quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

NOSSAS VIDA É CHEIA DE LUTAS


. O bem e o mal certamente nos cercam, mas temos a segurança na palavra que nos diz, no Salmo 22, 4 : “Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estais comigo. Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo.”
Devemos render graças a Deus, por termos a sua presença constantemente em nossas vidas, nos consolando, e nos tirando do caminho das trevas e da sombra da morte.
A palavra de Deus nos garante vitória sobre o mal, afirma ainda que teremos paz em Deus independentemente do que estamos passando ou do que ainda virá. E mesmo que tenhamos que passar pelo vale escuro, que podemos interpretar neste momento como tudo aquilo que nos leva ao pecado ou as nossas lutas diárias, problemas financeiros, familiares ou enfermidades, sabemos que Deus está conosco.
“Tu estás comigo”, Deus está sempre conosco e nós devemos estar com Deus para termos sua proteção. É preciso que encaremos as realidades da vida, a vida não é 
fácil para ninguém, a angustia, a tristeza, o medo, os perigos, estão em todo lugar, percorrendo todos os caminhos, famílias e corações.
Aceitar as dificuldades é um passo importante para poder afirmar que, por mais dificil que seja o caminho a ser percorrido, temos a companhia de Deus e é Ele quem nos conduz, com o seu báculo, ao caminho do fortalecimento, da esperança, da realização.
É preciso que afirmemos sempre, Eu estou contigo Senhor e Tu estás comigo! Saiba viver na presença de Deus, desta maneira nada vos faltará!

Senhor Deus de bondade, muito obrigado pela tua graça. Não pagamos nada por ela, é tudo dom gratuito de tua bondade. Perdoa nossa ingratidão e faz-nos sempre carentes de tua ajuda. Amém!

O caminho seguro para a vitória é a comunhão com a Palavra.

Padre Alberto Gambarini

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012


Você pode comungar de Joelhos?

R.: SIM

Não existe um documento da Igreja que proíba o cristão de ajoelhar-se na hora da consagração e na hora da comunhão, são atos de adoração e não somente atos externos.

O corpo se rende ao desejo da alma de reconhecer a Deus. Assim nós estaremos colocando em prática as santas palavras de São Paulo aos Filipenses:

"Ao nome de Jesus se dobre todo joelho no Céu, na Terra e no Inferno, e toda a língua proclame que JESUS é o Senhor para a Glória de DEUS pai. - Fl 2,6
Você pode comungar de Joelhos?

R.: SIM

Não existe um documento da Igreja que proíba o cristão de ajoelhar-se na hora da consagração e na hora da comunhão, são atos de adoração e não somente atos externos.

O corpo se rende ao desejo da alma de reconhecer a Deus. Assim nós estaremos colocando em prática as santas palavras de São Paulo aos Filipenses:

"Ao nome de Jesus se dobre todo joelho no Céu, na Terra e no Inferno, e toda a língua proclame que JESUS é o Senhor para a Glória de DEUS pai. - Fl 2,6

terça-feira, 25 de dezembro de 2012



É NATAL


Deus se humilha para que possamos aproximar-nos dEle

Quando chega o Natal, gosto de contemplar as imagens do Menino Jesus. Essas figuras, que nos mostram o Senhor tão humilhado, recordam-me que Deus nos chama, que o Onipotente quis apresentar-se desvalido, quis necessitar dos homens. Da gruta de Belém, Cristo diz a mim e a você que precisa de nós; reclama de nós uma vida cristã sem hesitações, uma vida de doação, de trabalho, de alegria.
Não conseguiremos jamais o verdadeiro bom humor se não imitarmos deveras Jesus, se não formos humildes como Ele. Insistirei de novo: vemos onde se oculta a grandeza de Deus? Num presépio, nuns paninhos, numa gruta. A eficácia redentora de nossas vidas só se produzirá se houver humildade, se deixarmos de pensar em nós mesmos e sentirmos a responsabilidade de ajudar os outros.
É normal, às vezes até entre almas boas, criarem-se conflitos íntimos, que chegam a produzir sérias preocupações, mas que carecem de qualquer base objetiva. Sua origem está na falta de conhecimento próprio, o qual conduz à soberba, ao desejo de se tornarem o centro da atenção e estima de todos, à preocupação de não ficarem mal, de não se resignarem a fazer o bem e desaparecer à ânsia de segurança pessoal. E, assim, muitas almas que poderiam gozar de uma paz extraordinária, saborear um imenso júbilo, transformam-se, por orgulho e presunção, em infelizes e infecundas!


