quarta-feira, 19 de outubro de 2011
PERDÃO , COISA DE GENTE INTELIGENTE
O portador do ódio é sempre o mais prejudicado
Diante da injustiça, a mágoa e a revolta são consequências reais, contudo, a história nos revela que tais realidades são apenas consequências da dor e não um remédio para ela.
A violência sempre gerará mais violência, desencadeando assim um gradativo processo de disseminação do ódio, o qual, por sua vez, nunca encontrará o seu fim.
Mas como finalizar esses processos inaugurados pelo ódio? Para a violência se ausentar faz-se necessário a consciência de que um dos lados precisará ceder, perdoando.
Somos muito orgulhosos, em consequência do pecado original enraizado em nós e, por vezes, contemplamos as situações somente a partir do ângulo de nossas próprias razões. Nunca queremos dar o “braço a torcer” e queremos sempre ter a razão nas situações. E, muitas vezes, até a [razão] possuímos mesmo, contudo, “amar significa perder para ganhar” e perdoar é abrir mão da própria razão por uma realidade mais nobre.
Por mais injustiça que tenhamos experienciado, a atitude mais racional diante dessa realidade é o perdão. Por quê? Porque a mágoa nos torna pequenos e empobrecidos demais, além de ser a raiz de inúmeras enfermidades (segundo muitas comprovações científicas). O portador do ódio é sempre o mais prejudicado. Quando estamos magoados pensamos na pessoa que nos causou a dor durante as 24 horas do dia e acabamos por “aprisioná-la” dentro de nós.
Aquele que alimenta o ódio enxerga apenas a si mesmo e o seu sofrimento, fragmentando assim a própria existência e deixando de lado outras realidades essenciais. Quem vive magoado não tem qualidade de vida, não tem paz…
Perdoar é extinguir a trama de angústias que o ódio produz em nós, é libertar-se para descobrir a beleza até mesmo na desventura.
Sei que, em determinadas situações, o perdão não é coisa fácil, porém, perdoar é uma questão de decisão e não de sentimento. A graça de Deus não nos desampara, ela está sempre pronta a auxiliar aqueles que desejam verdadeiramente viver a reconciliação.
Não percamos mais tempo: libertemo-nos de toda mágoa! Existe muita vida para se viver e ainda muita alegria/realização para se conquistar.
Coragem!
A violência sempre gerará mais violência, desencadeando assim um gradativo processo de disseminação do ódio, o qual, por sua vez, nunca encontrará o seu fim.
Mas como finalizar esses processos inaugurados pelo ódio? Para a violência se ausentar faz-se necessário a consciência de que um dos lados precisará ceder, perdoando.
Somos muito orgulhosos, em consequência do pecado original enraizado em nós e, por vezes, contemplamos as situações somente a partir do ângulo de nossas próprias razões. Nunca queremos dar o “braço a torcer” e queremos sempre ter a razão nas situações. E, muitas vezes, até a [razão] possuímos mesmo, contudo, “amar significa perder para ganhar” e perdoar é abrir mão da própria razão por uma realidade mais nobre.
Por mais injustiça que tenhamos experienciado, a atitude mais racional diante dessa realidade é o perdão. Por quê? Porque a mágoa nos torna pequenos e empobrecidos demais, além de ser a raiz de inúmeras enfermidades (segundo muitas comprovações científicas). O portador do ódio é sempre o mais prejudicado. Quando estamos magoados pensamos na pessoa que nos causou a dor durante as 24 horas do dia e acabamos por “aprisioná-la” dentro de nós.
Aquele que alimenta o ódio enxerga apenas a si mesmo e o seu sofrimento, fragmentando assim a própria existência e deixando de lado outras realidades essenciais. Quem vive magoado não tem qualidade de vida, não tem paz…
Perdoar é extinguir a trama de angústias que o ódio produz em nós, é libertar-se para descobrir a beleza até mesmo na desventura.
Sei que, em determinadas situações, o perdão não é coisa fácil, porém, perdoar é uma questão de decisão e não de sentimento. A graça de Deus não nos desampara, ela está sempre pronta a auxiliar aqueles que desejam verdadeiramente viver a reconciliação.
Não percamos mais tempo: libertemo-nos de toda mágoa! Existe muita vida para se viver e ainda muita alegria/realização para se conquistar.
Coragem!
