terça-feira, 11 de dezembro de 2012
OS NOMES DE CRISTO
Muitas são as formas de relacionar-se com o Senhor
São muitos os nomes e títulos atribuídos a Cristo por teólogos e autores espirituais ao longo dos séculos. Uns são emprestados do Antigo Testamento, outros do Novo. Alguns são usados e aceitos pelo próprio Jesus; outros lhe foram aplicados pela Igreja no decorrer dos séculos. Veremos aqui os mais importantes e mais conhecidos.
Jesus (cfr. Catecismo 430-435), que em hebreu significa ‘Deus salva’: “Quando da Anunciação, o anjo Gabriel dá-Lhe como nome próprio Jesus, o qual exprime, ao mesmo tempo, a Sua identidade e a Sua missão” (Catecismo, 430), isto é, Ele é o Filho de Deus feito homem para salvar ‘o seu povo de seus pecados’ (Mt 1, 21). “O nome de Jesus significa que o próprio nome de Deus está presente na pessoa do Seu Filho (cf. At 5,41;3 Jo 7) feito homem para a redenção universal e definitiva dos pecados. Ele é o único nome divino que traz a salvação (cf.Jo 3,18; At 2,21) e pode, desde agora, ser invocado por todos, pois a todos os homens Se uniu pela Encarnação” (Catecismo, 432). O nome de Jesus está no coração da oração cristã (cfr. Catecismo, 435).
Cristo (cfr. Catecismo, 436-440), palavra que vem da tradução grega do termo hebreu ‘Messias’ e quer dizer ‘ungido’. Passa a ser nome próprio de Jesus, “porque Ele cumpre perfeitamente a missão divina que tal nome significa. Com efeito, em Israel eram ungidos, em nome de Deus, aqueles que Lhe eram consagrados para uma missão d'Ele dimanada” (Catecismo, 436). Este era o caso dos sacerdotes, dos reis e, excepcionalmente, dos profetas. Este deveria ser, por excelência, o caso do Messias que Deus enviaria para instaurar definitivamente seu Reino.Jesus cumpriu a esperança messiânica de Israel em sua tríplice função de sacerdote, profeta e rei (cfr. ibid.).
Jesus “aceitou o título de Messias a que tinha direito (cfr. Jo 4, 25-26; 11, 27), mas não sem reservas, uma vez que esse título era compreendido, por numerosos dos Seus contemporâneos, segundo um conceito demasiado humano (cfr. Mt 22, 41-46), essencialmente político (cfr. Jo 6, 15; Lc 24, 21)» (Catecismo, 439).
Jesus Cristo é o Unigênito de Deus, o Filho único do Senhor (cfr. Catecismo, 441-445). A filiação de Jesus, em relação a Seu Pai, não é adotiva como a nossa, mas a filiação divina natural, isto é, “a relação única e eterna de Jesus Cristo com Deus, Seu Pai: Ele é o Filho único do Pai (cf. Jo 1,14.18; 3,16.18) e, Ele próprio, Deus (cfr. Jo 1,1). Crer que Jesus Cristo é o Filho de Deus é condição necessária para ser cristão (cfr. At 8,37; 1 Jo 2,23)” (Catecismo, 454). “Os evangelhos se referem, em dois momentos solenes - no batismo e na transfiguração de Cristo -, a voz do Pai, que O designa como Seu «filho muito-amado» (Mt 3,17; 17,5). Designa-se a Si próprio como «o Filho único de Deus» (Jo 3,16), afirmando por este título a sua preexistência eterna” (Catecismo, 444).
Senhor (cfr. Catecismo, 446-451): “Na tradução grega dos Livros do Antigo Testamento, o nome inefável sob o qual Deus Se revelou a Moisés (cfr. Ex 3, 14), YHWH, é traduzido por « Kyrios» («Senhor»). Senhor torna-se, desde então, o nome mais habitual para designar a própria divindade do Deus de Israel. É neste sentido forte que o Novo Testamento utiliza o título de «Senhor», tanto para o Pai como também – e aí é que está a novidade – para Jesus, assim reconhecido como sendo Ele próprio Deus (1 Co 2, 8)” (Catecismo, 446).
