segunda-feira, 15 de agosto de 2011
MEDO DE DEUS
Nossa história é parecida com as aventuras dos heróis da fé
“Qual é o teu nome? – Moisés! O que pedes à Igreja de Deus? – A fé! E esta fé, o que te dará? – A vida eterna!” Assim começou a Celebração Eucarística em que um jovem estudante de vinte e um anos recebeu o Batismo, a Crisma e a Primeira Eucaristia. São os Sacramentos da Iniciação Cristã. Na mesma ocasião, seu irmão Henrique foi crismado.
A Assembléia litúrgica era composta de adultos, jovens e uma centena de crianças, que participavam do Festival das Crianças promovido pela Comunidade Sementes do Verbo em Icoaraci, nesta nossa Arquidiocese de Belém. O sorriso e a firmeza com que ouvi estas respostas iniciais do Rito que presidi com alegria me fizeram refletir sobre o nosso contato e o nosso trato com Deus.
O candidato à iniciação cristã ouviu a Palavra de Deus e antes do Batismo renunciou ao pecado, à divisão e ao demônio. Mergulhado na piscina batismal, dali saiu homem novo, foi ungido com o dom do Espírito Santo e admitido pela primeira vez à Ceia Eucarística. O sorriso continuava resplandecente, como, aliás, posso testemunhar nas muitas semelhantes celebrações a que presidi. Não havia tristeza, constrangimento, receio ou medo de Deus.
Quem pede o Batismo não o faz para que alguém controle a sua vida, cerceando seus impulsos em busca de liberdade. Querer ser e viver como cristão eleva a alma humana, faz ser melhor e ser mais livre! Não somos, diante de pessoas que têm outras convicções, homens e mulheres complexados, como se o pensar e o viver mundano fossem melhores. Não há nada mais digno na existência do que fazer a oblação livre da própria liberdade diante de Deus. Vale recordar a palavra de Jesus: “Se permanecerdes em minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8, 31-32).
A Sagrada Escritura reflete o aprendizado de muitas gerações no contato com Deus, superando o medo diante da presença sagrada, que atrai e provoca muitas vezes estupor. Moisés, na montanha sagrada, iniciou seu caminho de intimidade com Deus. Mas começou tirando as sandálias numa terra santa, deu desculpas quando chamado à missão, enfrentou e superou as próprias inseguranças. Foi testemunha de grandes sinais e prodígios. No final, ficou o relacionamento pessoal: “O Senhor falava com Moisés face a face, como alguém que fala com seu amigo” (Ex 33,11). À morte, registra o Livro do Deuteronômio: “Nunca mais surgiu em Israel profeta semelhante a Moisés, com quem o Senhor tratasse face a face, nem quanto aos sinais e prodígios que o Senhor lhe mandou fazer no Egito, contra o Faraó, seus servidores e o país inteiro, nem quanto à mão poderosa e a tantos e tão terríveis prodígios que Moisés fez à vista de todo o Israel” (Dt 34, 10-12).
Elias, cujo ministério representa todo o profetismo do Antigo Testamento, também passou pelo aprendizado do contato com Deus. Vento impetuoso, terremoto, fogo, brisa suave. É diante da brisa leve que ele cobriu o rosto com o manto, saiu e pôs-se à entrada da gruta (cf. I Rs 19,9.11-13). Deus não é encontrado na agitação interior ou exterior, mas quer ouvir e ser ouvido!
Os discípulos de Jesus (cf. Mt 14, 22-33) escutaram do Senhor palavras consoladoras: “Coragem! Sou eu! Não tenhais medo!” e Pedro, tão parecido conosco, é chamado fraco na fé para se tornar rocha! Aprendeu a viver e deu sua vida por Jesus.Nossa história é parecida com as aventuras dos heróis da fé. Não nascemos heróis, mas podemos, com a graça de Deus, vencer as sombras interiores que nos apavoram. Não custa acender a luz! E a Palavra de Deus é luz para o nosso caminho! E muitas pessoas, ao nosso redor, estão suplicando que sejamos iluminados por Aquele que é Luz do mundo, quais luzeiros que transformam em dia claro as sendas que percorrem.
