sexta-feira, 29 de março de 2013

QUEM QUISER ME SEGUIR RENUNCIE A SI MESMO TOME SUA CRUZ E SIGA-ME


"Quem quiser me seguir renuncie a si mesmo,tome sua CRUZ e siga-me!"
Quem tiver seus sofrimentos,ofereça ao Senhor,porque tem dias que a nossa cruz pesa muito e a gente se sente mais fraco ainda...Então,olha para Jesus,Ele poderá lhe consolar...
Nas horas de profunda solidão,que vc sente a  maior dor,olha para Jesus,Ele é o Homem das Dores,experimentado nos sofrimentos! Ele sabe o que é dor,Ele sabe como consolar,como tocar nas feridas de nossas almas!
Nos dias em que vc estiver enrolado ,nas consequencias de seus erros,de suas mancadas,olha para Jesus,Ele também esteve amarrado,Ele vai lhe libertar.
Quando tudo parece sem sentido ,e sua cabeça rodar de tanta confusão,olha pra Jesus,Ele sabe o que é ser coroado de espinhos,sabe o que é ser humilhado,sabe o que é ser espezinhado...
Edwiges Moura
"Quem quiser me seguir renuncie a si mesmo,tome sua CRUZ e siga-me!"
Quem tiver seus sofrimentos,ofereça ao Senhor,porque tem dias que a nossa cruz pesa muito e a gente se sente mais fraco ainda...Então,olha para Jesus,Ele poderá lhe consolar...
Nas horas de profunda solidão,que vc sente a maior dor,olha para Jesus,Ele é o Homem das Dores,experimentado nos sofrimentos! Ele sabe o que é dor,Ele sabe como consolar,como tocar nas feridas de nossas almas!
Nos dias em que vc estiver enrolado ,nas consequencias de seus erros,de suas mancadas,olha para Jesus,Ele também esteve amarrado,Ele vai lhe libertar.
Quando tudo parece sem sentido ,e sua cabeça rodar de tanta confusão,olha pra Jesus,Ele sabe o que é ser coroado de espinhos,sabe o que é ser humilhado,sabe o que é ser espezinhado...
Edwiges Moura

SEXTA FEIRA SANTA


A sexta-feira santa volta o nosso olhar para o monte Calvário, onde esta a cruz de Jesus Cristo. Para alguns, talvez seja somente um sinal de sofrimento, mas aí esta a prova do infinito amor de Deus para conosco. Na cruz, Deus, de um modo dramático, deseja nos abraçar com Sua Divina Misericórdia. É como se Ele estivesse gritando: "Eu amo vocês, não quero vê-los tristes ou derrotados, olhem para Jesus e recebem o meu amor." Parece estranho, mas a cruz realiza as palavras de Is 53,5: "fomos curados graças as suas chagas.". Não existe pecado ou erro que possa nos afastar definitivamente de Deus. Só a indiferença, o orgulho. Deus não se cansa de nos perdoar, Ele corre atrás de nós por todos os meios. Somos nós que nos deixamos vencer pelo pessimismo ou desânimo. Satanás continua com a sua estratégia de nos fazer cair na tentação de não acreditar na força do amor de Deus. Com o amor de Deus quem esta no fundo do poço se levanta. Com o amor de Deus a tristeza se transforma em alegria. Com o amor de Deus os inimigos fazem as pazes. Com o amor de Deus o viciado se liberta. Hoje una-se a doce Virgem Maria aos pés da cruz, e receba o fluir das graças do céu jorrando do coração de Jesus misericordioso.

Rezemos:

Eis me, aqui ó bom e dulcíssimo Jesus! De joelhos ante a vossa divina presença, eu Vos peço e suplico, com o mais ardente fervor de minha alma, que Vos digneis gravar em meu coração profundos sentimentos de fé, de esperança e de caridade, de verdadeiro arrependimento de meus pecados e vontade firmíssima de me emendar, enquanto com sincero afeto e íntima dor de coração considero e medito em vossas cinco chagas, tendo bem presentes aquelas palavras que o Profeta Davi já dizia de Vós, ó bom Jesus: Traspassaram as minhas mãos e os meus pés, e contaram todos os meus ossos. Amém

Viva este dia na intimidade de Jesus. Participe da Celebração da Leitura da Paixão, Adoração da Cruz e Distribuição da Comunhão, na maioria das igrejas às 15 h (hora da morte de Jesus).
Padre Alberto Gambarini


ENTENDA O SIGNIFICADO DO BEIJO NA CRUZ NA SEXTA FEIRA SANTA



Em todo o ano, existe somente um dia em que não se celebra a Santa Missa: a Sexta-Feira Santa. Ao invés da Missa temos uma celebração que se chama Funções da Sexta-feira da Paixão, que tem origem em uma tradição muito antiga da Igreja que já ocorria nos primeiros séculos, especialmente depois da inauguração da Basílica do Santo Sepulcro e do reencontro da Santa Cruz por parte de Santa Helena (ano 335 d.C.).