Ao atribuir a Jesus o título divino de Senhor, as primeiras confissões de fé da Igreja afirmam, desde o princípio (cfr. At 2, 34-36), que o poder, a honra e a glória, devidos a Deus Pai, também são devidos a Jesus (cfr. Rm 9,5; Tt 2,13; Ap 5,13), porque Ele é «de condição divina» (Fl 2, 6) e o Pai manifestou esta soberania de Jesus ressuscitando-O de entre os mortos e exaltando-O na Sua glória (cfr. Rm 10,9; 1 Co 12,3; Fl 2,11)” (Catecismo, 449). A oração cristã, litúrgica ou pessoal, está marcada pelo título ‘Senhor’ (cfr. Catecismo, 451).
José Antonio Riestra
EU ESCOLHI JESUS, ESCOLHI ENTRAR PELA PORTA ESTREITA
Este livre acesso que damos a Jesus, depende de nós. E tão somente de nós. Jesus pode fazer tudo de bom em nossas vidas, mas Ele só pode fazer quando permitimos. Deus sempre respeita o nosso livre arbítrio.
Há algum tempo atrás, eu li um livro chamado “O Monge e o Executivo”. E neste livro, o autor explica que há duas coisas que o homem faz: uma é morrer e a outra é escolher.
Meus irmãos, a nossa vida é feita de escolhas. Fomos criados livres, graças a Deus! E esta nossa liberdade nos permite fazer escolhas.
Nós somos esse povo maravilhoso escolhido por Deus para sermos felizes. Dentro do nosso coração há um desejo tão grande de felicidade, que somente Jesus pode satisfazer este anseio em nossa alma. Esta felicidade plena iremos conquistá-la somente no céu!
Hoje somos convidados a fazer uma escolha. E uma escolha definitiva. Faça a escolha por Jesus!Neste Domingo, estamos dando início a um novo ano litúrgico com o Advento. É um novo tempo. Tempo de preparação para o Natal. Tempo de revisão de vida. Tempo para recomeçar!
Agora é a hora de retomar. E a primeira coisa que precisamos fazer, neste recomeço, é exatamente escolher a Jesus Cristo como o único Senhor de nossas vidas.
Você que hoje vive uma vida de pecado, precisa escolher, fazer a opção por uma vida nova, por uma vida de renúncia aos vícios. E esta decisão é sua! Somente sua. Você é que precisa fazer esta escolha.
A Palavra de Deus nos fala em Mateus 7,13-14: “Entrai pela porta estreita! Pois larga é a porta e espaçoso o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram! Como é estreita a porta e apertado o caminho que leva à vida, e poucos são os que o encontram!”
Estamos no “Sermão da Montanha”. E depois de tudo aquilo que Jesus ensinou, quando o povo já estava tão encantado pelos seus ensinamentos, o Senhor deixa este desafio tão importante: “Entrai pela porta estreita!”
Meu irmão, você aceitou o desafio de ser cristão. Não é fácil seguir a Jesus Cristo. Você acha que viver o “PHN”, viver esta “Revolução Jesus”, fazer esta maravilhosa experiência de um Novo Pentecostes em sua vida, você acha que tudo isso lhe privará da luta? Não. Você ainda sentirá o homem velho combater dentro de você. E será preciso lutar.
Certa vez, um menino ficou com a mão presa dentro de um pote de balas. E todo mundo dizia àquela criança para soltar as balas. Mas ela não soltava. A avó da criança, com muita sabedoria, ofereceu a ela uma barra de chocolate. A criança imediatamente largou as balas e o pote e agarrou o chocolate.
Assim também deve hoje acontecer conosco, meus irmãos: precisamos largar esta vida velha, esta vida de pecado, e agarrar com todo afinco esta vida nova que Deus nos oferece, com a consciência de que “santidade não se improvisa”, como sempre nos ensinou o nosso Pai Fundador, monsenhor Jonas Abib.
Não podemos fazer concessões diante do pecado e ficar pensando: “Mas isso está tão bom... É só um pouquinho. Não tem problema algum”. Aquele que é infiel nas pequenas coisas, será também nas grandes coisas. Mas a partir do momento em que vamos fazendo a escolha pela santidade nas pequenas coisas do dia a dia, com certeza - naquela hora das grandes tentações - conseguiremos resistir.
Não podemos nos esquecer que a porta é estreita, meus irmãos! E o que precisamos deixar para atravessar esta porta estreita? Neste tempo do Advento, encontramos uma maravilhosa oportunidade para refletirmos sobre isso.