A Assembléia litúrgica era composta de adultos, jovens e uma centena de crianças, que participavam do Festival das Crianças promovido pela Comunidade Sementes do Verbo em Icoaraci, nesta nossa Arquidiocese de Belém. O sorriso e a firmeza com que ouvi estas respostas iniciais do Rito que presidi com alegria me fizeram refletir sobre o nosso contato e o nosso trato com Deus.
O candidato à iniciação cristã ouviu a Palavra de Deus e antes do Batismo renunciou ao pecado, à divisão e ao demônio. Mergulhado na piscina batismal, dali saiu homem novo, foi ungido com o dom do Espírito Santo e admitido pela primeira vez à Ceia Eucarística. O sorriso continuava resplandecente, como, aliás, posso testemunhar nas muitas semelhantes celebrações a que presidi. Não havia tristeza, constrangimento, receio ou medo de Deus.
Quem pede o Batismo não o faz para que alguém controle a sua vida, cerceando seus impulsos em busca de liberdade. Querer ser e viver como cristão eleva a alma humana, faz ser melhor e ser mais livre! Não somos, diante de pessoas que têm outras convicções, homens e mulheres complexados, como se o pensar e o viver mundano fossem melhores. Não há nada mais digno na existência do que fazer a oblação livre da própria liberdade diante de Deus. Vale recordar a palavra de Jesus: “Se permanecerdes em minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8, 31-32).
A Sagrada Escritura reflete o aprendizado de muitas gerações no contato com Deus, superando o medo diante da presença sagrada, que atrai e provoca muitas vezes estupor. Moisés, na montanha sagrada, iniciou seu caminho de intimidade com Deus. Mas começou tirando as sandálias numa terra santa, deu desculpas quando chamado à missão, enfrentou e superou as próprias inseguranças. Foi testemunha de grandes sinais e prodígios. No final, ficou o relacionamento pessoal: “O Senhor falava com Moisés face a face, como alguém que fala com seu amigo” (Ex 33,11). À morte, registra o Livro do Deuteronômio: “Nunca mais surgiu em Israel profeta semelhante a Moisés, com quem o Senhor tratasse face a face, nem quanto aos sinais e prodígios que o Senhor lhe mandou fazer no Egito, contra o Faraó, seus servidores e o país inteiro, nem quanto à mão poderosa e a tantos e tão terríveis prodígios que Moisés fez à vista de todo o Israel” (Dt 34, 10-12).
Elias, cujo ministério representa todo o profetismo do Antigo Testamento, também passou pelo aprendizado do contato com Deus. Vento impetuoso, terremoto, fogo, brisa suave. É diante da brisa leve que ele cobriu o rosto com o manto, saiu e pôs-se à entrada da gruta (cf. I Rs 19,9.11-13). Deus não é encontrado na agitação interior ou exterior, mas quer ouvir e ser ouvido!
Os discípulos de Jesus (cf. Mt 14, 22-33) escutaram do Senhor palavras consoladoras: “Coragem! Sou eu! Não tenhais medo!” e Pedro, tão parecido conosco, é chamado fraco na fé para se tornar rocha! Aprendeu a viver e deu sua vida por Jesus.Nossa história é parecida com as aventuras dos heróis da fé. Não nascemos heróis, mas podemos, com a graça de Deus, vencer as sombras interiores que nos apavoram. Não custa acender a luz! E a Palavra de Deus é luz para o nosso caminho! E muitas pessoas, ao nosso redor, estão suplicando que sejamos iluminados por Aquele que é Luz do mundo, quais luzeiros que transformam em dia claro as sendas que percorrem.
Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém - PA
Arcebispo de Belém - PA
COLIRIO DA VIDA
Quem vê somente o óbvio não enxerga
Um dos grandes segredos para um coração curado é aprender a enxergar a vida pelo ângulo correto. Ainda que os acontecimentos sejam difíceis, a chave para nossa felicidade está no modo como reagimos.