Padre Adriano Zandoná
DEUS É O SENHOR DA HISTORIA HUMANA
Nem sempre entendemos os caminhos que nos libertam e salvam
A liberdade interior existe também sem a presença da fé em Deus para quem não tem formação nesta área. O Senhor pode usar de pessoas, até no contexto político, para realizar a salvação do ser humano. Nem sempre entendemos os caminhos que libertam e salvam.
Deus é o Senhor da história em todos os tempos e a conduz de formas diversas. Isto Ele faz até usando maneiras diferentes do nosso modo de agir. A marca principal é a honestidade, nos termos do “dar a Deus o que é de Deus e a César o que é de César”, vendo aí autoridade religiosa e política.
Temos que reconhecer a autenticidade da autoridade verdadeiramente constituída, mas não podemos nos conformar com atos de injustiça praticados por elas nas comunidades. Sua ação não pode estar acima do poder de Deus e tomando o seu lugar. Sendo assim, seus atos tornam-se desumanos.
Toda autoridade legítima, que age para o bem comum, passa a ser representante de Deus. Ela não pode se proclamar divina, agindo acima dos princípios de Deus com injustiça e desonestidade. Não pode ser uma autoridade de idolatria do poder temporal, que se acha dona da vida e da realização das pessoas.
Nenhuma autoridade constituída na história dos povos é eterna e absoluta a ponto de impedir a realização do plano de Deus. Podemos sim escolher colaborar ou não com esse plano. É uma questão de livre arbítrio, isto é, de ação feita por uma autoridade ou por uma pessoa simples do povo.
Todo pessoa humana foi criada para ser comprometida com a construção do humano, ou de condições necessárias para que todos vivam bem. Mas precisa entender que, por traz de tudo, existe a mão de Deus construindo os eventos históricos.
Assim não podemos confundir autoridade humana com autoridade divina.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Temos que reconhecer a autenticidade da autoridade verdadeiramente constituída, mas não podemos nos conformar com atos de injustiça praticados por elas nas comunidades. Sua ação não pode estar acima do poder de Deus e tomando o seu lugar. Sendo assim, seus atos tornam-se desumanos.
Toda autoridade legítima, que age para o bem comum, passa a ser representante de Deus. Ela não pode se proclamar divina, agindo acima dos princípios de Deus com injustiça e desonestidade. Não pode ser uma autoridade de idolatria do poder temporal, que se acha dona da vida e da realização das pessoas.
Nenhuma autoridade constituída na história dos povos é eterna e absoluta a ponto de impedir a realização do plano de Deus. Podemos sim escolher colaborar ou não com esse plano. É uma questão de livre arbítrio, isto é, de ação feita por uma autoridade ou por uma pessoa simples do povo.
Todo pessoa humana foi criada para ser comprometida com a construção do humano, ou de condições necessárias para que todos vivam bem. Mas precisa entender que, por traz de tudo, existe a mão de Deus construindo os eventos históricos.
Assim não podemos confundir autoridade humana com autoridade divina.
Dom Paulo Mendes Peixoto
terça-feira, 18 de outubro de 2011
SÃO LUCAS
Uma tradição - que recolheu no séc. XIV Nicéforo Calisto, inspirado numa frase de Teodoro, escritor do séc. VI - diz-nos que São Lucas foi pintor e fala-nos duma imagem de Nossa Senhora saída do seu pincel. Santo Agostinho, no séc. IV, diz-nos pela sua parte que não conhecemos o retrato de Maria; e Santo Ambrósio, com sentido espiritual, diz-nos que era figura de bondade. Este é o retrato que nos transmitiu São Lucas da Virgem Maria: o seu retrato moral, a bondade da sua alma. O Evangelho de boa parte das Missas de Maria Santíssima é tomado de São Lucas, porque foi ele quem mais longamente nos contou a sua vida e nos descobriu o seu Coração. Duas vezes esteve preso São Paulo em Roma e nos dois cativeiros teve consigo São Lucas, "médico queridíssimo". Ajudava-o no seu apostolado, consolava-o nos seus trabalhos e atendia-o e curava-o com solicitude nos seus padecimentos corporais. No segundo cativeiro, do ano 67, pouco antes do martírio, escreve a Timóteo que "Lucas é o único companheiro" na sua prisão. Os outros tinham-no abandonado. O historiador São Jerônimo afirma que Lucas viveu a missão até a idade de 84 anos, terminando sua vida com o martírio. Por isso, no hino das Laudes rezamos: "Cantamos hoje, Lucas, teu martírio, teu sangue derramado por Jesus, os dois livros que trazes nos teus braços e o teu halo de luz". É considerado o Padroeiro dos médicos, por também ele ter exercido esse ofício, conforme diz São Paulo aos Colossenses (4,14): "Saúda-vos Lucas, nosso querido médico".