Às vezes, acordamos irritados, mal humorados e não queremos conversar com ninguém. Já teve dias em que você acordou desse jeito? Pois é, nesses dias também é preciso fazer uma escolha concreta, ou seja, decidir-se a sorrir para as pessoas, a cumprimentá-las. Enfim, você faz uma escolha concreta que “bate de frente” com aquela atitude errada. E é assim que se entra pela porta estreita. Quando você diz “não” ao pecado, saiba que tantos outros “sim” à vida nova vão surgindo em sua história.
Compreenda que o homem novo que você busca ser, nasce de uma livre escolha que você faz em procurar ajuda, em “correr atrás” de uma vida nova, diferente, cheia da graça de Deus. Este caminho é maravilhoso, porém, exigente!
Cuidemos para não viver toda aquela empolgação nesses dias de “Virada Radical” e depois, ao retornar para nossos lares, continuar vivendo da mesma forma. Não! A escolha pela santidade é diária! Eu não posso retornar àquela vida velha de vícios e pecados.
Precisamos exercitar-nos. Precisamos cultivar em nós uma vida de oração. Se orando já é uma luta tremenda, imagine então sem orar! A gente não consegue resistir. Com certeza, fraquejamos e caímos quando deixamos de lado a oração.
Não há outro jeito de vivermos esta radicalidade, a não ser através da força do Espírito Santo. Com o auxílio do Divino Espírito, questione-se: “Por qual caminho eu tenho andado? Pelo caminho largo ou pelo caminho estreito?” Pela ação do Espírito Santo, Deus quer fortalecer a sua vontade em meio às lutas do dia a dia. O Senhor quer fortalecer o seu interior, o seu coração, e colocar você neste caminho que leva à porta estreita, um verdadeiro caminho de santidade.
Emanuel Stênio
Há algum tempo atrás, eu li um livro chamado “O Monge e o Executivo”. E neste livro, o autor explica que há duas coisas que o homem faz: uma é morrer e a outra é escolher.
Meus irmãos, a nossa vida é feita de escolhas. Fomos criados livres, graças a Deus! E esta nossa liberdade nos permite fazer escolhas.
Nós somos esse povo maravilhoso escolhido por Deus para sermos felizes. Dentro do nosso coração há um desejo tão grande de felicidade, que somente Jesus pode satisfazer este anseio em nossa alma. Esta felicidade plena iremos conquistá-la somente no céu!
Hoje somos convidados a fazer uma escolha. E uma escolha definitiva. Faça a escolha por Jesus!Neste Domingo, estamos dando início a um novo ano litúrgico com o Advento. É um novo tempo. Tempo de preparação para o Natal. Tempo de revisão de vida. Tempo para recomeçar!
Agora é a hora de retomar. E a primeira coisa que precisamos fazer, neste recomeço, é exatamente escolher a Jesus Cristo como o único Senhor de nossas vidas.
Você que hoje vive uma vida de pecado, precisa escolher, fazer a opção por uma vida nova, por uma vida de renúncia aos vícios. E esta decisão é sua! Somente sua. Você é que precisa fazer esta escolha.
A Palavra de Deus nos fala em Mateus 7,13-14: “Entrai pela porta estreita! Pois larga é a porta e espaçoso o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram! Como é estreita a porta e apertado o caminho que leva à vida, e poucos são os que o encontram!”
Estamos no “Sermão da Montanha”. E depois de tudo aquilo que Jesus ensinou, quando o povo já estava tão encantado pelos seus ensinamentos, o Senhor deixa este desafio tão importante: “Entrai pela porta estreita!”
Meu irmão, você aceitou o desafio de ser cristão. Não é fácil seguir a Jesus Cristo. Você acha que viver o “PHN”, viver esta “Revolução Jesus”, fazer esta maravilhosa experiência de um Novo Pentecostes em sua vida, você acha que tudo isso lhe privará da luta? Não. Você ainda sentirá o homem velho combater dentro de você. E será preciso lutar.
Certa vez, um menino ficou com a mão presa dentro de um pote de balas. E todo mundo dizia àquela criança para soltar as balas. Mas ela não soltava. A avó da criança, com muita sabedoria, ofereceu a ela uma barra de chocolate. A criança imediatamente largou as balas e o pote e agarrou o chocolate.