O desânimo que nos abate é muito mais fruto do modo como olhamos para os problemas do que dos problemas em si. Temos aqui dois grandes segredos: enxergar com os olhos do coração e mirar no alvo seguro apontado por Jesus.
O Senhor não tinha medo de se aproximar das pessoas. Permitia que elas O tocassem. Sentava-se com elas. Frequentava a casa até de pessoas de má fama. E se misturava com os pecadores e marginalizados. Sua opção pelos excluídos é um ensino espetacular de cura interior. Jesus enxergava a alma da pessoa. Por isso acreditava na capacidade de mudança. Só quem vê o que está escondido é capaz de projetar algo novo. Quem não vê além do óbvio não sonha!
Do mesmo jeito que a poeira atrapalha nossa visão, e de vez em quando é preciso pingar algumas gotas de colírio para limpar os olhos e tirar o ardume, os olhos do nosso coração precisam receber muitas gotas do colírio da vida, com o qual Jesus veio nos presentear pela graça da cura nterior.
“[...]desvencilhemo-nos das cadeias do pecado. Corramos com perseverança ao combate proposto, com o olhar fixo no autor e consumador de nossa fé, Jesus (…) e não vos deixeis abater pelo desânimo (Hb 12,1b.3).O desânimo que nos abate é muito mais fruto do modo como olhamos para os problemas do que dos problemas em si. Temos aqui dois grandes segredos: enxergar com os olhos do coração e mirar no alvo seguro apontado por Jesus.
Assim como um bom músico educa seu ouvido para perceber as pequenas vibrações dos acordes, precisamos educar nossos olhos e os olhos do nosso coração. Isso requer tempo e persistência. Para isso necessitamos de um bom mestre, tal como um aluno de artes plásticas necessita que seu professor lhe empreste os olhos para observar os detalhes de uma obra: cor, luz, sombra, profundidade, entre outros.
Nosso Mestre é Jesus! Sua postura é sempre de alguém que enxerga além do óbvio. Quem vê somente o óbvio não enxerga. Jesus manda olhar para as coisas, para as pessoas e para os acontecimentos de um jeito novo. Ele tem um olhar que vai além da convenção social. Por isso, enquanto todos viam uma prostituta, Ele enxergava uma discípula. Jesus não olhava a partir dos preconceitos. Ele estava sempre desarmado e ajudava as pessoas a se desarmarem.O Senhor não tinha medo de se aproximar das pessoas. Permitia que elas O tocassem. Sentava-se com elas. Frequentava a casa até de pessoas de má fama. E se misturava com os pecadores e marginalizados. Sua opção pelos excluídos é um ensino espetacular de cura interior. Jesus enxergava a alma da pessoa. Por isso acreditava na capacidade de mudança. Só quem vê o que está escondido é capaz de projetar algo novo. Quem não vê além do óbvio não sonha!
O colírio de vida, receitado e usado por Jesus, precisa ser empregado com muita frequência por todos aqueles que se encontram sedentos dessas gotas de cura interior.
(Extraído do livro: Gotas de cura interior).Padre Leo, SCJ
Fundador Comunidade Bethânia
Fundador Comunidade Bethânia
domingo, 14 de agosto de 2011
QUAL O MELHOR PAI DO MUNDO ?
Pai e filho devem ser presente um na vida do outro, fortalecendo laços de cumplicidade.
O dia a dia de um pai é corrido… Além de esposo e trabalhador, ele precisa ser pai.
Administrar casa, trabalho e família não é para qualquer um: é uma vocação, cheia de responsabilidades próprias. O que pensa o pai durante o seu dia tão exigente?
Na sociedade atual a prioridade está no sucesso profissional, porém nem sempre o homem como pai pode pensar nessa realização, ele acaba se privando de algumas possibilidades profissionais por conta da família. O que o motiva a voltar para casa e amanhã começar tudo de novo? Você que é pai consegue nos dizer onde está o seu “foco motivador diário”?
