quinta-feira, 31 de maio de 2012

SUA LUZ NOS DÁ A VIDA .SEU AMOR NOS DÁ O CÉU

Amparados na fé, que transforma aflição em conforto e nos faz acreditar em dias melhores, somos iluminados pelo carinho de Nossa Senhora e abençoados por sua presença. Aprendemos com seus gestos o valor de pensar no próximo, o poder de ceder pela harmonia da família, o olhar carinhoso nos momentos em que as palavras fogem e o incondicional amor dedicado a seus filhos.

É com a graça de todos que participam desta obra de evangelização que deixamos nosso carinho a todas as mães que vivem para levar luz e amor ao próximo. Que Nossa Senhora, a Mãe da Divina Providência, interceda por nosso futuro, iluminando e protegendo nossos passos. Mãe de amor e de bondade

VISITAÇÃO DE MARIA SUA PRIMA ISABEL

Uma reflexão sobre o significado da visita de Maria a sua prima Isabel.
reflexão sobre a visita de Maria a Isabel
A Visitação da Virgem Maria a sua prima Santa Isabel, cuja festa comemoramos dia 31 de Maio, é um acontecimento no mínimo enigmático, que não compreendemos facilmente. Maria estava grávida e partiu para uma longa viagem, pois na época não havia as estradas e os meios de transporte de hoje. De Nazaré, na Galileia, até Ain Karin, na Judéia, onde morava Isabel são 150 quilômetros de distância. Para ir até a casa de sua prima eram necessários vários dias de viagem. Certamente não foi uma viagem fácil, principalmente por causa da gravidez de Maria. Por isso, não é fácil compreender o que levou Nossa Senhora a empreender essa caminhada.
Maria, contra todas as expectativas, depois de receber do anjo Gabriel o anúncio: “Conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus” (Lc 1, 31), ela parte para a casa de Isabel. Lembre-se que Isabel estava grávida de seis meses (cf. Lc 1, 36). Quando Nossa Senhora saudou Isabel, “a criança pulou de alegria em seu ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo” (Lc, 1, 41). Era João Batista, primo de Jesus, que estava no ventre de Isabel e certamente teve sua vida marcada pelo seu encontro com o Verbo Encarnado.
Isabel, depois de saudar Maria, diz: “Como mereço que a mãe do meu Senhor venha me visitar? (Lc 1, 43). Ela diz isso por que Nossa Senhora, sua prima, estava grávida do Verbo Encarnado e, por isso, estranha a sua visita. Isabel também não compreendeu o motivo daquela visita inesperada de Maria, principalmente por que ela seria mão do seu Senhor.

SENHOR ENSINA-NOS A PROCURÁ-LO

Todo homem tem sede de Deus, mesmo quando ele não sabe dizer o que está procurando.
“Vamos, coragem, pobre homem! Foge um pouco de tuas ocupações. Esconde-te um instante do tumulto de teus pensamentos. Põe de parte os cuidados que te absorvem e livra-te das preocupações que te afligem. Dá um pouco de tempo a Deus e repousa n’Ele.
Entra no íntimo de tua alma, afasta tudo de ti, exceto Deus ou o que possa ajudar-te a procurá-lo; fecha a porta e põe-te à sua procura. Agora fala, meu coração, abre-te e diz a Deus: Busco a vossa face; Senhor, é a vossa face que eu procuro (cf. Sl 26,8).

E agora, Senhor meu Deus, ensinai a meu coração onde e como vos procurar, onde e como vos encontrar. Senhor, se não estais aqui, se estais ausente, onde vos procurarei? E se estais, em toda parte, por que não vos encontro presente? É certo que habitais numa luz inacessível e como chegarei a ela? Quem me conduzirá e nela me introduzirá, para que nela eu vos veja? E depois, com que sinais e sob que aspecto vos devo procurar? Nunca vos vi, Senhor meu Deus, não conheço a vossa face.

Ensinai-me a vos procurar e mostrai-vos quando vos procuro; pois não posso procurar-vos se não me ensinais nem encontrar-vos se não vos mostrais. Que desejando eu vos procure, procurando vos deseje, amando vos encontre, e encontrando vos ame” (Santo Anselmo, Bispo).