São Lucas, rogai por nós!
TUDO É POSSÍVEL A QUEM TEM FÉ
Alguns detalhes são importantes para que consigamos tomar posse das graças do Senhor. Para isso, é preciso que tomemos algumas decisões, pois ao fazê-lo estaremos eliminando das nossas vidas tudo aquilo que tem nos impedido de sermos de Deus.
A fé é o fundamento da esperança, é a certeza sobre algo que não se vê. Ela é um dom dado por Deus ao ser humano para que assim sejamos capazes de conhecer a verdadeira face do Pai.
No batismo, nós recebemos os dons do Espírito; nesse momento, somos infusos pela fé, pela esperança e perseverança em todas as promessas que Deus nos faz.
A esperança é uma das maiores virtudes que podemos receber, pois, nos momentos mais difíceis de nossa vida, ela não permite que caiamos no desespero.
Somos constantemente estimulados por Deus a receber a verdadeira fé em nossa vida. Apesar de sermos estimulados através do paladar, do tato, do olfato e da visão, não é por meio deles que iremos receber a fé. Nossa verdadeira crença vem da audição, por isso é preciso que continuemos pregando em todos os lugares e em todas as circunstâncias.
A fé é muito maior do que qualquer milagre, por isso nossa busca deve ser por ela, não pelos milagres, pois, com ela somos capazes de alcançar inúmeras graças que, ao ser humano, podem parecer impossíveis.
Quase sempre a nossa volta para Deus tem a ver com um problema familiar, para o qual não existe solução humana. Seja ela a dependência química, uma doença crônica ou terminal. Nossa fé acaba sendo substituída pela dor, pois, diante do silêncio de Deus, ficamos revoltados, desesperados e perdidos.
Nos momentos de angústia, buscamos ao Senhor de forma errada. Devemos nos colocar diante d'Ele com a certeza de que Ele tudo pode, e por intermédio d'Ele tudo podemos alcançar.
Coloque hoje na sua oração a frase: "Tudo é possível ao que crê" (Mc 9,23). Talvez Deus esteja só aguardando uma atitude firme da sua parte para conceder todas as graças. Sua fé pode estar abalada a ponto de não ter convicção naquilo que você tem pedido a Ele.
Quando alguma desgraça se abate sobre a nossa vida, pode ser a forma que Deus encontrou para nos trazer de volta para Ele. E isso não pode ser visto como desgraça, mas o retorno das graças à nossa vida.
Se Deus retira a graça de nossas vidas, nada mais nos segura; somos entregue aos prazeres do mundo. A ira do Senhor se manifesta quando Ele, perante a constância dos nossos erros, permite que caminhemos por nossa conta. Por isso, ao estarmos diante de um pecado, devemos buscar imediatamente a confissão, pois através desse Sacramento somos curados de tudo que poderia nos afastar de Deus.
O pecado pode nos tirar não só a graça desta vida, mas também a graça de ver Deus face a face. Então, é muito melhor que nos envergonhemos diante do Sacramento da confissão, ao invés de passar a eternidade humilhado e sofrendo diante do maligno.
Por tanto, permita que Jesus o levante; confesse a Ele todas as suas fraquezas e as vezes que vacilou diante do pecado. Peça a força necessária para continuar crendo no Senhor Salvador; e que todas as dificuldades que possam ocorrer durante essa caminhada sejam fonte de aproximação e reconciliação junto a Deus
Padre Gilson Sobreiro
A fé é o fundamento da esperança, é a certeza sobre algo que não se vê. Ela é um dom dado por Deus ao ser humano para que assim sejamos capazes de conhecer a verdadeira face do Pai.
No batismo, nós recebemos os dons do Espírito; nesse momento, somos infusos pela fé, pela esperança e perseverança em todas as promessas que Deus nos faz.
A esperança é uma das maiores virtudes que podemos receber, pois, nos momentos mais difíceis de nossa vida, ela não permite que caiamos no desespero.