Nós conhecemos, e provavelmente você também deva conheçer, pais que desviam caminho para não chegar à sua própria casa. A casa é o último endereço onde ele quer estar. Um lugar que poderia ser ponto de apoio se torna o ponto das cobranças. Porque ele se cobra e os filhos juntamente com a esposa cobram o pai.
Mas também existe o outro lado…o lado do filho.
Você filho, como enxerga o seu pai?
Pai que paga contas, pai provedor, pai que trabalha bastante durante um bom período para conquistar bens e deixar herança, pai ditador, pai ausente…
É comum escutarmos que quando um jovem se revolta a culpa é do pai que é ausente… Falamos muito de jovens que se escondem nos vícios, nas “lan houses”, na companhia de amigos até altas horas para não encontrar com seu pai, muitas vezes alcoólatra, ou infiel à mãe ou com um trabalho que ele não ache digno. Filhos que também desviam o caminho de casa.O dia dos Pais é uma boa oportunidade para se reencontrarem e conversarem sobre o que esperam um do outro!Uma boa chance de não desviar o caminho de casa.
Quando pai e filho começam a compreender que ser pai não é acertar sempre e que cada filho é um aprendizado diferente, o relacionamento será fortalecido com o sentimento de cumplicidade.
Esse sentimento de cumplicidade entre pai e filho precisa ser exercitado, mesmo na grande corrida do dia a dia para que o mais importante não falte : a presença de um na vida do outro. Precisa ser recíproco porque estamos falando de relacionamento: ato ou efeito de relacionar, amizade, intimidade. Então fica claro: é necessário participação das duas partes.
Depois de tudo tente avaliar : Será mesmo que o pai do meu amigo é melhor que o meu?
Nós aqui podemos dizer aos os nossos pais : Você é o melhor pai do mundo!
O dia a dia de um pai é corrido… Além de esposo e trabalhador, ele precisa ser pai.
Administrar casa, trabalho e família não é para qualquer um: é uma vocação, cheia de responsabilidades próprias. O que pensa o pai durante o seu dia tão exigente?
Na sociedade atual a prioridade está no sucesso profissional, porém nem sempre o homem como pai pode pensar nessa realização, ele acaba se privando de algumas possibilidades profissionais por conta da família. O que o motiva a voltar para casa e amanhã começar tudo de novo? Você que é pai consegue nos dizer onde está o seu “foco motivador diário”?
Nós conhecemos, e provavelmente você também deva conheçer, pais que desviam caminho para não chegar à sua própria casa. A casa é o último endereço onde ele quer estar. Um lugar que poderia ser ponto de apoio se torna o ponto das cobranças. Porque ele se cobra e os filhos juntamente com a esposa cobram o pai.
Mas também existe o outro lado…o lado do filho.
Você filho, como enxerga o seu pai?
Pai que paga contas, pai provedor, pai que trabalha bastante durante um bom período para conquistar bens e deixar herança, pai ditador, pai ausente…
É comum escutarmos que quando um jovem se revolta a culpa é do pai que é ausente… Falamos muito de jovens que se escondem nos vícios, nas “lan houses”, na companhia de amigos até altas horas para não encontrar com seu pai, muitas vezes alcoólatra, ou infiel à mãe ou com um trabalho que ele não ache digno. Filhos que também desviam o caminho de casa.O dia dos Pais é uma boa oportunidade para se reencontrarem e conversarem sobre o que esperam um do outro!Uma boa chance de não desviar o caminho de casa.
Quando pai e filho começam a compreender que ser pai não é acertar sempre e que cada filho é um aprendizado diferente, o relacionamento será fortalecido com o sentimento de cumplicidade.
Esse sentimento de cumplicidade entre pai e filho precisa ser exercitado, mesmo na grande corrida do dia a dia para que o mais importante não falte : a presença de um na vida do outro. Precisa ser recíproco porque estamos falando de relacionamento: ato ou efeito de relacionar, amizade, intimidade. Então fica claro: é necessário participação das duas partes.
Depois de tudo tente avaliar : Será mesmo que o pai do meu amigo é melhor que o meu?