Esta celebração é dividida em três partes: a primeira é a leitura da Sagrada Escritura e a oração universal feita por todas as pessoas de todos os tempos; a segunda é a adoração da Santa Cruz e a terceira é a Comunhão Eucarística, juntas formam o memorial da Paixão e Morte de Nosso Senhor. Memorial não é apenas relembrar ou fazer memória dos fatos, é realmente celebrar agora, buscando fazer presente, atual, tudo aquilo que Deus realizou em outros tempos. Mergulhamos no tempo para nos encontrarmos com a graça de Deus no momento que operou a salvação e, ao retornarmos deste mergulho, a trazemos em nós.

Os cristãos peregrinos dos primeiros séculos a Jerusalém nos descrevem, através de seus diários que, em um certo momento desta celebração, a relíquia da Santa Cruz era exposta para adoração diante do Santo Sepulcro. Os cristãos, um a um, passavam diante dela reverenciando e beijando-a. Este momento é chamado de Adoração à Santa Cruz, que significa adorar a Jesus que foi pregado na cruz através do toque concreto que faziam naquele madeiro onde Jesus foi estendido e que foi banhado com seu sangue.

Em nosso mundo de hoje, falar da Adoração à Santa Cruz pode gerar confusão de significado, mas o que nós fazemos é venerar a Cruz e, enquanto a veneramos, temos nosso coração e nossa mente que ultrapassa aquele madeiro, ultrapassa o crufixo, ultrapassa mesmo o local onde estamos, até encontrar-se com Nosso Senhor pregado naquela cruz, dando a vida para nos salvar. Quando beijamos a cruz, não a beijamos por si mesma, a beijamos como quem beija o próprio rosto de Jesus, é a gratidão por tudo que Nosso Senhor realizou através da cruz. O mesmo gesto o padre realiza no início de cada Missa ao beijar o Altar. É um beijo que não pára ali, é beijar a face de Jesus. Por isso, não se adora o objeto. O objeto é um símbolo, ao reverênciá-lo mergulhamos em seu significado mais profundo, o fato que foi através da Cruz que fomos salvos.

Nós cristãos temos a consciência que Jesus não é apenas um personagem da história ou alguém enclausurado no passado acessível através da história somente. "Jesus está vivo!" Era o que gritava Pedro na manhã de Pentecostes e esse era o primeiro anúncio da Igreja. Jesus está vivo e atuante em nosso meio, a morte não O prendeu. A alegria de sabermos que, para além da dolorosa e pesada cruz colocada sobre os ombros de Jesus, arrastada por Ele em Jerusalém, na qual foi crucificado, que se torna o simbolo de sua presença e do amor de Deus, existe Vida, existe Ressurreição. Nossa vida pode se confundir com a cruz de Jesus em muitos momentos, mas diante dela temos a certeza que não estamos sós, que Jesus caminha conosco em nossa via sacra pessoal e, para além da dor, existe a salvação.

Ao beijar a Santa Cruz, podemos ter a plena certeza: Jesus não é simplesmente um mestre de como viver bem esta vida, como muitos se propõem, mas o Deus vivo e operante em nosso meio.

NO SILÊNCIO DA ORAÇÃO,GRANDES COISAS NASCEM EM NOSSA VIDA



Todos nós precisamos de momentos de silêncio para nos encontrarmos com Deus. Quando nos esvaziamos das
nossas preocupações, encontramos com o Senhor e ouvimos claramente a Sua voz indicando-nos o que devemos fazer e por onde devemos ir.
“Um dia, enquanto celebravam a liturgia, em honra do Senhor, e jejuavam, o Espírito Santo disse: ‘Separai para mim Barnabé e Saulo, a fim de fazerem o trabalho para o qual eu os chamei’” (Atos dos Apóstolos 13,2). Justamente quando eles estavam no silêncio da oração, o Senhor mostrou-lhes o que deveriam fazer.
É dessa forma que o Altíssimo quer nos conduzir. Muitas pessoas têm medo do silêncio, mas é justamente nesses momentos de paz que grandes coisas nascem na nossa vida. É no silêncio da oração que encontramos toda força para viver o que a vida nos oferece e para sermos sinal de esperança onde trabalhamos e com as pessoas com as quais convivemos. Jesus, ensina-nos a viver o silêncio da oração em todos os momentos da nossa vida.
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia Santiago