risto foi humilde de coração (cf. Mt 11,29). Ao longo da sua vida, não quis para si nenhuma coisa especial, nenhum privilégio. Começa por permanecer nove meses no seio de Sua mãe, como qualquer outro homem, com extrema naturalidade. O Senhor sabia de sobra que a humanidade necessitava d'Ele com urgência. Tinha, portanto, fome de vir à Terra para salvar todas as almas, mas não precipita o tempo. Ele vem na Sua hora, como chegam ao mundo os outros homens. Desde a concepção até o nascimento, ninguém - a não ser São José e Santa Isabel - percebe esta maravilha: Deus veio habitar entre os homens!
O Natal também está rodeado de uma simplicidade admirável: o Senhor vem sem estrondo, desconhecido de todos. Na Terra, só Maria e José participam da divina aventura. Depois, os pastores, avisados pelos anjos. Mais tarde, os sábios do Oriente. Assim se realiza o fato transcendente que une o céu à terra, Deus ao homem!
Como é possível tanta dureza de coração, que cheguemos a nos acostumar a estes episódios? Deus humilha-se para que possamos nos aproximar d'Ele, para que possamos corresponder ao Seu amor com o nosso amor, para que a nossa liberdade se renda não só ante o espetáculo do Seu poder, como também ante a maravilha da Sua humildade.
Grandeza de um Menino que é Deus. Seu Pai é o Deus que fez os céus e a terra, e Ele ali está, num presépio, quia non erat eis locus in diversorio (Lc 2,7) - porque não havia outro lugar na terra - para o dono de toda a Criação. ('É Cristo que passa', 18)
Nosso Senhor dirige-se a todos os homens para que caminhem ao Seu encontro, para que sejam santos. Não chama só os Reis Magos, que eram sábios e poderosos; antes disso, tinha enviado aos pastores de Belém, não já uma estrela, mas um de seus anjos (Lc 2,9). No entanto, quer uns quer outros - sejam pobres ou ricos, sábios ou menos sábios - devem fomentar na sua alma uma disposição humilde que permita escutar a voz de Deus. ('É Cristo que passa', 33)
"Hoje, brilhará sobre nós a luz, porque nasceu para nós o Senhor!" Eis a grande novidade que comove os cristãos e, por meio deles, dirige-se à humanidade inteira. Deus está aqui! Esta verdade deve tomar posse de nossas vidas. Cada Natal deve ser para nós um novo encontro especial com Deus, que deixe a Sua luz e a Sua graça penetrarem até o fundo da nossa alma. ('É Cristo que passa', 12)
São Josemaria Escrivá

ALEGRAI- VOS !

Hoje nasceu para nós o Salvador, que é Cristo, o Senhor!

Nesta que é a mais “feliz de todas as noites”, somos chamados a testemunhar, com imensa alegria, a bondade de Deus que, por amor à humanidade, enviou Seu Filho Unigênito. É Natal! Mais do que ricas iguarias sobre a mesa, mais do que inúmeros presentes compartilhados, mais do que enfeites luminosos e tantas outras coisas, a maior dádiva do Natal está na alegria que experimentamos quando – a exemplo dos pastores – contemplamos o Menino Deus naquela simples manjedoura. 

Contemple esta criança! Nesta data tão especial, Deus vem ao seu encontro para amá-lo e ensiná-lo sobre o verdadeiro sentido da vida humana. Nada de medo, nada de tristeza! Que cessem as discussões, as rivalidades e a falta de perdão em nosso meio. Que neste Natal você possa fazer a linda experiência de se deixar contagiar por esta verdadeira alegria, que é fruto do Alto.

São Lucas nos conta, no capítulo 2 do seu Evangelho, a experiência única que aqueles humildes pastores fizeram na noite de Natal. O evangelista narra que “um anjo do Senhor lhes apareceu, e a glória do Senhor os envolveu de luz. Os pastores ficaram com muito medo” (Lc 2,9).

Aqueles homens sentiram medo. Mesmo na presença de um anjo de Deus e envoltos numa intensa luz, as trevas do medo tomaram conta dos seus corações. O anjo do Senhor, percebendo aqueles semblantes assustados, apressa-se logo em tranquilizar os pastores: “Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que será também a de todo o povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós o Salvador, que é o Cristo Senhor!” (Lc 2,10-11).
O restante da história você já conhece. Após a multidão dos anjos cantar “Glória a Deus no mais alto dos céus”, os pastores se põem a caminho de Belém e, ali, encontram o recém-nascido envolto em faixas e deitado numa manjedoura ao lado de Maria e José. Tudo conforme o anjo lhes havia anunciado.

A partir disso, de simples ouvintes, aqueles pastores se transformam em alegres testemunhas: “Quando o viram, contaram as palavras que lhes tinham sido ditas a respeito do menino” (Lc 2,17). Os que ouviam os pastores “ficavam admirados com aquilo que contavam” (Lc 2,18). 

São Lucas concluirá sua narrativa da seguinte forma: “Os pastores retiraram-se, louvando e glorificando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido, de acordo com o que lhes tinha sido dito” (Lc 2,20). 

Qual lição, afinal, podemos aprender com o testemunho desses humildes pastores?

A lição de que a alegria sempre supera o medo, e que esta alegria é o “combustível” que a nossa alma tanto necessita para darmos um belo testemunho de Jesus Cristo ao mundo.

Como aqueles pastores, podemos também glorificar a Deus por tudo o que vimos e ouvimos. Quanta coisa boa Deus já não realizou em nossas vidas! Não é verdade? E tudo isso precisa ser celebrado com os nossos familiares e amigos, principalmente junto à comunidade cristã. Fica aqui a dica: participe da Santa Missa de Natal, pois é ali, ao redor do altar, que celebramos, alegremente, o aniversário de Jesus com fé e nos alimentamos do Seu amor para testemunhá-Lo ao mundo. 

Já não é preciso mais ter medo. Afinal, Jesus nasceu! Esta é a nossa alegre certeza e o grande presente de Natal que o Pai Celeste, em Sua paz, ofereceu aos homens “objetos da benevolência divina” (Lc 2,14).

Desejamos a você um Feliz e Santo Natal!