Nós aqui podemos dizer aos os nossos pais : Você é o melhor pai do mundo!
PAI É PRECISO QUE SEU FILHO SINTA QUE VOCE O AMA
Pai, você pai tem de provocar, tem de fazer coisas, tem de pedir a Deus a arte, a graça, de fazer com que os seus filhos sejam apaixonados por você. Você precisa! Não basta amar! É preciso que os seus filhos sintam que você os ama. Não basta "fazer coisas". É preciso que eles sintam que são amados.
Eu até digo para muitos pais e muitas mães: larguem de dar coisas! Larguem de "pensar no futuro", para dar mais coisas no futuro, e cada vez mais coisas no futuro. Larguem de dar coisas! Os seus filhos precisam de amor e de ser excitados para o amor. Não deem mais coisas! Não comprem mais os seus filhos. Não os "entuchem" mais lhes dando coisas, roupas, moto, carro... Isso não resolve! Eu repito: não resolve.

Mude. Mude radicalmente. Peça hoje, peça agora a Dom Bosco educador, a Nossa Senhora Auxiliadora, a mestra de Dom Bosco, peça a Jesus, o Mestre dos mestres, Aquele que disse: "Amai-vos uns aos outros", peça-Lhe um coração de educador, de educadora, um coração de pai, um coração de mãe. Porque, infelizmente, o mundo deformou o seu coração. Este mundo consumista ensinou a você e o levou (e os seus colegas o ajudaram nisso) a querer "comprar" os outros. Talvez você tenha sido uma pessoa comprada por outros. Fizeram isso com você: o compraram com coisas. Compraram você com as coisas que queria, mas também com as coisas que você não queria. E você viveu na base do consumo, por isso você vive um amor na base do consumo: dando coisas e tentando angariar amor agindo assim.
E, na verdade, eu lhe digo: esses filhos só fazem desaforo. Só dão ingratidão e decepção para nós. Filho que recebeu, recebeu e recebeu coisas, só dá "coice" no pai e na mãe! Quem muito recebe coisas devolve em forma de "coice"! O filho que muito recebe coisas só acaba devolvendo "coice"!
Se você pai, mãe, não quer continuar levando "coice" de seus filhos não lhes dê mais coisas. Não compre mais o seu filho. Não fique preocupado em trabalhar, trabalhar, trabalhar, para dar, para dar, para dar... Não! Ame-os e provoque o amor neles.
Mesmo que você tenha de passar um tempo em "jejum", ou seja, sem dar coisas. Seu filho e sua filha ficarão admirados. Eles vão estranhar e dirão: "Meu pai e minha mãe viviam me dando coisas, mas agora pararam... O que aconteceu? Será que meu pai não gosta mais de mim? Será que ele não tem mais dinheiro? Será que ele entrou em depressão? Será que a minha mãe 'pirou'?"
Vai valer a pena, talvez, um tempo de "jejum" até que seu filho estranhe (estou lhe dando lições muito concretas!) e daqui a pouco você começa a amar de uma maneira diferente. E daí você sabe do que o seu filho, a sua filha, gosta. E que não são "coisas". Todo filho gosta de presença. Gosta de uma mão na cabeça. Gosta de um gesto, de uma cama arrumada (que não é coisa que você está dando!), gosta de um bilhete, de uma flor. Gosta até mesmo de uma comida, de um jeito de arrumar os pratos, de ficar junto, de ouvir, de chamar para trabalhar junto. [...]
Ame porque você é capaz de amar. Ame e faça com que seus filhos sintam que você os ama. [...] E eu digo para você: ame com gestos. Gesto é gesto. Gesto não é coisa! Ame com gestos.
(Trecho da palestra "Do coração dos pais para o coração dos filhos" com monsenhor Jonas Abib
Eu até digo para muitos pais e muitas mães: larguem de dar coisas! Larguem de "pensar no futuro", para dar mais coisas no futuro, e cada vez mais coisas no futuro. Larguem de dar coisas! Os seus filhos precisam de amor e de ser excitados para o amor. Não deem mais coisas! Não comprem mais os seus filhos. Não os "entuchem" mais lhes dando coisas, roupas, moto, carro... Isso não resolve! Eu repito: não resolve.
