quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

PRECISAMOS CONHECER A DOUTRINA DA IGREJA


É muito interessante que apareça no Credo essa expressão: “padeceu sob Pôncio Pilatos”. Significa que Jesus sofreu na carne para nos salvar. Mas, como Ele mesmo prometera várias vezes, ressuscitou ao terceiro dia e subiu aos céus. Está agora à direita de Deus Pai, com o mesmo poder dele. De onde há de vir e julgar os vivos e os mortos. Virá como Rei, como Senhor. É nesse Jesus que acreditamos. É Ele que testemunhamos!
Necessitamos do derramamento do Espírito Santo para crescer em fé e conhecer a Palavra de Deus, pois só é possível conhecer e assimilar a Palavra de Deus através do poder do Espírito Santo. A grande graça que o Senhor está nos dando hoje é esta: ler e entender a Palavra de Deus.
Vou um pouco além: nesses tempos, precisamos conhecer a doutrina da Igreja. Para isso, temos a graça do Catecismo da Igreja Católica, que o papa João Paulo II quis tanto que fosse elaborado. Hoje ele está ao nosso alcance. Mais do que nunca, precisamos estar firmes na fé e, assim, testemunhar esse Único Jesus, o Cristo, o Filho de Deus Vivo.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

EUCARISTIA, FONTE DE CURA


Permita que Jesus cure você pelo anúncio da Palavra. Dessa maneira, Ele o levará para a Eucaristia, como fez com os discípulos de Emaús.
A Eucaristia é fonte de cura. Para beber dessa fonte é preciso passar pelo Sacramento da Penitência. Se não buscamos esse sacramento há muito tempo, é preciso deixar Jesus trabalhar o nosso coração, para despertar em nós o arrependimento. Jesus inicia a cura do coração com o Sacramento da Penitência e a conclui pela Eucaristia.
O livro Imitação de Cristo nos ensina: “É preciso recorrer com frequência à fonte da graça e da misericórdia divinas, à fonte de toda bondade e pureza. É o meio de curar o mal que está em ti e aumentar tua força e tua vigilância contra todas as tentações e astúcias do diabo. Sabendo que na comunhão se dispõe dos maiores frutos e dos melhores remédios, o inimigo se esforça, por todos os meios e em todas as ocasiões, por reter ou impedir, graças à sua superioridade os fiéis de a ela aceder” (Imitação de Cristo, livro IV).
A salvação e a força para resolver qualquer situação estão na Eucaristia: ela nos cura, nos liberta, nos dá forças para tomar a nossa cruz de cada dia e seguir rumo ao Pai!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A SALVAÇÃO SE DECIDE NA PRÁTICA

No livro de Isaías, do Antigo Testamento, se anuncia a reunião de todas as nações, línguas e raças num só povo eleito.No Novo Testamento, Jesus diz a Seus conterrâneos que virão estrangeiros do Norte e do Sul, do Oriente e Ocidente, para sentar à mesa do Reino de Deus. Esta universalidade da salvação de Deus nos deixa ainda sem saber nada sobre o número dos que se salvarão. Basta-nos saber que Deus chama a todos, que a porta que conduz ao Reino é estreita e pode fechar a qualquer momento. O único que importa é a conversão ao Evangelho. Tudo o mais é simples curiosidade que nos distrai perigosamente.O Evangelho é salvação para os que o escutam responsavelmente, sejam eles ou não descendentes de Abraão ou católicos desde seu nascimento. Escutar responsavelmente o Evangelho é vivê-lo e praticá-lo na vida diária. E isso não é nada fácil. Por isso Jesus diz que a porta é estreita e que apenas os que se esforçam entrarão por ela no Reino de Deus. Não basta escutar sermões ou ir à Santa Missa todos os domingos. Não são as práticas piedosas que nos salvarão.
Tudo isso tem seu valor, mas só quando nos ajuda e anima a viver nossa fé na vida diária: em nossa vida pessoal e familiar, nossa vida social e profissional, nossa vida política...
No último dia, o Senhor reconhecerá apenas aqueles que agora e aqui O reconhecem nos homens.Reconhecer Jesus nos homens é reconhecer a dignidade de cada ser humano, respeitar seus direitos, ter em conta suas necessidades e, principalmente, solidarizar-se com os pobres, os marginalizados, os oprimidos. Qualquer coisa que façamos a um desses, ao próprio Senhor o estamos fazendo.“Há últimos que serão primeiros e primeiros que serão últimos”. Chegará o grande Dia do Juízo e, então, a surpresa virá implacavelmente sobre muitos que acreditavam ser os verdadeiros cristãos. E esses, que pensavam ser os primeiros, dirão: “Senhor, abra-nos”. E o Senhor lhes responderá:
“Não sei quem sois”. E eles começarão a dizer:
“Havemos comido teu pão e bebido teu sangue,
teu Evangelho há sido predicado em nossas igrejas.”
Mas a lembrança de todas essas práticas religiosas não servirá de nada - se não for acompanhada da prova verdadeiramente decisiva no juízo: o amor aos demais, principalmente aos necessitados. Chegará o grande Dia do Juízo e, então, virá felizmente a surpresa para muitos homens do Oriente e Ocidente, do Norte e do Sul. São os que praticaram no mundo a mensagem cristã do amor. Por isso, o Senhor lhes abrirá a porta, os sentará à Sua mesa e lhes dirá: “Venham, benditos de meu Pai, herdem o Reino. Porque tive fome, e me deram de comer; tive sede, e me deram de beber; fui peregrino, e me acolheram...Os primeiros para Deus são com frequência os últimos para os homens, porque Deus não julga segundo as aparências, mas pelo que vê no coração.