Somos constantemente estimulados por Deus a receber a verdadeira fé em nossa vida. Apesar de sermos estimulados através do paladar, do tato, do olfato e da visão, não é por meio deles que iremos receber a fé. Nossa verdadeira crença vem da audição, por isso é preciso que continuemos pregando em todos os lugares e em todas as circunstâncias.
A fé é muito maior do que qualquer milagre, por isso nossa busca deve ser por ela, não pelos milagres, pois, com ela somos capazes de alcançar inúmeras graças que, ao ser humano, podem parecer impossíveis.
Quase sempre a nossa volta para Deus tem a ver com um problema familiar, para o qual não existe solução humana. Seja ela a dependência química, uma doença crônica ou terminal. Nossa fé acaba sendo substituída pela dor, pois, diante do silêncio de Deus, ficamos revoltados, desesperados e perdidos.
Nos momentos de angústia, buscamos ao Senhor de forma errada. Devemos nos colocar diante d'Ele com a certeza de que Ele tudo pode, e por intermédio d'Ele tudo podemos alcançar.
Coloque hoje na sua oração a frase: "Tudo é possível ao que crê" (Mc 9,23). Talvez Deus esteja só aguardando uma atitude firme da sua parte para conceder todas as graças. Sua fé pode estar abalada a ponto de não ter convicção naquilo que você tem pedido a Ele.
Quando alguma desgraça se abate sobre a nossa vida, pode ser a forma que Deus encontrou para nos trazer de volta para Ele. E isso não pode ser visto como desgraça, mas o retorno das graças à nossa vida.
Se Deus retira a graça de nossas vidas, nada mais nos segura; somos entregue aos prazeres do mundo. A ira do Senhor se manifesta quando Ele, perante a constância dos nossos erros, permite que caminhemos por nossa conta. Por isso, ao estarmos diante de um pecado, devemos buscar imediatamente a confissão, pois através desse Sacramento somos curados de tudo que poderia nos afastar de Deus.
O pecado pode nos tirar não só a graça desta vida, mas também a graça de ver Deus face a face. Então, é muito melhor que nos envergonhemos diante do Sacramento da confissão, ao invés de passar a eternidade humilhado e sofrendo diante do maligno.
Por tanto, permita que Jesus o levante; confesse a Ele todas as suas fraquezas e as vezes que vacilou diante do pecado. Peça a força necessária para continuar crendo no Senhor Salvador; e que todas as dificuldades que possam ocorrer durante essa caminhada sejam fonte de aproximação e reconciliação junto a Deus
Padre Gilson Sobreiro
O INIMIGO FAZ DE TUDO PARA DERROTAR A NÓS HOMENS
Deus colocou a Sua imagem, a Sua santidade em nós. Por isso quando pecamos, acabamos ficando envergonhados. Já não rezamos mais. Já não vamos à Igreja e não comungamos. Temos medo de confessar e preferimos largar a Igreja, largar Deus, por vergonha.
O tentador continua fazendo a mesma coisa. Ele nos leva a ter pensamentos e desejos que sabemos que são errados. Depois nos envergonha, “esfregando” a nossa cara na sujeira que nós mesmos fizemos. Impede-nos de confessar e de voltar à Igreja e à oração. O inimigo faz tudo isso para impedir a nossa santificação. Mas Deus quer povoar o céu com homens e mulheres. Quando o Senhor vier, é preciso que nós homens, como os apóstolos, como os patriarcas e os profetas, estejamos firmes na luta contra o pecado e na busca de santidade.
O inimigo sabe o valor do homem dentro do lar, dentro da Igreja doméstica que é a família. As mulheres têm aguentado sozinhas. A Igreja doméstica tem ficado sem o “sacerdotes”, sem a cabeça. O inimigo insinua a nós homens, que ainda somos “bonitões”, capazes de atrair, seduzir. E não falta novela, revista, conversas de amigos para nos fazer pensar assim. Facilidades não faltam para que o homem caia no erro. O inimigo faz de tudo para derrotar a nós homens. Ele não quer que o céu seja povoado de homens.