Assim também deve hoje acontecer conosco, meus irmãos: precisamos largar esta vida velha, esta vida de pecado, e agarrar com todo afinco esta vida nova que Deus nos oferece, com a consciência de que “santidade não se improvisa”, como sempre nos ensinou o nosso Pai Fundador, monsenhor Jonas Abib.
Não podemos fazer concessões diante do pecado e ficar pensando: “Mas isso está tão bom... É só um pouquinho. Não tem problema algum”. Aquele que é infiel nas pequenas coisas, será também nas grandes coisas. Mas a partir do momento em que vamos fazendo a escolha pela santidade nas pequenas coisas do dia a dia, com certeza - naquela hora das grandes tentações - conseguiremos resistir.
Não podemos nos esquecer que a porta é estreita, meus irmãos! E o que precisamos deixar para atravessar esta porta estreita? Neste tempo do Advento, encontramos uma maravilhosa oportunidade para refletirmos sobre isso.
Às vezes, acordamos irritados, mal humorados e não queremos conversar com ninguém. Já teve dias em que você acordou desse jeito? Pois é, nesses dias também é preciso fazer uma escolha concreta, ou seja, decidir-se a sorrir para as pessoas, a cumprimentá-las. Enfim, você faz uma escolha concreta que “bate de frente” com aquela atitude errada. E é assim que se entra pela porta estreita. Quando você diz “não” ao pecado, saiba que tantos outros “sim” à vida nova vão surgindo em sua história.
Compreenda que o homem novo que você busca ser, nasce de uma livre escolha que você faz em procurar ajuda, em “correr atrás” de uma vida nova, diferente, cheia da graça de Deus. Este caminho é maravilhoso, porém, exigente!
Cuidemos para não viver toda aquela empolgação nesses dias de “Virada Radical” e depois, ao retornar para nossos lares, continuar vivendo da mesma forma. Não! A escolha pela santidade é diária! Eu não posso retornar àquela vida velha de vícios e pecados.
Precisamos exercitar-nos. Precisamos cultivar em nós uma vida de oração. Se orando já é uma luta tremenda, imagine então sem orar! A gente não consegue resistir. Com certeza, fraquejamos e caímos quando deixamos de lado a oração.
Não há outro jeito de vivermos esta radicalidade, a não ser através da força do Espírito Santo. Com o auxílio do Divino Espírito, questione-se: “Por qual caminho eu tenho andado? Pelo caminho largo ou pelo caminho estreito?” Pela ação do Espírito Santo, Deus quer fortalecer a sua vontade em meio às lutas do dia a dia. O Senhor quer fortalecer o seu interior, o seu coração, e colocar você neste caminho que leva à porta estreita, um verdadeiro caminho de santidade.
Emanuel Stênio
Missionário da Canção Nova.
É PRECISO EVANGELIZAR OPORTUNA E INOPORTUNAMENTE
O Senhor é irrevogável, Ele não revoga nenhum de seus dons e nenhum de seus chamados. Na Carta aos Romanos, Ele diz que os judeus vão se converter em massa. É isso o que nós estamos aguardando e já temos maravilhosos sinais disso. Os judeus messiânicos – aqueles que acreditam que Jesus é o Messias, o Filho de Deus – são um povo-semente para que outros judeus acreditem em Cristo como um enviado por Deus. Os Atos dos Apóstolos nos dizem que eles só pregavam aos judeus, mas alguns, que foram para a ilha de Chipre, a Antioquia, pregaram também aos pagãos. Foram corajosos. O bonito é que estes começaram a aceitar, cada vez mais, a Palavra de Deus.