Há um cristianismo oficial que é bom quando expressa autenticamente em palavras e obras as atitudes da fé, da esperança e do amor - mas que é vã hipocrisia quando não é assim. Por outro lado, há outro Cristianismo sem nome, anônimo, que não se expressa em ritos e palavras, mas que realiza na vida a mensagem de Cristo.
A verdade cristã é eminentemente prática. Consiste na conversão do homem para uma ordem nova, na qual habita a justiça, a paz, a fraternidade e o amor. Os homens que trabalham por esses valores se salvarão e ocuparão os primeiros lugares. Queridos irmãos, esforcemo-nos para que Deus nos encontre também entre eles e nos deixe entrar em Seu Reino celestial.

ABERTOS E DISPONÍVEIS Á AÇÃO DE DEUS



Na Igreja, o poder de Deus se manifesta por meio dos carismas. Por eles é que somos curados, libertos do mal e do pecado; para que, restaurados, toda mudança, toda transformação e todo este “virar pelo avesso” possa acontecer. Somos nós que ministramos uns aos outros. Aí está a grande graça: recebemos a ação do Espírito Santo para distribuí-la aos nossos irmãos; para sermos canais.
Precisamos ser abertos e disponíveis à ação de Deus. Buscamos nos nossos irmãos o poder do Espírito Santo e, ao mesmo tempo, nos dispomos a ser usados por Ele em todos os Seus carismas: desde o dom menor, que é o de línguas, até o dom maior, que é o Amor; passando pelo dom da cura, da ciência, da sabedoria, pelo dom central que é a fé, pelo dom da profecia, do discernimento dos espíritos... Enfim, passando por todos os dons, sem nenhuma exceção.
Os dons são ferramentas necessárias. Usamos esse instrumento do Senhor para que os nossos irmãos sejam tocados, curados, convertidos, restaurados. É preciso colocar-se em ação, porque a obra é urgente.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Santo AntãoPai do monaquismo cristão, Santo Antão nasceu no Egito em 251 e faleceu em 356; viveu mais de cem anos, mas a qualidade é maior do que a quantidade de tempo de sua vida, pois viveu com uma qualidade de vida santa que só Cristo podia lhe dar. Com apenas 20 anos, Santo Antão havia perdido os pais; ficou órfão com muitos bens materiais, mas o maior bem que os pais lhe deixaram foi uma educação cristã. Ao entrar numa igreja, ele ouviu a proclamação da Palavra e se colocou no lugar daquele jovem rico, o qual Cristo chamava para deixar tudo e segui-Lo na radicalidade. Antão vendeu parte de seus bens, garantiu a formação de sua irmã, a qual entrou para uma vida religiosa. Enfim, Santo Antão foi passo-a-passo buscando a vontade do Senhor. Antão deparou-se com outra palavra de Deus em sua vida “Não vou preocupeis, pois, com o dia de amanhã. O dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado”(Mt 6,34). O Espírito Santo o iluminou e ele abandonou todas as coisas para viver como eremita. Sabendo que na região existiam homens dedicados à leitura, meditação e oração, ele foi aprender. Aprendeu a ler e, principalmente a orar e contemplar. Assim, foi crescendo na santidade e na fama também.
Sentiu-se chamado a viver num local muito abandonado, num cemitério, onde as pessoas diziam que almas andavam por lá. Por isso, era inabitável. Ele não vivia de crendices; nenhum santo viveu. Então, foi viver neste local. Na verdade, eram serpentes que estavam por lá e , por isso, ninguém se aproximava. A imaginação humana vê coisas onde não há. Santo Antão construiu muros naquele lugar e viveu ali dentro, na penitência e na meditação. As pessoas eram canais da providência, pois elas lhe mandavam comida, o pão por cima dos muros; e ele as aconselhava. Até que, com tanta gente querendo viver como Santo Antão, naquele lugar surgiram os monges. Ele foi construindo lugares e aqueles que queriam viver a santidade, seguindo seus passos, foram viver perto dele. O número de monges foi  mas o interessante é que quando iam se aconselhar com ele, chegavam naquele lugar vários monges e perguntavam: "Onde está Antão?". E lhes respondiam: "Ande por aí e veja a pessoa mais alegre, mais sorridente, mais espontânea; este é Antão".
Ele foi crescendo em idade, em sabedoria, graça e sensibilidade com as situações que afetavam o Cristianismo. Teve grande influência junto a Santo Atanásio no combate ao arianismo. Ele percebeu o arianismo também entre os monges, que não acreditavam na divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Antão também foi a Alexandria combater essa heresia. Santo Antão viveu na alegria, na misericórdia, na verdade. Tornou-se abade, pai, exemplo para toda a vida religiosa. Exemplo de castidade, de obediência e pobreza.

Santo Antão, rogai por nós!