Senhor, inclina o nosso coração em Tua direção para que O encontremos e contemplemos a Tua face.
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia Santiago

VINDE E VEDE

Continuando nossa formação na Palavra de Deus, meditemos neste mês de janeiro uma passagem da Sagrada Escritura que vai nos ajudar a acolher a proposta que nos foi apresentada para este ano: Queremos ver Jesus. Ânsia mos por esta presença, como diz o salmista: “Minha alma está sedenta de vós, e minha carne por vós anela como a terra árida e sequiosa, sem água”. (Sl 62,2). Onde então encontrar Jesus? Onde saciar a sede da nossa alma? Os discípulos André e João, que seguiram Jesus, Fizeram-Lhe esta pergunta: “Mestre onde moras”?. (Jo 1,38). Jesus lhes respondeu: “Vinde e vede. E os discípulos foram aonde ele morava e ficaram com ele aquele dia”. (Jo 1,39).
Se desejamos verdadeiramente ver Jesus, encontrá-Lo, precisamos procurá-Lo onde Ele se mostra a nós: no Santíssimo Sacramento. Não precisamos procurar Deus no Céu. Ele está mais perto do que você imagina. É certo que Deus está em toda parte, mas precisamos que Ele se aproxime de nós de forma visível e sensível, como o faz no Santíssimo Sacramento. Na Eucaristia, Jesus não tem mais vida exterior. Não tem mais relações sociais, como fazia, por exemplo, em Betânia quando ia visitar seus amigos, não vai mais às sinagogas evangelizar, curar os doentes. Permanece ali no sacrário, prisioneiro do amor, para estar vinte e quatro horas por dia a nossa espera.
“Vinde e vede”. (Jo 1,39).
O que ainda estamos esperando para aceitar o convite de Jesus? Ele espera que nos aproximemos dEle com nossa humanidade, ou seja, com nossas fraquezas, nossos defeitos de personalidade, de caráter, de temperamento. Ele quer justamente realizar em nossa vida uma transformação, principalmente onde temos mais dificuldades . nas áreas de perigo da nossa vida . é exatamente aí que Jesus quer agir. O Sacrário é o lugar onde mora Jesus. Diante dele podemos contar-Lhe as nossas preocupações, sofrimentos, angústias... também as nossas alegrias e vitórias, com a mesma simplicidade e naturalidade com que fazemos com nossos amigos. Quando vamos ao encontro de Jesus e nos deixamos encontrar por Ele, percebemos que Sua presença vai nos transformando em pessoas novas, melhores. É em Jesus que morremos; morremos para nossa vida velha, para as más inclinações que existem em nós. São João Bosco sabiamente nos ensina:
“Quereis que o Senhor vos dê graças? Visitai-O muitas vezes no Sacrário. Quereis que Ele vos dê poucas graças? Visitai-O raramente”.
“Vós sois na verdade um Deus oculto!” (Is 5,15).
Esse Deus oculto tem muitas graças reservadas para nós. Por que O abandonamos? Por que somos tão incrédulos e indiferentes a Sua presença? Até quando Jesus precisará nos fazer o convite: “Vinde e vede!”. Busque a Ele e encontrará tudo...
Simone Cavazzani
Comunidade Canção Nova