Chegou a hora de dizer um “basta”. É hora de assumir a santidade, que é sinônimo de pureza.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
O tentador continua fazendo a mesma coisa. Ele nos leva a ter pensamentos e desejos que sabemos que são errados. Depois nos envergonha, “esfregando” a nossa cara na sujeira que nós mesmos fizemos. Impede-nos de confessar e de voltar à Igreja e à oração. O inimigo faz tudo isso para impedir a nossa santificação. Mas Deus quer povoar o céu com homens e mulheres. Quando o Senhor vier, é preciso que nós homens, como os apóstolos, como os patriarcas e os profetas, estejamos firmes na luta contra o pecado e na busca de santidade.
O inimigo sabe o valor do homem dentro do lar, dentro da Igreja doméstica que é a família. As mulheres têm aguentado sozinhas. A Igreja doméstica tem ficado sem o “sacerdotes”, sem a cabeça. O inimigo insinua a nós homens, que ainda somos “bonitões”, capazes de atrair, seduzir. E não falta novela, revista, conversas de amigos para nos fazer pensar assim. Facilidades não faltam para que o homem caia no erro. O inimigo faz de tudo para derrotar a nós homens. Ele não quer que o céu seja povoado de homens.
Chegou a hora de dizer um “basta”. É hora de assumir a santidade, que é sinônimo de pureza.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
FORÇA PARA RESISTIR Á TENTAÇÃO
A cada tentação há sempre uma proposta sedutora
Os fiéis pedem a Deus, em oração, na Liturgia das Horas: “Dai-nos força para resistir à tentação, paciência na tribulação e sentimentos de gratidão na prosperidade”. A prece exprime o estado de espírito de quem se vê diante de Deus com suas limitações, entre as quais está a tentação, que se manifesta de muitas maneiras.
Com a publicação do Catecismo da Igreja Católica (CIC), em 1992, os fiéis entendem melhor o pedido que fazem no Pai-Nosso em relação à tentação: “Este pedido implora o Espírito de discernimento e de fortaleza. (...) O Espírito Santo nos faz discernir entre a provação, necessária ao crescimento do homem interior em vista de uma ‘virtude comprovada’; e a tentação que leva ao pecado e à morte. Devemos também discernir entre ‘ser tentado e consentir’ na tentação. Por fim, o discernimento desmascara a mentira da tentação: aparentemente, seu objeto é ‘bom, sedutor para a vista, agradável’ (Gn 3,6), ao passo que, na realidade, seu fruto é a morte. (...)
Com a publicação do Catecismo da Igreja Católica (CIC), em 1992, os fiéis entendem melhor o pedido que fazem no Pai-Nosso em relação à tentação: “Este pedido implora o Espírito de discernimento e de fortaleza. (...) O Espírito Santo nos faz discernir entre a provação, necessária ao crescimento do homem interior em vista de uma ‘virtude comprovada’; e a tentação que leva ao pecado e à morte. Devemos também discernir entre ‘ser tentado e consentir’ na tentação. Por fim, o discernimento desmascara a mentira da tentação: aparentemente, seu objeto é ‘bom, sedutor para a vista, agradável’ (Gn 3,6), ao passo que, na realidade, seu fruto é a morte. (...)
Ao dizer ‘Não nos deixeis cair em tentação’, pedimos a Deus que não nos permita trilhar o caminho que conduz ao pecado. Este pedido implora o Espírito de discernimento e de fortaleza; solicita a graça da vigilância e a perseverança final. (...) A fortaleza é a virtude moral que dá segurança nas dificuldades, firmeza e constância na procura do bem. Ela firma a resolução de resistir às tentações e superar os obstáculos na vida moral.”
Por sua vez, o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, publicado em 28 de junho de 2005, resume em que consiste o pedido “Não nos deixeis cair em tentação”: “Nós pedimos a Deus Pai que não nos deixe sós ao sabor da tentação. Pedimos ao Espírito que saibamos discernir, de uma parte, entre a prova que faz crescer no bem e a tentação que leva ao pecado e à morte; e de outra, entre ser tentado e consentir na tentação. Esse pedido nos une a Jesus que venceu a tentação com a sua oração. Solicita a graça da vigilância e da perseverança final.”
O YOUCAT (Catecismo Jovem da Igreja Católica), publicado em 2011, antes da Jornada Mundial da Juventude, explica aos jovens a razão do “Não nos deixeis cair na tentação”: “Por que corremos a cada dia e a cada momento o risco de negarmos a Deus e de pecarmos, pedimos a Ele que não nos deixe indefesos na violência da tentação. (...) O próprio Jesus foi tentado, sabe que somos pessoas fracas, que não conseguem resistir ao mal pelas próprias forças. Ele nos apresenta, então, o pedido do Pai Nosso que nos ensina a confiar no auxílio de Deus na hora da provação.”