No entanto, os pagãos não sabiam nada de Bíblia. Falar para eles que Jesus era o Messias, não significava nada. Então, os cristãos, cheios do Espírito Santo, usavam todos os dons d'Ele para os converter. É por isso que eram chamados de carismáticos. E ao mostrarem a eles, pela Palavra de Deus, que Cristo era o Messias esperado, eles se arrependiam, eram tocados, abriam o coração e se convertiam. Nós temos de fazer o mesmo – oportuna e inoportunamente – para que o mundo creia e seja salvo!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
No entanto, os pagãos não sabiam nada de Bíblia. Falar para eles que Jesus era o Messias, não significava nada. Então, os cristãos, cheios do Espírito Santo, usavam todos os dons d'Ele para os converter. É por isso que eram chamados de carismáticos. E ao mostrarem a eles, pela Palavra de Deus, que Cristo era o Messias esperado, eles se arrependiam, eram tocados, abriam o coração e se convertiam. Nós temos de fazer o mesmo – oportuna e inoportunamente – para que o mundo creia e seja salvo!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
A CONSAGRAÇÃO A DEUS E Á LIBERDADE
Nossa vida está escondida no Cristo Senhor
No capítulo quinto do “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, São Luís Maria Grignion de Montfort nos ensina alguns motivos para nos consagrar a Nossa Senhora. O sexto motivo apresentado pelo Santo para escolher a consagração total a Jesus Cristo pelas mãos da Virgem Maria é que “esta prática de devoção dá uma grande liberdade interior àqueles que a observam fielmente” (TVD 169). Tal liberdade interior é própria dos filhos de Deus: “O Senhor é o Espírito, e onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade” (2 Cor 3, 17).
Pela consagração, segundo o método de São Luís, “nos tornamos escravos de Jesus Cristo” (cf. TVD 169), porém, isto não nos tira a liberdade. Ao contrário, ao fazer-nos escravos de amor da Virgem Maria, Jesus nos recompensa com graças. O Senhor “tira da alma todo escrúpulo e temor servil, que só servem para a estreitá-la, escravizá-la e confundi-la” (TVD 169). Ele tira de nós toda a dúvida ou inquietação espiritual que nos impede do crescimento na graça e na liberdade de espírito. Cristo também tira de nós o temor servil, o medo de servir alguém, dando nos a liberdade e a clareza de espírito para as coisas de Deus. Montfort diz que a consagração total “dilata o coração para uma santa confiança em Deus, fazendo-o ver n’Ele seu Pai” (TVD 169), ou seja, consagrando-nos inteiramente a Jesus, somos tomados por uma fé inabalável em Deus, nosso Pai. Além disso, São Luís Maria ensina que, por esta devoção, Jesus nos concede um amor terno e filial para com Deus
Para exemplificar sua doutrina sobre a liberdade de espírito, São Luís cita como exemplo a história da vida de Madre Inês de Jesus, religiosa jacobina do convento de Langeac, em Auvergne, que faleceu nesse mesmo local em odor de santidade em 1634. Ela não tinha mais de sete anos quando já sofria de grandes penas do espírito. “Foi então que ouviu uma voz dizer-lhe que, se desejava ser livre de todas as suas penas e protegida contra todos os seus inimigos, deveria tornar-se o mais depressa possível escrava de Jesus e de sua Santa Mãe” (TVD 170). Rapidamente, consagrou-se inteiramente como escrava a Jesus e à Sua Santa Mãe, embora não conhecesse esta devoção. Como sinal de sua consagração, cingiu-se com cadeia de ferro sobre os rins e usou-a até a morte.
Depois da consagração, cessaram todas as suas penas e escrúpulos. Madre Inês ficou em tanta paz e liberdade de coração que ensinou esta prática a várias pessoas, que fizeram grandes progressos espirituais. Entre estas pessoas, estava o padre Olier, fundador do Seminário de São Sulpício e a outros sacerdotes e membros do clero. Certo dia, “apareceu-lhe a Santíssima Virgem e pôs-lhe ao pescoço uma cadeia de ouro, testemunhando-lhe assim a alegria que sentia por ela se ter feito escrava sua e de seu Filho. Santa Cecília, que acompanhava a Santíssima Virgem, disse-lhe: Felizes os fiéis escravos da Rainha do Céu, porque gozarão a verdadeira liberdade: Ó Mãe, servir-Vos é a liberdade!” (TVD 170).
Assim, São Luís Maria prova que a devoção que ensina não é apenas uma teoria, mas é uma prática comprovada pela história. Além deste testemunho, hoje temos conhecimento de muitas outras pessoas que se consagraram a Virgem Maria e experimentaram a mesma liberdade de espírito para lançar-se nos mais altos desafios da vida espiritual e temporal. Um dos mais célebres e conhecidos é o saudoso Beato Papa João Paulo II, o qual teve sua vida marcada pela consagração total a Nossa Senhora. Sigamos os passos do “João de Deus” e nos consagremos inteiramente a Jesus Cristo pelas mãos de Sua Mãe Santíssima e experimentemos a verdadeira liberdade dos filhos de Deus.