quarta-feira, 30 de maio de 2012

PARA FRENTE E PARA ALTO

Semear a esperança e propor novos caminhos

“Homens da Galileia, por que ficais aqui, parados, olhando para o céu? Esse Jesus que, do meio de vós, foi elevado ao céu, virá assim, do mesmo modo como o vistes partir para o céu” (At 1,11). Os discípulos formados por Jesus foram acalentados com a presença d'Ele e agora se veem lançados à missão, encarregados por Ele, quando de Sua partida para o Céu, de levar a Boa Nova do Evangelho a todos os recantos da Terra: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado” (Mc 16,15-16).
Em todas as etapas de sua caminhada por esta terra os cristãos são desafiados a buscar o ponto certo para pousar seu olhar e suas esperanças. Trata-se de encontrar o ponto de referência que lhes possibilite navegar pelas águas agitadas da vida, sem perder o rumo. Caminhar a esmo, sem clareza de objetivos, não dá consistência a qualquer trabalho humano. Como da parte de Deus há sempre a clareza de que deseja a salvação de todos e quer formar uma única família, que quer o mundo unido e lança, pela ação do Espírito, as sementes do Verbo em todas as partes, é preciso sempre aprender e seguir os passos do Salvador. O Evangelho de São Marcos já constatava que “os discípulos foram anunciar a Boa Nova por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra pelos sinais que a acompanhavam” (Mc 16,20).
O cristão busca as coisas do Alto, onde Cristo está à direita do Pai (Cf. Cl 3,1). Sua tarefa não é apenas olhar para a realidade que o envolve, mas semear a esperança, propondo novos caminhos. O olhar do pesquisador, que aponta as tendências e constata a opinião pública, é insuficiente para ele. Antes, cabe-lhe propor um jeito diferente de viver, cuja origem é “do Alto”. Quando tudo aponta para a ganância e o acúmulo de bens, é preciso semear a partilha e a comunhão. Quando o olhar do analista do dia a dia enxerga apenas os crimes e a corrupção, devemos ir ao encontro de novas práticas de partilha, existentes bem perto da gente, apostando na esperança, ajudando as pessoas a se levantarem e a recomeçarem.
Alguns fatos me chamaram a atenção recentemente. Em visita ao “MUPAT”, uma organização na “Cidade Nova”, região de Ananindeua, na Arquidiocese de Belém, encontrei uma casa, posta à disposição de um grupo de pessoas, onde trabalhos muito simples, com materiais muito simples, são destinados a ajudar os membros da organização não governamental e a servir aos mais pobres. Dois adolescentes, filhos de um catador de lixo, tornam-se “mestres” ao ensinar sua arte de reaproveitar garrafas “pet”. À costura feita pelas mulheres que ali se reúnem se ajunta a conversa, na partilha das dificuldades e na descoberta de soluções para educar os filhos. Uma delas contava a respeito do filho, hoje consagrado a Deus, saído de situações de risco. Um mundo novo, bem simples, ao alcance de nosso olhar e de nossa mão!
Outro fato marcante foi a observação de um profissional de comunicação, em meio à grandiosa procissão das velas, na Festa de Nossa Senhora de Fátima. Partilhava comigo a alegria de sua escala de serviço, quando, acostumado a pautas que incluem diariamente crimes e escândalos, era escalado naquele dia para uma festa de fé! Parece pouco, mas seu coração e o mundo ficaram diferentes, pois a câmera com que trabalhava colhia imagens diferentes, era purificada pelo bem que gravava. Não menos significativo foi o fato de, nesta semana, ter assinado a escritura, com a qual a “Obra Social Nossa Senhora da Glória” recebeu a área localizada em Mosqueiro e na qual será implantada, na Arquidiocese de Belém, a “Fazenda da Esperança”, para a recuperação de pessoas envolvidas com drogas. Há tudo para fazer, mas já começamos!
A realidade que nos cerca é muito pequena para o tamanho do sonho plantado por Deus. Fomos feitos por Ele para o que é melhor! Daí a positiva inquietação do cristão que pretende viver sua fé. Onde quer que se encontre, planta novas ideias, descobre soluções simples, acredita nos pequenos gestos, aposta no bem que pode ser feito.
A Solenidade da Ascensão do Senhor, celebrada pela Igreja, tornou-se o Dia Mundial das Comunicações Sociais. É que, entre a subida do Senhor aos Céus e sua prometida volta no final dos tempos, cabe-nos encontrar os meios adequados para levar a Boa Nova a todos os recantos da Terra. A inteligência humana tem encontrado, desde os mais simples sinais, quais sejam os olhares, sorrisos, lágrimas ou abraços, até chegar aos mais recentes e trabalhados meios de comunicação, vias que possibilitam a comunicação entre as pessoas. Estas vias podem servir ao bem ou ao mal, pois dependem dos que as utilizam! Por isso, o Dia das Comunicações Sociais seja o dia em que, como Igreja, desejamos entrar no coração das pessoas que realizam as comunicações, para agradecer-lhes e pedir a Deus por elas.
E como os cristãos acabam propondo coisas que parecem simples, mas que são importantes, chegue a todos, especialmente às pessoas que trabalham nas comunicações, a conclusão da mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2012,sobre “Silêncio e Palavra, caminho de comunicação”: “Palavra e silêncio. Educar-se em comunicação quer dizer aprender a escutar, a contemplar, para além de falar; e isto é particularmente importante paras os agentes da evangelização: silêncio e palavra são ambos elementos essenciais e integrantes da ação comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo. A Maria, cujo silêncio “escuta e faz florescer a Palavra” (Oração pela Ágora dos Jovens Italianos em Loreto, 1-2 de setembro de 2007), confio toda a obra de evangelização que a Igreja realiza através dos meios de comunicação social”.
Dom Alberto Taveira Corrêa