"Não basta amar! É preciso que os seus filhos sintam que você os ama", afirma o fundador da Comunidade Canção Nova, monsenhor Jonas Abib
Mude. Mude radicalmente. Peça hoje, peça agora a Dom Bosco educador, a Nossa Senhora Auxiliadora, a mestra de Dom Bosco, peça a Jesus, o Mestre dos mestres, Aquele que disse: "Amai-vos uns aos outros", peça-Lhe um coração de educador, de educadora, um coração de pai, um coração de mãe. Porque, infelizmente, o mundo deformou o seu coração. Este mundo consumista ensinou a você e o levou (e os seus colegas o ajudaram nisso) a querer "comprar" os outros. Talvez você tenha sido uma pessoa comprada por outros. Fizeram isso com você: o compraram com coisas. Compraram você com as coisas que queria, mas também com as coisas que você não queria. E você viveu na base do consumo, por isso você vive um amor na base do consumo: dando coisas e tentando angariar amor agindo assim.
E, na verdade, eu lhe digo: esses filhos só fazem desaforo. Só dão ingratidão e decepção para nós. Filho que recebeu, recebeu e recebeu coisas, só dá "coice" no pai e na mãe! Quem muito recebe coisas devolve em forma de "coice"! O filho que muito recebe coisas só acaba devolvendo "coice"!
Se você pai, mãe, não quer continuar levando "coice" de seus filhos não lhes dê mais coisas. Não compre mais o seu filho. Não fique preocupado em trabalhar, trabalhar, trabalhar, para dar, para dar, para dar... Não! Ame-os e provoque o amor neles.
Mesmo que você tenha de passar um tempo em "jejum", ou seja, sem dar coisas. Seu filho e sua filha ficarão admirados. Eles vão estranhar e dirão: "Meu pai e minha mãe viviam me dando coisas, mas agora pararam... O que aconteceu? Será que meu pai não gosta mais de mim? Será que ele não tem mais dinheiro? Será que ele entrou em depressão? Será que a minha mãe 'pirou'?"
Vai valer a pena, talvez, um tempo de "jejum" até que seu filho estranhe (estou lhe dando lições muito concretas!) e daqui a pouco você começa a amar de uma maneira diferente. E daí você sabe do que o seu filho, a sua filha, gosta. E que não são "coisas". Todo filho gosta de presença. Gosta de uma mão na cabeça. Gosta de um gesto, de uma cama arrumada (que não é coisa que você está dando!), gosta de um bilhete, de uma flor. Gosta até mesmo de uma comida, de um jeito de arrumar os pratos, de ficar junto, de ouvir, de chamar para trabalhar junto. [...]
Ame porque você é capaz de amar. Ame e faça com que seus filhos sintam que você os ama. [...] E eu digo para você: ame com gestos. Gesto é gesto. Gesto não é coisa! Ame com gestos.
(Trecho da palestra "Do coração dos pais para o coração dos filhos" com monsenhor Jonas Abib
DIA DOS PAIS - SIGNIFICADO E ORAÇÕES
Os pais têm um papel importante na formação do caráter dos filhos
Os pais acompanham seu crescimento, seu desenvolvimento intelectual e se esforçam para dar aos filhos conforto, boa alimentação, educação de qualidade. E, em geral, procuram orientá-los para que possam enfrentar o mundo, com suas alegrias, com seus dissabores. Acompanham-nos em suas vitórias, em seus fracassos, em suas lutas.
É claro que há exceções, mas essas exceções só confirmam a regra porque pais que não se preocupam com seus filhos não estão no seu estado natural, normal. O mundo de hoje apresenta anomalias absurdas. Temos notícia de pais que torturam seus filhos, que os desrespeitam, que espancam ou matam a mãe na presença dos filhos. Mas isso não é o correto, o desejável, a razão pela qual Deus os fez pais.