QUEM É DEUS ?
Antes de tudo é preciso explicar que a palavra mistério não quer dizer algo que seja impossível de existir ou de acontecer; mistério é apenas algo que a nossa inteligência não compreende. Se você, por exemplo, não é físico, a teoria da relatividade de Einstein é um mistério para você, mas não é para os físicos. Se você não é biólogo a complexidade da célula, dos cromossomos e dos gens pode ser um mistério, mas não é para aquele que estudou tudo isso.
Ora, Deus é um Mistério para todos nós, porque a Sua grandeza infinita não cabe na nossa inteligência limitada de criatura. Se entendesse Deus, este não seria o verdadeiro Deus. O Criador não pode ser plenamente entendido pela criatura; isto é lógico, é normal e é correto. Depois de tentar de muitos modos desvendarem o Mistério da Santíssima Trindade, Santo Agostinho (†430) abdicou: ‘Deus não é para se compreendido, mas para ser adorado!” A criatura adora o seu Criador, mesmo sem o compreender perfeitamente. O pecado dos demônios foi não querer adorar a Deus seu Criador; quiseram ser deuses. O Mistério da Santíssima trindade é o mistério central da fé e da vida cristã. Só Deus pode-se dar a conhecer, revelando-se como Pai, Filho e Espírito Santo. Foi Jesus sobretudo quem revelou o Pai, Ele como Deus, e o Espírito Santo; isto não foi invenção da Igreja. A verdade revelada da Santíssima Trindade está nas origens da fé viva da Igreja, principalmente através do Batismo. “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós” (2Cor 13,13; cf. 1Cor 12,4-6; Ef 4,4-6) já pronunciavam os Apóstolos. Deus é o Infinito de todas as potencialidades que possamos imaginar. Ele é Incriado; não foi feito por ninguém, não teve principio e não terá fim; isto é, é Eterno. A criatura não é eterna, pois um dia ela começou a existir; não era, e passou a ser, porque o Incriado a criou num ato de liberdade plena e de amor. O fato de você existir já é uma grande prova do amor de Deus por você; Ele quis que você existisse e o criou
Deus é espírito (Jo 4, 24) não é feito de matéria criada, pois foi ele quem criou toda matéria que existe fora do nada; logo não poderia ter sido feito de matéria. Muitos têm dificuldade de entender a existência de um ser não carnal, espiritual, como os Anjos, Deus e a nossa alma; mas eles existem de fato. Ora, você não vê a onda eletromagnética que leva o sinal do rádio e da tv, mas você não duvida de que ela exista. Da mesma forma você não pode ver os anjos e a alma, mas eles existem. Deus é Perfeitíssimo; Nele não há sombra de defeito ou de erro; Ele não pode se enganar e não pode enganar ninguém; não pode fazer o mal. Ninguém pode acusar Deus de fazer o mal; Ele só pode fazer o bem. Ele pode “permitir” que o mal nos atinja para a nossa correção (Hb 12, 4ss) e mudança de vida; mas Ele nunca pode criar o mal e nos mandar o mal. O mal vem da nossa imperfeição como criatura e do nosso pecado (Rm 6,23). Deus é Onipotente (Gn 17,1; 28,3; 35,11; 43,14; Ex 6,3; Ap 1,8; 4,8; 11,17; 16,14; 21,22); pode tudo; nada lhe é impossível. “A Deus nada é impossível” (Lc 1, 37) disse o Arcanjo Gabriel a Maria na Anunciação. Não há alguma coisa que você possa imaginar que Deus não possa fazer simplesmente com o seu querer. Basta um pensamento Seu, uma Palavra, e tudo será feito porque Ele tem poder Infinito. Por isso só Deus pode criar, só Ele pode “tirar algo do nada”; só Ele pode chamar à existência um ser que não existia; a partir do nada. Para fazer um bolo a cozinheira precisa da matéria prima; Deus não precisa. A cozinheira “faz” o bolo, Deus “cria” a partir do nada. Deus é Onisciente; quer dizer sabe tudo; ninguém consegue esconder nada de Deus; Ele