Bento XVI se reportou às tentações no seu discurso aos seminaristas em Madrid: “Sim, há muitos que, julgando-se deuses, pensam que não têm necessidade de outras raízes nem de outros alicerces para além de si mesmo. Desejariam decidir, por si só, o que é verdade ou não, o que é bom ou mau, justo ou injusto; decidir quem é digno de viver ou pode ser sacrificado; em cada momento dar um passo à sorte, sem rumo fixo, deixando-se levar pelo impulso de cada instante. Estas tentações estão sempre à espreita. É importante não sucumbir a elas, porque, na realidade, conduzem a algo tão fútil como uma existência sem horizontes, uma liberdade sem Deus.”
No bojo de cada tentação há sempre uma proposta sedutora e enganadora, porque é isso, precisamente, que a caracteriza. A literatura eclesial já se refere às “tentações modernas” que têm a linguagem do momento, com apelos à negação de valores fundamentais como vida, dignidade, fidelidade, honestidade e estímulos à prática de antivalores como relativismo, indiferentismo, materialismo e hedonismo. O ser humano sempre esteve submetido às tentações, como ensina o Catecismo da Igreja Católica: “As tentações que vos acometeram tiveram medida humana. Deus é fiel; não permitirá que sejais tentados acima de vossas forças. Mas, com a tentação, Ele vos dará os meios de sair dela e a força para a suportar” (1 Cor 10,13). Essa certeza também existe em relação às “tentações modernas”.
Dom Genival Saraiva
Por sua vez, o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, publicado em 28 de junho de 2005, resume em que consiste o pedido “Não nos deixeis cair em tentação”: “Nós pedimos a Deus Pai que não nos deixe sós ao sabor da tentação. Pedimos ao Espírito que saibamos discernir, de uma parte, entre a prova que faz crescer no bem e a tentação que leva ao pecado e à morte; e de outra, entre ser tentado e consentir na tentação. Esse pedido nos une a Jesus que venceu a tentação com a sua oração. Solicita a graça da vigilância e da perseverança final.”
O YOUCAT (Catecismo Jovem da Igreja Católica), publicado em 2011, antes da Jornada Mundial da Juventude, explica aos jovens a razão do “Não nos deixeis cair na tentação”: “Por que corremos a cada dia e a cada momento o risco de negarmos a Deus e de pecarmos, pedimos a Ele que não nos deixe indefesos na violência da tentação. (...) O próprio Jesus foi tentado, sabe que somos pessoas fracas, que não conseguem resistir ao mal pelas próprias forças. Ele nos apresenta, então, o pedido do Pai Nosso que nos ensina a confiar no auxílio de Deus na hora da provação.”
Bento XVI se reportou às tentações no seu discurso aos seminaristas em Madrid: “Sim, há muitos que, julgando-se deuses, pensam que não têm necessidade de outras raízes nem de outros alicerces para além de si mesmo. Desejariam decidir, por si só, o que é verdade ou não, o que é bom ou mau, justo ou injusto; decidir quem é digno de viver ou pode ser sacrificado; em cada momento dar um passo à sorte, sem rumo fixo, deixando-se levar pelo impulso de cada instante. Estas tentações estão sempre à espreita. É importante não sucumbir a elas, porque, na realidade, conduzem a algo tão fútil como uma existência sem horizontes, uma liberdade sem Deus.”
No bojo de cada tentação há sempre uma proposta sedutora e enganadora, porque é isso, precisamente, que a caracteriza. A literatura eclesial já se refere às “tentações modernas” que têm a linguagem do momento, com apelos à negação de valores fundamentais como vida, dignidade, fidelidade, honestidade e estímulos à prática de antivalores como relativismo, indiferentismo, materialismo e hedonismo. O ser humano sempre esteve submetido às tentações, como ensina o Catecismo da Igreja Católica: “As tentações que vos acometeram tiveram medida humana. Deus é fiel; não permitirá que sejais tentados acima de vossas forças. Mas, com a tentação, Ele vos dará os meios de sair dela e a força para a suportar” (1 Cor 10,13). Essa certeza também existe em relação às “tentações modernas”.
Dom Genival Saraiva
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