida interior e espiritual".
Carmelo (em hebraico, "carmo" significa vinha; e "elo" significa senhor; portanto, "Vinha do Senhor"): este nome nos aponta para a famosa montanha que fica na Palestina, donde o profeta Elias e o sucessor Elizeu fizeram história com Deus e com Nossa Senhora, que foi pré-figurada pelo primeiro numa pequena nuvem (cf. I Rs 18,20-45). Estes profetas foram "participantes" da Obra Carmelita, que só vingou devido à intervenção de Maria, pois a parte dos monges do Carmelo que sobreviveram (século XII) da perseguição dos muçulmanos, chegaram fugidos na Europa e elegeram São Simão Stock como seu superior geral; este, por sua vez, estava no dia 16 de julho intercedendo com o Terço, quando Nossa Senhora apareceu com um escapulário na mão e disse-lhe: "Recebe, meu filho, este escapulário da tua Ordem, que será o penhor do privilégio que eu alcancei para ti e para todos os filhos do Carmo. Todo o que morrer com este escapulário será preservado do fogo eterno".
Vários Papas promoveram o uso do escapulário e Pio XII chegou a escrever: "Devemos colocar em primeiro lugar a devoção do escapulário de Nossa Senhora do Carmo - e ainda - escapulário não é 'carta-branca' para pecar; é uma 'lembrança' para viver de maneira cristã, e assim, alcançar a graça duma boa morte". Neste dia de Nossa Senhora do Carmo, não há como não falar da história dos Carmelitas e do escapulário, pois onde estão os filhos aí está a amorosa Mãe.
Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

O PERDÃO

Perdoar passa pelo coração e depois pela inteligência
O perdão começa sempre em nosso coração.Passa depois pela nossa inteligência. É uma decisão! Depois de concebido no coração e gestado no pensamento, ele [perdão] ganha vida por uma decisão irreversível e explícita. Enquanto não perdoamos, perpetuamos a falsa ideia de que a vingança e o ódio podem ser remédios para curar nossa dor, a vingança parece ser mais justa do que o perdão. Mas é só na hora. A longo prazo suas consequências serão terríveis e cruéis.
O perdão afeta o presente e o futuro, mas não pode mexer no passado. Não adianta nada querer sonhar com o passado melhor ou diferente. O passado foi o que foi. Não há o que fazer para mudá-lo. Podemos e devemos assimilá-lo e aprender o que ele tem a nos ensinar. Mais do que isso é impossível.
A esperança por um passado melhor é uma ilusão do encardido [demônio]. Ele é o grande especialista em passado. Jesus, ao contrário, nunca fez nenhuma pergunta sobre o passado de nunhuma pessoa. Ele nunca fez uma regressão ao passado com ninguém. Nem mesmo com aqueles que tinham sérios problemas afetivos e até sexuais. Parece estranho que o Senhor não tenha realizado uma sessão de cura interior das etapas cronológicas com Maria Madalena, Maria de Betânia, a Samaritana, Zaqueu, Pedro, Tiago e João, Judas e tantos outros que, por suas atitudes, demonstraram carregar sérios problemas oriundos da infância e mesmo na gestação.
Cristo não retomava o passado porque sabia que a única coisa que podemos fazer em relação ao passado é enxergá-lo de um jeito novo e aprender com o que ele tem a nos ensinar. Mas isso se faz vivendo intensamente o presente e projetando o futuro. Jesus foi o grande mestre do perdão. Ele nos mostra que o perdão não acontece de uma hora para outra e nem pode ser uma tentativa de abafar ou simplesmente ignorar essa dor. O perdão é um processo profundo, repetido tantas vezes quantas forem necessárias no nosso íntimo. A pressa é inimiga do perdão!
O perdão nos ensina a nos relacionar, de modo maduro, com o passado. Não é um puro esquecimento dos fatos, nem sua condenação. Não é a colocação de panos quentes e muito menos a tentativa de amenizar os acontecimentos. Perdoar é ser realista o suficiente para começar a ver o passado com os olhos do presente, voltados para o futuro.
Quem não perdoa não consegue se libertar das garras, interiores e exteriores, daquele que o machucou. Mesmo que seja necessário se afastar, temporária ou definitivamente, dessa pessoa, só podemos fazê-lo num clima de perdão.
Antes de colocar para fora do nosso coração alguém que nos machucou é preciso perdoá-lo. Sem perdão, essa pessoa vai permanecer ocupando um espaço precioso de nossa vida e continuará tendo um poder terrível sobre nós.
Do livro "Gotas de cura interior".
Padre Leo, SCJ