A família – o Lar cristão – Igreja doméstica – Santuário da vida – é a célula básica da sociedade. Deus nos coloca numa família para que nela aprendamos a amar e, porque aprenderemos a amar sem medidas, Ele espera que extravasemos esse amor para a vizinhança, para o bairro, para toda a cidade, para o mundo.
Dentro da família, o pai é o apoio, o amparo, a proteção, tal como São José o foi na Sagrada Família. Precisamos de muitas orações pelos pais, para que eles tenham saúde, caráter, amor no coração e para que eles sejam amados e respeitados pelos seus filhos, que se espelharão neles [pais] para construir a própria vida.
E, mais importante do que tudo isso, que nossos pais sejam educadores de seus filhos na fé, transmissores da fé católica e deem testemunho de discípulos-missionários de Jesus Cristo.
Uma prece especial fazemos pelos pais e avôs que já nos precederam no convívio celeste da comunhão dos santos. Da mesma maneira, aos pais presentes, que Deus abençoe os pais de todo o mundo. Sendo eles abençoados, as famílias o serão e a humanidade poderá conhecer uma vida melhor.
Dom Eurico dos Santos Veloso
É claro que há exceções, mas essas exceções só confirmam a regra porque pais que não se preocupam com seus filhos não estão no seu estado natural, normal. O mundo de hoje apresenta anomalias absurdas. Temos notícia de pais que torturam seus filhos, que os desrespeitam, que espancam ou matam a mãe na presença dos filhos. Mas isso não é o correto, o desejável, a razão pela qual Deus os fez pais.
A família – o Lar cristão – Igreja doméstica – Santuário da vida – é a célula básica da sociedade. Deus nos coloca numa família para que nela aprendamos a amar e, porque aprenderemos a amar sem medidas, Ele espera que extravasemos esse amor para a vizinhança, para o bairro, para toda a cidade, para o mundo.
Dentro da família, o pai é o apoio, o amparo, a proteção, tal como São José o foi na Sagrada Família. Precisamos de muitas orações pelos pais, para que eles tenham saúde, caráter, amor no coração e para que eles sejam amados e respeitados pelos seus filhos, que se espelharão neles [pais] para construir a própria vida.
E, mais importante do que tudo isso, que nossos pais sejam educadores de seus filhos na fé, transmissores da fé católica e deem testemunho de discípulos-missionários de Jesus Cristo.
Uma prece especial fazemos pelos pais e avôs que já nos precederam no convívio celeste da comunhão dos santos. Da mesma maneira, aos pais presentes, que Deus abençoe os pais de todo o mundo. Sendo eles abençoados, as famílias o serão e a humanidade poderá conhecer uma vida melhor.
Dom Eurico dos Santos Veloso
PARA CADA MOMENTO HÁ UMA GRAÇA PRÓPRIA
Devemos pôr tudo em oração na nossa vida, sobretudo as situações que diante dos nossos olhos parecem desencontradas. Rezemos sempre, porque a oração põe tudo no lugar, e como afirma o saudoso Papa João Paulo II: “É a única arma que, de fato, funciona”.
Simplesmente com a nossa força e com o nosso jeito de lidar com as coisas não conseguimos acertar certas situações na maioria das vezes. Por isso, precisamos pedir a Deus a graça própria para cada momento, como fez Salomão ao se ver diante de suas fraquezas e limitações, que clamou ao Senhor: “Fazei pois descer de vosso santo céu a sabedoria, e enviai-a do trono de vossa glória, para que junto de mim, tome parte em meus trabalhos” (Sb 9,10).
“Peçamos hoje ao Senhor serenidade para aceitar as coisas que não podemos modificar, coragem para modificar as que não podemos e sabedoria para reconhecer as diferenças”.
Rezemos ao longo deste dia muitas vezes desta forma, para que tenhamos sabedoria para cada momento.
Senhor, “fazei pois descer de vosso santo céu a sabedoria, e enviai-a do trono de vossa glória, para que junto de mim, tome parte em meus trabalhos” ( Sb 9,10).
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia Santiago
Luzia Santiago
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