quinta-feira, 28 de março de 2013

A IGREJA DOS POBRES

Esse é o desejo mais profundo do coração de Deus

O Papa Francisco disse, durante o encontro com jornalistas, na semana de sua eleição como Sucessor do Apóstolo Pedro, que a Igreja deve ser, especialmente, dos mais pobres. Esse é o desejo mais profundo do coração de Deus. Jesus, na admirável passagem sobre o juízo final, narrada em parábolas pelo evangelista Mateus, sublinhou: “Todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes” (Mt 25, 40). Jesus deixa, assim, uma clara lição aos seus discípulos, que deve ser sempre assumida pela Igreja como importante compromisso.

O Concílio Vaticano II, na Constituição Pastoral Gaudium et Spes, afirma que “as alegrias e esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e daqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração”. Assim, a voz do Papa Francisco, fazendo ecoar este desejo e sonho de Jesus, reacende no coração da Igreja a chama da opção preferencial pelos pobres. Essa opção, na sua força espiritual e suas consequências concretas na vida e nos empenhos, é um indispensável remédio que modula a Igreja, povo de Deus, comunidade de discípulos com as orientações de seu Mestre e Senhor.

Gesto primeiro e permanente é contemplar os rostos dos sofredores que doem em nós', sublinha o Documento de Aparecida, fruto da 5ª Conferência dos Bispos Latino-Americanos e Caribenhos, focalizando as pessoas que vivem nas ruas das grandes cidades, as vítimas da violência familiar, os migrantes, os enfermos, os dependentes de drogas, encarcerados, os que carregam o peso e as consequências da discriminação, preconceitos, falta de oportunidades, além dos excluídos da participação cidadã. O Papa Francisco, que esteve presente e participou de maneira decisiva da 5ª Conferência, convida a Igreja a viver o pacto ali assumido e assim detalhado no Documento de Aparecida: “comprometemo-nos a trabalhar para que a nossa Igreja Latino-Americana e Caribenha continue sendo, com maior afinco, companheira de nossos irmãos mais pobres, inclusive até o martírio”.

Francisco indica um caminho que para ser percorrido, com eficácia, precisa de vigor espiritual, de coragem, da profecia e da alegria verdadeira que só brota no coração de quem compreende bem o desejo de Deus. A Igreja está, pois, pela palavra e gestos do Papa, a revisitar os tesouros da fé cristã, banhando-se neles para alcançar uma compreensão espiritual capaz de conferir novos rumos à vida pessoal, organização eclesial e à sociedade. Uma via que deve se concretizar com o modelo da globalização da solidariedade e justiça internacional. Esse compromisso nascido da fé em Jesus Cristo irradia luz sobre o caminho renovador que a Igreja é chamada a trilhar, com força e tarefa de inspirar a sociedade a fazer novas escolhas, responsável que ela é também pelos pobres da Terra.

simplicidade que emerge de uma Igreja para os pobres há de alcançar raízes que tocam o mais profundo das diversas organizações sociais, exigindo mais transparência, singularmente na conduta pessoal e a coragem de uma presença profética na vida dos necessitados, nas relações sociais e políticas. São urgentes as ações na configuração de projetos, obras, diálogos, cooperação e comprometimentos que construam um rosto novo para a sociedade contemporânea, sem as rugas das exclusões produzidas ou das corrupções praticadas.

Que a Igreja renove sempre sua opção preferencial pelos pobres, realizando projetos grandes ou pequenos, de menor ou maior significação, para reencontrar o ouro de sua fé e os caminhos para que ninguém sofra da mais terrível pobreza: a distância de Deus. Contemplar-se como Igreja para os pobres é viver uma recuperação pujante, revisão humilde e corajosa de atitudes, no compromisso com o bem e com a verdade, anunciando o Reino de Deus. O broto de esperança desse tempo guarda potencial inesgotável para a novidade da Igreja de Cristo, no cumprimento de sua missão ampla e complexa, de ser dos pobres para os pobres.
Dom Walmor Oliveira de Azevedo