tudo vê. Deus é Onipresente (Sl 139,7; Sb 1,7; Eclo 16,17-18; Jr 23,24; Am 9,2-3; Ef 1,23); está em toda parte, porque é puro espírito. Diz o Salmista: “Senhor, Vós me perscrutais e me conheceis. Sabeis tudo de mim, quando me sento e me levanto… Para onde irei longe de teu Espírito? Para onde fugirei apartado de tua face? Se subir até os céus, Vós estais ali, se descer para o abismo eu Vos encontro lá.” (Sl 138,1-7) E Deus é muito mais; Deus é nosso Pai amoroso com ensinou Jesus. É Amor (1Jo 4,8.) É fonte de vida e santidade (Rm 6,23; Gl 6,8; Ef 1,4-5; 1Ts 4,3; 2Ts 2,13-17). É ilimitado ( 1Rs 8,27; Jr 23,24; At 7,48-49). É misericordioso (Ex 34,6; 2Cr 30,9; Sl 25,6; 51;1; Is 63,7; Lc 6,36; Rm 11,32; Ef 2,4; Tg 5,11). É o Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis (Gn 1,1; Jó 26,13; Sl 33,6; 148,5; Pv 8,22-31; Eclo 24,8; 2Mc 7,28; Jo 1,3; Cl 1,16; Hb 11,3). É o Juiz do universo (1Sm 2,10; 1Cr 16,33; Ez 18,30; Mt 16,27; At 17,31; Rm 2,16; 2Tm 4,1; 1Pd 4,5). Deus é uno (Dt 32,39; Is 43,10; 44,6-8; Os 13,4; Ml 2,10; 1Cor 8,6; Ef 4,6); não pode haver mais de um Deus simplesmente pelo fato de que se houvesse dois deuses, um deles seria inferior ao outro; e Deus não pode ser inferior a nada; Ele é absoluto. A Trindade é Una. Não professamos três deuses, mas um só Deus em três pessoas: “a Trindade consubstancial”, ensinou o II Concílio de Constantinopla em 431 (DS 421 ). As pessoas divinas não dividem entre si a única divindade, mas cada uma delas é Deus por inteiro: “O Pai é aquilo que é o Filho, o Filho é aquilo que é o Pai, o Espírito Santo é aquilo que são o Pai e o Filho, isto é, um só Deus por natureza” (XI Concílio de Toledo, em 675, DS 530).
“Cada uma das três pessoas é esta realidade, isto é, a substância, a essência ou a natureza divina” (IV Conc. Latrão, em 1215, DS 804). “Deus é único, mas não solitário” disse o Papa Dâmaso (Fides Damasi, DS 71). “Pai”, “Filho”, “Espírito Santo” não são simplesmente nomes que designam modalidades do ser divino, pois são realmente distintos entre si: “Aquele que é Pai não é o Filho, e aquele que é o Filho não é o Pai, nem o Espírito Santo é aquele que é o Pai ou o Filho” (XI Conc. Toledo, em 675, DS 530). São distintos entre si por suas relações de origem: “É o Pai que gera o Filho que é gerado, o Espírito Santo que procede” (IV Conc. Latrão, e, 1215, DS 804). A Unidade divina é Trina.“Por causa desta unidade, o Pai está todo inteiro no Filho, todo inteiro no Espírito Santo; o Filho está todo inteiro no Pai, todo inteiro no Espírito Santo; o Espírito Santo, todo inteiro no Pai, todo inteiro no Filho” (Conc. Florença, em 1442, DS 1331). O Símbolo Quicunque de Santo Atanásio assim explicava: “A fé católica é esta: que veneremos o único Deus na Trindade, e a Trindade na unidade, não confundindo as pessoas, nem separando a substância: pois uma é a pessoa do Pai, outra, a do Filho, outra, a do Espírito Santo; mas uma só é a divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, igual à glória, co-eterna a majestade”(DS 75). A Santíssima Trindade e inseparável naquilo que são, e da mesma forma o são naquilo que fazem. Mas na única operação divina cada uma delas manifesta o que lhe é próprio na Trindade, sobretudo nas missões divinas da Encarnação do Filho e do dom do Espírito Santo. Pela graça do Batismo “em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19) somos chamados a compartilhar da vida da Santíssima Trindade, aqui na terra, mesmo na obscuridade da fé, e para além da morte, na luz eterna. Esta é a nossa magnífica vocação.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo!
Prof. Felipe Aquino
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