MOSTRE SUA VERDADEIRA FÉ DIANTE DOS DESAFIOS

O vento contrário que Pedro sentiu durante a caminhada sobre as águas pode ser qualquer problema que você enfrenta hoje na vida. Só você pode identificá-lo e lutar contra ele. Esse vento pode ser uma doença, um problema amoroso ou até mesmo uma situação financeira difícil. O problema pode ser tão grande o que faz duvidar de que Deus será capaz de tirá-lo de lá.
Nesse momento, cometemos o mesmo erro que Pedro cometeu ao duvidar de Jesus e fraquejar em nossa fé diante de Deus.
Devemos nos lançar no "mar" cegamente, amparados pela fé que mantemos em Deus e no amor que Ele, como Pai misericordioso, tem por nós. Um pai bondoso e amoroso jamais deixaria algo de mau acontecer com seu filho.
Agarre-se nas palavras do Senhor. Tenha certeza de que por maior que o desafio pareça ser, as recompensas por enfrená-lo ao lado de Cristo serão inúmeras e maravilhosas.
Pedro foi o discípulo que mais amou Jesus, por esse amor era capaz de fazer qualquer coisa por Ele, mas, mesmo assim, diante da adversidade, ele fraquejou em sua fé e colocou à prova o poder de Cristo.
É comum termos medo e receio do que é desconhecido. Muitas vezes, nos vemos diante de novos desafios, coisas que nem ao menos sabemos por onde começar a batalha.
Nessas horas devemos, mais do que nunca, nos agarrar a Deus e a Seus ensinamentos, pois só Ele é capaz de mudar nossas vidas. O Todo-poderoso é capaz de nos tirar do mais profundo abismo e nos elevar ao pico mais alto.
Nossa fé é testada todos os dias. Cabe a nós escolhermos se estamos dispostos a trilhar o caminho, independentemente das dificuldades, ao lado de Deus, sem contestá-Lo ou duvidar de nossa fé. Se estamos fadados ao fracasso, baseados em incertezas e tomados pelo medo dos desafios que nos são impostos, é hora de acreditarmos que há um Deus que nos ama e quer nosso bem! Um Pai que busca tirar o melhor e fazer com que nós, Seus filhos, cresçamos, para que assim estejamos prontos para enfrentar todos os desafios impostos pela vida. Confirmemos agora nossa fé e, dessa forma, estaremos prontos para nossa jornada.

Alexandre Oliveira
Missionário da Comunidade Canção Nova

sábado, 16 de julho de 2011


ESCUTAR A PALAVRA DE DEUS

A grande questão é saber discernir a voz de Deus
Na parábola do semeador Jesus mostrou como há diversas maneiras de se receber a Palavra de Deus, a qual Ele compara com uma semente. Segundo Santo Agostinho, "escutar a Palavra de Deus é como se alimentar de Cristo". Ele explica que há duas mesas na Igreja: a mesa da Eucaristia e a mesa da Palavra. Com isso ele patenteava que a Palavra de Deus é um alimento espiritual. Quem bem se nutria dessa refeição santificadora era a Santíssima Virgem Maria, a irmã de Marta e Lázaro, elogiada por Jesus pelo fato de O escutar atentamente, deixando todos os outros afazeres. Aliás, o próprio Cristo aconselharia: “Procurai, antes de tudo o reino de Deus e tudo mais vos será dado em acréscimo” (Mt 6,33).
Portanto, estar atento à Palavra constitui a melhor parte da vida do batizado. Ao deixar Deus entrar na mente pela Sua Palavra, meditando-a profundamente e fazendo dela a força e o sustentáculo de cada instante o cristão age menos pela emoção, mas solidificado em profundas raízes espirituais. Isso porque há então uma conexão admirável dos esforços humanos com o pensamento divino e se colhe um fruto tanto mais saboroso quanto maior for a docilidade em acatar as inspirações celestes advindas da Palavra.
A grande questão é saber discernir a voz de Deus da voz humana. Ele fala a cada um de maneira diferente. Faz ressoar a Sua Palavra por meio de outras pessoas; por meio dos acontecimentos tão repletos dos gestos divinos; das provações de cada hora; mas, sobretudo, é claro, pela Escritura Sagrada ouvida na Liturgia, que é o lugar privilegiado no qual Deus se faz ouvir; e, ainda, na conversa pessoal com Ele numa leitura bíblica individual.
Tanto isso é verdade que a mesma passagem da Bíblia cada vez que é refletida traz novas mensagens para a alma de acordo com suas necessidades naquele momento. O citado Santo Agostinho lia e relia muitas vezes certos trechos bíblicos para que pudesse entender o que Deus lhe queria comunicar.
Quem assim procede percebe a reciprocidade da parte do Espírito Santo que exige uma persistência em querer discernir Sua luz, que ilumina, guia e salva. Desenvolve-se, desta maneira, uma amizade pessoal com Deus, a capacidade de perceber as minúcias de Seus recados, que, muitas vezes, parecem interpelações que cumpre sejam analisadas. Elas dizem a respeito a nós mesmos, aos que estão em nosso derredor e à nossa relação com Ele.
Por tudo isso cumpre que se viva na presença de Deus Pai, que quer falar a cada um a cada instante num colóquio repleto de luzes, mas tantas vezes exigente, provocador, requerendo sempre um esforço maior em busca da própria santificação e da do próximo. Com efeito, o ato de escutar a Palavra que gera a fé é não só a escuta da palavra escrita, mas também a escuta da palavra interior pronunciada pelo Espírito Santo no íntimo da consciência.
Isto supõe evidentemente empenho existencial que envolva todas as potencialidades humanas, uma vez que o Todo-poderoso age em cada um e com cada um.
No Evangelho Cristo compara a Sua Palavra a uma semente que produz mais ou menos abundantemente de acordo com a qualidade do terreno. Esta Palavra, segundo a Carta aos Hebreus, é como a “espada de dois gumes” que “penetra até dividir alma e espírito, junturas e medulas. Ela julga as disposições e as intenções do coração” (Hb 4,12). Eis por que sempre que ouvida com humildade ela é transformante, operando uma cristificação radical, por isso é necessário sempre a atitude de Maria, que disse ao Anjo: “Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38).
O efeito da Palavra de Deus depende, assim, do empenho de cada um sempre aberto ao diálogo com o Criador. É preciso deixar que a Palavra se apodere inteiramente do coração que vai assim ao encontro com as Pessoas Divinas, ou seja, ao diálogo inefável da dileção profunda na qual se responde sinceramente a Deus, que fala e que exige uma atitude obediencial. Por este acatamento é que a alma se torna terra boa, produzindo fruto cem por um!
Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho

ABRA SEU CORAÇÃO E RECEBA O ESPÍRITO SANTO

Infelizmente, muitos cristãos e pessoas da Igreja serão surpreendidos pela vinda do Filho do Homem. Essa não é a vontade do Senhor, pois Ele gostaria que todos estivessem preparados, que tivessem não somente suas "lamparinas cheias de óleo", mas também "óleo" de reserva. Digo sem receio: somos poucos pregando muito pouco sobre a Sua vinda. Se pregamos mais é porque, infelizmente, outros não o estão fazendo.
Ainda há muito trabalho e anúncio a se fazer, uma vez que o dia do Senhor se aproxima. Ele está mais próximo hoje que no ano passado. E o tempo voa.
O momento de receber a graça do derramamento do Espírito é agora. E isso vale para todos! Precisamos estar cheios do Espírito Santo e devemos levá-Lo aos outros. Hoje, mais do que nunca, é fácil levá-Lo [Espírito Santo] aos demais. É como acender uma vela apagada encostando-a em uma acesa.
Se alguém da sua família, infelizmente, está longe de Deus, ou pior ainda, se estiver no pecado, no vício, no adultério, tal pessoa precisa do derramamento do Espírito Santo! Não basta que sejam bons, precisam estar repletos do Espírito.
Deus nos transforma por meio do batismo no Espírito Santo. Esta é a graça da qual necessitamos! Se você ainda não a recebeu, abra o coração para ser batizado e submerso n'Ele!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

sexta-feira, 15 de julho de 2011

NÓS PRECISAMOS SER LIVRES COMO JESUS

“Ninguém tira a minha vida, eu a dou por mim mesmo” (Jo 10, 18a).
Nós precisamos ser livres como Jesus, ter a coluna vertebral firme, para vivermos a nossa liberdade com responsabilidade e discernimento, comprometidos com o nosso caminho de conversão, com as pessoas com as quais convivemos e com todas as pessoas que Deus puser na nossa vida.
Como pessoas livres precisamos ter as rédeas da nossa vida nas mãos, de forma a não ficarmos de um lado para o outro sem saber para onde ir, ao sabor da onda, simplesmente conduzidos por tudo o que nos falam.
Deixemo-nos conduzir por Jesus, o Bom Pastor, porque Ele é o nosso único e verdadeiro Pastor e, como Suas ovelhas, precisamos ouvir a voz d’Ele e segui-Lo.
Senhor Jesus, Bom Pastor, queremos hoje e sempre ser conduzidos por Sua voz, para não nos desviarmos do verdadeiro caminho.
Jesus, eu confio em Vós
Luzia Santiago